DO CORREIO BRAZILIENSE

Segundo profissionais que trabalham no local, suspeito pedia para falar com a jornalista Renata Vasconcellos


CB Correio Braziliense

postado em 10/06/2020 15:25 / atualizado em 10/06/2020 17:18

 
(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)

Uma repórter da TV Globo foi feita refém por um homem que invadiu a sede do jornalismo da emissora no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (10/6). A polícia foi acionada. Após negociação, o suspeito se rendeu.

Profissionais que trabalham no local confirmaram a informação ao Correio. Segundo eles, o homem pedia para falar com a jornalista Renata Vasconcellos, apresentadora do Jornal Nacional, que teria ajudado na negociação. O clima na redação foi de terror.
 
Ainda conforme as testemunhas, a repórter feita refém é Marina Araújo, filha dos também jornalistas Paulo Cesar Araújo, que foi da TV Globo e do Jornal do Brasil, e Graça Monteiro, que também trabalhou no Jornal do Brasil. Ela prestou depoimento à polícia na tarde de ontem.
 
A reportagem teve acesso a um vídeo que circula em grupos de funcionários da emissora no WhatsApp e mostra a repórter em poder do suspeito:
 
 
Uma outra gravação mostra o momento em que o suspeito se rende:
 
 

Globo: “Obra de alguém com distúrbios mentais”

Em nota, a Globo informou que ninguém se feriu e repudiou o caso com veemência. A emissora ainda classificou o ataque como “obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política”. Confira a íntegra da nota:

 

“Na tarde desta quarta-feira, um homem invadiu a sede da TV Globo, no Jardim Botânico, portando uma faca. Ele fez a repórter Marina Araújo refém. A segurança da Globo rapidamente agiu, isolou o local e chamou a PM. O comandante do 23° batalhão da corporação, coronel Heitor Henrique Pereira, compareceu rapidamente à emissora e conduziu a negociação. O homem, que ameaçava a jornalista, liberou a repórter após alguns minutos. Marina e todos os funcionários que estavam no local não se feriram e passam bem. A Globo repudia com veemência todo tipo de violência. Foi obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política. Um homem que exigia ver a jornalista Renata Vasconcellos. Seguindo instruções do comandante Heitor, Renata compareceu ao local onde estava Marina e o invasor. Tão logo ele a viu, largou a faca e libertou Marina. Foi preso imediatamente. A TV Globo agradece à PM, ao coronel Heitor e a todos os policiais, cuja condução foi exemplar. Marina se comportou com coragem, serenidade e firmeza, sendo fundamental para o desfecho da situação. Renata foi corajosa, desprendida, solidária e absolutamente imprescindível para que tudo acabasse bem. As duas profissionais estão bem. E foram recebidas pelos colegas com carinho e emoção.”

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