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05
 
ARTIGO/Ponto de vista
 
Joaci Góes
 
 
A tragédia da educação na Bahia 1
Ao jovem e inteligente amigo Gercino Coelho!
A consequência mais benéfica desta inquietante pandemia é a percepção geral da importância da educação no desempenho da vida das pessoas e dos povos. Adensa-se, portanto, a consciência de que a educação é o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade, o atraso e o desenvolvimento. Por essa razão, dedicaremos alguns artigos para abordar aspectos dessa relevante questão, tendo em vista, sobretudo, o estágio de tragédia social que o ensino público alcançou em nosso Estado, sem que os representantes dos mais importantes segmentos de nossa sociedade, inclusive as oposições, tenham manifestado qualquer reação perceptível, por mínima que seja. É como se nada de grave estivesse acontecendo, quando, na verdade, os males futuros advindos da educação de má qualidade que hoje praticamos serão muito mais danosos para a vida das pessoas do que os acarretados pela hipótese mais grave da Covid 19. Registre-se, por oportuno, que não há memória de uma oposição tão omissa e por isso conivente com esse estado de coisas, como a atual, que reage com uma complacência bovina, como se nada de grave estivesse acontecendo. Rediga-se, enfaticamente, que é trágico o futuro que aguarda as gerações dos baianos pobres que hoje se encontram em seu alvorecer, de um modo que compromete o futuro de todo o Estado.
Para começar, impõe-se reconhecer que o Governo atual não é o único responsável por este momento calamitoso que vivemos, embora seja sua a responsabilidade por não reagir, como deveria, de um modo expressivo de uma inquietação reveladora de que sabe o problema que isso representa para o presente e o futuro imediato dos baianos. Ao contrário, o Governo atua como se nada mais lhe coubesse desempenhar do que o papel de coveiro a quem cabe sepultar as esperanças coletivas! Postura singularmente incompatível com o que se espera do Governador do Estado que sabe, por experiência própria, que a educação é o caminho do êxito, tanto que foi ela que o conduziu do bairro da Liberdade ao Palácio de Ondina, ainda que surfando a onda populista que levou ao poder o Partido dos Trabalhadores.
?O atual Governo tem à sua disposição, para uso imediato, e a custos que representam uma fração mínima do que se gasta hoje, o Projeto Edux, elaborado ao longo de muitos anos pelo respeitado professor de Física Marival Chaves. Esse projeto foi submetido ao crivo e aprovado, com louvor, por inúmeras personalidades de grande relevo em nossa vida educacional, política, intelectual e econômica, a exemplo de Roberto Santos, Jaques Wagner, Mário Kertesz, João Leão, Lídice da Mata, José Sarney Filho, Manoel Vitório, Fausto Franco, Marcelo Nilo, Jutahy Magalhães Júnior, Otto Alencar Filho, José Andrade Mendonça, Naomar Almeida, Cristóvam Buarque de Holanda, Ângelo Calmon de Sá, Lourenço Mueller, Nestor Duarte Neto, Carlos Sodré, Walter Pinheiro, Aloísio Mercadante, José Mendonça Filho, Ana Lúcia Gazzola, Valdir Raupp, Confúcio Moura, Jerônimo Rodrigues, Danilo de Castro, Luís Mendonça, Luiz Caetano, Josué Mello, José Nilton Carvalho e muitos mais.
O então Governador Jaques Wagner reconheceu que o Projeto Edux era mais importante para o desenvolvimento brasileiro do que o Pré-sal, por isso que o recomendou ao então secretário da Educação Oswaldo Barreto que nada fez. Pouco tempo depois, já no Governo Ruy Costa, numa reunião com o vice-governador João Leão, o Secretário Oswaldo Barreto declarou que, por ele, o Projeto Edux já estaria em operação. Sentia-se, porém, impotente para vencer as forças que a ele se opunham. (Leia-se, o Sindicato dos Professores, que, apesar de reconhecer as inegáveis qualidades do Projeto para alavancar a educação na Bahia, a ele se opõe por temor de que venha a reduzir o poder de greve da categoria. O futuro da juventude que se exploda!).
A percepção dominante é a de que o Governador Ruy Costa, como de resto os candidatos vitoriosos do PT em todo o País, chegou ao poder com os votos da maioria iletrada, como tão bem demonstrado pelo cientista político Alberto Carlos Almeida, em seu livro O voto do brasileiro, razão porque prefere seguir o aforismo segundo o qual “não se mexe em time que está ganhando”.
As conveniências eleitorais do PT, porém, colidem frontalmente com os interesses do povo brasileiro, sobretudo na sociedade do conhecimento em que estamos imersos, razão pela qual, como vimos fazendo há décadas, dedicaremos este espaço, nas próximas semanas, para aprofundar a análise dos fatores que vêm entravando a elevação da qualidade da educação em nosso Estado, onde, ao que parece, a oposição ao governo revela-se passiva e solidária com essa intolerável situação que condena à pobreza e ao crime os jovens carentes de hoje.
Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex-diretor da Tribuna da Bahia. Texto publicado nesta quinta-feira, 4, na TB

jun
05

DO EL PAÍS

Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, caiu do nono andar de um prédio de luxo em Recife, na terça, enquanto estava sob os cuidados da empregadora da mãe, que responderá em liberdade. “Se fosse o contrário, eu acredito que não teria direito nem à fiança”, lamenta a mãe da criança

Miguel morreu ao cair do nono andar num prédio de Recife.
Miguel morreu ao cair do nono andar num prédio de Recife.REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, morreu na última terça-feira, 2 de junho, ao cair do nono andar de um prédio no bairro de São José, região central de Recife, Pernambuco. O menino acompanhava sua mãe, a doméstica Mirtes Renata Souza, no apartamento onde ela trabalhava e, segundo relatam os vizinhos, começou a chorar quando ela saiu para passear com o cachorro da patroa. Miguel resolveu ir atrás da mãe, saiu do apartamento, entrou no elevador sozinho ?com o consentimento da empregadora de Mirtes ?se perdeu no prédio. Em seguida, caiu de uma altura de 35 metros. A dona da casa foi detida no dia seguinte por suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção e matar, mas saiu com pagamento de fiança e responderá o processo em liberdade. O caso ocorre em meio aos protestos e debates contra o racismo pelo mundo.

“Eu não vou dizer que eu to com raiva, com ódio nada, porque a dor pela morte do meu filho tá prevalecendo. Mas eu espero que a justiça seja feita. Porque se fosse o contrário, eu acredito que não teria direito nem à fiança. Meu nome estaria estampado e meu rosto estaria em todas as mídias”, desabafou a mãe do menino em entrevista à TV Globo nesta quinta-feira. “Ele entrou no elevador. Não tiveram paciência pra tirar ele do elevador, pegar ele pelo braço e tirar ele do elevador. Porque se fosse os filhos da minha ex-patroa eu tiraria. Ela confiava os filhos dela à mim e à minha mãe. E no momento que eu confiei meu filho à ela, infelizmente ela não teve paciência pra cuidar, pra tirar [do elevador]. Era uma criança”. A empregadora não teve o nome divulgado pela polícia, mas segundo Mirtes, ela é a primeira-dama da cidade de Tamandaré, cidade a 100 quilômetros de Recife, Sari Corte Real. Ela e o prefeito, Sérgio Hacker, ainda não se pronunciaram publicamente sobre a tragédia.

As aulas suspensas em função da pandemia do novo coronavírus foram o motivo de Miguel precisar passar a terça-feira com sua mãe. Segundo as regras da quarentena de Recife, estão fechadas instituições de ensino, comércio, bares, cinemas, praias, parques e outras atividades não essenciais. As medidas de isolamento social, no entanto, começaram a ser flexibilizadas na segunda-feira, 1 de junho. Sem ter onde deixar a criança, a funcionária levou o filho à residência da patroa, para quem trabalhava havia quatro anos.

O apartamento onde Mirtes trabalhava fica no quinto andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, conhecido como Torres Gêmeas na capital pernambucana. A dona estava em casa, com uma manicure, quando a doméstica foi levar o cachorro da família para passear e deixou seu filho com a proprietária do imóvel. Naquele momento, a empregadora “era a responsável legal pela guarda momentânea da criança”, afirmou o delegado Ramón Teixeira, responsável pelo caso, em entrevista coletiva virtual na quarta-feira.

As câmeras do prédio mostram que a criança tentou entrar duas vezes, sem acompanhante, no elevador. Em uma das vezes conseguiu entrar no elevador. A patroa aparece nas imagens falando com o menino, mas acaba permitindo que ele ficasse sozinho no local. Miguel acabou descendo no nono e, segundo o perito André Amaral, escalou uma altura de 1,2 metro, subindo no parapeito que dá acesso a uma casa de máquina. Lá, subiu no guarda-peito de alumínio, que cedeu e fez o menino cair. “A gente registrou que a criança gritava pela mãe. Possivelmente, o menino viu a mãe passeando com o cachorro em via pública”, disse o delegado. Uma das grades quebradas da proteção ficou com as marcas do pé da criança, o que colabora com a teoria do perito.

Imagens do circuito interno de câmeras mostra o momento em que o menino Miguel entrou no elevador e a patroa da mãe dele não o retirou do local.
Imagens do circuito interno de câmeras mostra o momento em que o menino Miguel entrou no elevador e a patroa da mãe dele não o retirou do local.

A mãe e um médico morador do prédio socorreram a criança até a chegada do Samu, que a levou para o Hospital da Restauração, no bairro Derby, onde a morte de Miguel foi confirmada. Enquanto a família estava na unidade de saúde, a polícia foi ao local do acidente para analisar as cenas e imagens. “Ela [a patroa] tinha o dever de cuidar da criança. Houve comportamento negligente, por omissão, de deixar a criança sozinha no elevador”, disse Teixeira. No dia seguinte, a mulher foi detida pela Polícia Civil do Estado por suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A investigada obteve liberdade provisória ao pagar uma fiança de 20.000 reais. O delegado também investiga se o condomínio teve responsabilidade, já que foi constatado no dia da perícia inicial que o nono andar não tinha portas e janelas trancadas nas áreas comuns do prédio.

Durante o velório de Miguel, os parentes se mostraram revoltados com a negligência da dona do apartamento. “A gente fica sem entender. Ter dois seres humanos adultos numa casa e não olhar uma criança?”, disse a tia de Miguel, Lourdes Cristina, em entrevista ao G1, se referindo também à manicure que estava no apartamento com a patroa. Vale lembrar que a quarentena recifense não enquadra os salões de beleza como atividade essencial. “A gente não acredita em fatalidade”, comentou a tia de Miguel. Ele foi enterrado no distrito de Bonança, em Moreno, na Zona da Mata Sul do Estado.

De acordo com a Polícia Civil, o inquérito tem um prazo de 30 dias para ser concluído e remetido ao Ministério Público de Pernambuco. Após receber o documento, cabe ao MP decidir se vai denunciar ou não o caso à Justiça.

“Canção Nordestina”, Geraldo Vandré: música pungente dos anos 60/70, que relata realidade tão dramática daqueles anos de seca e chumbo, quanto a situação do alargamento do fosso social e racial, dois dos ingredientes indignantes que cercam a morte do menino Miguel, largado pela patroa da mãe no elevador das suntuosas Torres Gêmeas de Recife.

Pense nisso!!!

(Vitor Hugo Soares)

Menino morre após cair de prédio da patroa da mãe - Mídia São Luís
WELINGTON LIMA/JC IMAGEM
Mãe e avó de Miguel deram entrevista à TV Jornal – FOTO: WELINGTON LIMA/JC IMAGEM

Uma dor muito forte no peito. Assim descreveu Mirtes Renata Santana da Silva o sentimento que toma conta da sua vida um dia após velar o corpo do filho Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos.  “Dor pela perda do meu filho, e só. Não sinto raiva, ódio, depois que vi os vídeos, não”, afirmou, em entrevista à TV Jornal no início da tarde desta quinta-feira (4). “Meu coração está sangrando pela perda da minha vida. Do amor da minha vida”. Ao seu lado, a avó do garoto, que o considerava ao mesmo tempo filho e neto, fez coro ao sofrimento da mãe. “Tudo que eu quero é só justiça”, declarou Marta, emocionada.

Mirtes trabalhava como empregada em um apartamento do condomínio de luxo do bairro de São José, área central do Recife, conhecido como Torres Gêmeas – do qual o pequeno Miguel caiu do nono andar nessa terça-feira (2). 

Após ter visto as imagens que mostram a patroa dentro do elevador com o menino, instantes antes de ele sair quatro andares acima e despencar de uma altura de 35 metros, Mirtes concluiu que faltou paciência por parte da empregadora.

O garoto chorava com saudade da mãe, que, mesmo em plena pandemia, continuava a trabalhar. Especialmente naquela terça, por sentir falta dela, pediu para acompanhá-la ao trabalho.

Imagens do circuito interno de vigilância divulgadas pela Polícia Civil de Pernambuco na quarta-feira (3), mostram que, após Mirtes precisar descer para passear com o cachorro, a patroa deixou a criança entrar sozinha no elevador e o enviou quatro andares acima. Perdido, o pequeno Miguel teria entrado no vão de um dos condensadores de ar, e, ao ver a mãe no térreo, teria caído.

A suspeita pelo crime teve a identidade preservada pela Polícia, pagou uma fiança de R$ 20 mil e foi liberada. 

“Ontem, quando eu vi o vídeo, entendi o motivo da revolta que houve no velório do meu filho. Antes disso eu não tinha visto nada. Porque quando eu estava na delegacia e os vídeos chegaram, eu não quis ver porque não estava em condições de ver nada”, disse Mirtes. “A conclusão que eu tirei é que infelizmente faltou um pouco de paciência dela para tirar meu filho de dentro do elevador. Se ela tivesse tido um pouquinho de paciência, tivesse pegado ele pela mão, antes de ficar só falando, meu filho hoje estaria comigo”, lamentou. 

Ela lembra Miguel como um menino extrovertido e extremamente feliz. “Como criança ele tinha tudo, eu dava educação, saúde, vestuário, o que fosse necessário para o meu filho, eu dava. Eu deixava faltar para mim, mas para ele não deixava faltar nada”, comentou. “Tinha planos para o futuro dele. Infelizmente os planos para o futuro do meu filho foram interrompidos”.

Na entrevista, a mãe relembrou os últimos momentos com ele, antes de ter que descer com o cachorro de estimação dos proprietários do imóvel. Mirtes contou que informou a patroa que não levaria ao passeio o garoto e a filha dos patrões, que costumavam brincar juntos, e, em resposta, a suspeita do crime falou que cuidaria das crianças.

“Quando eu saí do apartamento, eu deixei ele dentro do apartamento. Antes de sair, disse para minha patroa que não iria levar as crianças para passear a cadela porque eles aperrearam. Eu disse que, por não terem se comportarem, eu não iria levar. E, se depois eles obedecessem, de tardezinha eu levaria. A menina (a filha dos patrões) se conformou, mas meu filho não se conformou, ficou chorando. Ela disse que eu fosse, que ela ficar com Miguel”, relatou.

Leia, na íntegra, a entrevista da TV Jornal

TV Jornal: Mirtes, a gente sabe que é um momento difícil. Qual o sentimento hoje?

Mirtes: O sentimento que prevalece em mim é dor. Dor pela perda do meu filho, e só. Não sinto raiva, ódio, depois que vi os vídeos, não. Só sinto uma dor muito forte no peito. Meu coração está sangrando pela perda da minha vida. Do amor da minha vida.

TV Jornal: Como era Miguel?

Mirtes: Miguel era uma criança extrovertida, extremamente feliz. Como criança ele tinha tudo, eu dava educação, saúde, vestuário, o que fosse necessário para o meu filho eu dava. Eu deixava faltar para mim, mas para ele não deixava faltar nada. E tinha planos para o futuro dele. Mas infelizmente os planos do futuro para o futuro do eu filho foram interrompidos.

TV Jornal: Mirtes, você sabia que o Miguel estava no elevador no momento desse incidente?

Mirtes: Não. Quando eu saí do apartamento, eu deixei ele dentro do apartamento. Antes de sair, disse para minha patroa que não iria levar as crianças para passear a cadela porque eles aperrearam. Eu disse que, por não terem se comportarem, eu não iria levar. E, se depois eles obedecessem, de tardezinha eu levaria.

A menina se conformou, mas meu filho não se conformou, ficou chorando. Ela disse que eu fosse, que ela ficar com Miguel

 

jun
05

Augusto Aras volta a pedir participação do MP no inquérito das fake news

 

Por Renan Ramalho
 

Augusto Aras enviou nova manifestação ao Supremo defendendo “constante participação” do Ministério Público no inquérito das fake news, para que possam prosseguir as investigações tocadas por Alexandre de Moraes sobre ataques contra os ministros da Corte.

O memorial foi apresentado dentro da ação da Rede contra o inquérito, que será julgada na quarta-feira que vem, dia 10, no plenário do STF.

Na semana passada, depois que bolsonaristas foram alvo de buscas e apreensões, Aras pediu a suspensão da investigação até o que o plenário estabeleça os limites.

No novo pedido, o procurador-geral admitiu a possibilidade de continuidade do inquérito, desde que o MP participe, inclusive avaliando previamente medidas como quebras de sigilo, buscas e apreensões e proibição de uso de redes sociais.

Pedidos do tipo têm sido feitos diretamente a Moraes pelos delegados que ele mesmo escolheu para tocar o inquérito.

Além disso, Aras defendeu que os investigados tenham acesso às investigações, excetuando documentos relativos a diligências que ainda estejam em andamento.

 DO CORREIO BRAZILIENSE

Ministro da Educação compareceu à Polícia Federal nesta quinta-feira (4/6) para dar explicações sobre ofensas que desferiu contra comunidade chinesa


postado em 04/06/2020 16:09 / atualizado em 04/06/2020 16:46

 
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, compareceu à Polícia Federal pra prestar depoimento na tarde desta quinta-feira (4/6) e saiu do local carregado por apoiadores, que o aguardavam em frente a sede da corporação, em Brasília. De acordo com fontes na corporação, ele entregou apenas um documento, com informações por escrito, e não respondeu perguntas dos investigadores.

 Acusado de crime de racismo contra chineses, ele foi chamado a prestar depoimento no âmbito do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro ficou menos de 30 minutos no local. A defesa dele havia solicitado ao ministro Celso de Mello, relator do caso, que fosse concedida a ele a possibilidade de depor em dia e local previamente agendado.
No entanto, o magistrado negou, ressaltando que o cargo de ministro de Estado não concede esse benefício. Não é facultado também, aos ministros do Executivo, a possibilidade de prestar depoimento por escrito.
No depoimento anterior, em que o ministro foi acusado de atacar o Supremo, ao dizer que colocaria todos “esses filhos da puta na cadeia, começando pelo STF”, ele ficou em silêncio e não respondeu nenhuma das perguntas feitas pela PF ou Ministério Público.

Ao ir até o local, nesta quinta-feira, Weintraub compareceu sem usar máscara, como determina decreto distrital, em razão da pandemia de coronavírus e pegou na mão de manifestantes.

Aos apoiadores, Weintraub disse: “A liberdade é a coisa mais importante em uma democracia, e a primeira coisa que vão tentar calar é a liberdade de expressão”. Confira o momento no vídeo abaixo: 

    jun
    05
    Posted on 05-06-2020
    Filed Under (Artigos) by vitor on 05-06-2020


    Tri-campeão do IBest
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    Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXIII – 5ª- feira 04/06/2020

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    Amarildo, Na Gazeta (ES)

    jun
    05

    CORREIO BRAZILIENSE

    A declaração ocorreu após um apoiador pedir que o chefe do Executivo seguisse o conselho de ‘Olavo de Carvalho e processasse os que o chamam de ”genocida”


    IS Ingrid Soares

    postado em 04/06/2020 11:15

     
    (foto: Marcos Correa/ PR)
    (foto: Marcos Correa/ PR)
     O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta quinta-feira (9/6), que “liberdade de expressão tem que valer para todo mundo”. A declaração ocorreu após um apoiador pedir que o chefe do Executivo seguisse o conselho de “Olavão” [Olavo de Carvalho] e processasse os que o chamam de “genocida”.

    “Se o cara me chama de fascista, por exemplo, não acontece nada. Se eu chamo ele de fascista, levo R$ 20 mil (em processo) no lombo. Não adianta”, disse. “Outra coisa, se é liberdade de expressão, tem que valer para todo mundo”, completou.

     

    Atiradores e caçadores

    Bolsonaro ainda cumprimentou colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) na saída do Palácio da Alvorada. Um dos bolsonaristas, atirador esportivo, falou ao presidente sobre a dificuldade de documentação para participantes de clubes de tiros.

    Bolsonaro pediu que ele procurasse o general Alexandre de Almeida Porto, para ver o que poderia ser resolvido por meio de decreto ou portaria.  “Vocês estiveram com o general Porto? Ele assumiu há pouco tempo. Posso dar uma ida lá para conversar com ele. O que depender de decreto, portaria, a gente resolve isso aí. Lei passa pelo Parlamento”, concluiu Bolsonaro.

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