“Noites de Junho”, Emilinha Borma: Maravilhosamente a minha, a sua a nossa favorita. Viva São João e todos os festejos juninos.

BOM DIA!!!fELIZ sÃO jOÃO!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

Do Jornal do Brasil

A Polícia Federal reafirmou ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que precisa colher o depoimento do presidente Jair Bolsonaro sobre a suposta interferência na corporação.

A delegada Christiane Machado, responsável pelas apurações, encaminhou ofício ao ministro relator do caso na última sexta-feira (19).

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Presidente Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

“Informo a Vossa Excelência que as investigações se encontram e estágio avançado, razão pela qual nos próximos dias torna-se necessária a oitiva do Senhor Jair Bolsonaro, Presidente da República”, diz o texto do ofício, citado pelo portal G1.

O inquérito apura as denúncias do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que o presidente estava tentando interferir politicamente na Polícia Federal.

No dia 29 de maio, Christiane Machado pediu a Celso de Mello a prorrogação do inquérito por mais 30 dias.

Até o momento, a PF já colheu depoimentos de Moro, delegados, ministros e políticos para embasar o relatório final.(Com agência Sputnik Brasil)

jun
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Posted on 24-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-06-2020

Por Renan Ramalho

O gabinete de Celso de Mello informou que ele está analisando o pedido da Polícia Federal para ouvir Jair Bolsonaro nos próximos dias.

O ministro já indicou que o presidente deverá prestar depoimento presencialmente e não por escrito, como ocorreu com Michel Temer em 2017.

Caberá à delegada Cristiane Correa Machado marcar local, data e hora.

jun
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Posted on 24-06-2020
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DO CORREIO BRAZILIENSE

A suspeita é de tráfico de influência com o Executivo, segundo consta no documento


LC Luiz Calcagno
 
(foto: Sergio Lima / AFP)
(foto: Sergio Lima / AFP)

O Ministério Público de Contas emitiu uma representação pedindo ao TCU auditoria da empresa Globalweb Outsourcing, que tem Maria Cristina Boner Leo, ex-mulher do advogado Frederick Wassef, como sócia. A suspeita é de tráfico de influência com o Executivo, segundo consta no documento. Wassef é ex-advogado do senador Flávio Bolsonaro, e estava escondendo Fabrício Queiroz em uma propriedade e Atibaia há cerca de um ano. Ex-policial militar e amigo da família Bolsonaro, Queiroz é suspeito de comandar um esquema de desvio de dinheiro público no gabinete de Flávio, quando o filho do presidente da República era deputado distrital no Rio de Janeiro.

A suspeita de um suposto tráfico de influência ganhou força com o caso Queiroz. Ocorre que a Globalweb recebeu, R$ 41,6 milhões à frente do Ministério da Educação em pouco mais de um ano de gestão Bolsonaro. O repasse foi feito durante a gestão do ministro Abraham Weintraub, que deixou o Brasil usando o passaporte concedido pelo cargo após deixar a pasta. Anteriormente, porém, a empresa havia recebido cerca de R$ 42 milhões do Executivo por quatro anos de serviços prestados durante as gestões Dilma Rousseff (PT), e Michel Temer (MDB).
A representação, assinada pelo subprocurador geral do Ministério Público de Contas, Lucas Rocha Furtado, pede que o levantamento aponte, dentre outras coisas,  “se houve atuação da Sra. Maria Cristina, com a intermediação do Sr. Frederick Wassef, em eventual direcionamento das contratações à Globalweb”. Furtado destaca que, atualmente, o empreendimento é chefiado pela filha de Maria Cristina, Bruna Boner Leo. “O volume de pagamentos à empresa teve aumento considerável durante a gestão Bolsonaro”, sustenta a peça.
Se ficar comprovado que houve tráfico de influência, Maria Cristina e a filha podem perder os contratos. Furtado aponta que a empresa tem, pelo menos outros  11 contratos com o governo federal, além do que deve ser auditado, no Ministério da Educação. Entre os órgãos que contratam a Globalweb estão a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o Findo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a Agência Nacional de Saúde Suplementar, o BNDES, dentre outros.
Ainda de acordo com o subprocurador geral do Ministério Público de Contas, a ex-mulher de Wassef não deveria estar contratando com o governo. “É de se observar que a Sra. Maria Cristina, por força de decisão prolatada, em 24/6/2019, no processo judicial 0004654-24.2011.8.07.0018 (…), que apurou o direcionamento de licitação para a contratação da empresa B2BR pela CODEPLAN, tendo a Sra Cristina figurado como sua representante —, foi proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios creditícios pelo período de três anos”.
A decisão não atingiu a Globalweb pois o CPF da ex-mulher de Wassef não está, nos registros da empresa, no quadro de sócios. Para Furtado, seria um indício do comprometimento da própria empresa. “Nesse sentido, convém salientar que a Globalweb Outsourcing não integra a relação de empresas consideradas inidôneas para contratar com a Administração, seja no Sistema de Inabilitados e Inidôneos do TCU, seja no Portal da Transparência”, afirma. 
O valor repassado pelo governo à empresa foi divulgado após levantamento da reportagem do portal Uol. Por e-mail, a Globalweb se limitou a dizer que está à disposição das autoridades. “A Globalweb se colocou à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários e aguarda ser procurada pelo órgão de controle para esclarecer eventuais dúvidas.”

jun
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Posted on 24-06-2020
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Sinovaldo , NO

 

DO EL PAÍS

Presidente é acusado pela oposição de violar o protocolo da quarentena para se despedir do sacerdote Bernardino Piñera, de 104 anos. Ministério Público vai investigar caso

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, em 9 de junho.
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, em 9 de junho. / Europa Press
 Rocío Montes
Santiago

Em plena crise do coronavírus no Chile, com 4.502 mortos confirmados de covid-19, o funeral de um tio do presidente Sebastián Piñera gerou um insólito debate sobre as normas dos sepultamentos em tempos de pandemia. Como mostra o vídeo do velório e enterro do sacerdote Bernardino Piñera (de 104 anos), realizado no domingo e divulgado pelo próprio cemitério, uma integrante da família presidencial abre a tampa superior de madeira de um ataúde com vidro lacrado. O religioso havia sido diagnosticado com o vírus em 26 de maio. A polêmica obrigou membros do Governo a darem explicações sobre o ocorrido, e um deputado da oposição, o democrata-cristão Gabriel Ascencio, denunciou eventuais descumprimentos dos protocolos, o que será investigado pelo Ministério Público.

Sebastián Piñera junto ao caixão do arcebispo emérito Bernardino Piñera, seu tio, durante o velório.
Sebastián Piñera junto ao caixão do arcebispo emérito Bernardino Piñera, seu tio, durante o velório. Captura

De acordo com as imagens divulgadas pelo cemitério em um canal do YouTube, e que depois foram retiradas, uma mulher anuncia: “Sebastián quer vê-lo”. Alguns dos presentes respondem que “não se pode abrir” o caixão, entre eles um primo do presidente, o ex-ministro do Interior Andrés Chadwick, que não se move do seu lugar. Finalmente, apesar das advertências, a mesma mulher abre a tampa —“Veja-o, veja-o”, ouve-se— e o chefe de Estado chileno, de máscara, se aproxima para observar. Outro dos presentes se queixa: “São teimosos”.

 “Não é casualidade que tenha morrido no Dia dos Pais [no Chile e outros países] e vítima de uma doença que tem causado tanta dor e sofrimento a tantas famílias chilenas”, afirmou o presidente no discurso de despedida ao tio.

Paula Daza, subsecretária de Saúde pública do Governo, precisou abordar o episódio duas vezes. Em sua entrevista coletiva diária para informar sobre o avanço da epidemia —que já deixou 246.963 contagiados—, foi perguntada sobre o assunto e afirmou: “Devido às perguntas que ocorreram com relação ao funeral de dom Bernardino Piñera, quero dizer que a família está passando por momentos difíceis, por isso não nos parece adequado este tipo de comentários. Cumpriu-se 100% o protocolo para poder assistir a um funeral”, afirmou Daza. O Ministério da Saúde falou por sua vez em “instrumentalização” do episódio, em referência à denúncia do deputado Ascencio.

O sacerdote Piñera foi diagnosticado com a covid-19 em 26 de maio e em 13 de junho saiu da clínica e voltou a um asilo onde, por segurança, permaneceu isolado e sob observação médica, de acordo com o Executivo chileno. Durante o tratamento não precisou de ventilador mecânico. Por causa da idade avançada, entretanto, não se recuperou e morreu na manhã de domingo, quase um mês depois do diagnóstico.

Segundo a versão oficial, o velório respeitou as normas sanitárias de distanciamento social e participação inferior a 20 pessoas, como determina o protocolo de funerais da subsecretaria de Saúde para a pandemia, embora no vídeo apareçam pelo menos mais 11 pessoas, entre sacerdotes, músicos e fotógrafos. O Palácio de la Moneda, sede da presidência, informou que o caixão estava lacrado e que, mesmo que a tampa tenha sido aberta, não houve violação das normas, pois o vidro protegeria seu hermetismo.

A morte do sacerdote Bernardino Piñera provocou reações de dirigentes de diferentes tendências políticas. O ex-presidente socialista Ricardo Lagos (2000-2006) disse que “com a partida de monsenhor Bernardino Piñera se vai um grande que honrou a Igreja Católica. Seu extenso caminho apostólico sempre esteve do lado dos mais necessitados e marcou a vida de muitos. Seus ensinamentos ficarão como uma fonte de inspiração para todos os chilenos”.

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