jul
31
DO CORREIO24HORAS e do BAHIA EM PAUTA
Da Redação

 Morreu na quinta-feira, 30-6, aos 69 anos o médico neurocirurgião Otoni Costa Filho

Especialista e professor querido e admirado pessoal e profissionalmente no meio médico da capital baiana, ele era médico assistente da Gerência Técnica do Hospital Português, onde estava internado e morreu de complicações da Covid-19.

 

(Foto: Divulgação)

Morreu na tarde desta quinta-feira (30), em Salvador, o médico neurocirurgião e professor Dr. Otoni Raimundo Costa Filho, aos 69 anos.

A diretoria executiva do Hospital Português (HP) e o corpo clínico e funcional da instituição lamentaram profundamente o acontecimento através de nota nas redes sociais.

Dr Otoni Costa Filho era neurocirurgião e médico assistente da gerência técnica do hospital. “Lamentarmos sobretudo seus mais de 20 anos de dedicação ao Português. Neste momento de luto e despedida, nos solidarizamos com os familiares e amigos e ratificamos os mais sinceros votos de pesar pela perda inestimável”, diz o comunicado.

De acordo com uma funcionária do hospital, ele era muito querido e conhecido no meio médico da capital baiana. “Ele estava, inclusive, tocava violão com o coral para homenagear as pessoas

que saíam curadas do hospital”, contou.

===============================================

PESAR DO BAHIA EM PAUTA: Este site blog também está de luto e tomado de pesar pela notícia do falecimento do Dr. Otoni Costa. Além das múltiplas qualidades pessoais e dos méritos profissionais admirados pelos colegas de medicina, ex-alunos , servidores hospitalares e pacientes, Dr. Otoni era irmão da competente e destacada enfermeira Leonina Costa (Nina), formada na Bahia e que há anos trabalha e mora no Rio de Janeiro.Amiga do peito do Bahia em Pauta, em especial deste editor que a tem como uma de suas amigas mais generosas, inteligentes e leais.Casada com o jornalista Roberto Gonçalves, amigo e colega mais que especial de longa data, de brilhante passagem por redações baiana (correspondente da folha no estado e repórter da sucursal do Jornal do Brasil em Salvador), atualmente  na Sport-TV- Rio (Globo). Comovido abraço solidário nos dois. (Vitor Hugo Soares, editor)

.

 
 
Bahia em Pauta » Blog Archive » Joaci Góes: Na Bahia, onde a ...
ARTIGO/ Ponto de vista
O ódio político no Brasil e sua expressão corporal 2
Joaci Góes
Ao amigo e notável arquiteto Fernando Peixoto!
Mesmo quando nos educamos para não extravasar o ódio que as situações nos provocam, somos traídos por mensagens não-verbais, corpóreas ou subliminares que, involuntariamente, transmitimos. Os autores Tim La Haye e Bob Phillips propuseram a quantificação dos percentuais dos meios pelos quais a cólera se exprime. Segundo eles, o que é dito sob a ação da ira corresponde a, apenas, sete por cento do processo de comunicação; o tom da voz, a trinta e oito e as ações não-verbais, a cinquenta e cinco por cento. Atribuem eles essa alta percentagem de comunicação não-verbal ao propósito dos odientos de escamotearem sentimentos que sabem condenados pelo meio social.
A finalidade do ódio se desdobra em três vertentes. Em primeiro lugar, acentua a percepção de nosso sentimento e evita a perda da autoestima; em segundo, liberta-nos da frustração; em terceiro, ajuda-nos a nos recobrarmos da violação sofrida pelo nosso sentimento de justiça. Sobre a inveja, a maioria dos autores não diz uma palavra, sequer. A omissão é compreensível porque está em sintonia com o viés que a sociedade humana tem desenvolvido de silenciar sobre a inveja, em razão de sua absoluta inconfessabilidade, como um dos motores principais de sua ação, em contraste com o ódio que pode resultar em múltiplas reações confessáveis, como violência, abuso, lágrimas, sofrimento, mágoa, estresse, incômodo, desconforto, tristeza, fuga, ressentimento, rejeição, arrependimento, impotência, dor, descontrole, perda, solidão, inadequação, ofensa, vingança, ferimento, desvalia, frustração, medo, culpa, destruição… Explica-se, por isso, a avaliação que se faz de que a parte visível dos males produzidos pelo ódio nada mais representa do que a ponta do iceberg. Em abono das mulheres, registre-se que elas respondem por 10% dos crimes violentos, contra 90% dos homens.
Como o ódio oblitera a capacidade de julgar com isenção, os prejuízos sofridos pelas organizações sobem a valores estratosféricos, oriundos de erros de julgamento que produz em seus gestores. Embora não haja dados estatísticos confiáveis para permitir a quantificação dos atos de violência produzidos por cada uma das diferentes causas, parece-nos fora de dúvida que ao inconfessável ódio gerado pela inveja cabe a liderança nessa corrida macabra, tanto em número de casos quanto na intensidade das agressões, bem como no montante dos prejuízos materiais que acarreta.
Registre-se, porém, que, não obstante seu valor, predominantemente, negativo, o ódio tem potencial positivo, desde que utilizado para o bem, a exemplo da invasão de áreas públicas por Irmã Dulce, na Baixa do Bonfim, para abrigar os seus “filhinhos” que viviam na sarjeta. O grande problema para se fazer do ódio um sentimento construtivo reside na dificuldade de se produzir uma resposta proporcional à ação que a causou. É por isso que a ira que nasce da inveja, invariavelmente de caráter destrutivo, é destituída de potencial positivo.
Segundo pensadores do porte de Ralf Dahrendorf, Helmut Schoeck, William Bartley, José Ortega y Gasset, Miguel de Unamuno, Ludwig Von Mises e Gonzalo Fernández De la Mora, entre outros, toda proposta de promoção da igualdade que não leve em conta princípios meritocráticos nasce do inconfessável sentimento da inveja, capaz de levar ao genocídio vão da ex União Soviética e da China de Mao Tsé-Tung que eliminou, conjuntamente, mais de cem milhões de vidas. A União Soviética dissolveu-se antes que tivesse tempo de promover as alterações de rumo que salvaram a China, que passou a se transformar numa grande potência, a partir de quando abandonou o socialismo e passou a reger-se pelo fascismo mais ostensivo de que o Mundo tem conhecimento. A China, depois de um trágico fracasso sob o comunismo, está, agora, alcançando aquilo que Hitler, desastradamente, em sua caricata e perversa loucura, tentou implantar.
Em oposição ao ódio do mal, temos a cólera de Irmã Dulce, a cólera do bem, capaz de elevar às maiores alturas a dignidade humana, consistente na chamada cólera divina ou cólera santa de que
Jesus, de chicote na mão, expulsando os vendilhões do templo, é o símbolo maior.
Mas, isso é assunto para o próximo artigo!
Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex-diretor da Tribuna da Bahiaa. Texto publicado quinta-feira, 3o, na TB,
 

“Sandra”, Gilberto Gil: Depoimento do autor sobre esta magnífica composição, publicada no espaço de comentários do youtube:. “Todas as meninas mencionadas em Sandra foram personagens daqueles dias que eu vivi entre Curitiba e Florianópolis. Maria Aparecida, Maria Sebastiana e Maria de Lourdes me atenderam no hospício durante o internamento imposto pela justiça enquanto eu aguardava o julgamento. A de Lourdes me falava a toda hora: ‘Você vai fazer uma música pra mim, não vai?’ ‘Vou’. Carmensita: essa – foi interessantíssimo -, logo que eu cheguei, ela veio e me disse, baixinho: ‘Seja bem-vindo’. Lair era uma menina de fora, uma fã que foi lá me visitar. Salete era de lá: ‘Meu café é muito ralo’, me falou. ‘É exatamente como eu gosto, chafé’, respondi. Cíntia: também de Curitiba, como Andréia. Quando passamos pela cidade, me levou ao sítio dela uma tarde; foi quem me deu uma boina rosa com a qual eu compareceria ao julgamento mais adiante, em Florianópolis, e com a qual eu apareço no filme Os Doces Bárbaros. Ana: ficou minha amiga até hoje; de Florianópolis. E Dulcina, que era a mais calada, a mais recatada de todas na clínica, a mais mansa – era como uma freira -, foi a única que um dia veio e me deu um beijo na boca.” “Sandra, citada no final da letra, era minha mulher, que preferiu não ir a Florianópolis e com a qual eu associei a idéia do hexagrama da torre, tirado no I Ching, um dos meus livros de cabeceira naquele período: a que tomava conta de tudo; onde eu estivesse, o seu olhar espiritual me acompanharia; seu ente se espraiaria, estendendo-se por todas as mulheres com quem eu convivesse. A ela as mulheres citadas na letra remetiam por representarem o feminino, a minha sustentação naquele momento”

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

No dia em que a primeira dama anunciou estar infectada, presidente esteve no Nordeste onde cavalgou entre multidão e fez promessas na região em que é pior avaliado no país

Bolsonaro cavalga entre multidão em São Raimundo Nonato (PI), enquanto país enfrenta pandemia de coronavírus.
Bolsonaro cavalga entre multidão em São Raimundo Nonato (PI), enquanto país enfrenta pandemia de coronavírus.Alan Santos / EFE
 Afonso Benites
Brasília

No dia em que a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, anunciou ter sido diagnosticada com covid-19, seu marido, Jair Bolsonaro voltou ao um roteiro conhecido desde que começou a pandemia —e que ele havia paralisado quando ele próprio disse ter contraído o vírus—: viajou 2.500 quilômetros, visitou duas cidades do interior nordestino, São Raimundo Nonato (PI) e Campo Alegre de Lourdes (BA), e, de novo, promoveu aglomerações. Retirando a máscara em diversas ocasiões, o presidente tocou nas mãos das pessoas e conversou com elas. Cavalgou entre o público usando um chapéu de couro típico do sertanejo, encarnando uma espécie de “rei do gado”, para usar a imagem da telenovela dos anos 1990 da Globo.

As três semanas de distanciamento social as quais ele foi forçado a fazer por ter contraído o novo coronavírus, portanto, não o fizeram mudar de atitude. Bolsonaro voltou a ser Bolsonaro. Descumpriu as recomendações das autoridades sanitárias de distanciamento social e seguiu a vida como se estivesse em meio a uma campanha eleitoral. Nesta quinta-feira, o Brasil chegou à marca de 91.263 mortos pelo coronavírus e 2,6 milhões de contaminados. O país mantém um ritmo acelerado tanto de contaminações como de mortes, na expectativa de chegar a 100.000 óbitos pela pandemia  na semana que vem.

Nos municípios piauiense e baiano, o presidente inaugurou um sistema de abastecimento de água, visitou o Parque Nacional da Serra da Capivara, Museu Arqueológico e Museu da Natureza, ambos polos turísticos na zona. Fez questão de fazer acenos elogiosos à única região na qual perdeu a eleição presidencial em 2018 e na qual é pior avaliado (24% de ótimo e bom, contra 30% na média do país, segundo a mais recente pesquisa XP). “Vocês são pessoas iguais às outras quatro regiões do nosso Brasil”, anunciou. “Nós somos todos iguais, somos um só povo, uma só raça, temos um só objetivo, é o Brasil acima de todos.” Mais tarde, como sempre, ele fez um compilado das imagens de seu passeio com “banho de povo” e cavalgada entre o público em seus perfis no YouTube e Facebook.

“Mofo no pulmão”

À noite, na tradicional live semanal pelo Facebook, citou sua viagem e disse que ajudou a população local. Não falou sobre a contaminação de sua esposa. Sobre a pandemia, em si, Bolsonaro apenas disse que o Brasil faz parte do consórcio de países junto com a Universidade de Oxford (Inglaterra) para produzir a vacina. “Pelo que tudo indica, vai dar certo. 100 milhões de unidades chegarão para nós. Não é daquele outro país [China], não. É de Oxford”, disse o presidente, que copia Donald Trump na retórica anti-China, especialmente quando fala diretamente ao seus seguidores mais radicais. Para depois completar: “Eu não preciso tomar, porque já estou safo”. O presidente revelou, no entanto, estar tratando uma infecção no pulmão, sem maiores detalhes: “Acabei de fazer um exame de sangue, né, estava com um pouco de fraqueza ontem, acharam até um pouco de infecção também. Estou agora no antibiótico, deve ser… agora depois de 20 dias dentro de casa, a gente pega outros problemas. Eu peguei mofo, mofo no pulmão.”

As cenas vistas na região Nordeste devem se repetir nesta sexta-feira no Sul do país. Seu objetivo é criar uma agenda positiva com inaugurações de obras todos os meses. O presidente viajará ao Rio Grande do Sul, Estado que está em que a pandemia está em franca ascensão – atingiu 1.825 mortos nesta semana. Entre os 66.473 gaúchos contaminados, está o governador local, Eduardo Leite (PSDB). As agendas da comitiva presidencial serão no município de Bagé, onde ele deve visitar uma escola militar e um quartel do Exército, além de entregar 1.164 casas para famílias de baixa renda.

Bolsonaro tinha previsto ainda uma ida na próxima semana à região do Vale do Ribeira, em São Paulo, onde ele foi criado. Mas teve de adiar a viagem porque o governador paulista e seu ex-aliado político, João Doria (PSDB), anunciou que decretaria a região como área vermelha por causa da pandemia. Nesta fase, eventos públicos são proibidos. Na live, o presidente disse que respeitaria a decisão de Doria e, em tom de provocação, o convidou para visitar o Vale do Ribeira quando estivesse lá. “Está convidado, senhor João Doria. Está convidado a ir comigo no meu helicóptero. Onde eu falar, o senhor fala”. O governador é um potencial concorrente de Bolsonaro na eleição de 2022.

O presidente anunciou que foi contaminado com a covid-19 no dia 7 de julho e que, em 25 de julho, estava livre da doença. Em todas as ocasiões que pode, fez alusão ao tratamento com a cloroquina, medicamento que não tem eficácia comprovada. Voltou a fazê-lo nesta quinta-feira, em sua live semanal, quando disse que outros dois ministros que também tiveram a doença, Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Milton Ribeiro (Educação), se sentiram bem após o uso do medicamento. A insistência de Bolsonaro sobre o remédio que trata malária levou o Exército a produzir milhares de cápsulas —o próprio Ministério da Saúde passou a recomendar o uso. Nesta quinta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu ferrenho opositor, usou uma conversa com correspondentes estrangeiros para provocar: “Creio que Bolsonaro inventou que estava infectado para fazer propaganda do remédio.”

Conduta negacionista

Nas primeiras agendas externas que cumpriu após dizer que estava curado, Bolsonaro sinalizava ter se sensibilizado com os cuidados com as demais pessoas. Ao se encontrar com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, pediu que as pessoas mantivessem distância dele. Afirmou que não as cumprimentaria tocando em suas mãos. E seguiu usando a máscara. A volta ao seu velho estilo, contudo, não demorou tanto. Antes de viajar ao Nordeste, seguiu participando de reuniões com autoridades e personalidades no Palácio do Planalto sem nenhum equipamento de proteção individual.

A conduta negacionista do mandatário em relação ao vírus é alvo de críticas há meses porque, além de si e de seus familiares, ele frequentemente põe em risco servidores, apoiadores e até transeuntes —mais de uma vez ele causou aglomeração ao frequentar pequenos comércios em Brasília e no entorno.

Especialistas dizem que o período em que uma pessoa infectada mais transmite a doença é dois dias antes do início dos sintomas até durante a primeira semana. Em tese, deixa de transmitir após testar negativo. Mas ainda há mais dúvidas do que certezas sobre a resposta imunológica ao SARS-CoV-2. A Organização Mundial de Saúde e países como Alemanha e Reino Unido chegaram a estudar a possibilidade de emitir uma espécie de passaporte sorológico para quem já tivesse contraído a doença e se imunizado, mas abandonaram a ideia por entenderem que ainda não é possível ter essa segurança.

Uma das razões é que não está claro se há a possibilidade de reinfecção. Houve casos de pessoas que, depois de dar negativo em um teste de PCR (que detecta o próprio vírus), voltaram a dar positivo. Isso pode ter sido uma reinfecção ou a pessoa pode não ter eliminado o vírus e o teste ter falhado

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Para o vice-presidente, proposta transforma juízes em cidadãos sem direitos políticos


 
(foto: AFP / Sergio LIMA)
(foto: AFP / Sergio LIMA)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), criticou nesta quinta-feira (30/7) a proposta realizada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de manter juízes e procuradores inelegíveis por oito anos após abandonarem seus cargos públicos. “Você está transformando o magistrado em um cidadão sem direitos políticos”, disse Mourão.

As falas foram proferidas a jornalistas na entrada da vice-presidência, e trecho foi transmitido pela CNN Brasil. Mourão acredita que a proposta pode ter relação com o papel do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que abandonou 22 anos de magistratura para ser ministro do presidente Jair Bolsonaro. Após desembarcar, fala-se que ele é um possível candidato à presidência em 2022.
“Todo mundo fala que ele seria um candidato viável para 2022, e outros magistrados não têm esse destaque”, afirmou o vice-presidente. “Acho que é o tipo da coisa que está colocada em discussão, mas não prospera, na minha visão”, frisou.
Após a fala de Toffoli, a ideia foi endossada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que disse que o ministro “está certo” e falou em retomar o assunto. “Já existem projetos tramitando na Casa. Acho que esse debate está sendo amadurecido e está perto de chegar a um entendimento de que carreiras de Estado não podem ser usadas como trampolim pessoal”, garantiu.
Atualmente, um juiz que deixa o cargo fica seis meses sem poder se candidatar a cargos eleitoRAIs. Existe um prazo de oito anos, mas apenas para aposentadorias compulsórias ou para os magistrados que tenham perdido após algum processo disciplinar.

DO CORREIO BRAZILIENSE

Depois, o presidente desceu do animal e continuou cumprimentando a claque que o recebia ao som de ”mito”


IS Ingrid Soares
 
(foto: Alan Santos /PR)
(foto: Alan Santos /PR)

Após ter se recuperado do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro  retomou a agenda de viagens pelo país e participou, nesta quinta-feira (30/7) da cerimônia de acionamento do Sistema Integrado de Abastecimento de Água na cidade de Campo Alegre de Lourdes, na Bahia.

Horas antes, ainda na chegada ao aeroporto de São Raimundo Nonato, no Piauí, o chefe do Executivo colocou um chapéu nordestino, montou em um cavalo em meio a uma aglomeração de apoiadores e retirou a máscara higiênica que utilizava. Bolsonaro também cumprimentou os bolsonaristas com apertos de mãos. Em seguida, ele retirou o chapéu e o rodopiou. 

Depois, Bolsonaro desceu do cavalo e continuou cumprimentando os apoiadores que o recebia ao som de “mito”. Porém, assim como em outros estados, o Piauí possui um decreto  que determina o uso de máscaras no território. A multa para o descumprimento vai de R$ 500 a R$ 1 mil.

Agenda

pós a inauguração na Bahia, Bolsonaro retornou para o Piauí, com destino a Coronel José Dias. A previsão é de que, à tarde, ele visite o Parque Nacional da Serra da Capivara e o Museu da Natureza no local. O retorno de Bolsonaro para Brasília está marcado para às 15h20 no horário da capital federal.

 

Já nesta sexta-feira (31/7), o chefe do Executivo tem compromissos em Bagé, no Rio Grande do Sul, onde participará da entrega do Condomínio Residencial, no bairro de Tarumã.

jul
31
Posted on 31-07-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-07-2020



 

Amarildo,  NA

 

DO EL PAÍS

Em uma série de tuítes, presidente afirma que votar pelo correio em tempos de pandemia de coronavírus não é seguro

Donald Trump no Texas.
Donald Trump no Texas.Bod Daaemmirch / GTRES
Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira uma série de tuítes em que levanta a possibilidade de se adiar as eleições presidenciais de 3 de novembro, alegando as circunstâncias atuais relacionadas à crise do coronavírus. É a primeira vez que o presidente aponta essa possibilidade, algo que os democratas temiam desde o início da pandemia.

A data da eleição presidencial é estabelecida por lei federal, e o presidente não tem o poder de alterá-la unilateralmente. Uma reforma da lei, com a Câmara baixa do Congresso nas mãos dos democratas, seria pouco menos que impossível e também poderia ser contestada em tribunal. A margem de manobra, em qualquer caso, também não seria muito ampla, pois a Constituição estabelece que o novo Congresso (também existem eleições legislativas na mesma data) deve ser constituído em 3 de janeiro e o mandato do presidente deve começar no dia 20 desse mesmo mês.E

Mas o simples fato de sugerir um adiamento constitui uma ação insólita para um presidente e abre a possibilidade de que o próprio Trump ou seus seguidores mais leais questionem a legitimidade de uma eleição em que, já faz algumas semanas, as pesquisas dão uma clara vantagem para o seu rival democrata, Joe Biden.

“Com o sistema universal de voto por correio […], as eleições de 2020 serão as mais fraudulentas e imprecisas da história. Seria uma grande vergonha para os Estados Unidos. Adiamos as eleições até que as pessoas possam votar de forma adequada e segura ???”, tuitou.

Sua gestão caótica da crise dos coronavírus, a deterioração da economia e sua impermeabilidade ao clamor por justiça racial que varreu o país desde a morte do afro-americano George Floyd nas mãos da polícia no final de maio, corroeram substancialmente a popularidade do presidente. Há semanas, Biden vem aumentando sua vantagem sobre Trump nas pesquisas. A média preparada pelo portal Real Clear Politics indica 8,4 pontos percentuais de vantagem média nacional para o ex-vice-presidente de Barack Obama. Biden prevalece nas pesquisas não apenas no nível nacional, mas em alguns dos estados chamados a ser decisivos nas presidenciais.

Trump, no entanto, garantiu que o voto não presencial constitui “o maior risco” para sua reeleição. Em seus tweets nesta quinta-feira, ele afirma que o voto pelo correio “está se mostrando um desastre catastrófico” e acusa os democratas de agitar o espectro de interferências estrangeiras nos processos eleitorais nos Estados Unidos, mas sem querer enfrentar esse problema. Não há dados para apoiar as suspeitas levantadas pelo presidente de que votar pelo correio implica fraude. No entanto, no processo das primárias presidenciais realizadas durante estes meses de pandemia, constatou-se que nos Estados onde a votação por correio foi facilitada a participação foi consideravelmente maior do que naqueles em que houve votação apenas pessoalmente. O contraste das críticas de Trump ao voto pelo correio com a atitude dos democratas de incentivar seus eleitores a solicitá-lo já produziu, de acordo com especialistas, uma vantagem para os democratas nessa modalidade de voto.

Do Jornal do Brasil

 

A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) da operação Lava Jato em Curitiba rebateu nesta quarta-feira declarações feitas na véspera pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e chama de ilação que haveria “caixas de segredos” nos trabalhos desenvolvidos pelo grupo.

 

“A ilação de que há ‘caixas de segredos’ no trabalho dos procuradores da República é falsa, assim como a alegação de que haveria milhares de documentos ocultos”, diz a força-tarefa em nota.

“Não há na força-tarefa documentos secretos ou insindicáveis das corregedorias. Os documentos estão registrados nos sistemas eletrônicos da Justiça Federal ou do Ministério Público Federal e podem ser acessados em correições ordinárias e extraordinárias. As investigações e processos são ainda avaliados pelas corregedorias e pelo Poder Judiciário, pelos advogados de investigados e réus e pela sociedade.”

Em uma conferência online na terça-feira à noite, o procurador-geral insinuou que a força-tarefa manteria documentos fora do sistema do MPF.

“Em todo o MPF no seu sistema único tem 40 terabytes (de dados). Para o funcionamento do seu sistema, a força-tarefa de Curitiba tem 350 terabytes e 38 mil pessoas com seus dados depositados, que ninguém sabe como foram escolhidos”, disse Aras.

“Não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos”, reforçou ele, no debate “Os Desafios da PGR em Tempos da Pandemia, promovido pelo Prerrogativas, grupo de advogados críticos à Lava Jato.

Na nota, a força-tarefa disse ser falsa a “suposição” de que há 38 mil pessoas escolhidas para serem investigadas, destacando que esse número se refere a pessoas físicas e jurídicas que constam de relatórios do Coaf encaminhados ao MPF “a partir do exercício regular do seu trabalho de supervisão de atividades suspeitas de lavagem de dinheiro”.

Os procuradores disseram que a extensão da base de dados só revela a “amplitude do trabalho até hoje realizado na operação Lava Jato e a necessidade de uma estrutura compatível”.

“Ao longo de mais de setenta fases ostensivas e seis anos de investigação foi colhida grande quantidade de mídias de dados —como discos rígidos, smartphones e pendrives— sempre em estrita observância às formalidades legais, vinculada a procedimentos específicos devidamente instaurados”, disse.

Sem se referir a Aras, a nota da força-tarefa concluiu que investigações graves que envolvem políticos e grandes empresários desagradam “parcela influente de nossa sociedade”, que lança mão de todos os meios para desacreditar o trabalho até agora realizado com sucesso.

“Nesse contexto, é essencial que as Instituições garantam a independência funcional dos membros do Ministério Público, conforme lhes foi assegurado pela Constituição de 1988”, finalizou a força-tarefa.

MORO E MAIA

Além da força-tarefa, as declarações de Aras, que tem feito críticas ao trabalho da investigação desde que assumiu o comando da PGR em setembro do ano passado, repercutiram no meio político.

Pelo Twitter, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro —que foi o juiz da operação em Curitiba antes de assumir o cargo no governo Jair Bolsonaro— disse que desconhece “segredos ilícitos no âmbito da Lava Jato”.

“Ao contrário, a operação sempre foi transparente e teve suas decisões confirmadas pelos tribunais de segunda instância e também pelas cortes superiores, como STJ e STF”, destacou.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), endossou, em entrevista nesta manhã, as críticas que o procurador-geral fez à operação e disse que há excessos do Ministério Público Federal.

“Está se fazendo buscas e apreensões de coisas de 2010 em 2020. Coisas que geram apenas constrangimento, na linha até do que o doutor Aras falou de criar uma criminalização generalizada da política, tirar as condições da política e do próprio Supremo.”

Maia é investigado na Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) e Augusto Aras deverá decidir em breve se o denuncia.(Com agência Reuters)

 

 

“Estrelar”, com ele, \dcos Valle, um dos brilhantes da música cheia de bossa, para alegrar a vida!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

 

 

Pages: 1 2 3 4 5 6 7 ... 22 23

  • Arquivos