Mário da Nova Bahia, o Marito, ponta-direita do Esporte Clube ...
Marito: ponta direita genial
e craque imortal do
Esquadrão de Aço.

CRÔNICA

Em honra e glória de Marito

Gilson Nogueira

O futebol tem razões que a razão não desconhece. Uma delas, se o Bahia não existisse, ele não seria o que é, acho eu, com a certeza de ser torcedor do primeiro clube a sagrar-se campeão brasileiro de futebol. Diferentemente dos outros times, o mundialmente aclamado Tricolor de Aço é dono de uma estrela a mais, na sua invejável história. Deus É Tricolor! Comigo, influenciado pelo filósofo Assis D’Lorena, aconteceu ter escolhido o time de Marito, ao vê-lo atuar, pela primeira vez, na Fonte Nova, o lendário Estádio Octávio Mangabeira, quando o capeta era, ainda, menino.

O Bahia pisava no gramado como se fosse esmagar o adversário. E esmagava. Ao final da partida, pedia desculpas.

Amor à primeira vista! A camisa branca, o calção azul e os meiões cinza. Desmaiva por dentro, sorria chorando, engolia a pipoca e rolete de cana de uma só vez! Presenciar aquele bando de malucos boleza saindo da boca do túnel como se fossem quebrar no pau alguém que houvera tratado mal a mãe de um deles era a glória.

De calças curtas, com a bunda no cimento do único lance de arquibancada, de onde era possível ouvir o coração do goleiro, na primeira vez que gritei gol do meu time fiz uma declaração de amor. Lembro bem, ao gritar gol, olhei para meu pai e o ví vermelho feito um pedaço de sol mergulhando no Dique do Tororó. O velho não gritava gol. ” Porrraaa!”, era como se fosse mandar o adversário para a Tonga
da Mironga do Kabulêtê.

Cresci amando meus genitores ( êpa ) e o Bahia, assim, carregando no i, sem essa de circunflexar, que é coisa da moda, hoje. Ao assistir os onze jogadores em campo dando espetáculo, testemunhei inúmeras vezes que a sinfonia da bola tinha uma orquestra somente dela. Foi alí, estudante do São Bento, que descobri ser Bahia uma crença na felicidade coletiva. A paixão me abraçava a cada lance e, invariavelmente, ao voltar para casa, andando, sentia o chão tremer de alegria. A cidade possuia um clube que honrava o estado. No momento em que digito este texto, uma lágrima escondida escorre na face de um apaixonado pelo Esquadrão de Aço indignado com a estupidez de terem, em lance do marketing, desconfio, apagado o nome de Octávio Mangabeira da fachada da maior praça de futebol do Norte e Nordeste do meu país. Chamam-na Arena. Em tempo de Novo Coronavírus, mantendo a quarentena, rezo pela Humanidade e por quem tem uma caneta na mão para riscar do mapa do futebol baiano essa tal de Arena que, além de ter sido lugar de bárbaros matando leões, é o cacete. E viva o Bahia! Ah, deixo, aqui, uma lágrima apaixonada, em forma de hino, aos atletas que estão no Céu, ao Lado de Deus, comemorando a Eternidade.

Gilson Nogueira é jornalista. colaborador da primeira hora e amigo do peito do Bahia em Pauta. 

“Quando você chegar”: Novos Baianos, a marca de um time imbatível!

Viva Eles!

Viva São Pedro!!!

BOM DOMINGO, 29 DE JUNHO.

(Gilson Nogueira)

jun
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DO CORREIO BRAZILIENSE

A jornalista foi abordada por um homem com faca durante reportagem para o programa ‘CNN Sábado’


 
(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)

A repórter Bruna Macedo foi vítima de um assalto na manhã deste sábado (27/6) durante uma cobertura jornalística em São Paulo que era transmitida ao vivo na CNN Brasil. 

A jornalista fazia uma reportagem ao vivo sobre a chuva na capital paulista, quando foi abordada por um homem com faca. Bruna Macedo teve os dois celulares roubados e a situação foi exibida ao vivo no programa CNN Sábado. A repórter estava na ponte das Bandeiras, próximo ao rio Tietê.

  •   Assim que o fato aconteceu, as imagens saíram da tela. Em seguida, o apresentador Rafael Colombo explicou o que aconteceu e disse que, apesar de tudo, Bruna estava bem. 
“Ela explicou que foi rubada. Ele fez ameaça e ela entregou um celular, mas ele sabia que ela tinha dois, porque ela tem um particular e um corporativo. Tomou um susto danado, mas está bem, não sofreu nenhum tipo de ferimento”, revelou.
No fim da tarde deste sábado (27/6), a secretaria de Segurança Pública divulgou que prendeu uma pessoa por esse crime. Em nota. o órgão informou que ” assim que tiveram conhecimento da ocorrência, policiais da 1ª Seccional (Centro) iniciaram as buscas. A vítima reconheceu o detido. O boletim de ocorrência FOI registrado no 2º DP (Bom Retiro). As investigações prosseguem para localizar os celulares.”

DO CORREIO BRAZILIENSE

”O que aconteceu com o Brasil?”, questiona um dos comentaristas do programa ‘Governo Sombra’, do canal português SIC


EM Estado de Minas
 
(foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)

Comentaristas do programa Governo Sombra, do canal português SIC, ridicularizaram a homenagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aos mortos por coronavírus feita em live na última quinta-feira (25)

 

Após o Brasil registrar a marca de 53.830 mortes por covid-19, Bolsonaro prestou tributo às vítimas chamando Gilson Machado Neto, presidente da Embratur, para tocar Ave Maria, de Schubert, em sanfona durante uma transmissão ao vivo pelo Facebook.

“O Bolsonaro diz: ‘é uma homenagem aos que se foram’, mas não diz que são pessoas. Pode ser uma homenagem muito bonita a um gato morto. Simplesmente porque a homenagem reproduz o som de gatos que estão a sofrer”, debocha um dos comentaristas.

“Qualquer brasileiro com Q.I. acima de 100 deve ter a mesma sensação de um romano durante a invasão dos bárbaros. Nós olhamos para aquilo e pensamos: O que aconteceu com o Brasil?”, questiona outro. 

 
Os comentáristas também brincam com o fato desse ter sido o primeiro ato público de Bolsonaro em homenagem aos mortos no Brasil em decorrência do novo coronavírus. 
“A homenagem está ao nível de preocupação que ele tem demonstrado. Se fosse um chefe de estado preocupado com seus concidadãos o tributo seria uma missa de réquiem, quarenta salvas de canhão… Mas ele usa uma sanfona. Isso é o chefe de Estado de um país que não é uma microrepública com 500 mil habitantes. É um dos grandes países do mundo.” 

jun
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Posted on 28-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-06-2020


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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXIII – Sábado 27/06/2020

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Clayton, no jornal O Povo (CE)

jun
28
Posted on 28-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-06-2020

DO EL PAÍS

O país contribui com um em cada quatro casos em todo o mundo, com 2,4 milhões de infecções e 124.000 mortes, enquanto o presidente Trump ignora os cientistas

Trabalhadores transportam um corpo no hospital Wyckoff, em Nova York, em abril.
Trabalhadores transportam um corpo no hospital Wyckoff, em Nova York, em abril.BRYAN R. SMITH / AFP

 Pablo Guimón

Washington

Os Estados Unidos estão perdendo a batalha contra o inimigo invisível. As autoridades informaram sobre 40.000 casos novos na quinta-feira, a cifra diária mais alta desde o início da pandemia ?ultrapassando o pico diário registrado no dia anterior, quarta-feira. A tendência de contágios era descendente desde 24 de abril, quando foram registrados 36.739 novos casos positivos, mas mudou nas últimas semanas. O país responde por um em cada quatro casos da covid-19 em todo o mundo, uma em cada quatro mortes pela doença. Mais de 2,42 milhões de casos confirmados. Pelo menos 124.000 mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkings. As cifras totais não têm comparação. E o impacto real, advertem os especialistas, pode ser 10 vezes maior. “Talvez tenhamos identificado apenas algo em torno de 10% do surto”, disse nesta quinta-feira em uma teleconferência com jornalistas o médico Robert Redfield, diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, acrescentando que, em função dos resultados de exames de anticorpos feitos no país inteiro, calcula-se que entre 5% e 8% dos norte-americanos foram contagiados até o momento.

Os focos se concentram sobretudo no sul e oeste. Flórida, Oklahoma, Carolina do Sul e Texas reportaram picos na quarta-feira. Mas os casos sobem em mais de metade dos Estados. Em parte se deve ao aumento de exames de diagnóstico, que permite a detecção de casos menos graves. Mas não totalmente. A percentagem de resultados positivos nos exames subiu dramaticamente em Estados como a Flórida. Também as internações, que em Houston (Texas), por exemplo, triplicaram desde 31 de maio.

 

A Administração Trump, desnorteada em sua campanha pela reativação da economia, aferra-se a um dado positivo: as mortes não estão crescendo no mesmo ritmo que os contágios. Mas os especialistas alertam que isso pode ser questão de tempo. “As mortes sempre vão muito atrás dos casos”, alertou na terça-feira, no Congresso, o epidemiologista Anthony Fauci, o hoje marginalizado rosto da ciência na reação da Casa Branca à pandemia, que vaticinou que os óbitos acabarão subindo com os contágios.

Fauci fez o alerta no Capitólio, a convite dos parlamentares. Afastado dos holofotes por um presidente farto dos atritos do seu discurso com as evidências médica, a informação científica vem circulando nas últimas semanas por outras vias para chegar aos cidadãos. Depoimentos no Congresso, entrevistas pontuais à mídia… Ficaram para trás os tempos em que Fauci e a doutora Deborah Birx falavam diariamente à imprensa ao lado do presidente na Casa Branca. Trump, motivado por um instinto impermeável às evidências científicas e apressado por uma deterioração econômica que mina seu caminho à reeleição, dissolveu a equipe de trabalho do coronavírus. Mas nesta quinta-feira à noite, diante do repique de casos, a Casa Branca informou que a equipe voltará a comparecer nesta sexta-feira em uma sessão informativa, a primeira em quase dois meses.

Os Estados Unidos enfrentam a pior ofensiva do vírus com as vozes científicas silenciadas e a Casa Branca numa espécie de fuga para frente, com consequências imprevisíveis. Enquanto as autoridades locais e as empresas reveem seus planos de volta à normalidade, o vice-presidente Mike Pence pediu nesta quarta-feira aos senadores republicanos, numa reunião a portas fechadas, que se concentrem em destacar os “sinais animadores”.

A realidade hoje é muito diferente dos dias trágicos de abril. Mais descontrolada ainda. Nova York e Nova Jersey, superados pela pandemia na sua primavera, procedem à reabertura animados pela redução controlada dos contágios. Porém, com os focos concentrados era mais fácil agir. Agora, o impacto do vírus é mais disperso, mais imprevisível. A coleta de dados é mais irregular, assim como a capacidade hospitalar de cada Estado. A forma de enfrentar a crise difere em função da coloração política e as ideias particulares de cada governador.

Cada Estado, novamente, age por sua conta. Nova York, Nova Jersey e Connecticut pediram na quarta-feira aos visitantes de nove Estados com alta incidência que se submetam à quarentena. Alguns Estados, como o Texas, frearam o processo de desescalada perante o alarmante aumento de casos. “Esta pausa temporária ajudará nosso Estado a conter a propagação até podermos entrar com segurança na fase seguinte”, declarou o governador republicano Greg Abbott. Outros, como o governador da Flórida, o também republicano Ron DeSantis, se limitaram a pedir aos cidadãos que evitem os lugares fechados com má ventilação e as aglomerações.

Enquanto isso, o presidente tuita sobre os ataques a estátuas de confederadas, sobre segurança pública, sobre adoções de crianças, sobre decisões judiciais, sobre a cerca na fronteira com o México, sobre a China, sobre a pesca de lagostas no Maine. Nenhuma só menção ao coronavírus em 33 postagens no Twitter entre a tarde de terça-feira e a de quinta, durante as horas mais graves da pandemia. A última menção, na terça-feira às 15h (hora de Washington), dizia: “Os casos sobem só por causa dos nossos números altos de testes. A taxa de mortalidade cai!”.

Empenhado em transmitir uma normalidade que contrasta com os dados, a cinco meses das eleições, o presidente retomou a campanha. Em seu primeiro comício em Tulsa, Oklahoma, no sábado passado, disse ter ordenado à sua equipe que faça menos testes para assim oferecer uma melhor imagem do país. A Casa Branca se apressou em desmentir que essa ordem tenha sido dada. Fauci, em sua luta paralela, afirmou no Congresso que a prioridade era exatamente a contrária. A Bolsa de Nova York, um indicador que parece guiar mais o presidente que a curva de contágios, sofreu na quarta-feira uma notável queda atribuída em parte às notícias de repiques.

A pressa pela reativação econômica sem contar com medidas de segurança adequadas é, segundo os especialistas, a principal explicação do recrudescimento dos contágios. “É bastante alarmante”, resumiu nesta quinta-feira Ashish Jha, diretor do Instituto de Saúde Global de Harvard, numa entrevista televisiva. “Esperávamos que fôssemos capazes de conter o vírus por um tempo, mas estamos vendo estes repiques, principalmente porque reabrimos muito rápido, e reabrimos sem as salvaguardas corretas.”

Mutação política

O vírus está mudando de coloração política nos Estados Unidos. Há três meses, a pandemia era coisa dos Estados democratas. Mas hoje esses primeiros focos começam a contar histórias de sucesso e, neste junho, são os Estados nas mãos republicanas ou que votaram em Donald Trump há quatro anos (liderados por Texas, Flórida e Arizona), que somam mais casos.

Durante os primeiros meses, a realidade do impacto da pandemia no país estava distorcida pela magnitude da tragédia na cidade de Nova York, alimentada pela densidade demográfica e pelo vaivém de visitantes estrangeiros. Foram registados 218.000 contágios e quase 22.000 mortes pela covid-19 na área metropolitana.

Acontece que as zonas urbanas tendem a ser mais democratas, e as rurais, mais republicanas. Assim, a diferença de propagação do vírus entre Estados de uma e outra tendência é ainda mais pronunciada quando se leva em conta a população. Os Estados republicanos somam agora novos casos a um ritmo per capita que duplica o dos Estados democratas.

São os Estados governados por republicanos que, em geral, mais deram ouvidos ao presidente e resistiram à imposição, ou apressaram a suspensão, das restrições de movimento. Neles surgiu com mais força também a reação popular às medidas de confinamento. As mobilizações pela justiça racial, depois da morte por policiais de George Floyd em 25 de maio, contribuíram para acelerar a volta à normalidade em todo o país, como uma válvula de escape pela qual estourou a ansiedade após meses de confinamento

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