jul
16

DO EL PAÍS

Escritora especializada em alimentação defende em seu novo livro que estamos superalimentados e, ao mesmo tempo, desnutridos

A escritora Bee Wilson em sua casa, no Reino Unido.
A escritora Bee Wilson em sua casa, no Reino Unido.

  Miquel Alberola

Valência

Bee Wilson (Oxford, 46 anos) ampliou sua fama como autora gastronômica com Como aprendemos a comer (Zahar, 2017), livro que recebeu uma menção especial nos prestigiosos André Simon Book Awards. A alimentação e sua história definem seu universo criativo como especialista em ascensão em vários trabalhos. No último deles, The way we eat now (“como comemos atualmente”), a historiadora aborda de maneira profunda e sugestiva as chaves para uma alimentação equilibrada e ao mesmo tempo sustentável, uma exigência que a realidade torna cada vez mais inescapável.

Neste mundo onde os alimentos se transformaram em obras de engenharia, a vida melhorou no mesmo ritmo vertiginoso que a dieta piorou. A tal ponto que a comida —e não a fome— é a principal causa de mortalidade no mundo, segundo a autora. “Sim, é impactante, mas as dietas ruins atualmente causam mais mortes e mais doenças que a fome”, responde Wilson por email de Oxford (Reino Unido). Com isso não nega que “a fome absoluta continue sendo um grande problema” e recorda que quase metade de todas as mortes de crianças menores de cinco anos ainda é causada pela desnutrição. “Isto é dilacerador. A maioria destas mortes por fome está ocorrendo no mundo em desenvolvimento”, acrescenta.

Mas a fome, salienta, “diminuiu enormemente nos últimos 50 anos”. Nesse sentido, aponta que em 1947 metade das pessoas no planeta passava fome, enquanto que atualmente uma em cada nove enfrenta essa situação. Entretanto, busca afinar a mira, “uma em cada cinco mortes atualmente é causada por uma dieta ruim: não uma falta absoluta de alimentos, a não ser os alimentos errados nas quantidades erradas”. Sobre essa evidência, Wilson sustenta que “uma dieta ruim atualmente é um problema ainda maior que a fome”.

“Ou talvez uma melhor maneira de descrever seja dizer que a fome agora tem uma nova cara.” Nela, é possível que as pessoas doentes por uma dieta deficiente não pareçam famintas, porque muitas delas têm sobrepeso ou são obesas, “mas continua sendo uma espécie de fome, porque seus alimentos não dão a seus organismos o que eles necessitam para sobreviver e crescer bem”. Para a autora, “a definição de comida é algo que sustenta a vida”, e “quando a comida deixa de sustentar a vida, deixa de ser comida”.

Wilson esteve a ponto de intitular seu livro “O paradoxo alimentar”, por causa da perda de perspectiva da importância da comida para a vida. Sente que a maneira como comemos é um dos maiores paradoxos do nosso tempo. “A vida moderna é melhor e mais fácil que em qualquer outro momento da história, mas esta nova riqueza e comodidade vieram acompanhadas de uma grande quantidade de novos alimentos ultraprocessados e um aumento de doenças relacionadas à dieta em uma escala como nunca se viu”, lamenta. As pessoas se desconectaram da origem dos alimentos, algo que, segundo ela, não teria ocorrido no passado, quando “ter uma ‘boa vida’ significava comer bem”.

Naquela época os pobres eram magros, e os ricos, gordos. Mas agora os termos se inverteram: “Nos países ricos, é caro comer uma dieta saudável rica em verduras, peixe e grãos integrais”. Essa realidade reconfigurou aquele paradigma gráfico. “Sabemos que a obesidade é algo que afeta desproporcionalmente as pessoas de baixa renda. Isto não é surpreendente se considerarmos que os mantimentos mais baratos tendem a ser ultraprocessados, com alto conteúdo de óleos, açúcares e amidos baratos. Os estudos científicos demonstraram que consumir esses alimentos leva a comer em excesso e a ganhar peso”, constata.

Com isso, alcançamos um novo paradoxo: podemos estar superalimentados e, ao mesmo tempo, desnutridos. É a consequência, argumenta Wilson, de que “muito do que nos vendem como comida falha na sua atribuição mais básica, que é nos nutrir”. A escritora considera, como alguns especialistas em nutrição, que a obesidade deveria ser reclassificada como uma doença de deficiência: “Muitas pessoas com obesidade podem ter um excesso de calorias, mas também sofrem de falta de vitaminas e falta de proteínas e fibra em sua dieta. Isto se deve a que os alimentos ultraprocessados são muito densos em energia, mas carecem de nutrientes essenciais”.

Mas, em última instância, independentemente dos recursos e convicções pessoais, decidimos o que comemos, ou são outros os que tomam esta decisão? Este é um aspecto crucial para Bee Wilson. Ela considera que se fala muito sobre “a melhor opção” ou “as escolhas mais inteligentes” como uma solução para que as pessoas se tornem mais saudáveis. “Mas esquecemos que a maioria das decisões importantes foi tomada em nosso nome, inclusive antes de entrarmos na loja. O que comemos foi decidido por vastas forças impessoais (da agricultura, da economia, da política) sobre as quais um consumidor comum não tem controle”, deplora.

Embora “muitas de nossas opções estejam determinadas pelos lucros da indústria alimentícia e não pelas necessidades do consumidor”, Wilson considera importante recordar “que não somos apenas consumidores passivos”. “Assumindo que temos suficiente dinheiro para comprar comida, sempre temos a opção de dizer ‘não, isto não é comida’, e pedir algo melhor.”

Mas a indústria alimentícia dita os rumos poderosamente, e o mundo avança para um padrão único que ameaça a biodiversidade alimentícia. “Isto dá medo”, admite. “Vivemos em um mundo cheio de milhares de espécies comestíveis, mas só comemos um pequeno punhado delas. É uma loucura que, em média, as pessoas no mundo obtenham metade de suas calorias de apenas seis alimentos, incluindo arroz, trigo, açúcar e soja”. Ela teme que, sem o apoio a uma agricultura mais diversificada, alguns dos alimentos que conhecemos se extingam. Já acontece, por exemplo, no México: “Antigamente país tinha uma gama maravilhosa e diversa de diferentes variedades de milho, e agora a maioria das pessoas come uma só variedade de milho norte-americano, que é menos saboroso e também menos nutritivo”.

Inundação de ‘trash food’

Outra das dificuldades para a nutrição ideal é que o que gostamos de comer e o que deveríamos comer, por ser o que convém à nossa saúde, nem sempre transcorrem na mesma direção. Para Wilson, há um possível equilíbrio neste divórcio, e nisso ela vê “o maior motivo de esperança sobre a comida na atualidade”. A indústria alimentícia, sugere, já condicionou muita gente, incluindo as crianças, mediante anúncios e marketing inteligente, a acreditar que “os únicos alimentos deliciosos são hambúrgueres, bolachas e batatas fritas”. Mas os gostos humanos mudaram muitas vezes antes, e ela defende que podem voltar a mudar para melhor. “O problema para alcançar este equilíbrio é que nosso mundo está inundado de trash food que confunde nossos gostos naturais. Precisamos encontrar uma maneira de tirar estes alimentos do centro de atenção e levar às pessoas de volta à alegria e a diversidade do sabor dos alimentos reais e frescos”, reclama.

A autora, que participa da organização beneficente TastEd no Reino Unido, levando frutas e hortaliças frescas às escolas, está convencida de que “é absolutamente possível que os humanos desfrutem de alimentos saudáveis” e que, além disso, sejam apetecíveis. Cita o exemplo da Coreia do Sul, onde um dos alimentos mais populares é o kimchi, um prato feito de couve fermentada: “É supersaudável, mas também superdelicioso”. “Vejo o mesmo na Espanha com os tomates. Sinto que, para a maioria dos espanhóis que conheço, os tomates são um grande alimento reconfortante, especialmente se você adicionar sal, alho, azeite de oliva e pão”.

Wilson diz no livro que a relação da Espanha com a comida é “uma das melhores da Europa”. “Quem dera todos pudessem comer como os espanhóis!”, exclama. Os espanhóis, observa, consomem a maior quantidade de frutas e laticínios na Europa, o consumo de hortaliças também é elevado (quase tão alto como na Grécia) e têm níveis muito mais baixos de obesidade que países como o Reino Unido, assim como um menor número de mortes por doenças cardíacas. “Como visitante da Espanha, sinto que tem um senso muito mais forte de orgulho e conhecimento da sua comida que a maioria dos outros países da Europa. Todos, ricos ou pobres, sabem como deve ser o gosto de uma tortilla. Na maioria dos outros países, este conhecimento culinário se perdeu”, lamenta.

Contudo, a Espanha não está isenta dos riscos da vida moderna. Também “consome muitos mais alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas que no passado”. “As populações mais jovens estão abandonando a dieta mediterrânea e consomem mais cereais açucarados no café da manhã e sanduíches no estilo norte-americano”, alerta. Ela é uma entusiasta da dieta mediterrânea, um conceito que vai muito além de seus ingredientes: “A comida nunca é só comida! A dieta mediterrânea é muito mais do que o que se come. A forma como comemos importa tanto como o que comemos. Não se trata só de ingerir certos nutrientes, mas também das refeições, e de como elas unem as pessoas e marcam o dia”.

Wilson destaca que “uma das coisas maravilhosas da Espanha” é que ainda existe um sentido muito mais forte dos rituais alimentícios do que no Reino Unido. “Um dos poucos aspectos positivos desta pandemia”, afirma, “foi que as pessoas de todo o mundo se tornaram um pouco mais espanholas, ou mais japonesas, e tiraram um tempo para cozinhar e almoçar com suas famílias ao redor de uma mesa. Espero que isto continue”, deseja, esperançosa.

“She”, Charles Aznavour: Charles Aznavour, “She”! Para sempre!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

jul
16
Posted on 16-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-07-2020

No Senado, Davi Alcolumbre já escancarou seu projeto pessoal de poder: o senador do Amapá fará de tudo para conquistar o aval político-jurídico que lhe permita tentar a reeleição.

Os mandatos de presidentes da Câmara e do Senado terminam em fevereiro do ano que vem e a Constituição e os regimentos internos são cristalinos ao impedirem recondução aos cargos na mesma legislatura, como seria o caso.

jul
16
Posted on 16-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-07-2020

DO CORREIO BRAZILIENSE

Segundo a CNN Brasil, presidente ainda está infectado pelo novo coronavírus, mas não apresenta sintomas


AF Augusto Fernandes MA Maíra Alves
 
(foto: Marcos Correa/PR)
(foto: Marcos Correa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a testar positivo para o novo coronavírus de acordo com um segundo exame para covid-19 feito nesta semana. A informação foi confirmada pelo mandatário à CNN Brasil nesta quarta-feira (15/7).

  
O novo resultado positivo significa que o presidente ainda não está curado da covid-19 e que ele segue contaminado com o vírus causador da enfermidade, o Sars-CoV-2. Dessa forma, o mandatário continua sendo um transmissor da doença.
 
De acordo com Bolsonaro, este segundo teste feito por ele foi o do tipo RT-PCR. Nesse procedimento, um swab (cotonete) é introduzido na narina para a coleta de amostras que possam identificar a presença ou a ausência do novo coronavírus nas vias respiratórias. 
 
Para se ver livre da covid-19, o presidente tem de ter um resultado negativo no teste RT-PCR.
 
Segundo a CNN, o exame foi realizado na noite de terça-feira (14/7). Apesar de ainda estar doente, Bolsonaro garantiu que está bem e que não tem apresentado sintomas típicos da enfermidade, como febre e dores musculares.

Por conta do diagnóstico, Bolsonaro está em isolamento no Palácio da Alvorada. Ele testou positivo pela primeira vez na semana passada. Mesmo impedido de ir ao Palácio do Planalto ou fazer viagens, ele segue despachando da residência oficial por videoconferências.

Teste positivo

O presidente Jair Bolsonaro anunciou ter sido infectado pela covid-19 em 7 de julho. No fim da coletiva de imprensa em que anunciou estar doente, Bolsonaro pediu para que os jornalistas se afastassem dele porque ele iria tirar a máscara. “Vou mostrar minha cara”, explicou, dando alguns passos para trás e removendo a proteção do rosto. A ação gerou repercussão negativa nas redes sociais e levou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) a acionar o ministério Público Federal (MPF) para que o presidente responda por crime contra a saúde pública ao ter colocado os profissionais em risco.
Na ocasião, o presidente disse ter recebido o resultado positivo com naturalidade. “Não tem que ter pavor, é a vida, a realidade”, afirmou.
O presidente disse que os sintomas começaram no domingo (5/7), com febre de 38ºC, tosse e mal estar. Na segunda-feira (6/7), segundo Bolsonaro, os sintomas se acentuaram, o que levou o presidente a fazer o exame de covid-19 no Hospital das Forças Armadas (HFA). Ele também disse que fez uma radiografia e que o pulmão “estava limpo”.

Cloroquina

O presidente enfatizou que estava tomando hidroxicloroquina como parte do tratamento contra a covid-19 e disse que se sentiu melhor após usar o medicamento, voltando a defender seu uso contra o novo coronavírus, mesmo em casos leves. Segundo ele, a sensação de melhora foi “quase imediata”.
Bolsonaro é defensor do uso da hidroxicloroquina, apesar de não haver estudos conclusivos sobre a eficácia do medicamento contra o novo coronavírus. O debate sobre o protocolo de uso do remédio em hospitais da rede pública, inclusive, culminou na saída do médico Nelson Teich do Ministério da Saúde, em 15 de maio. Desde então, a pasta está sem um titular, sob o comando interino do general Eduardo Pazuello. Parte da comunidade médica, também, se mostra contrária ao uso da medicação para o tratamento contra o vírus.  

Outros testes

Desde março, pouco depois do início da pandemia no país, Bolsonaro fez outros três testes para detecção do covid-19. O primeiro deles foi realizado após retornar de viagem aos Estados Unidos, na qual mais de 20 pessoas que tiveram contato com a comitiva manifestaram a doença.
Só em maio, após o jornal “O Estado de São Paulo” mover uma ação judicial contra o governo federal, foram entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF) os laudos dos três exames feitos pelo presidente em março. Todos deram resultado negativo, mas o presidente se recusava a divulgá-los.

Confinamento

Desde que Bolsonaro confirmou ter sido infectado com a covid-19, ele esteve isolado no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência.
Na semana passada, por meio de comunicado, ele disse que não repousaria por ‘não saber ficar parado’. Para evitar o contato com outras pessoas, o presidente, então, despachou do Palácio da Alvorada por videoconferência.
“Isso é particular meu. Não sei ficar parado. Vou ficar despachando por videoconferência e alguns papéis vou assinar aqui, não vou poder fugir a essa rotina”, afirmou à época.
Apesar de ter mantido parte da agenda, o presidente precisou cancelar algumas viagens agendadas para a Bahia e Paracatu (MG).

Descumprimentos de medidas de prevenção

O presidente vem descumprindo orientações de autoridades de saúde sobre medidas de prevenção do contágio desde o fim de fevereiro.
Bolsonaro, por exemplo, foi contrário ao fechamento do comércio e ao isolamento social, ações tomadas pelos governos estaduais para diminuir o ritmo dos contágios.
Nos últimos quatro meses, o presidente provocou aglomerações ao visitar o comércio de rua em Brasília, em regiões como Ceilândia e Taguatinga, e em visitas a cidades do entorno do Distrito Federal. Ele também participou de manifestações a favor do governo. Em diversas dessas ocasiões ele não usou máscara, posou para fotos e tocou nas pessoas.

jul
16
Posted on 16-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-07-2020

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ministro interino da Saúde afirmou que informações podem fazer magistrado formar “opinião correta” sobre as ações do governo


 
(foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)
(foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, ofereceu, ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos dados sobre as ações do governo no combate à pandemia de covid-19. O magistrado conversou por telefone, nesta quarta-feira (15), com Pazuello.

 
pós uma série de críticas de Gilmar sobre a lotação de cargos no Ministério da Saúde por militares, o governo resolveu agir para amenizar a crise gerada. Tanto integrantes do núcleo militar do Executivo quanto os comandos das Forças Armadas se incomodaram após Gilmar afirmar que “o Exército está se associando a esse genocídio”, em referência às políticas de combate ao novo coronavírus.

jul
16

Do Jornal do Brasil

l CADERNO B, cadernob@jb.com.br

Pela primeira vez na história da Câmara Nacional de Moda Italiana, a cidade de Milão inaugurou nessa terça-feira (14) uma semana de moda digital em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

O novo formato, que conta com desfiles físicos e virtuais, apresenta as coleções masculinas de primavera-verão 2021, além da pré-coleção feminina.

Macaque in the trees
Evento será transmitido por streaming devido à pandemia de Covid (Foto: Ansa)

O evento é transmitido por uma plataforma exclusiva (milanofashionweek.cameramoda.it) até a próxima sexta-feira (17) para todo o mundo, graças aos seguintes parceiros internacionais: Editora Lommersant (Rússia); Tencent Computer Systems Company Limited (China continental); The Asahi Shimbun (Japão); Jornal The New York Times (Estados Unidos); e Urban Vision (Itália).

Nesta edição, a Semana de Moda de Milão apresenta, via streaming, as peças de 42 marcas presentes no calendário oficial, incluindo a Dolce & Gabbana e Etro, com desfiles, vídeos e performances.

“A Milan Digital Fashion Week nasceu como uma resposta ao distanciamento social e à dificuldade de viajar imposta pela situação mundial da saúde, mas também quer ser uma solução dinâmica para as complexidades do presente, uma ferramenta projetada para viver uma vida própria ou apoiar a consulta com os desfiles de moda física”, explicou Carlo Capasa, presidente da Câmara Nacional de Moda Italiana, ressaltando que “os compromissos presenciais continuam sendo fundamentais para promover o enorme valor produtivo e criativo do Made in Italy”.

O pontapé inicial da semana de moda foi dado pela marca MSGM, seguida por Prada, Moschino e Phillipp Plein. Já nesta quarta (15) será a vez de Etro e D&G, enquanto que a quinta ficará com Salvatore Ferragamo, Tod’s e Dsquared2. No último dia, na sexta-feira (17), o desfecho será feito por Gucci, Ermenegildo Zegna e Missoni.

Segundo Capasa, este é “um momento difícil para a moda e [essa decisão] mostra o forte vínculo que os estilistas têm” com a Itália. “Hoje, mais do que nunca, é importante estarmos unidos para proteger nossa indústria no mundo”.

Para Carlo Ferro, presidente da agência Ice, por sua vez, “a primeira edição da Semana de Moda de Milão digital faz parte de uma estrutura de respostas concretas para ajudar as empresas italianas, em especial as pequenas e médias, a modernizar processos e fortalecer sua presença no digital e no comércio eletrônico, que infelizmente ainda é limitado”.(Com agência Ansa)

jul
16
Posted on 16-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-07-2020


 

Tacho, NO

 

Perfis de várias personalidades e empresas postam mensagens pedindo o envio de criptomoedas. A rede social afirma que está investigando o “incidente de segurança”

 Amanda Mars

Washington
A logo do Twitter em um telefone celular, numa imagem de 10 de julho.
A logo do Twitter em um telefone celular, numa imagem de 10 de julho.ALASTAIR PIKE / AFP

As contas do Twitter de alguns dos homens mais ricos do mundo ?Bill Gates, Elon Musk e Jeff Bezos, do ex-presidente Barack Obama, do candidato democrata in pectore Joe Biden e do rapper Kanye West? foram hackeadas na quarta-feira com a aparente intenção de cometer uma fraude com bitcoins. Os perfis publicaram uma mensagem muito semelhante que prometia dobrar o dinheiro se enviassem valores nessas moedas virtuais em um prazo de 30 minutos. O Uber e a Apple fizeram o mesmo pouco depois.

Os dados públicos disponíveis na blockchain indicam que a conta de bitcoins usada para a fraude já havia conseguido arrecadar 100.000 dólares (cerca de 537.000 reais). Depois dessa falha de segurança, as ações do Twitter caíram 4% em sua negociação no mercado fechado. A empresa disse que está investigando o que aconteceu.

Os fenômenos estranhos começaram a ser percebidos às 16h na costa leste dos EUA (17h em Brasília). “Estou me sentindo generoso. Vou dobrar todos os pagamentos enviados para minha conta de bitcoins. Se você enviar 1.000 dólares, te envio 2.000 de volta. Só farei isso durante os próximos 30 minutos”, dizia a mensagem de Elon Musk, dono da Tesla. Sua conta postou mais algumas que depois foram excluídas. O perfil de Bill Gates, fundador da Microsoft, se expressava de maneira semelhante: “Todo mundo me pede para dar algo em troca. Agora é o momento”, e repetia essa troca idílica de dois por um. A conta de Bezos, dono da Amazon, também anunciava sua decisão de “devolver à comunidade” e fixava um limite de 50 milhões de dólares.

Segundo os dados do TrendsMap.com citados pela Bloomberg, a frase “Devolvo à minha comunidade devido à Covid-19” foi tuitada 3.330 vezes em quatro horas. A atividade se concentrou principalmente em Houston e depois pulou para endereços IP de Nova York, Espanha, Londres, Itália, Jacarta e Tóquio. Depois das 19h, a companhia ainda não havia divulgado números sobre quantos usuários poderiam ter sido afetados, mas os seguidores de muitas das celebridades atacadas se contam aos milhões: dos 127 milhões de Obama aos 51 milhões de Bezos, os 30 milhões de Bill Gates ou os três milhões de Mike Bloomberg, cuja conta também foi invadida.

“Estamos cientes do incidente de segurança que afetou contas do Twitter. Estamos investigando e tomando medidas para solucionar o problema. Informaremos as novidades a todos em breve”, afirmou a empresa em uma breve mensagem no Twitter. Minutos depois, advertiu que alguns usuários poderiam “não conseguir tuitar ou redefinir suas senhas enquanto o incidente estiver sendo analisado”. A limitação parecia afetar apenas as contas verificadas, embora a empresa não o tenha especificado.

Este foi o último de vários ataques sofridos na rede social nos últimos anos. Em agosto de 2019, a conta do próprio fundador do Twitter, Jack Dorsey, foi invadida. Os hackers postaram uma série de tuítes racistas e ofensivos que foram apagados logo depois. Dois anos antes, outras contas relevantes foram invadidas para difundir mensagens pró-turcas. No início deste ano, as contas de mais de uma dúzia de times da NFL (liga de futebol americano) foram invadidas pouco antes do Super Bowl, um alguns especialistas destacaram na quarta-feira o alcance do ataque e sua coordenação. “Este parece ser o maior ato de pirataria de uma rede social jamais registrado”, disse Dmitri Alperovitch, cofundador da empresa de segurança cibernética CrowdStrike, à agência Reuters. Alguns tuítes hackeados foram rapidamente removidos, mas algumas evidências indicam que alguns dos afetados tiveram problemas para recuperar o controle de suas contas. No caso do bilionário Elon Musk, depois que uma mensagem pedindo o envio de criptomoedas foi removida, voltaram a aparecer outros tuítes com o mesmo conteúdo.

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