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do correio braziliense

Lula desafiou o ex-juiz responsável pela condenação do ex-presidente a um debate com transmissão ao vivo


CB Correio Braziliense

postado em 11/06/2020 21:34 / atualizado em 11/06/2020 21:42

 
(foto: Reprodução/YouTube e Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Reprodução/YouTube e Ed Alves/CB/D.A Press)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para convocar o ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, para um debate com transmissão ao vivo. O petista também incluiu o procurador da República Deltan Dallagnol na provocação. 

 “Eu tô provocando o Moro e o Dallagnol para debater comigo, ao vivo. Se a Globo quiser fazer, eu topo. Porque é preciso desmascarar esses canalhas e mostrar o que eles fizeram ao país”, postou Lula, incitando o debate, por meio da conta pessoal que tem no Twitter.  
O ex-juiz federal rebateu de forma afiada. “Vou atualizar meu Twitter de 09/11/2019: Não debato com condenados por corrupção presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”, publicou Moro. 
Moro foi o responsável pela sentença em primeira instância que determinou a prisão do ex-presidente em abril de 2018, pelo caso do tríplex do Guarujá (SP). A condenação impediu a participação de Lula nas eleições presidenciais em que era o principal adversário de Jair Bolsonaro. No ano seguinte, Moro abandonou a magistratura para se tornar ministro.

“Rio de Janeiro”, Barry White: Saudade! Sua voz inconfundível ecoa na Serra!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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Bolsonaro quer busca e apreensão contra Joice

Por Redação O Antagonista

 
Jair Bolsonaro reclamou na live que o inquérito das fake news só fez buscas e apreensões contra apoiadores. Disse esperar que Joice Hasselmann também seja alvo.

“Espero que a maioria dos ministros corrija o que está acontecendo. Não é justo você fazer busca e apreensão… Já estava errado fazer na casa de qualquer um, pior ainda na casa de quem me segue, quem me apoia, do outro lado esquece”, disse.

“E espero que, dado o que saiu na mídia até agora, áudio da Joice Hasselmann — que não precisa fazer perícia não, são áudios dela mesma, comprovado — faça uma busca e apreensão na casa dela”, disse o presidente.

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Posted on 12-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-06-2020

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Golden Gate esteve em obras e agora “canta”. Mas nem todos gostam da música

Em dias de vento forte o ruído, que já foi comparado a um sussurro sinistro, pode-se ouvir em toda a área da baía de São Francisco.

A Ponte Golden Gate tem estado em obras. Mas as novas ripas de proteção na ciclovia não trazem apenas mais segurança: são responsáveis por fazer a ponte “cantar”.

O problema é que a música, que em dias de vento forte pode ser ouvida a vários quilómetros de distância, não agrada a toda a gente.

Para uns, o ruído é um sussurro sinistro, para outros, um canto “angélico e celestial”. Uma coisa é certa: deixou muitos residentes de São Francisco intrigados e à procura de respostas nas redes sociais.

O som já se ouve há algumas semanas, mas na sexta-feira, por causa dos ventos particularmente fortes, ouvia-se em toda a cidade.

“Faz parte do projeto de reajuste eólico, em que substituímos grande parte do corrimão oeste, para que a ponte possa ficar mais resistente a ventos fortes”, explicou Paolo Cosulich-Schwartz, da empresa ligada à manutenção da ponte, à estação de televisão local. “As ripas do novo corrimão são muito mais finas do que as antigas, o que significa que o ar pode fluir mais livremente através da ponte”, acrescentou.

“É algo novo e vai demorar tempo a ajustarmo-nos”, disse Cosulich Schwartz, indicando que era algo já previsto. “É um novo elemento interessante para uma ponte de 83 anos. Não é todos os dias que podemos introduzir algo novo numa estrutura tão antiga”, concluiu, indicando que só foi ainda substituído 75% do corrimão, pelo que poderá ainda vir a soar mais alto no futuro.

A Golden Gate, inaugurada em 1937, era então a mais alta e mais comprida ponte de suspensão do mundo. Mede 1280 metros de comprimento e 227 metros de altura. Liga São Francisco a Marin County.

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Posted on 12-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-06-2020

DO CORREIO BRAZILIENSE

A atriz foi exonerada do cargo de secretária especial da Cultura no último dia 10. “Aqui eu tive momentos de dor, de êxtase, tive inseguranças, risos, lágrimas. São troféus que eu vou levar para o resto da minha vida”, comentou a atriz no vídeo


CB Correio Braziliense
 
(foto: Isac Nóbrega/PR )
(foto: Isac Nóbrega/PR )

Exonerada do cargo de secretária especial da Cultura, Regina Duarte gravou um vídeo em seu Instagram como forma de despedida. “Uma incri%u0301vel experie%u0302ncia de vida: entregas e despedida”, disse no vídeo com mais de 14 minutos.

“Aqui eu tive momentos de dor, de êxtase, tive inseguranças, risos, lágrimas. São troféus que eu vou levar para o resto da minha vida”, comentou a atriz. 
No vídeo, ela também citou entraves burocráticos que enfrentou no cargo, e criticou a polarização da classe artística.
“Quando eu aceitei o convite para vir para cá, a minha principal motivação foi sempre em primeiro lugar contribuir com a pacificação do setor. Meus objetivos básicos eram ganhar confiança do governo e, com isso, reduzir o clima de ‘polaridade’ reinante na classe artística. Cultura combina com pluralidade, não com antagonismo”, disse.

“Esse bater por bater que acontece muitas vezes no meio político é extremamente prejudicial à nação e mais ainda com quem lida com o fazer cultural. Objeto da cultura é o respeito e a pluralidade. É uma atividade que deveria ser vista e tratada num terreno superior, acima da água escura da intolerância politica”, completou.

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Posted on 12-06-2020
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Cacinho, na

 

DO EL PAÍS
 

Uma história de respeito, liberdade, poliamor e a importância de um projeto comum

A poeta e romancista inglesa Vita Sackville-West com o marido, o diplomata Sir Harold Nicolson, no palacete de Sissinghurst, em Kent, em 1960, acompanhados por seu cachorro.
A poeta e romancista inglesa Vita Sackville-West com o marido, o diplomata Sir Harold Nicolson, no palacete de Sissinghurst, em Kent, em 1960, acompanhados por seu cachorro.Getty
 ALFONSO PÉREZ-VENTANA
Sissinghurst, no condado de Kent, era o lar e a salvação do genuíno e pouco convencional casal formado pela aristocrática poeta e romancista Vita Sackville-West e o diplomata Harold Nicolson. Lá descobriram juntos seu amor pela jardinagem, uma paixão que os manteve unidos a vida inteira, apesar das conhecidas relações extraconjugais de ambos.

Depois de que, pelo simples fato de ser mulher, Vita foi obrigada a renunciar à sua herança ?a imponente mansão familiar de Knole, onde cresceu? o casal comprou Sissinghurst em 1930, e sobre os restos de uma série de edifícios de estilo Tudor, construíram a casa em que viveram durante mais de 30 anos, até a morte de Vita em 1962.

Organizado em diferentes áreas, o jardim, foi desenhado por Harold, enquanto o plantio foi trabalho de Vita. “Era uma maneira de completar seus livros, assim como a mão esquerda completa a direita quando se toca piano”, conta o filho de ambos, Nigel Nicolson, em seu livro Portrait of a Marriage (Retrato de um Casamento). “As perspectivas exatas, a cuidadosa colocação de uma urna ou uma estátua, a divisão do jardim por cercas-vivas, muros e edifícios: tudo anuncia sua mão clássica”, escreve.

O jardim de Sissinghurst, organizado em diferentes áreas, foi desenhado por Harold, enquanto o plantio foi trabalho de Vita. “Era uma maneira de completar seus livros, assim como a mão esquerda completa a direita quando se toca piano”, conta o filho de ambos em um livro.
O jardim de Sissinghurst, organizado em diferentes áreas, foi desenhado por Harold, enquanto o plantio foi trabalho de Vita. “Era uma maneira de completar seus livros, assim como a mão esquerda completa a direita quando se toca piano”, conta o filho de ambos em um livro. Getty

Da mesma forma, “a abundância e a variedade de flores, clematis, figueiras, trepadeiras; a ausência de cores violentas e de qualquer elemento demasiado organizado ou doméstico revelam seu romantismo”. Esse contraste cúmplice em sua forma de entender o jardim também se refletiu em seu casamento.

Mantiveram o que hoje se conhece como relação aberta, uma prática não muito bem vista na Inglaterra no início do século XX, mas comum entre uma geração de escritores conhecidos como Grupo de Bloomsbury. A escritora e o diplomata eram próximos desse círculo de intelectuais britânicos de ideologia liberal que rejeitava a moralidade vitoriana e os hábitos burgueses. E apesar de que segundo as convenções da época poucos acreditassem que essa união fosse possível, juntos eles construíram um casamento sólido, fundado no amor e no respeito, enquanto ambos mantinham abertamente relações homossexuais paralelas.

"La calculada alternancia de líneas curvas y rectas, la cuidadosa colocación de una urna o de una estatua, la división del jardín mediante setos, muros y edificios: todo anuncia su mano clásica", describe Nigel Nicolson en su libro. |
“La calculada alternancia de líneas curvas y rectas, la cuidadosa colocación de una urna o de una estatua, la división del jardín mediante setos, muros y edificios: todo anuncia su mano clásica”, describe Nigel Nicolson en su libro. |Getty

As mais conhecidas foram as relações mantidas por Vita, seus dois grandes amores proibidos foram as escritoras Violet Trefusis e Virginia Woolf. Embora a primeira tenha sido mais longa e intensa, o romance com a autora de Mrs. Dalloway e Um Teto Todo Seu passou para a história da literatura nas páginas de seu célebre romance Orlando, inspirado na vida de Vita, e graças ao filme Vita & Virgínia (2018). Harold foi amante durante anos do escritor Raymond Mortimer, amigo de sua mulher.

Apesar dos affaires, este casal livre e indestrutível em partes iguais se manteve unido durante 50 anos, em grande parte por causa do amor à jardinagem que lhes deu tantas alegrias. “Que felicidade você e eu recebemos desse jardim. Uma verdadeira e profunda satisfação e um sentimento de triunfo. É uma conquista, certamente é. E é prazeroso sentir que criamos uma obra de arte. Realmente tudo é mérito teu. O meu foram simplesmente regras e pedaços de papel”, confessou Harold à companheira de vida em uma carta em 1955.

O jardim de Sissinghurst, construído sobre uma pilha de escombros, foi seu grande projeto comum, uma obra de amor e uma extravagância na opinião do filho. Toda sexta-feira Harold voltava para casa e passeava pelo jardim com seu impecável terno e sua pasta. Apesar de suas múltiplas ocupações, era seu principal interesse e uma pausa para aliviar as tensões do trabalho. Também “a taça de vinho com a qual começavam as delícias do fim de semana”, conta Nigel Nicolson.

“A abundância e a variedade de espécies, a ausência de cores violentas e de qualquer elemento demasiado organizado ou doméstico revelam seu romantismo”, escreve Nigel Nicolson.
“A abundância e a variedade de espécies, a ausência de cores violentas e de qualquer elemento demasiado organizado ou doméstico revelam seu romantismo”, escreve Nigel Nicolson.Getty

Vita ficava sozinha a maior parte do tempo. Dedicava as horas a plasmar suas reflexões sobre o jardim em um grande caderno. Quando Harold voltava, eles compartilhavam ideias, “suas alegrias, preocupações, vitórias e decepções”.

O resultado foi um refúgio poético dedicado à beleza, nascido sobretudo do gênio amateur de Vita e que acabou transformando sua criadora em uma das figuras mais influentes do paisagismo inglês do século XX. Entre 1946 e 1957 ela contou suas peripécias no jardim em uma coluna semanal no jornal The Observer. Sua grande obra pertence hoje à organização conservacionista britânica National Trust e é visitada por milhares de pessoas por ano.

Esta aristocrata peculiar e rebelde, autora de The Edwardians (Os Eduardianos), foi em muitos aspectos uma alma livre como sua admirada avó, a bailarina malaguenha Josefa Durán, mais conhecida como Pepita de Oliva, a Estrela da Andaluzia. De ascendência cigana, tornou-se famosa em toda a Europa em meados do século XIX. Durante sua estadia na Alemanha, apaixonou-se pelo diplomata inglês Lionel Sackville-West. Apesar de ambos serem casados e das abismais diferenças sociais que os separavam, formaram uma nova família em Arcachon (França).

“Que felicidade você e eu recebemos desse jardim”, escreveu Harold a Vita em uma carta em 1955. “É prazeroso sentir que criamos uma obra de arte”. Toda sexta-feira Harold voltava para casa e passeava pelo jardim com seu impecável terno e sua pasta. Era seu principal interesse e uma pausa para aliviar as tensões do trabalho. Também “a taça de vinho com a qual começavam as delícias do fim de semana”, como conta o filho.
“Que felicidade você e eu recebemos desse jardim”, escreveu Harold a Vita em uma carta em 1955. “É prazeroso sentir que criamos uma obra de arte”. Toda sexta-feira Harold voltava para casa e passeava pelo jardim com seu impecável terno e sua pasta. Era seu principal interesse e uma pausa para aliviar as tensões do trabalho. Também “a taça de vinho com a qual começavam as delícias do fim de semana”, como conta o filho. Getty

Em Villa Pepita nasceram seus cinco filhos, entre eles Victoria, mãe de Vita. Pepita também foi o título da biografia que sua neta escreveu e onde, além de confessar a influência que a avó exerceu sobre sua ânsia de liberdade, ela resgata a reputação da mãe, repudiada pela conservadora sociedade vitoriana por ser fruto de uma relação adúltera, e que acabaria casada com seu primo, o terceiro barão de Sackville-West.

Foi no jardim que Vita e Harold encontraram a estabilidade que sua atarefada existência não lhes proporcionava. Sissinghurst também é uma metáfora da intensa vida comum de ambos e a fórmula do sucesso de seu casamento, como o filho dá a entender. “O jardim se renova eternamente, como um drama, com atos e cenas: pode haver mudanças no elenco, mas o roteiro continua sendo o mesmo. A permanência e a mudança são seu segredo.”

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