DO CORREIO BRAZILIENSE

De acordo com o poder municipal, o prefeito está bem e não apresenta sintomas da doença causada pelo novo coronavírus


AE Agência Estado
 
(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), obteve diagnóstico positivo para covid-19. A informação foi confirmada pela Prefeitura de São Paulo em nota oficial no começo da noite deste sábado (13/6).

 De acordo com o poder municipal, o prefeito está bem, não apresenta sintomas da doença causada pelo novo coronavírus, mas vai ficar trabalhando em casa nos próximos dias.

Abaixo, a nota da prefeitura de São Paulo:

“A Prefeitura de São Paulo informa que neste sábado (13/06), após teste preventivo de rotina, o prefeito Bruno Covas obteve diagnóstico positivo para coronavírus. Ele passa bem, não apresenta sintomas e recebeu recomendação de seu médico, Dr. Davi Uip, para permanecer trabalhando em casa e em observação pelos próximos dias.”

Tony Bennett e Ana Carolina, em “The Very Thought Of You” ! Que dupla!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DO CORREIO BRAZILIENSE

Apesar de os bispos terem apaziguado os ânimos, o assunto pode não estar ainda pacificado. Setores da Igreja têm se manifestado de forma antagônica entre si


AE Agência Estado
 
Videoconferência com líderes religiosos católicos e Bolsonaro (foto: Reprodução)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou uma reunião emergencial para contornar o acirramento de divergências políticas e evitar uma ruptura no clero. O encontro, na terça-feira, dia 9, foi convocado após o Estadão revelar a oferta de apoio ao governo Jair Bolsonaro, vinda de dirigentes rádios e TVs de inspiração católica. Em troca, padres e leigos pediram ao presidente a ampliação do alcance de suas redes de radiodifusão, além de verbas, na forma de publicidade estatal.

O chamado para a reunião episcopal partiu do presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, e do bispo referencial da Pastoral da Comunicação, Dom Joaquim Mol. Eles conversaram, frente a frente, pela internet, com os bispos das dioceses cujos sacerdotes haviam participado da audiência com Bolsonaro: Campinas, Curitiba, Goiânia e São Paulo. Na conversa, “olho no olho”, descrita como “límpida e sincera”, mais uma vez surgiram manifestações divergentes, indício do potencial de conflito no episcopado, mas os bispos tentaram superar os desentendimentos, segundo fontes.
Os padres fizerem chegar à CNBB que não esperavam tamanha reação e que foram alvos de insultos nas redes sociais. Temiam ter suas atividades prejudicadas. A tensão aumentou depois das manifestações de repúdio emanadas por diversos segmentos do clero, entre eles a própria conferência. De perfil moderado, d. Walmor agiu para apaziguar as animosidades.

jun
14
Posted on 14-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-06-2020

João Doria saiu em defesa dos governadores do Nordeste que criticaram a fala de Jair Bolsonaro incentivando a invasão de hospitais de campanha.

Ontem, como publicamos, os governadores dos nove estados nordestinos disseram que, ao estimular a população a invadir os hospitais, o presidente adotou um “método inconsequente”.

“Os governadores do Nordeste tiveram meu apoio nesta manifestação. Os governadores  Nordeste me representaram nesta manifestação”, disse Doria à CNN neste sábado.

 DO EL PAÍS

Explosão de casos em Ceilândia acende alerta no governo Ibaneis Rocha, que decidiu reabrir shoppings em 27 de maio

Fila para entrar em lotérica em Ceilândia, cidade satélite do DF que viu disparar número de casos de coronavírus.
Fila para entrar em lotérica em Ceilândia, cidade satélite do DF que viu disparar número de casos de coronavírus.CADU GOMES
 Afonso Benites
Brasília
O pico da pandemia de coronavírus deve chegar na capital do país apenas em meados de julho. Antes disso, o governo Ibaneis Rocha (MDB) já iniciou uma fase de abre e fecha que pode interferir na proliferação da doença. Talvez o exemplo mais emblemático dessa política seja o de Ceilândia, localizada a cerca de 30 quilômetros da Praça dos Três Poderes, coração do poder político da capital brasileira. É a cidade satélite de Brasília mais populosa, tem quase 500.000 moradores, um a cada cinco dos que vivem no Distrito Federal.

Depois que, no período de um mês, a região administrativa multiplicou por 9,6 o número de mortos por covid-19 e por 24,5 o de infectados, a gestão distrital decidiu restringir novamente a abertura do comércio, clubes, igrejas e parques. No início de maio, Ceilândia tinha registrado 6 óbitos e 102 casos. Nessa tarde desta sexta-feira (12), já eram 58 mortes e 2.501 registros de infectados. Em todo DF foram 20.684 casos e 275 óbitos. A taxa de casos confirmados por 100.000 habitantes em Ceilândia é de 717, enquanto que a do Brasil é em torno de 350.

Ceilândia foi um dos primeiros lugares frequentados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no fim de março, quando ele iniciou seus “coronatours”, termo que opositores cunharam aos passeios presidenciais em um momento em que a orientação é o de isolamento social para evitar a propagação do vírus. Naquela ocasião, a simples presença do presidente resultou em aglomerações. Ele tirou fotos com simpatizantes e conversou com vendedores ambulantes.

“Em Ceilândia nunca houve distanciamento social, não percebi uma grande redução na circulação de pessoas nas ruas. Supermercados não controlam o fluxo de pessoas e várias lojas abrem, mesmo quando tudo está proibido”, relatou o biólogo Flávio Rosas, morador da região.

De fato, na quarta-feira, a pedido do EL PAÍS, o repórter fotográfico Cadu Gomes circulou pela cidade. Naquele dia, ainda estava em vigência o decreto do governador que limitava o funcionamento dos estabelecimentos comerciais. Nos registros feitos pelo repórter é possível notar aglomeração de pessoas em frente às agências bancárias e lotéricas, camelôs trabalhando livremente e lojas de roupas infantis funcionando com as portas entreabertas. Igrejas e boa parte das lojas da estava fechada.

O Distrito Federal foi a primeira das 27 unidades federativas a decretar quarentena no país, na primeira quinzena de março. Foram proibidos de fechar os serviços que não eram considerados essenciais, ou seja, quase tudo. Escolas, academias, salões de beleza, lojas, shoppings e outros centros comerciais, restaurantes e bares (menos para entrega), clubes, botares, museus, cinemas e teatros fecharam suas portas sem uma previsão clara de quando ocorreria a reabertura.

De alvo de críticas de Bolsonaro, o governador Ibaneis Rocha voltou a ser considerado um aliado. Participou de entrevistas no Palácio do Planalto e se vendeu como um potencial exemplo para quem defendia a reabertura do comércio. Em abril, em entrevista ao EL PAÍS, fez uma projeção que não se confirmou: que o pico ocorreria até o início de maio. Também disse que o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tinha sido demitido tardiamente.

Nas últimas duas semanas, o governador tem adotado posturas que agradam ao Palácio do Planalto. Em 27 de maio autorizou a reabertura de shoppings e de todo o comércio. Contrariando parte dos técnicos da Saúde que indicaram manter os fechamentos parciais até o fim de julho, conforme apurou a reportagem. Nesse meio tempo, Ibaneis irá avaliar caso a caso. O decreto que voltou a limitar as atividades de Ceilândia, e de outras duas regiões administrativas (Sol Nascente e Estrutural), não foi prorrogado e não há previsão para que seja, por enquanto. O Governo espera contar com o “bom senso” da população ao instalar painéis pela cidade pedindo que os moradores fiquem em casa e relatando quantos óbitos foram registrados em cada região. As ruas, contudo, permanecem movimentadas.

No Plano Piloto, onde moram cerca de 220.000 pessoas e há uma taxa de 718,2 contaminações por grupo de 100.000 habitantes, o governador decidiu reabrir duas áreas destinadas à recreação da população nos domingos e feriados o Eixão do Lazer e a W3 Sul do Lazer. São longas avenidas que acabam sendo fechadas para veículos nessas datas e onde a população

jun
14
Posted on 14-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-06-2020



 

 J. Bosco, no jornal

 

jun
14

Do Jornal do Brasil

 

“Maior do mundo”, “Templo do Futebol Mundial”, “Maracanã” e o informal “Maraca” são algumas das alcunhas do Estádio Jornalista Mário Filho, inaugurado em 16 de junho de 1950. A obra durou menos de dois anos até a entrega daquele que foi o palco da abertura e da final da Copa do Mundo naquele ano.
Macaque in the trees
Em agosto de 2010, teve início o maior processo de transformação do Templo do Futebol (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Mas até conquistar o reconhecimento mundial, o Maracanã passou por momentos delicados em sua longa história de 70 anos. E o primeiro deles foi exatamente antes do início das obras. Um grande embate político: de um lado o vereador Carlos Lacerda, que liderava uma campanha contrária, em razão dos custos (aproximadamente 250 milhões de cruzeiros) e da localização (o futuro governador do Estado da Guanabara queria o estádio em Jacarepaguá e não na Zona Norte); do lado favorável, tiveram grande representatividade o compositor Ary Barroso (também vereador na época) e o jornalista Mário Filho, que veio a dar nome ao estádio. O lugar finalmente escolhido para a imensa estrutura de concreto era, anteriormente, destinado a corridas de cavalo, o antigo Derby Club.

Passados os conflitos, o Maracanã debutou na Copa de 50 ainda inacabado. Após a inauguração, os torcedores tiveram de dividir espaço com enormes andaimes. A Seleção Brasileira foi finalista do Mundial, mas o título da quarta edição da Copa ficou com o Uruguai, que venceu por 2 a 1, no evento marcado para sempre como o “Maracanazo”.

O comentarista da Rádio Nacional, Waldir Luiz, destaca a importância do estádio.

“O Maracanã, sem dúvida, teve grande importância, não só para o futebol do Rio de Janeiro, como para o de todo o país. Eu me recordo dos anos 60, ainda menino, e o Santos jogava suas grandes partidas no Maracanã. O time de Pelé foi bicampeão mundial decidindo contra o Milan, em uma partida memorável. O grande jogador só se sente realizado quando joga no Maracanã, antigamente essa era uma frase que a gente ouvia. Atualmente pode ter mudado um pouco, mas o Maracanã fez e continua fazendo história no futebol mundial”, analisa.

O comentarista Mário Silva lembra de momentos de protagonismo do Maior do Mundo.

“O Maracanã mostrou ao mundo craques brasileiros e trouxe outros de fora do país. Grandes equipes e seleções jogaram no estádio, como Real Madrid, Milan, Argentina e Alemanha. O que há de melhor no futebol. Aliás, não só no futebol, como também na música. Ninguém pode esquecer o show de Frank Sinatra, com mais 100 mil pessoas. Sinatra disse com muita propriedade que foi a maior plateia da carreira de sucesso que ele teve”, destaca o comentarista da Rádio Nacional.

O maior público presente registrado no estádio foi o de 199.854 espectadores, na final da Copa do Mundo de 1950. Se considerarmos apenas os torcedores que pagaram ingressos, ou seja, o público pagante, Brasil x Paraguai, em 1969, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo do México (1970), recebeu 183.341 torcedores. Foi no mesmo ano em que o Rei Pelé marcou, de pênalti, o milésimo gol dele, na partida contra o Vasco, na baliza que fica do lado esquerdo da Tribuna de Imprensa.

Outros grandes públicos foram registrados em um jogo de vôlei e em apresentações musicais, como uma edição do Rock in Rio. O Maracanã também recebeu a maior liderança da Igreja Católica: em 1980, o Papa João Paulo II rezou uma missa campal no estádio; ele voltou, em 1997, para uma segunda celebração.

A “Arena Maracanã”

O Estádio Jornalista Mário Filho passou por diversas reformas. Em agosto de 2010, teve início o maior processo de transformação do Templo do Futebol, para receber a Copa do Mundo de 2014. O Maracanã deixava a roupagem tradicional da época em que foi construído, na década de 50, para adotar um perfil considerado moderno, em consonância com regras estipuladas pela entidade máxima do futebol, a FIFA. Por conta dessa reforma, o palco das Copas de 1950 e 2014 ganhou a denominação de “Novo Maracanã”.

A reinauguração aconteceu em junho de 2013, em um amistoso entre Brasil e Inglaterra. A partida terminou empatada de 2 a 2 e o atacante Fred, atualmente no Fluminense, marcou o primeiro gol da nova era.

“De 1950 até hoje aconteceram várias reformas, sempre na tentativa de melhorar. Mas uma pena que a última transformou o Maracanã, o maior estádio do mundo, em uma arena. Foi feita a vontade daqueles que não tiveram carinho com um patrimônio nacional. Aquele Maracanã era um patrimônio do Brasil e da humanidade, como obra arquitetônica e tudo o que representava. A ganância, a vontade de ganhar dinheiro e a falta de respeito pela história jogaram o Maracanã no chão. Está de parabéns aquele Maracanã, o original, que vai completar 70 anos”, critica Mário Silva.

A Agência Brasil ouviu o torcedor, o verdadeiro consumidor do futebol. O flamenguista Rafael Porto, de 34 anos, faz coro com a opinião do comentarista.

“A modernidade destruiu o maior estádio do mundo. Hoje vou a um estádio que não me representa como torcedor. A essência de um jogo de futebol foi implodida pela famigerada fome de dinheiro dos caciques da política. O Maracanã virou um estádio médio, cada vez mais próximo de um teatro, frequentado por torcedores que curtem o evento, não o esporte”.

Já o tricolor Diego Gonçalves, 35 anos, frequenta o Maracanã desde os 9 anos de idade. Apesar da saudade da antiga atmosfera, ele elogia a nova estrutura.

“Hoje temos mais conforto, com as cadeiras e as catracas com sistema que permite entrar direto com o cartão do sócio, sem precisar enfrentar filas para comprar o ingresso. As torcidas organizadas mudaram: antes mantinham as bandeiras levantadas o tempo todo, agora levantam só na hora que o time entra e no gol. O antigo Maracanã não tinha tanto conforto, eram duas ou três pessoas no mesmo degrau. Para comprar ingresso muitas vezes eu dormi na fila. Por outro lado, as festas eram sensacionais, com tudo liberado – sinalizador, pó de arroz e papel picado, coisas que não podem mais. Sou um felizardo de ter curtido o antigo e o novo Maraca. Agora continuo curtindo com minha filha.”

A capacidade máxima atual do é de 78.838 espectadores. A remodelação custou mais de R$ 1 bilhão. Entre as inovações para o público estão a ampliação da cobertura, para proteção de chuva e sol, e a instalação de assentos.(Agência Brasil)

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