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Coluna - J. R. Guzzo - Estadão
 ARTIGO
 
 
 Duas esquerdas
J. R. Guzzo
A esquerda do Brasil está disponível para o público, de alguns anos para cá, em duas embalagens diferentes – a esquerda boba e a esquerda esperta.
A esquerda boba trafega no mundo dos desejos. Fala que quer coisas do bem para o País: menos desigualdade e mais “inclusão social”, menos injustiça e mais “diversidade”, menos automóvel e mais bicicleta, ficando a cargo de cada um legislar sobre o entendimento correto do que seja isso tudo. É contra a soja, o agronegócio e os produtos que combatem as pragas na lavoura. É a favor de um planeta sustentável. Não reza mais pela união dos operários do mundo inteiro; seu lema de luta, hoje, é: “Fique em casa”. Seu principal herói na tarefa de transformar o mundo não é mais Che Guevara; é um vírus da família corona. Seu habitat é o mundo que tem pouco contato com o trabalho manual. Vive, entre outros lugares, na universidade, nas redações de jornais e de telejornais e nos departamentos de marketing de grandes bancos e multinacionais, onde gasta o dinheiro dos patrões em campanhas de propaganda contra o racismo, etc. – e, ao mesmo tempo, propõe a demissão de funcionários que discutem com fiscais sanitários por causa do “distanciamento social”.
A esquerda esperta vive do “Fundo Partidário” – ou, mais precisamente, do dinheiro que você tem de pagar para sustentar os partidos políticos (cerca de R$ 1 bilhão, em 2019), mais os R$ 2 bilhões que estão lhe tomando em 2020 por conta das eleições municipais deste ano. Ela descobriu o que realmente queria da vida 15 anos atrás, quando se preparava para assumir o governo e foi apresentada à uma mina de ouro chamada “Fundos de Pensão das Empresas Estatais” – desde então, não quis saber de outra coisa. Ficou rica com dinheiro público, nos tempos em que mandava no Brasil; além dos fundos de pensão, tinha à sua disposição o caixa das empreiteiras de obras e todo o leque de oportunidades que a corrupção oferece neste País. Hoje já não é a mesma coisa – mas a turma que manda nos partidos da esquerda, mesmo fora do governo, está com a vida ganha por conta o dinheiro que recebe dos “fundos” políticos.
Nada pode ser mais didático para se entender a esquerda esperta do que a observação de um fato simples: seu símbolo e líder supremo, o ex-presidente Lula, ficou milionário; só no espólio formado a partir da morte de sua mulher tem R$ 13,7 milhões.
Não são os adversários, nem “a mídia”, que estão dizendo isso – é o próprio Lula, na petição que apresentou à Justiça Federal pedindo que lhe devolvam aquela dinheirama toda, que está bloqueada judicialmente por conta dos processos a que ele responde, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Perto de R$ 14 milhões? É dinheiro. Talvez 1% da população brasileira, se tanto, vai conseguir juntar isso tudo até o fim das suas vidas – esses benditos “1%” que tanto perturbam a esquerda que vive no mundo dos desejos, por serem os culpados pela concentração de renda, a injustiça social e outras tantas desgraças.
A esquerda boba e a esquerda esperta não se separam pelas ideias, mesmo porque a pasta de propósitos que têm nas suas cabeças, como se vê acima, não reúne condições para ser qualificada como um conjunto de “ideias”; separam-se pelo saldo bancário. Só se juntam na sua insatisfação com povo brasileiro – esse povo que votou errado nas eleições para presidente em 2018, vai aos cultos evangélicos, permite a formação das bancadas do “agro” e da “bala” no Congresso, não entende as “instituições”, nem bispos, nem a OAB, e está pouco ligando para o que possa acontecer com o Supremo Tribunal Federal.

 

“Valsa Brasileira”, Luiz Melodia:Monumento nacional da canção popular, de autoria de Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda. Aqui em magnífica e insuperável interpretação de um mestre do domínio do canto, da emoção e da voz. Para começar a semana de julho recordando aqueles sábados marcantes dos fabulosos cozidos à baiana servidos por João Santana, então chefe de redação da sucursal de O Globo na Bahia (cercado de amigos) em sua casa sempre acolhedora , amável e criativa. Preparo da comida sensacional do próprio Patinhas – segundo ele, com boas carnes , verduras e “restos de geladeira”. E a figura mágica e retilínea de Luiz Melodia desfilando pela casa cheia com força única e insuperável de sua presença. De fazer este editor do BP chorar de saudades. Mas saudade assim, como dia Gonzagão, até que é bom. Viva!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
13

DO SITE O ANTAGONISTA

Meurer foi o primeiro parlamentar condenado pelo STF no âmbito da Lava Jato e estava preso desde outubro do ano passado na Penitenciária de Francisco Beltrão, no Paraná.

Na semana passada, a defesa do ex-deputado entrou no STF com novo pedido de prisão domiciliar em razão da doença. Ele estava internado desde a terça-feira em um hospital particular da cidade paranaense.

DO CORREIO BRAZILIENSE

Edna da Silva Flor é retratada pelos colegas como uma mulher de sorriso fácil e acolhedor, admirada pelo empenho e competência no trabalho


AB Adriana Bernardes SP Sarah Peres
 
A enfermeira Edna Flores, morreu no sábado (11/7), em um grave acidente na BR-020, perto de Flores de Goiás(foto: Divulgação/Redes sociais)
A enfermeira Edna Flores, morreu no sábado (11/7), em um grave acidente na BR-020, perto de Flores de Goiás (foto: Divulgação/Redes sociais)

Os profissionais de saúde do Distrito Federal lamentam a morte da enfermeira Edna da Silva Flor, 57 anos, em um trágico acidente de trânsito no sábado (11/7).  A profissional é uma das cinco vítimas da colisão frontal entre dois carros de passeio, na BR-020, próximo ao trevo de Flores de Goiás. 

Na manhã deste domingo (12/7), a Secretaria de Saúde do DF divulgou nota de pesar. De acordo com a pasta, Edna trabalhava na rede pública há 25 anos e, atualmente, atuava como supervisora da maternidade do Hospital Regional de Taguatinga. 
A pasta define Edna Flor como uma mulher “de sorriso fácil e acolhedor, ela era admirada pelos colegas pelo empenho e competência no trabalho. Amiga, sincera, simpática, tinha um excelente desempenho profissional. Excelente líder, excelente enfermeira. Muito querida por seus pacientes”. Ainda de acordo com a nota, Edna se dedicava ao Outubro Rosa. “Uma perda irreparável para a saúde do DF”. 
O Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF) também divulgou nota, pelas redes sociais, lamentando a tragédia. “Como instituição representativa, enaltecemos Edna pela figura humana e também pela dedicação à enfermagem.”

O acidente

Dois carros de passeio bateram de frente na BR-020, perto de Flores de Goiás: seis pessoas morreram e duas ficaram feridas(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Formosa (GO))
Dois carros de passeio bateram de frente na BR-020, perto de Flores de Goiás: seis pessoas morreram e duas ficaram feridas (foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Formosa (GO))

A colisão que tirou a vida de Edna Flor aconteceu por volta de 6h30 de sábado (11/7), próximo de Flores de Goiás, distante 235 km de Brasília. Segundo os bombeiros de Goiás, o Colbat, com placa do DF, seguia de Brasília sentido a Correntina (BA) e era ocupado por três pessoas: uma mulher de 59 anos, um homem de 46 e outra pessoa do sexo masculino que não foi identificada. Eles morreram no local. 

Edna e a família estavam no HR-V, que seguia no sentido Barreiras (BA) para o  Distrito Federal. O Correio apurou que o carro era conduzido por Francisco Pereira Flor, 61. Ele estava preso às ferragens e apresentava múltiplas fraturas nas pernas e suspeita de luxação na cabeça do fêmur. 
Francisco Pereira foi resgatado pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e trazido para o Hospital de Base, referência em trauma. Um menino de 2 anos foi levado, primeiro, para a o hospital de Vila Boa (GO), por uma equipe do Samu. Após receber cuidados médicos, a criança precisou ser transferida para a UPA de Formosa (GO). De lá, a aeronave dos bombeiros do DF foi acionada mais uma vez, para trazer o menino para o hospital de Base. 

DO EL PAÍS

Desaparecimento da atriz, considerada morta pelas autoridades, se soma a outros infortúnios sofridos pelo elenco e pela equipe técnica da série de comédia norte-americana

Eduardo Bravo
Naya Rivera em foto de arquivo.Naya Rivera em foto de arquivo.VALERIE MACON / AFP

Na quarta-feira 8 de julho, o escritório do Xerife do condado de Ventura, localidade a noroeste de Los Angeles, comunicou através de seu perfil do Twitter que seus agentes estavam procurando uma pessoa desaparecida nas imediações do lago Piru. Em comunicado posterior, a polícia revelou a identidade da pessoa e a notícia não demorou a aparecer nos principais veículos de comunicação. Era Naya Rivera, atriz que havia interpretado o papel de Santana López na série de televisão Glee.

Nesse dia, Rivera havia alugado um bote para navegar pelo lago Piru com seu filho. Zarparam às 13h e, por volta das 16h, outra embarcação encontrou a de Rivera à deriva e com a criança dormindo em seu interior. O menino estava com um colete salva-vidas, junto com ele havia outro para adultos, mas nenhum sinal da mãe. Ao ser levado para terra firme, o garoto, de quatro anos, contou que saíram para nadar, mas que ela nunca voltou. Passados dois dias de buscas, as autoridades afirmaram que a atriz possivelmente morreu afogada, mas as buscas continuam.

O desaparecimento de Rivera se soma a uma série de desgraças sofridas pelos atores da série Glee que vão de mortes acidentais a acusações de pedofilia, suicídios, overdose de heroína, maus-tratos e depressões. De fato, não é a primeira vez que Naya Rivera aparece na imprensa por temas dramáticos alheios a seu trabalho. Em novembro de 2017, a atriz passou a noite na delegacia após seu ex-marido a acusar de violência doméstica. A denúncia foi retirada e a atriz atribuiu seu comportamento violento à pressão que sofria desde que, sendo apenas uma adolescente, se transformou em ídolo juvenil da noite para o dia.

A fama súbita também teria afetado o caráter e comportamento de outro dos companheiros de Rivera, o ator de Glee Mark Salling. Em janeiro de 2018, o intérprete do personagem de Noah Puckerman apareceu enforcado nas margens de um rio próximo a sua casa de Los Angeles, após sua namorada da época denunciá-lo por ter em seu computador milhares de fotografias e vídeos de pornografia infantil. O ator, que já havia sido julgado quando decidiu se matar, estava à espera da sentença ? que teria variado de quatro a sete anos de prisão, além de indenizar suas vítimas e ser incluído no arquivo de criminosos sexuais ? uma vez que havia se declarado culpado das acusações.

Mark Salling.
Mark Salling.

Esse não havia sido o único problema de Salling com a Justiça. Anos antes, um acordo econômico entre as partes pôs fim a um processo iniciado contra ele por sua ex-namorada Roxanne Gorzela, que o acusava de estupro após manterem relações sexuais sem preservativo, apesar de ela pedir-lhe expressamente que o colocasse. A quantidade paga pelo ator superou 2,5 milhões de dólares (13 milhões de reais).

Vícios e depressões

Da mesma forma que Naya Rivera e Mark Salling, foram vários os casais que surgiram durante a filmagem de Glee. Por exemplo, o do ator Cory Monteith, que interpretava Finn Hudson, e Lea Michele, que fazia o papel de Rachel Berry. A relação foi marcada pelo vício em diversas substâncias sofrido por Monteith que, apesar de se submeter a vários programas de desintoxicação, nunca conseguiu superar. Em 13 de julho de 2013, seu cadáver apareceu em um hotel de Vancouver e a autópsia determinou que a morte havia ocorrido por consumo excessivo de álcool e heroína. Ao saber do falecimento de seu namorado, Lea Michele entrou em uma profunda depressão que afetou sua carreira iniciante como cantora. Seus dois discos, Louder (2014) e Places (2017) não foram bem recebidos pelo público, mas ela também não tinha muita vontade de defendê-los na divulgação e ao vivo.

Essa suposta maldição que persegue os atores de Glee parece que também afetou seu entorno e até membros anônimos da equipe. Matt Bendik, namorado de Becca Tobin (Kitty Wilde no seriado), por exemplo, apareceu morto em 2014 por um ataque do coração em um hotel da Filadélfia. De acordo com os legistas, a morte ocorreu pelo estresse acumulado após colocar de pé sua própria empresa, ainda que nunca irá faltar quem diga que o fato de Bendik ser namorado de Becca Tobin também contribuiu.

No que se refere à equipe técnica, a série também perdeu um assistente de direção, Jim Fuller ? falecido em 2013 por um ataque do coração enquanto dormia ?, e Nancy Motes, assistente de produção meia-irmã de Julia Roberts, que, vítima de uma grave depressão, se suicidou por uma overdose de barbitúricos, deixando uma nota em que culpava a família pela decisão tomada.

Lea Michele e Cory Monteith em 2013.
Lea Michele e Cory Monteith em 2013.cordon press

Intimidades reveladas

Diante de semelhante recital de desgraças e dramas, qualquer outro fato sofrido pelos atores de Glee parece insignificante, ainda que não o seja. É o caso de Heather Morris, que interpretava o papel de Brittany Pierce na série e que, em 2012, viu fotos íntimas que guardava em seu celular aparecerem nas redes sociais após ter sido vítima de um ataque de hackers. Não foi a única. Lea Michele, Becca Tobin e Melissa Benoist também foram objeto do ataque dos hackers e viram como aspectos íntimos de sua vida eram acessíveis para qualquer um que entrasse na Internet.

Recentemente, entretanto, foi a própria Melissa Benoist a expor sua intimidade nas redes sociais para compartilhar com seus fãs uma dramática experiência e tentar ajudar outras pessoas que passaram pelo mesmo que ela passou. Em novembro de 2019 ela publicou um vídeo de quatorze minutos em que confessava ter sido vítima de violência de gênero. De acordo com a atriz que interpretava Marley Rose, um de seus companheiros a submeteu a maus-tratos psicológicos e físicos, chegando a esbofeteá-la, jogar-lhe vasos de vidro na cabeça e arrastá-la pelos cabelos no chão. O caso se tornou ainda mais midiático quando os fãs de Glee começaram a ligar os pontos e descobriram que, pelas datas, o narrado por Benoist coincidia com seu casamento com Blake Jenner ? Ryder Lynn em Glee ?, de quem se divorciou em 2017.

O vídeo de Benoist permitiu que se soubesse que as relações tóxicas e os abusos por parte dos membros do elenco de Glee foram mais comuns do que deveria ser esperado de atores que se mostravam sempre radiantes e felizes. Dias atrás, sem precisar ir mais longe, vieram a público os maus-tratos que Lea Michele infligia a seus colegas de elenco. O detonador foi uma mensagem publicada por Michele em uma rede social em que ela protestava contra a morte de George Floyd pela polícia de Minnesota, utilizando para isso a hashtag #BlackLivesMatter. Quando sua colega Samantha Marie Ware, atriz negra que interpretou Jane Hayward na sexta temporada de Glee, viu o que sua colega havia escrito, lhe respondeu por Twitter: “LMAO (algo como rindo muito)!! LEMBRA QUANDO VOCÊ TRANSFORMOU MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA TELEVISIVA EM UM INFERNO NA TERRA? PORQUE EU NUNCA VOU ESQUECER. ACHO QUE VOCÊ CHEGOU A DIZER A QUEM PÔDE QUE SE PUDESSE, ‘CAGARIA EM MINHA PERUCA’, ENTRE OUTRAS TRAUMÁTICAS MICROAGRESSÕES QUE ME FIZERAM REPENSAR MINHA CARREIRA EM HOLLYWOOD”. Só lhe faltou pedir maiúsculas maiores.

jul
13
Posted on 13-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-07-2020


 

Clayton, NO JORNAL

 

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Posted on 13-07-2020
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Jornal do Brasil

CadernoB

Vivian Westwood e Wolfgang Tillmans estão entre os 100 artistas que contribuíram com obras de arte e artigos para a nova revista Limbo, criada especialmente para ajudar colegas sem trabalho e capturar o mundo durante o isolamento.
Macaque in the trees
Nick Chapin, editor da Limbo, e diretor criativo David Lane observam impressões da revista em gráfica de Londres (Foto: Reuters/Stuart McDill)

Respondendo aos apelos cada vez mais urgentes do setor de grande prestígio, o Reino Unido anunciou no domingo que investirá quase 2 bilhões de dólares em instituições culturais e nas artes para amparar uma indústria prejudicada pela pandemia de Covid-19.

Com lançamento previsto para esta terça-feira (7), a Limbo nasceu do desejo de registrar o mundo em um momento único da história e ajudar uns aos outros em uma época de crise, disseram seus criadores. A revista reverte o modelo de publicação tradicional compartilhando toda a renda igualmente com a equipe.

“Logo na primeira semana de isolamento pensei comigo mesmo: ‘Adoraria ver o interior das mentes e das casas de todos agora’”, disse Nick Chapin, editor da Limbo, à Reuters.

“Todas estas pessoas fantásticas e criativas, escritores, cineastas. Como estão canalizando esta energia? Por isso, quase vi isso como uma centena de janelas nas mentes e nas casas de pessoas de todo o mundo”.

Artistas e criadores de primeiro escalão, como a vencedora do Oscar Andrea Arnold e Miranda July, abriram mão de suas comissões, permitindo que os fundos arrecadados sejam encaminhados a 50 contribuidores mais necessitados. (Com agência Reuters)

 

 

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