Rodrigo Maia em Fortaleza pede apoio para sua reeleição a ...
  Maia:equilibrista em cima do arame na Câmara
  

 

ARTIGO DA SEMANA

 

Maia: o equilibrista do Congresso (no arame)

Vitor Hugo Soares

À semelhança  daqueles incríveis acrobatas da corda bamba, nos filmes sobre o extinto circo norte-americano Ringling Brothers , nos clássicos do cinema de Hollywood – ou das fabulosas  trupes do canadense Cirque de Soleil, que antes da pandemia covid-19 lotavam e deslumbravam platéias no mundo, e agora se debatem em doloroso desastre financeiro e artístico distante do público –, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também se revela um surpreendente equilibrista da política nacional e de seus arranjos monumentais, nestes dias estranhos e “atabalhoados” que correm, na expressão do próprio parlamentar sobre a fuga arisca e pusilânime do ex-ministro da Educação Abraham  Weintraub,  para Miami, no suspeitoso rito de passagem, antes de chegar a Washington, onde o aguarda polpuda sinecura no Banco Mundial, enquanto toma  seu lugar no primeiro escalão do governo, o professor Carlos Alberto Decatelli, de currículo robusto e que chega falando em “foco na gestão, no diálogo e no mérito na Educação. A conferir.

No comando  de um dos pilares do Poder Legislativos no Brasil, o parlamentar do DEM, nestes fumegantes dias juninos, tem feito múltiplas  performances de seu invejável jogo de cintura – apesar do visível excesso de peso – em cima do arame que tenta atravessar, de um lado para o outro, arriscadamente, mas com inegável competência. Nem mesmo o prefeito de Salvador, ACM Neto,– amigo in pectori do deputado fluminense e presidente nacional dos Democratas, (agremiação que ora balança asa para o governo de Jair Bolsonaro, de quem é “aliado crítico”  desde o começo, ora sorri para as esquerdas, ora para o Centrão de Waldemar Costa Neto e Roberto Jefferson) – acredita que os acontecimentos mais ruidosos destes dias alteraram o pensamento e a rota de Maia. Impassível até aqui aos apelos e à tentação de pautar pelo menos um dos inúmeros  pedidos de impeachment do atual ocupante do Palácio do Planalto, que já começam a entulhar suas gavetas.

Além de Neto, acreditado gestor municipal e dirigente partidário da Bahia, – dedicado ultimamente a enérgica luta de combate à implacável pandemia, cujo resultado em Salvador é considerado crucial ao seu projeto de eleger seu sucessor ao Palácio Tomé de Souza e ao seu próprio futuro como liderança regional e nacional –, muitos e diferentes aliados, camaradas, confidentes e até críticos mais afáveis do presidente da Câmara consideram, nos bastidores, que fatores ligados mais estreitamente a interesses pessoais, quanto ao seu próprio destino político, pesam decisivamente nesta sua “travessia do arame”,  no circo instalado em Brasília, com núcleos espalhados por outras partes do País. A começ ;ar pelo Rio de Janeiro. E então estamos de volta ao dilema dos pedidos de impeachment do mandatário, que ele tem engavetado até aqui.

Esta semana, em comentário assinado no Antagonista por Diego Amorim, um desses aliados anônimos reflete: (Rodrigo Maia) “está a quase seis meses de concluir o processo dele à frente da Câmara, tem uma sucessão pela frente para tocar. O Rodrigo não vai querer ter o ônus de parecer que está fazendo vingança com uma pessoa (Bolsonaro) que claramente não é sua aliada”. Ponto. Mas a platéia, no circo, cobra sempre que o equilibrista corra mais riscos e demonstre sua coragem e atitude. Neste caso, basta um descuido em cima do arame e, zaz: o sonho acaba.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br 

“Descansa Coração”, Nara Leão:Todo sentimento de uma magnífica canção e toda emoção de uma intérprete única e eterna. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jun
27
Posted on 27-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-06-2020

DO CORREIO BRAZILIENSE

FHC ainda disse que “a dívida do Brasil é grande e vai aumentar” mas defendeu que o aumento do débito seja feito através do endividamento interno


AE Agência Estado
 
(foto: Alex Korolkovas/Divulgação)
(foto: Alex Korolkovas/Divulgação)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou que o Brasil apresenta fatores positivos para a superação econômica da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, mas ressalvou que, com sorte, levará dois ou três anos para que o País retorne a níveis anteriores à crise causada pela emergência sanitária. “E vai levar mais tempo se não atuarmos contra a epidemia e se perdermos a esperança. Essa é a função principal de quem está no comando”, completou o ex-presidente.

“Temos mão-de-obra, que vai ficar sem emprego, abundante e trabalhadora, temos capacidade empresarial e temos alguns setores nos quais podemos atuar e que vão continuar com epidemia ou sem epidemia porque são necessários”, disse FHC. Entre as atividades, o ex-presidente citou a participação do agronegócio e do setor financeiro.
Fernando Henrique defendeu também atenção aos gastos públicos. “É claro que nesse momento de aflição as regras de controle fiscal diminuem, então pode haver um descontrole. Você tem que sempre ter presente que é preciso ao mesmo tempo olhar com atenção o custo de tudo isso, que será elevado. Esse custo vai se traduzir em impostos, e, no Brasil, o imposto quem paga é geralmente mais o mais pobre que o mais rico”, afirmou o ex-presidente.
FHC ainda disse que “a dívida do Brasil é grande e vai aumentar” mas defendeu que o aumento do débito seja feito através do endividamento interno. O ex-presidente participou nesta quinta-feira, 25, de transmissão ao vivo promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) de Ribeirão Preto (SP).
 
 Bolsonaro
Fernando Henrique Cardoso defendeu que o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, exerça um papel de diálogo e de liderança durante a pandemia do novo coronavírus. “Eu acho que nosso presidente (Jair Bolsonaro) precisa ser menos afoito. Eu entendo a aflição dele”, afirmou o ex-presidente.
Segundo FHC, “o fato do Supremo Tribunal Federal ter decidido que a responsabilidade é dos governadores, e dos prefeitos em certas matérias, não elimina que a responsabilidade política de quem vai pagar o preço maior é de quem está no comando geral da nação”.
Criticado pela condução do combate ao vírus, Bolsonaro tem respondido com ataques a governadores e prefeitos, uma vez que o STF decidiu por garantir a autonomia dos entes federativos em decisões de saúde pública como medidas de isolamento social e fechamento do comércio.

jun
27
Posted on 27-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-06-2020

Por Redação O Antagonista
 

Jair Bolsonaro escolheu um dos maiores redutos do PT para retomar sua agenda de visitas aos estados, informa a Crusoé.

Após um longo período em Brasília, com viagens pontuais, o presidente desembarcou em Juazeiro do Norte, no Ceará, para acompanhar a inauguração do trecho cearense da transposição do rio São Francisco .

Sem a presença do governador Camilo Santana (PT), a agenda contou com a presença de parlamentares de partidos recém-contemplados com cargos.

Um deles, o deputado Domingos Neto (PSD-CE), chegou a presentear Bolsonaro com uma manta de carneiro típica de Tauá, seu reduto eleitoral.

Do Jornal do Brasil

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira não acreditar nas previsões que são feitas para a economia diante de um choque como o provocado pelo Covid-19 e que acha que o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai errar sua estimativa de retração de 9,1% para a atividade brasileira neste ano.

Para Guedes, quando há a ocorrência de um baque na magnitude como o do coronavírus, modelos utilizados para calcular as projeções falham.

“A previsão do FMI, por exemplo, é -9%. Eu acho que eles vão errar. Eu acho que pode ser menos do que isso”, disse o ministro em live com o presidente Jair Bolsonaro.

Na atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Global divulgada na quarta-feira, o FMI passou a projetar contração do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 9,1% neste ano, contra recuo de 5,3% previsto em abril, já calculado por reflexo da pressão das medidas adotadas contra o coronavírus.

Segundo Guedes, a projeção foi feita por uma profissional que “estreava na função”.

“Eu acho que ela vai passar aperto lá no final com essa previsão que ela fez, mas vamos ver. Também não vou dizer que está errado nem que está certo. Só digo que não é possível fazer uma previsão dessa em um momento como esse”, complementou.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia ainda prevê um recuo de 4,7% para a atividade neste ano, enquanto o Banco Central projeta recuo de 6,4%.

Em outro ponto da sua participação na live semanal do presidente, o ministro da Economia disse acreditar que o Brasil tem condições de surpreender o mundo e se recuperar em forma de “V”, em alusão a uma rápida retomada da economia após forte declínio causado por medidas de restrição social para conter a pandemia de Covid-19.

“Eu acho que o Brasil tem condições de surpreender o mundo, saindo em ‘V’. ‘V’, que a gente diz, é que caiu, bate no fundo, e começa a voltar. Nós temos, realmente, condição de voltarmos à uma recuperação econômica antes até de outros países do mundo”, pontuou o ministro.

Guedes pontuou que as exportações brasileiras aumentaram durante a pandemia, com destaque para produtos agrícolas e minerais. “O choque que vinha de fora, no Brasil, acabou não vindo porque as exportações continuaram girando.”

O titular da pasta econômica também disse que aparentemente a economia já bateu o fundo do poço em termos de impacto econômico da pandemia do Covid-19. “Aparentemente, maio foi o fundo do poço”, afirmou.

Guedes adotou tom crítico em relação à decisão da véspera pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir redução de salário de servidores públicos da União, Estados e municípios e avaliou que a opinião pública vê isso como manutenção de privilégios.(Com agência Reuters)

Do Jornal do Brasil

 

A avaliação do presidente Jair Bolsonaro em meio à forte turbulência política que teve como episódio mais recente a prisão de Fabrício Queiroz, amigo da família e ex-assessor do filho mais velho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), manteve-se estável, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira.

A pesquisa apontou ainda que mais de dois terços dos entrevistados acreditam que Bolsonaro sabia que Queiroz, preso no caso em que o Ministério Público do Rio de Janeiro investiga as supostos desvio e apropriação de salários de assessores de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio, estava na casa do então advogado do senador, Frederick Wassef, em Atibaia, interior de São Paulo.

De acordo com o levantamento, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, 44% avaliam Bolsonaro como ruim ou péssimo, contra 43% na pesquisa anterior em maio. O percentual dos que classificam o presidente como ótimo ou bom é de 32%, ante 33% na sondagem anterior, e aqueles que o veem como regular somam 23%, ante 22%.

O instituto também perguntou se Bolsonaro sabia onde Queiroz estava. Para 64% o presidente sabia, enquanto 21% disseram achar que ele não sabia o paradeiro do ex-assessor do filho e 15% não souberam responder.

Além disso, 46% consideram que Bolsonaro está envolvido no suposto esquema de apropriação e desvio de salários de funcionários, conhecido como “rachadinha”, ao passo que 38% acham que não há envolvimento do presidente e 16% não souberam responder.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone entre terça e quarta-feira. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.(Com agência Reuters)

jun
27
Posted on 27-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-06-2020
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Mariano, NO PORTAL A Charge Online

 

DO EL PAÍS

Reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, afirma que Decotelli cursou disciplinas, mas teve a versão escrita de sua tese reprovada e não chegou a fazer a defesa oral do trabalho

O ministro Carlos Alberto Decotelli.
O ministro Carlos Alberto Decotelli.Agência Brasil
 Beatriz Jucá
São Paulo

O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, foi reprovado no exame de qualificação da banca de doutorado na Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, e por isso não tem o diploma do curso, contrariando o que afirmava em seu currículo. A informação é do reitor da universidade, Franco Bartolacci. Ele afirmou ao EL PAÍS que o então aluno “apresentou uma versão escrita que foi julgada desfavoravelmente pelo júri e, portanto, não pôde fazer sua defesa oral”. Mais cedo, o reitor havia usado o Twitter para desmentir parte do currículo de Decotelli apresentado pelo presidente Bolsonaro no anúncio de sua nomeação para comandar o MEC nesta quinta-feira.Decotelli afirma ter concluído doutorado em Administração pela Faculdade de Ciências Econômicas e Estatística da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina. A informação consta no currículo Lattes do ministro e também em várias publicações do Governo Federal sobre o período em que ele ocupou a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). De acordo com ele, o título da tese defendida foi “Gestão de Riscos na Modelagem dos Preços da Soja” e seu orientador foi o pró-reitor da FGV, Antônio de Araújo Freitas Júnior. No currículo que Freitas mantém na mesma plataforma, o trabalho do ministro não é mencionado na relação de bancas de trabalhos de conclusão de doutorado das quais participou. Também não há qualquer menção de que tenha realizado uma orientação na Universidade Nacional de Rosário. Freitas disse, por meio da assessoria da FGV, que não faria comentários sobre o currículo do ministro. Após a repercussão do caso, Decotelli mudou alguns dados da plataforma. Substituiu o título de doutor por “créditos concluídos” e retirou o nome do orientador. Neste campo, escreveu: “sem defesa de tese”.

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