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Bahia Já - Cultura - O ÚLTIMO APITO DO TREM na estação da Leste em ...
Estação ferroviária da Leste em Serrinha
 CRÔNICA

Trem: O aceno que o tempo não apagou

Gilson Nogueira

Até hoje, o aceno de uma mulher, com o braço direito, da janela de um trem da Leste Brasileiro, que ia em direção a Juazeiro, presumo, tem um efeito tranquilizador extraordinário. Ele mora na lembrança e no coração do coroa que nasceu ouvindo Orlando Silva e outros cantores do mesmo naipe em ondas curtas, no rádio de um gênio da raça, meu pai.
As vozes dos bambas dos anos 50 do século passado dominam meu sentir saudade daquele dia, na Baixa da Bela Vista, da inigualável Serrinha, cidade do interior da Bahia que, um dia, segundo ouvi
em uma das viagens para o berço de uma brava família sertaneja, recebeu a visita de Ruy Barbosa, advogado retado, sinônimo de inteligência mundial, que tem um Museu, em Homenagem à Sua Memória, na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro, bem pertinho do Humaitá.

Pois bem, como diria um velho contador de estórias, nascido em Petrolina, que deixou de ser soteropolitano por causa de um tostão, vou continuar viajando no expresso das boas lembranças. Quem foi aquela criatura que, ao avistar-me, caminhando, em direção à Praça Luíz Nogueira, na Serra querida, flechou-me com um adeus?

O destino irá apresentar-me a ela, imaginei, na subida da Avenida Antonio Rodrigues Nogueira. ” Alô, tudo bem? Tudo! Lembra-se de mim? Lembro! Pois é, você me fez acreditar mais na vida! Você, também! E aí? Bem, acho que poderemos nos ver! De novo! Na Estação!” O tempo passou! Sem ela.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

“Lábios que beijei”, Orlando Silva! Imortal cantor das multidões!!

Bom dia!

(Gilson Nogueira)

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Posted on 04-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-06-2020

DO EL PAÍS

A artista, dona de uma trajetória de mais de meio século nos palcos e mais de 60 peças, morreu em São Paulo, após internação por de pneumonia. Era famosa pelo curta de humor ‘Tapa na Pantera’

A atriz Maria Alice Vergueiro, em São Paulo, em março de 2018.
A atriz Maria Alice Vergueiro, em São Paulo, em março de 2018.WERTHER SANTANA/AE/ESTADÃO CONTEÚDO
 Diogo Magri
São Paulo

A atriz e diretora de teatro Maria Alice Vergueiro morreu na manhã desta quarta-feira em São Paulo, aos 85 anos. Vergueiro estava internada na UTI do Hospital das Clínicas com quadro grave de pneumonia e suspeita de covid-19. Segundo o jornal O Globo, ela foi submetida a um teste para o vírus quando foi internada, mas o resultado ainda não foi divulgado. Com mais de 50 anos de uma das carreiras mais importantes do teatro do Brasil, a atriz também protagonizou um dos primeiros vídeos virais da internet brasileira, o curta Tapa na Pantera, lançado em 2006.

Ao longo da carreira, Maria Alice estrelou mais de 60 peças de teatro, filmes e produções televisivas. Foi no teatro que a atriz começou, em 1962, e onde ela mais teve sucesso: passou por Teatro de Arena, Teatro Oficina e Teatro do Ornitorrinco, protagonizando peças como O Rei da Vela (1967), Galileu Galilei (1975) e A Ópera do Malandro (1978). Na TV, fez parte do elenco de Sassaricando, em 1987. Seu último papel na televisão foi em 2016, na série Condomínio Jaqueline, em que interpretou uma síndica que fumava maconha.

Dez anos antes, a artista conquistou o público mais jovem interpretando outra admiradora dos entorpecentes, no que seria um dos primeiros memes da internet brasileira. O curta metragem de ficção chamado Tapa na Pantera foi feito por três estudantes de cinema e apresentado no 14º Festival de Cinema de Gramado, em 2006. Nele, Maria Alice Vergueiro interpreta uma mulher sexagenária que, com muito humor, explica sua relação com o seu cachimbo de maconha.

Em entrevista dada por ela ao UOL em 2015, a atriz afirmou que nunca se importou em ser reconhecida apenas pelo viral. “Eu adoro. Os jovens são muitos simpáticos. Eles vêm atrás de mim, mas não como iriam atrás de uma atriz de televisão. Eles vêm com o maior respeito, dizem que sou uma atriz do YouTube”, disse bem-humorada.

Maria Alice foi diagnosticada com Parkinson em 2003, mas convivia com a doença. Ela estava internada na UTI do Hospital das Clínicas com pneumonia desde o dia 28 de maio. À época, o jornal O Globo informou que a atriz fez o exame para o novo coronavírus, mas até então o resultado não foi divulgado. Em nota, o HC não confirmou a informação.

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Do Jornal do Brasil

 

CadernoB

Ideia caiu bem para os norte-americanos que estão basicamente confinados em suas casas desde março

O cinema ao estilo drive-in, descartado por muitos como apenas uma relíquia de tempos passados nos Estados Unidos, está voltando à moda como um entretenimento desenhado para atender às exigências de distanciamento social na era do coronavírus.

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Drive-in em Fort Lauderdale, Flórida (Foto: Reuters/Marco Bello)

Beth Wilson, que é dona do Warwick Drive-in, localizado a cerca de uma hora de carro de Manhattan, diz que vendeu todos os espaços que tinha desde 15 de maio, o primeiro dia em que os drive-ins puderam operar sob o plano de reabertura de Nova York.

O drive-in caiu bem para os norte-americanos que estão basicamente confinados em suas casas desde março, assistindo ao número de mortos por Covid-19 se multiplicar por meio das notícias na televisão.

Os clientes estão “vindo para sair de casa e por uma forma de entretenimento que não seja serviços de streaming em suas TVs”, afirmou Wilson, acrescentando que espera que seu estabelecimento ajude as pessoas a restabelecerem a conexão entre si. “Só quero ver sua felicidade, seu bem-estar.”

A experiência do drive-in acaba servindo sob medida para a pandemia. Os clientes controlam a interação social e qualquer contato com outra pessoa acontece ao ar livre, onde há menor chance de infecção do que em ambientes fechados.

O Four Brothers Drive-In em Amenia, também no Estado de Nova York, é outro que cortou sua capacidade total para manter maior distância entre os carros, mas está vendendo já para a próxima semana, depois de lotar no fim de semana do Memorial Day.

“Há muitas pessoas que pela primeira vez estão perguntando e vindo”, disse John Stefanopoulos, cuja família tem o drive-in e um restaurante adjacente. “As pessoas querem sair de suas casas.”

Stefanopoulos acha que a indústria de drive-ins tem uma chance de ver uma sustentação da alta, após 90% de queda na demanda nas últimas décadas. Ele recebeu perguntas sobre a criação de cinemas ao céu aberto na Inglaterra, Irlanda e em todo o território dos Estados Unidos.

Há pessoas querendo capitalizar com essa tendência. O restaurante The Bel Aire Diner, no bairro nova-iorquino de Queens, colocou uma grande tela em seu estacionamento e está exibindo filmes e servindo comida nos carros enquanto pessoas assistem a clássicos como “A Princesa Prometida” e “Festival Rocky de Terror”.

Com um plano mais ambicioso, um empresário afirmou que está organizando um evento “drive-in de esteroides”, a ser realizado no estacionamento do estádio da equipe de beisebol New York Yankees, depois do 4 de julho. Marco Shalma, um dos donos do MASC Hospitality Group, disse que os eventos terão comida, performances e um filme, e que os vê como forma de revigorar a cidade.

“Estamos tirando água de pedra em Nova York. Será épico”, completou.(Reuters)

jun
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Posted on 04-06-2020
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Aumentam as dúvidas sobre o estudo que alertou de uma maior mortalidade associada à cloroquina e seu derivado

 Nuño Domínguez

Pesquisadora em um hospital de São Paulo.Pesquisadora em um hospital de São Paulo.NELSON ALMEIDA / AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu retomar todos os seus testes clínicos com hidroxicloroquina apesar das dúvidas existentes sobre esse medicamento. O secretário geral da organização, Tedros Adhanom, informou na quarta-feira que um comitê independente de segurança analisou os dados do teste clínico Solidarity da OMS que analisa diferentes tratamentos contra covid-19, entre eles a hidroxicloroquina. Essa parte do teste havia sido cancelada após um estudo publicado há cinco dias alertar de uma maior mortalidade ligada a esse fármaco e outro parecido, a cloroquina. O comitê independente revisou os dados de mortalidade ligada ao fármaco e não encontrou razões para não continuar com o teste, de modo que o comitê executivo da OMS deu ordens para retomá-lo. Mais de 3.500 pacientes de 35 países participam do teste Solidarity que, além da hidroxicloroquina e cloroquina está experimentando outros três tratamentos: remdesivir, interferon e lopinavir/ritonavir, dois antirretrovirais usados contra o HIV.

A decisão da OMS coincide com um crescente ceticismo sobre o estudo que aponta que a cloroquina e seu derivado não só não ajudam os doentes hospitalizados, como aumentam seu risco de morte. Mas esse estudo aparentemente monumental ?dados de mais de 96.000 pacientes; revisão de especialistas independentes, publicação na The Lancet, uma das revistas científicas mais prestigiosas? está caindo. A própria revista que o publicou acaba de reconhecer que há “importantes perguntas científicas” sem respostas sobre o estudo.

A principal pergunta é se os dados são verdadeiros. Parece algo inconcebível em se tratando de uma publicação de prestígio e assinado por três cardiologistas de instituições respeitadas, mas por enquanto não há maneira de sabê-lo porque os autores não tornaram públicos os dados para que sejam revisados por especialistas independentes. Sequer forneceram a lista completa dos quase 700 hospitais que participaram cedendo dados anônimos de pacientes por via telemática à empresa norte-americana Surgisphere. Seu principal executivo, Sapan Desai, é autor do trabalho, ao lado dos cardiologistas Mandeep Mehra, do Hospital Brigham de Mulheres de Boston, Frank Ruschitzka, do Hospital Universitário de Zurique e Amit Patel, do departamento de bioengenharia da Universidade de Utah. A empresa argumenta que não pode fornecer os dados e identificar os hospitais com os quais trabalha por acordos de confidencialidade.

Numerosos especialistas, entre eles um grupo de mais de 200 médicos e bioestatísticos de vários países, denunciam que o trabalho contém dados aparentemente impossíveis que não podem ser verificados. Sustentam que o estudo não soube ponderar bem as diferenças entre os pacientes, por exemplo os que recebem o tratamento e por quê e a qualidade dos hospitais em que estavam internados. Também acham quase impossível que em um continente como a África possam existir dados informatizados e de qualidade de 4.400 pacientes, o que significa um de cada quatro infectados no continente. A maioria dos pacientes analisados, 63.000, é da América do Norte, provavelmente muitos dos EUA, país em que a dose aprovada dos medicamentos é mais baixa do que as usadas no estudo, alertam.

Outro grande estudo assinado por vários membros da mesma equipe e baseado em dados da Surgisphere acaba de entrar na discussão. O trabalho analisou dados de 8.000 pacientes em 170 hospitais para realizar um trabalho aparentemente contundente. Ao contrário do que apontaram outros trabalhos não havia provas de que dois medicamentos para controlar a tensão aumentam o risco de morrer por covid-19. “Recentemente nos alertaram de importantes dúvidas sobre a qualidade da informação nessa base de dados”, alerta nesta semana o prestigioso New England Journal of Medicine, que publicou o estudo, em uma carta de seus editores.

A Surgisphere anunciou que disponibilizará todos os dados aos autores do estudo não afiliados à empresa para que façam uma “auditoria” independente. As duas revistas envolvidas dizem que tomarão novas medidas quando os resultados dessa análise forem divulgados. Os mais de 200 especialistas nesse campo exigem que essa auditoria seja feita pela OMS ou órgão semelhante. Também pedem à The Lancet que torne públicos todos os comentários dos especialistas independentes que analisaram o estudo antes de sua publicação.

“Estes estudos têm dados maciços com histórias clínicas detalhadas que não são cedidas em nenhum caso e citam um volume de casos que às vezes não corresponde ao esperado nas datas que indicam”, diz Antoni Trilla, epidemiologista do Hospital Clínico de Barcelona e assessor científico do Governo. “É quase impossível que dados assim tenham saído dos grandes hospitais espanhóis. Os autores devem responder de maneira clara e rápida as dúvidas geradas. Se não o fizerem, é um escândalo maiúsculo. A The Lancet deverá dar explicações e assumir responsabilidades”, afirma.

Pere Domingo, médico coordenador de um teste com cloroquina no Hospital Sant Pau de Barcelona, questiona os resultados do trabalho. “Nosso estudo só recrutou 70 pacientes, mas, ainda assim, se a porcentagem de efeitos adversos detectados nesse estudo fosse verdadeira, deveríamos tê-los visto em pelo menos oito pacientes e isso não ocorreu, de maneira nenhuma”, afirma o médico. “O problema desses trabalhos é que juntam dados de pacientes muito diferentes, um hospitalizado por covid-19 na Rússia não é a mesma coisa do que um na Espanha e os efeitos de qualquer tratamento realizado não podem ser comparados”, ressalta.

Talvez nunca se possa determinar se esses dois medicamentos funcionam contra a covid-19 e em que dose. Na Espanha e em muitos outros países nos quais a epidemia foi controlada já quase não existem novos infectados que possam ser incluídos nos testes. É possível que os receios que cercam essas duas drogas desanimem os poucos infectados que não participaram dos testes, como afirmou ao EL PAÍS Pedro Alonso, diretor do programa de Malária da OMS.

Há um terceiro estudo de confirmação duvidosa que teve impacto igual ou maior. É um trabalho preliminar que não foi revisado por especialistas independentes e não foi publicado em uma revista científica, mas que sustentou importantes decisões políticas. O trabalho afirma que um fármaco antiparasitário ?a ivermectina? reduz a mortalidade em doentes de covid-19. Apesar de todas as dúvidas o tratamento foi aprovado no Peru, onde explodiu o mercado paralelo com ivermectina para animais que é vendido como se fosse para humanos. Na Bolívia foram entregues 350.000 doses a doentes, como denunciam os médicos do Instituto de Saúde Global de Barcelona Carlos Chaccour e Alberto García-Basteiro e o consultor Joe Brew.

“Além das incoerências metodológicas e discrepâncias constatadas nesses três artigos, nos surpreende que a aparentemente maior e sofisticada base de dados de pacientes hospitalizados existente seja totalmente desconhecida e que os processos de limpeza e análises de dados de semelhante plataforma sejam feitos em tão pouco tempo”, diz García-Basteiro. “Até que todas essas dúvidas não sejam resolvidas acreditamos que os resultados não são confiáveis e críveis”, acrescenta.

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04
Posted on 04-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-06-2020


 

 Sinovaldo, no

 

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Posted on 04-06-2020
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DO CORREIO BRAZIENSE

As mensagens do presidente americano, no entanto, continuam visíveis para seus seguidores e aparecem quando um usuário realiza uma busca específica


AF Agência France-Presse

postado em 03/06/2020 17:08

 
(foto: AFP / MANDEL NGAN)
(foto: AFP / MANDEL NGAN)

A rede social Snapchat deixou de divulgar, nesta quarta-feira, as publicações do presidente americano, Donald Trump, afirmando que as mesmas incitam a “violência racial”.

 As mensagens do presidente americano, no entanto, continuam visíveis para seus seguidores e aparecem quando um usuário realiza uma busca específica.
“Atualmente, não estamos promovendo o conteúdo do presidente na plataforma Discover”, seção de perfis recomendados do aplicativo, informou o Snapchat à AFP. “Não divulgaremos as vozes que incitam a violência racial e a injustiça promovendo-as gratuitamente na Discover.”
O Snapchat se une, assim, ao Twitter, que irritou o presidente americano na semana passada, ao acrescentar advertências nas mensagens que o magnata republicano envia a seus mais de 81 milhões de seguidores. As duas redes, no entanto, optaram por não banir Trump de suas respectivas plataformas. 

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