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 DO CORREIO BRAZILIENSE

Ministro da Educação compareceu à Polícia Federal nesta quinta-feira (4/6) para dar explicações sobre ofensas que desferiu contra comunidade chinesa


postado em 04/06/2020 16:09 / atualizado em 04/06/2020 16:46

 
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, compareceu à Polícia Federal pra prestar depoimento na tarde desta quinta-feira (4/6) e saiu do local carregado por apoiadores, que o aguardavam em frente a sede da corporação, em Brasília. De acordo com fontes na corporação, ele entregou apenas um documento, com informações por escrito, e não respondeu perguntas dos investigadores.

 Acusado de crime de racismo contra chineses, ele foi chamado a prestar depoimento no âmbito do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro ficou menos de 30 minutos no local. A defesa dele havia solicitado ao ministro Celso de Mello, relator do caso, que fosse concedida a ele a possibilidade de depor em dia e local previamente agendado.
No entanto, o magistrado negou, ressaltando que o cargo de ministro de Estado não concede esse benefício. Não é facultado também, aos ministros do Executivo, a possibilidade de prestar depoimento por escrito.
No depoimento anterior, em que o ministro foi acusado de atacar o Supremo, ao dizer que colocaria todos “esses filhos da puta na cadeia, começando pelo STF”, ele ficou em silêncio e não respondeu nenhuma das perguntas feitas pela PF ou Ministério Público.

Ao ir até o local, nesta quinta-feira, Weintraub compareceu sem usar máscara, como determina decreto distrital, em razão da pandemia de coronavírus e pegou na mão de manifestantes.

Aos apoiadores, Weintraub disse: “A liberdade é a coisa mais importante em uma democracia, e a primeira coisa que vão tentar calar é a liberdade de expressão”. Confira o momento no vídeo abaixo: 

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