Coluna Alexandre Garcia: “O triste risível”


 
(foto: twitter/reprodução)
(foto: twitter/reprodução)
 
 

O desembargador destratou o guarda municipal Cícero Hilário, em Santos. Com perdão pelo trocadilho, o desembargador é que é hilário. Arrogantemente ridículo. Em outros tempos sem meios digitais, na consequência de um incidente assim, o guarda seria a parte fraca; seria a palavra de Cícero Hilário contra a voz soberana do desembargador hilário. Mas em época de gravações de som e imagem, e de divulgação instantânea, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não terá muito trabalho para se pronunciar sobre o triste episódio. Do alto de sua arrogância, o hilário chamou Hilário de analfabeto, ligou para o secretário municipal de segurança, rasgou a multa e a jogou no chão. Diz o jornal que, em uma abordagem anterior, ele respondera em francês para os guardas. Hilário.
A Constituição estabelece que todos são iguais perante a lei, mas há muitos, como o desembargador, que se sentem acima da lei. Fico imaginando como uma pessoa dessas integra o maior tribunal do principal estado brasileiro. O guarda Cícero Hilário demonstrou ter mais equilíbrio que o desembargador hilário. Cumpriu seu dever com educação e serenidade, ao contrário do desembargador, que não se comporta como um cidadão igual aos outros, enquanto caminha na orla de Santos. Na sua cabeça, continua de toga e com poderes de juiz sobre os demais.

Nos últimos 14 anos, o Conselho de Justiça puniu 66 juízes com… aposentadoria. Condenados a receber sem trabalhar. Poucos chegam à prisão, como o desembargador do trabalho Nicolau dos Santos Neto, que morreu de covid-19. Desvios são ainda mais graves quando praticados por quem tem o poder de julgar os outros. Má-conduta, e o “você sabe com quem está falando”, não são exclusivos de uma profissão. A carteirada é usual por quem não tem razão ou quer exceção a alguma regra, e se sente superior aos demais.

Embora eu já tenha visto advogados, policiais, juízes, jornalistas, médicos, deputados, julgarem-se mais iguais que os outros, a arrogância chamou mais atenção desta vez, porque a Justiça está na berlinda, em consequência de arroubos dos que se julgam acima da lei e da Constituição. O episódio serve para avisar a esses seres acima dos demais que um poder ainda mais alto se levanta — o dos olhos e ouvidos digitais, que tudo testemunham, denunciando como de fato aconteceu. E a gente não precisa de nenhum relator para confirmar o que se ouve e se vê. E quando se ouve e se vê esse senhor desembargador, percebe-se o ridículo e o hilário, nesse episódio triste e risível

Non je n`ai rien Oublié”, Charles Aznavour: uma formidável e envolvente canção amorosa escrita e composta por Aznavour – com participação também de Georges Garvarentz, em 1971.Esplendorosa catarse amorosa de um artista excepcional. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Investigada por participar de associação criminosa que comercializava drogas na área central de Brasília, Flávia Tamayo foi detida em Vitória (ES). Ela deve ser transferida para o DF nos próximos dias


 
Flavia Tamayo foi encontrada em um hotel de luxo, em Vitória. Ela será transferida a Brasília (foto: Reprodução/Redes Sociais)
Flavia Tamayo foi encontrada em um hotel de luxo, em Vitória. Ela será transferida a Brasília (foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Miss Bumbum e ex-capa da Playboy Flavia Tamayo, de 22 anos, deve ser transferida para o Distrito Federal nos próximos dias. Ela foi presa, preventivamente, pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) na madrugada de ontem, quando entrava em um hotel de luxo na orla de Vitória, capital capixaba. Flavia Tamayo é suspeita de integrar um esquema de tráfico, que associava programas sexuais e venda de drogas na área central de Brasília. A 5ª Delegacia de Polícia é a responsável pelas investigações. A prisão de Flávia, no Espírito Santo, foi realizada em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara de Entorpecentes do DF. A pedido da Polícia Civil do DF, ela deve ser transferida para a capital federal nos próximos dias.

No momento em que os agentes abordaram Flávia, a Miss Bumbum resistiu à prisão e tentou chamar atenção das pessoas que estavam no hotel, segundo explicou o delegado responsável pelo cumprimento do mandado no Espírito Santo, Rafael da Rocha Corrêa, da 1ª Delegacia Regional de Vitória. “Quando falamos que ela seria dirigida à delegacia, foi quando ela viu que estava sendo presa.  A mulher começou a gritar e a se debater no saguão do hotel. Havia, inclusive, algumas pessoas na recepção, e nós conseguimos imobilizá-la com a ajuda de uma policial do sexo feminino. Após ser imobilizada, foi necessário algemá-la”, disse.

Ao saber que a suspeita estava em Vitória, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou à PCES que realizou campana por cerca de dez horas até localizar Flávia Tamayo, em hotel de luxo à beira da praia. Com a suspeita, a polícia do Espírito Santo encontrou droga para consumo próprio, um celular e dinheiro. “Tivemos acesso a um dichavador (espécie de cortador) de maconha, com uma pequena quantidade dentro. E também encontramos uma cédula de um dólar de estimação, que era utilizada para fazer o consumo de cocaína”, explicou o delegado.

Após a prisão, Flávia foi transferida para um presídio feminino, onde segue à disposição da Justiça do Distrito Federal. “As investigações apontaram que ela era reconhecida pelos programas sexuais que realizava, muitas das vezes, regados a drogas. Em especial cocaína e haxixe”, explicou o delegado responsável pela investigação, Ricardo Oliveira, da 5ª DP.

Operação Rede

Em janeiro, PCDF deflagrou a Operação Rede para desarticular seis grupos especializados no tráfico de cocaína e drogas sintéticas em áreas nobres de Brasília. Duas dessas quadrilhas também negociavam programas sexuais. Na época, foram cumpridos 35 mandados de busca em várias regiões administrativas, e também em Goiânia (GO). A partir daí, Flávia passou a ser investigada. 

As frequentes viagens da moça, no entanto, dificultaram a ação da polícia, conforme narrou o delegado. “Em razão da agenda extremamente movimentada da investigada, não tinha sido possível dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva. Antes de Vitória, ela estava em São Paulo, e antes disso, em Florianópolis”, explica o delegado Ricardo Oliveira.

O advogado de Flávia Tamayo, Fabrício Lucas, conversou com o Correio e disse não ter conhecimento de que ela estaria foragida. A defesa da modelo e atriz informou que foi até Vitória para conversar com a cliente, entender o caso e buscar os autos do processo, que, até então, são desconhecidos, segundo informou.

jul
23
Posted on 23-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-07-2020

Por Claudio Dantas

O objetivo, dizem, é combater “o aumento de casos de plantação de maconha em áreas da floresta amazônica”.

“Com a repressão exercida pela Polícia Federal ao cultivo da maconha no Nordeste, particularmente nos sertões da Bahia e Pernambuco, tal cultura tem migrado para a região Norte, rumo à Amazônia Legal”, diz Campos, coordenador da Frente Nacional Contra a Liberação da Maconha e da Cocaína.

jul
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DO EL PAÍS

Sitiado pela crise do coronavírus nos EUA, mandatário tenta aproveitar a presidência como vitrine para reabilitar sua abalada imagem de líder

Trump aparece em público de máscara pela primeira vez, durante uma visita a um hospital, em 11 de julho.
Trump aparece em público de máscara pela primeira vez, durante uma visita a um hospital, em 11 de julho.Tasos Katopodis / Reuters

 Pablo Ximénez de Sandoval

Los Angeles

Em uma campanha toda virtual, sem grandes eventos, com a agenda inteiramente ditada pela resposta à pandemia da covid-19 e suas consequências econômicas, Donald Trump se encontra sem iniciativa e sem inimigos claros contra os quais se projetar como o líder de que os Estados Unidos necessitam. A 15 semanas das eleições, as pesquisas revelam uma situação difícil para o republicano. Seu rival democrata, Joe Biden, está na frente em todos os Estados decisivos e em todos os temas. Trump procura recuperar a iniciativa midiática e para isso parece disposto a utilizar como vitrine a maior arma política ao seu dispor, o poder da Casa Branca, governanda por decreto.

O mandatário parece ter encontrado na contraposição a grandes cidades democratas um tema que pelo menos lhe dê um pouco de impulso para retomar uma campanha paralisada. Dado o interesse nacional despertado pela atuação das forças federais em Portland (Oregon), ele se propõe a fazer o mesmo em Chicago, Nova York, Filadélfia e Detroit.

Nos primeiros 10 minutos de sua Presidência, Trump deixou Washington boquiaberta ao falar da “carnificina americana” em cidades arrasadas pela criminalidade, pela miséria e pelas gangues. Na época, ninguém sabia do que estava falando. Mas a onda de protestos antirracistas depois da morte de George Floyd, que deixou imagens de excessos e violência nas ruas, lhe garantiu uma pequena desculpa para tornar realidade o seu discurso de lei e ordem, embora o problema já tenha se tornado marginal de tão reduzido.

A atuação irregular em Portland das forças de segurança federais (compostas pelos poucos agentes que dependem diretamente de Washington, como a guarda fronteiriça e os oficiais de Justiça) gerou críticas de todas as autoridades locais, além de uma ação nos tribunais. Vista a reação, Trump estabelece as bases para o cenário onde se sente mais à vontade: criar uma crise que não existia, para depois cobrar para solucioná-la. Assim fez com o sistema de asilo na fronteira, com os imigrantes DACA (que chegaram quando eram menores de idade) e com o comércio internacional.

Trump tem problemas para se manter no centro do debate. Com um Congresso prestes a sair de recesso, praticamente não pode contar com a aprovação de nada relevante daqui até as eleições de novembro. Neste sentido, parece disposto a utilizar o poder da Presidência e governar por meio de ordens executivas (medidas provisórias), que lhe permitam manter a iniciativa, mesmo que não cheguem a se concretizar. Já fez isso com as inéditas restrições à concessão de vistos, que deixou milhares de famílias no limbo.

Depois de outra decisão preliminar, durante alguns dias centenas de milhares de estudantes estrangeiros não sabiam se poderiam começar o próximo ano letivo nos EUA, a partir de setembro. Na semana passada, anunciou casualmente em uma entrevista que permitiria que os chamados dreamers tivessem acesso à cidadania. Nesta terça, avisou que não pretende contabilizar os imigrantes irregulares no censo, outra decisão que será respondida nos tribunais (prejudica as grandes cidades que têm que oferecer serviços de atendimento) e lhe permitirá atacar os democratas. Fontes da Casa Branca também lançaram outro balão de ensaio à mídia: que se propõem regular por decreto os preços dos medicamentos, um tabu para o Partido Republicano.

Um resgate contra a crise

Enquanto isso, na política real, o Partido Republicano trata de pactuar uma nova rodada de resgate financeiro para um país onde o desemprego disparou repentinamente e que enfrenta uma gestão sanitária caótica, ameaçando adiar em vários meses a possível reabertura da economia. Espera-se que a nova lei chegue a um trilhão de dólares em auxílios. A Casa Branca busca que o pacote inclua assuntos que não convencem os republicanos, como um corte nas retenções previdenciárias dos salários, ou só repassar ajudas a escolas que retomarem as aulas presenciais. Os benefícios atuais aos desempregados expiram em 31 de julho, e o Congresso sai de recesso em 7 de agosto. Sem acordo, o presidente pode ter de enfrentar em agosto milhões de famílias desesperadas, sem um plano de auxílio para lhes oferecer.

No aspecto sanitário, Trump se negou durante meses a aparecer em público com uma máscara. Foi a parte mais visível de uma gestão sem rumo em que estimulou o descumprimento das normas do confinamento, contrariou todas as opiniões científicas ao defender a reabertura das escolas e transferiu a gestão da pandemia aos Estados para depois criticá-los por geri-la. As pesquisas dizem que a grande maioria dos norte-americanos não confia em sua liderança neste tema, que já é o único tema. Trump agora parece convencido de que não vai bem. Na segunda-feira, finalmente tuitou sua foto de máscara e disse que usá-la é “patriótico”.

Trump deixou de conceder entrevistas coletivas diárias sobre o coronavírus no final de abril, depois de causar estupor ao sugerir em um comparecimento a ideia de injetar desinfetante no organismo e limpar o vírus com luz ultravioleta. Nesta terça-feira, voltou ao átrio da Casa Branca, mas desta vez sem equipe, com a máscara na mão e um tom muito diferente. Recomendou o uso da proteção facial e evitar aglomerações, e admitiu: “As coisas vão piorar antes de melhorar”. É uma nova oportunidade de utilizar a Presidência para se recuperar como líder na pandemia, ao menos entre os seus seguidores. Três Estados que podem mudar os rumos da eleição de novembro (Arizona, Texas e Flórida) estão em uma situação crítica depois que seus governadores republicanos seguiram durante meses as recomendações de Trump.

A praticamente 100 dias das eleições, o mandatário tenta sair do fosso midiático sem um tema de campanha claro. Toda a pólvora de 2016 está esgotada: o muro já foi construído, Hillary Clinton não é candidata, e a esta altura se supunha que os EUA já deveriam ser grandes outra vez. As ações e entrevistas dos últimos dias dão pistas, se não de uma estratégia em si, pelo menos do que ele tenta vender. Talvez pela primeira vez desde que entrou para a política, é a realidade que está ditando a sua agenda, especialmente desde que a pandemia de covid-19 freou a seco a economia mundial.

As grandes cidades, um problema para Trump

Em 2016, Trump não ganhou em nenhuma cidade com mais de um milhão de habitantes. As grandes urbes dos Estados Unidos, que têm competências em educação e segurança pública, votam há anos em democratas ou em republicanos moderados que não têm nada a ver com o atual presidente. As eleições legislativas de 2018 acentuaram essa tendência e, mais preocupante ainda para Trump, estenderam-na aos subúrbios das cidades, onde está o grosso do eleitorado que pode flutuar de um partido para outro. Nada nas pesquisas indica que a tendência tenha mudado.

A pandemia de covid-19 torna impossíveis do ponto de vista médico os grandes comícios em que Donald Trump se cerca de admiradores e consegue emplacar escandalosas declarações nos telejornais durante dias. Ele até tentou, duas vezes. Em Tulsa (Oklahoma) e numa igreja de Phoenix, em 23 de junho. Além de dificuldades para encher grandes auditórios, Trump se mostrava como um temerário que arrisca a vida de seus seguidores. Desde então, o último comício foi para um grupo de jornalistas que convocou para uma suposta coletiva na Casa Branca, um uso do púlpito presidencial nunca antes visto na política norte-americana.

Finalmente, nesta terça-feira, Trump pretendia celebrar seu primeiro evento virtual de arrecadação de fundos. Seu rival democrata, Joe Biden, está em ampla vantagem neste tipo de atividade. Ninguém sabe como se faz campanha exclusivamente virtual, mas Biden pelo menos está há meses ensaiando. Em 24 de junho, por exemplo, teve uma reunião virtual de arrecadação de fundos com presença de Barack Obama em que obteve 7,6 milhões de dólares (39,3 milhões de reais). Em junho, a campanha de Biden arrecadou 63 milhões de dólares, frente aos 55 milhões do atual mandatário (325,7 e 284,4 milhões de reais, respectivamente). Em dinheiro disponível no fim de junho, ambas as campanhas superavam os 100 milhões, com Trump ligeiramente à frente.

jul
23
Posted on 23-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-07-2020


 

 Quinho, no jornal

 

jul
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Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
Covid-19: o terceiro exame de Bolsonaro deu positivo (Foto: AP Photo / Eraldo Peres)

Após ter resultado positivo para COVID-19 em dois diferentes testes, hoje (22) um terceiro teste feito pelo presidente Jair Bolsonaro deu novamente positivo para a doença.

Desta forma, Bolsonaro continua com o quadro da doença, o que poderá interferir na sua rotina de trabalho. Ontem (21), o presidente havia dito para apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada que pretendia viajar para o Piauí na próxima sexta-feira (24).

Ainda no último dia 7, Jair Bolsonaro anunciou ter testado positivo para a COVID-19. Logo depois, ele continuou suas funções a partir do Palácio da Alvorada, sem atender a eventos e cerimônias públicas, publicou o portal G1.

Os primeiros sintomas da doença, provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, foram percebidos pelo presidente ainda no dia 5 de julho. No dia seguinte, Bolsonaro apresentou febre e mal-estar, posteriormente se submetendo ao teste.

Na semana passada, o chefe de Estado fez novo exame, que também deu positivo. Já anteontem (21), Bolsonaro realizou um terceiro exame cujo resultado saiu ontem.

Para o tratamento da doença, Bolsonaro disse estar utilizando a hidroxicloroquina, assim como o ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni e o ministro da Educação Milton Ribeiro, ambos também infectados pelo coronavírus, reportou o Poder360.

Atualmente, o presidente tem recorrido a videoconferências para manter suas funções e assinado documentos via digital.(Com agência Sputnik Brasil)

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