jun
08
Bahia.Ba
ARTIGO/MEMÓRIA

VIVA SAPATÃO

 

Gilson Nogueira

A vida nunca tomou tanto cartão vermelho! Exclamo, ao ler a notícia da morte de Sapatão. Na cama, de barriga para cima, escrevo a tristeza de ver o ex-ídolo do meu time ser apunhalado pela Covid-19, dentro de um hospital. Desde o dia em que soube que ele estava internado comecei a torcer por um gol dele no campo da sobrevivênia. Não deu. A fatalidade
interrompeu sua caminhada.

“Que porra!”, exclamei, ao ler a notícia de sua partida no meu celular. Prontamente, na grande área do silêncio, vi Sapatão à minha frente,com a camisa do Bahia, sagrando-se campeão, a caminho do Céu. E lembrei de lances que o notabilizaram como um grande atleta.

Sapatão fez história no Tricolor de Aço. E ao deixar o campo de jogo, voltou a brilhar como técnico de futebol.Saiu de cena por culpa de uma doença que vem matando milhares de pessoas no mundo inteiro. Deixou seu nome na história do futebol por suas qualidades profissionais. Comecei minha vida profissional empunhando um microfone de rádio e devo ter falado seu nome em jogos na Fonte Nova, apelido do Estádio Octávio Mangabeira,que nunca deveria ser chamado de arena, como hoje acontece.

Cresci na Profissão ouvindo o eco da torcida do primeiro campeão do futebol brasileiro. Vi Pelé, em Santos, ao lado do seu companheiro de clube, o meu saudoso primo Cássio, e, em Salvador, enfrentando o maior time do Nordeste, com Sapatão do outro lado.A citação do nome do Rei do Futebol,aqui, é proposital.Atletas, temos milhares, jogadores que deixaram um rastro iluminado nos gramados que pisaram, bem menos. Sapatão brilhou, como Pelé. Deus o tenha, meu rei!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia, torcedor do Bahia de honra e carteirinha..

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