Geraldo Freire faz homenagem aos profissionais da limpeza na luta ...
Geraldo Freire: o melhor jornalismo na madrugada da rádio no Nordeste…
Ao lado de deputados do Centrão, Bolsonaro inaugura obra iniciada ...
…e Bolsonaro, ao lado de deputados do
Centrão, inaugura  no Ceará, etapa da
transposição do Rio São Francisco

ARTIGO DA SEMANA


Ó, São  Francisco!: Lula,Bolsonaro, Ciro, Marinho(e Centrão)

Vitor Hugo Soares

Na escuridão da madrugada em Salvador, rádio de pilha ligado, fone no ouvido, em ondas médias na insônia da noite de fim de junho do ano da pandemia Covod-19, vou parar na Rádio Jornal do Comércio de Recife – onde Pernambuco segue “falando para o mundo”. Começa, pouco depois das três, o “Passando a Limpo”:  programa jornalístico de notícias e análises sobre  temas variados e relevantes da ordem do dia, ancorado e mediado por Geraldo Freire, que cresce nas pesquisas também em audiência e prestígio nacional  a cada nova edição. A exemplo desta que escuto, na antevéspera da visita do presidente Jair Bolsonaro a Jati, sertão cearense, para abrir mais uma torneira do faraônico projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, em ato organizado pelo marketing oficial com participação mais que ativa dos novos e notórios aliados do Centrão: Siga o dinheiro, Olho neles, penso!.
Sintonizo “no Programa do Geraldo” (que, no dizer dos nordestinos, de Sergipe para cima, que ferve na madrugada), três dias antes do mandatário do Planalto descer na área. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, acabara de chegar em Petrolina (PE), à frente de “comitiva técnica e política que antecede a visita presidencial”. Repete-se o mesmo ritual, de mais de 15 anos, em tempo de eleições, a exemplo das que se aproximam nos mais de 5 mil municípios brasileiros. Marinho é o entrevistado especial para falar da mega obra, bolada pelo imperador D. Pedro II, e execução levada a muque e lubrificada com muita grana pública, pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Inicialmente orçada em R$ 4 bilhões, já engoliu mais de R$ 12 bi até aqui (e a turma do Centrão quer mais).
Serviu de palanque a “donos do poder” de esquerda (Lula e Dilma), de centro (Temer) e agora à direita (Bolsonaro).

“Passando a Limpo” é um programa raro, no cenário atual do radio jornalismo brasileiro. Capaz de, na mesma edição, abrir espaço valioso de informação e opinião e ainda entrevistar, com inteligência, elegância e bom humor, uma colunista política de destaque nacional, tirar da cama um general de alto coturno, em Brasília, e ainda conversar com ilustrada e bem humorada (a exemplo do âncora) pesquisadora da Embrapa, sobre a nuvem de gafanhotos, – famintos como políticos do Centrão, – que atacam fazendas no Paraguai, e que ameaçam invadir o Uruguai e o Sul do Brasil. 

Geraldo e sua afiada equipe conversam com o ministro Marinho (espécie de Ciro Gomes, da atual gestão.Mais sóbrio, nítido e manso nas palavras que o desbocado ex-auxiliar de Lula. Não desligo, afinal, nasci em uma cidadezinha baiana a seis quilômetros rio abaixo, de canoa, da pernambucana Cabrobó, marco zero das obras de transposição. Tudo o que diz respeito ao rio me interessa. A exemplo desta visita presidencial.

“Sem a participação de governadores, prefeitos e senadores nordestinos, Bolsonaro inaugurou na manhã de sexta-feira (26) etapa do eixo norte.Depois de observar a água correr pelo canal, o presidente desceu do carro em que estava, tirou a máscara, posou para fotos e cumprimentou apoiadores que o chamavam de mito”, relata o UOL. Depois pegou o avião de volta a Brasília, deixando o resto da festa por conta das turmas do marketing e do Centrão.Antes do ponto final, um viva ao jornalístico “Passando a Limpo” e ao seu criador, Geraldo Feire, além da Radio Jornal do Comércio da minha infância e sempre.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br.

“(Salve São Francisco) Barcarola do São Francisco”, Geraldo Azevedo e Djavan: Maravilhosa composição de Geraldinho, de Petrolina, na beira do rio que passa na minha aldeia, interpretada aqui em dupla fabulosa com Djavan, o notável artista de Alagoas, estado da foz do rio amado do povo do Nordeste e do País, embora largado e traídos pelos governantes e políticos. Lástima!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

Por G1


Aracy Balabanian e Leonardo Villar em 'Passione', de 2010 — Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda

Aracy Balabanian e Leonardo Villar em ‘Passione’, de 2010 — Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda

 

Leonardo Villar, ator de 96 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (3) em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca. A informação foi confirmada ao G1 por familiares dele.

Morre o ator Leonardo Villar, protagonista de ‘O pagador de promessas’
 

Ele foi internado na UTI na quinta-feira (2), depois de não se sentir bem na noite anterior. O corpo do ator será cremado, conforme desejo dele, e não haverá velório, por conta da pandemia da Covid-19.

Nascido em Piracicaba, no interior de São Paulo, em 1923, ele ganhou notoriedade ao interpretar o personagem Zé do Burro, protagonista do filme “O Pagador de Promessas” (1962).

Dirigido por Anselmo Duarte e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1963, o filme foi também vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Antes de ir para o cinema, o texto de Dias Gomes foi interpretado no teatro e Villar já era o Zé do Burro.

Leonardo Villar e Glória Menezes no filme 'O pagador de promessas', de 1962 — Foto: Reprodução

Leonardo Villar e Glória Menezes no filme ‘O pagador de promessas’, de 1962 — Foto: Reprodução

Com o nome de batismo de Leonildo Motta, Leonardo Villar foi aluno da Escola de Arte Dramática (EAD) da USP, onde se formou na turma de 1948.

Villar trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) durante oito anos e estreou como ator profissional sendo dirigido por Bibi Ferreira na Companhia Dramática Nacional (CDN) com a peça “A Raposa e as Uvas”.

Logo no começo da carreira continuou trabalhando com grandes nomes do teatro como o diretor Sérgio Cardoso em “Canção Dentro do Pão”. Ele também participou de “A Falecida”, de Nelson Rodrigues.

Leonardo Villar e Lima Duarte em 'Os Ossos do Barão', de 1973 — Foto: Acervo/TV Globo

Leonardo Villar e Lima Duarte em ‘Os Ossos do Barão’, de 1973 — Foto: Acervo/TV Globo

Na televisão, Leonardo Villar fez mais de trinta novelas, como “Estúpido Cupido” (1976), “Barriga de Aluguel” (1990) , “Amazônia” (1991), “Laços de Família” (2000). O último trabalho na TV Globo foi na novela “Passione” (2010).

 

Ao longo da carreira, Villar também participou de filmes marcantes como “Lampião e o Rei do Cangaço” (1964), “A hora e a vez de Augusto Matraga” (1965), “Ação entre Amigos” (1988), “Brava Gente Brasileira” (2000) e “Chega de Saudade” (2008).

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Segundo publicação, ministérios da Educação e Saúde deveriam ser transferidos para agências reguladoras; vouchers seriam entregues às famílias.


MA Maíra Alves
 
(foto: Governo da Paraná/Divulgação)
(foto: Governo da Paraná/Divulgação)

O novo ministro da Educação, Renato Feder, já defendeu a extinção do ministério e a privatização de todo o ensino público, começando pelas universidades. Essa, entre outras propostas, estão no livro ‘Carregando o Elefante – como transformar o Brasil no país mais rico do mundo’, de 2007, escrito por ele e Alexandre Ostrowiecki.  

 Feder era um dos candidatos cotados para a vaga de ministro da educação quando o ex-ministro Abraham Weintraub deixou o governo, no fim de junho. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) optou pelo professor Carlos Decotelli. Nesta semana, contudo, Decotelli acabou saindo do ministério antes mesmo de tomar posse por causa de contradições em seu currículo.
O livro é um compilado de críticas e sugestões, idealizadas pelos autores, para as mais diversas áreas da administração pública. Mas quando Feder assumiu a Secretaria de Educação do Paraná, em 2019, ele afirmou que mudou de ideia sobre as opiniões apresentadas na publicação, incluindo a de privatização do ensino, segundo declaração dada à época ao jornal Gazeta do Povo.
Ao jornal, ele relatou ter estudado o tema com maior profundidade e perceber que não houve vantagens na adoção do modelo no Chile e nos Estados Unidos. “Eu acredito tranquilamente, firmemente, que ensino público tem condições de entregar ensino de excelência. Não vou privatizar, não vou terceirizar e não vou fazer voucher”, declarou na ocasião.

Propostas

Para os autores, deveriam ser mantidos apenas oito ministérios. “Muitos ministros acabam não conseguindo nem falar com o presidente e assumem papel decorativo”, disseram. As funções dos ministérios da Saúde e da Educação, por exemplo, deveriam ser dirigidas por agências reguladoras.

‘Espero que o presidente diga a verdade’, afirma Moro sobre depoimento de Bolsonaro

Sergio Moro, cuja segunda coluna na Crusoé foi publicada hoje, foi entrevistado na tarde desta sexta-feira (3) por Fausto Macedo e Eliane Cantanhêde, do Estadão.

O ex-ministro da Justiça, que deixou o governo em abril após acusar Jair Bolsonaro de interferir politicamente na PF, voltou a dizer que “cumpriu o seu dever” –o presidente deve ser ouvido em breve no inquérito aberto pelo STF.

“Espero que o presidente diga a verdade quando for inquirido, como deveria ser natural. Eu sei que eu falei a verdade. Se ele vai falar ou não, é uma questão que nós deixamos em aberto.”

jul
04
Posted on 04-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-07-2020



 

 Sinovaldo, NO

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Senador é acusado de receber R$ 191 milhões em propina valendo-se da influência dos cargos que ocupou


 
(foto: Divulgação/Senado Federal)
(foto: Divulgação/Senado Federal)

As investigações da Polícia Federal apontam que o senador José Serra recebeu o codinome de “Vizinho” nas planilhas de pagamento de propina da Odebrecht. O parlamentar é alvo de uma ação deflagrada no âmbito da operação Lava-Jato nesta sexta-feira (03). O apelido foi dado por conta de Serra morar próximo de Pedro Novis, seu principal contato na empreiteira. O político foi prefeito de São Paulo, de 2005 a 2006, e governador do Estado entre 2007 e 2010  

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Serra recebeu, de uma só vez, R$ 4,5 milhões em propina. O nome dele aparecia principalmente em planilhas voltadas para o pagamento de repasses ilegais relacionados às obras do Rodoanel de São Paulo. A filha dele, Verônica Serra, também foi denunciada. Ao todo, parlamentar teria recebido R$ 191,6 milhões em valores atualizados.
José Serra foi delatado pelo próprio Pedro Novis, que agora colabora com a Justiça. Além disso, o apelido “Vizinho” também aparece em e-mails trocados por Marcelo Odebrecht.  “Em muitos deles, há menções expressas ao codinome “Vizinho” ligado a temas como “Dersa” e ao contato de Pedro Novis”, diz um trecho da denúncia enviada à Justiça pelo MPF.
Dersa é uma empresa que opera rodovias para o governo do estado de São Paulo. Os repasses, realizados em um banco na Suíça, eram depositados por meio da Circle Technical Company, empresa offshore, que de acordo com as diligências, servia para enganar as autoridades e dar aparente legalidade para as transações ilegais.  “E, de fato, uma planilha extraída do sistema contábil da empreiteira indica que, logo na sequência, ao longo de 2006 e 2007, numerosas transferências foram feitas, em favor de uma conta da Circle Technical no Corner Bank da Suíça, com referência ao codinome “Vizinho”, sendo a maior parte delas vinculada à obra “Rodoanel”, completa o MPF.
 
Causa estranheza e indignação a ação deflagrada pela Força Tarefa da Lava Jato de São Paulo na manhã desta sexta-feira (3) em endereços ligados ao senador José Serra. Em meio à pandemia da Covid-19, em uma ação completamente desarrazoada, a operação realizou busca e apreensão com base em fatos antigos e prescritos e após denúncia já feita, o que comprova falta de urgência e de lastro probatório da Acusação. 
É lamentável que medidas invasivas e agressivas como a de hoje sejam feitas sem o respeito à Lei e à decisão já tomada no caso pela Suprema Corte, em movimento ilegal que busca constranger e expor um senador da República.
O Senador José Serra reforça a licitude dos seus atos e a integridade que sempre permeou sua vida pública. Ele mantém sua confiança na Justiça brasileira, esperando que os fatos sejam esclarecidos e as arbitrariedades cometidas devidamente apuradas. 

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