“Qui Reste T`il de nous Amour”, Rosa Passos e Henri Salvador: a extraordinária composição de Charles Trenet e a divina interpretação dos internacionais Rosa Passos e Henri Salvador. Doçura, mesmo em tempos amargos do coronavirus. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 
Morre, aos 88 anos, ex-deputado estadual e ex-vice prefeito de ...

Em homenagem a Marcelo Duarte o Bahia em Pauta reproduz depoimento candente , justo e sempre brilhante do professor Thomas Bacellar, publicado originalmente em seu espaço no Facebook. Thomas um dos mais destacados advogados criminalistas do País, ex-professor de Direito Penal na UFBA, ex-diretor  da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Salvador, mais de uma vez eleito presidente da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil, corajoso e firme ex-conselheiro federal da OAB, nos anos mais temerários de combate à ditadura e defesa das liberdades democráticas. O BP e este seu editor se rejubilam em poder publicar este texto em reconhecimento e tributo a Marcelo Duarte.(Vitor Hugo Soares)

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Thomas Bacellar é Mais OAB, é Mais Luiz Viana - YouTube
 HOMENAGEM A MARCELO DUARTE
Thomas Bacelar
Nos ingratos dias que correm, a perda de um amigo de décadas e companheiro de tantas lutas profissionais causa-nos profunda consternação e empobrecimento ao mundo jurídico, político e social.
É ainda sob a emoção da brusca notícia do seu falecimento que tentamos traçar-lhe um breve perfil, não para exaltar seu nome, mas por imposição de deveres nossos de consciência.
Filho e neto de juristas, o sonho maior de MARCELO era seguir o radioso exemplo familiar, tornando-se bacharel em Direito também.
Com tal propósito, ao abrir da mocidade, percebendo já despontar as primícias da vocação, ingressou na UFBA, onde foi aluno aplicado e se diplomou, tendo sido presidente do diretório acadêmico numa época das mais extremadas agitações políticas, quando começou a sentir mais intensamente a essência e realidade do Direito, bem como os primeiros triunfos na vida pública.
A corrente assertiva de que a perda das energias humanas tem como causa preponderante os “excessos” da juventude não se ajusta a nenhuma quadra do seu panorama existencial. Não houve extravagâncias lúdicas e nem se expandiu em experiências múltiplas de práticas esportivas. O lineamento da conduta revelou nele incomum e agudo senso de responsabilidade, próprio de quem, desde o verdor dos anos, via, atrás de si, um longo esteiro de luz, com nomes cercados de auréolas, transmitidas de geração em geração, que pesavam sobre seus ombros.
Mas não foi em vão o desaproveitamento do tempo.
A variedade da erudição possibilitou-lhe alçar voos altaneiros, com méritos reais, exercendo cargos de relevo dentro e fora da Pública Administração.
Nele se fundem o professor erudito, o político hábil, o advogado competente e o orador de amplos recursos.
No final da sua viagem, deixa-nos num momento em que o mundo se debate em crises das mais angustiantes, e sem que possa retirar a violência e a corrupção do centro de gravitação social.
Em sua vida, o verdadeiro templo religioso foi seu lar, construído com constância, afeto e dedicação à sua queridíssima esposa AMÁLIA, seus diletos filhos NESTOR, MÁRCIO e LUCÍLIA e netos, que lhe adoçaram a existência e encheram de flores o seu caminho.

No período em que durar a proibição, Moro seguirá recebendo o salário de R$ 31 mil, pago aos integrantes do primeiro escalão.


AE Agência Estado

postado em 02/06/2020 20:07

 
(foto: AFP / Sergio LIMA)
(foto: AFP / Sergio LIMA)

A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu nesta terça-feira, 2, proibir que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, advogue por um período de seis meses. Ele, no entanto, foi autorizado a dar aulas e escrever artigos para a imprensa. No período em que durar a proibição, Moro seguirá recebendo o salário de R$ 31 mil, pago aos integrantes do primeiro escalão.

Na semana passada, o conselho havia determinado uma quarentena para o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o impedindo de atuar na iniciativa privada por seis meses. No período, o salário de ministro segue sendo pago. Mandetta está recorrendo da decisão e quer atuar em consultoria e palestras. O pedido de reconsideração foi apresentado na reunião da Comissão de Ética hoje, mas houve pedido de vista.
O impedimento de exercer atividades profissionais imposto aos ex-ministros tem como justificativa o fato de eles terem tido informações privilegiadas no governo.
Moro e Mandetta deixaram o governo rompidos com o presidente Jair Bolsonaro em abril. Os dois são vistos como adversários políticos, inclusive com chances de entrarem em uma disputa eleitoral em 2022.

DO CORREIO BRAZILIENSE

Áudio da reunião foi encaminhado para a Procuradoria da República no Distrito Federal, com pedido para que Sérgio Camargo responda na Justiça por improbidade administrativa


postado em 02/06/2020 18:03

 
(foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, classificou o movimento negro como “escória maldita”, que abriga “vagabundos” e chamou Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra no Brasil escravocrata, de “filho da puta que escravizava pretos”. Camargo também manifestou desprezo à agenda da “Consciência Negra” , chamou uma mãe de santo de “macumbeira” e prometeu botar na rua diretores da autarquia que não tiverem como “meta” a demissão de um “esquerdista”. As afirmações foram feitas durante reunião com dois servidores, no dia 30 de abril.

O áudio dessa reunião foi encaminhado para a Procuradoria da República no Distrito Federal, juntamente com um pedido para que Camargo responda na Justiça por improbidade administrativa.
A reunião teria sido convocada para para tratar do desaparecimento do celular corporativo de Camargo. Ao ser questionado sobre o assunto, o presidente da fundação fica nervoso e afirma que o aparelho sumiu por decisão judicial. No diálogo, ele chega a dizer que havia deixado o celular numa gaveta da fundação e insinua que o furto poderia ter sido proposital, com o intuito de prejudicá-lo. 
“Eu exonerei três diretores nossos (…). Qualquer um deles pode ter feito isso. Quem poderia? Alguém que quer me prejudicar, invadir esse prédio para me espancar, invadir com a ajuda de gente daqui… O movimento negro, os vagabundos do movimento negro, essa escória maldita”, diz o presidente da Fundação Palmares no áudio. “Agora, eu vou pagar essa merda aí”, completou, numa referência ao telefone.
Ao falar sobre “liberdade de expressão” Camargo faz críticas a Zumbi. “Não tenho que admirar Zumbi dos Palmares, que, para mim, era um filho da puta que escravizava pretos. Não tenho que apoiar agenda consciência negra. Aqui não vai ter, vai ter zero da consciência negra. Quando cheguei aqui, tinha eventos até no Amapá, tinha show de pagode no Dia da Consciência Negra”, diz. 
O presidente da instituição ainda afirmou ter sido afastado do comando, o que ocorreu por três meses, por uma liminar que “censurou suas opiniões em redes sociais”. Na época, a Justiça considerou suas declarações, minimizando o crime de racismo, incompatíveis com o cargo.
Durante a gravação, o presidente da Fundação Palmares assegurou que o processo para tirá-lo do comando da autarquia “não vai dar em nada” porque teria havido “usurpação” do poder do presidente Jair Bolsonaro. “Esses filhos da puta da esquerda não admitem negros de direita. Vou colocar meta aqui para todos os diretores, cada um entregar um esquerdista. Quem não entregar esquerdista vai sair. É o mínimo que vocês têm que fazer”, afirmou.
Durante as falas, Camargo ainda se referiu a uma mãe de santo como “macumbeira”. Ele diz firmemente que não daria verba para terreiros, locais usados para cerimônias de matriz africana. “Tem gente vazando informação aqui para a mídia, vazando para uma mãe de santo, uma filha da puta de uma macumbeira, uma tal de Mãe Baiana, que ficava aqui infernizando a vida de todo mundo”, diz.

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Posted on 03-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-06-2020
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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXIII – 3ª- feira 02/06/2020

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Dálcio, no Correio Popular (Campinas)

Donald Trump investe contra governadores depois de uma noite de fúria às portas da Casa Branca: “Vocês têm que dominar a situação, vão ficar parecendo uns imbecis”

Manifestantes protestam contra o racismo e o assassinato de George Floyd, em Austin, no Texas, na noite de domingo.
Manifestantes protestam contra o racismo e o assassinato de George Floyd, em Austin, no Texas, na noite de domingo.Lola Gomez / EL PAÍS

 Amanda Mars

Minneapolis , Los Angeles, Washington02 jun 2020 – 08:49 BRT

Uma primavera turbulenta, com consequências imprevisíveis, tomou conta dos Estados Unidos. Pelo menos 25 grandes cidades do país encararam a noite de domingo sob toque de recolher por causa do aumento da virulência e da amplitude dos protestos contra o racismo nas forças de segurança. Imagens como as de uma igreja histórica em chamas em frente à Casa Branca ou o Exército patrulhando as ruas de Santa Monica (Califórnia) marcaram o sexto dia consecutivo de mobilizações. Pelo menos uma pessoa morreu em Louisville, Kentucky, e duas outras, em Los Angeles e Nova York, foram baleadas. Esta é a mais ampla onda de protestos, em extensão e intensidade, de que este país se lembra desde o assassinato de Martin Luther King Jr., em 1968. Nesta segunda-feira, Donald Trump acusou os governadores de serem “fracos” e pediu que sejam mais duros.

Mais de 4.000 pessoas foram detidas no fim de semana durante a onda de protestos antirracistas Estados Unidos, de acordo com a contagem da agência Associated Press, e há uma lista interminável de saques, incêndios, com vários feridos. Cerca de 5.000 membros da Guarda Nacional (o Exército de reservistas sob o comando dos governadores de cada Estado) patrulham as ruas de uma dúzia de territórios. Os tumultos de 1992 em Los Angeles, por Rodney King, foram mais violentos e deixaram mais de 60 mortos, mas se restringiram a essa cidade. Houve também crises de violência racial em 2014 em Ferguson, Missouri, e em 2015 em Baltimore, Maryland, mas nunca em todo o país de uma só vez, por tantos dias e crescendo.

A onda de indignação começou com a morte de George Floyd em uma brutal prisão gravada em vídeo, mas se tornou um protesto nacional contra o racismo sistêmico nos Estados Unidos, contra as forças de segurança e até contra Donald Trump, um presidente que não tem feito nada para acalmar os ânimos. Nesta segunda-feira de manhã, ele foi duro com os governadores em uma reunião por videoconferência: “Vocês precisam dominar a situação; se não dominarem, estão perdendo tempo. Vão passar por cima de vocês, vocês vão ficar parecendo um bando de imbecis”, afirmou, segundo uma gravação à qual a rede CBS teve acesso, citada pela Reuters.

A cidade de Washington acabara de viver sua noite mais violenta até agora nesta crise. A prefeita, Muriel Bowser, decretou o toque de recolher entre às 23 horas e às 6 horas desta segunda-feira. Depois de entrar em vigor, a capital norte-americana mergulhou no caos. Os bombeiros conseguiram controlar um incêndio nos porões da histórica Igreja de Saint John, em frente à Casa Branca, conhecida como “a igreja dos presidentes”, na qual Abraham Lincoln, o presidente que aboliu a escravidão, costumava ir rezar.

Milhares de manifestantes conseguiram chegar às imediações da residência presidencial, apesar do esforço da polícia para bloquear as ruas de acesso após o tenso dia anterior. Os agentes dispararam gás lacrimogêneo por horas para dispersar as pessoas. “Viemos mostrar nosso apoio a George Floyd pelo abuso policial que sofreu, e a polícia responde usando excesso de violência”, se queixou Maicy, 40 anos, afro-americana que viajou de Maryland para a capital para protestar pela segunda noite consecutiva.

Segundo a imprensa norte-americana, no domingo, durante os confrontos, o presidente passou pelo menos uma hora em um bunker (um abrigo subterrâneo), construído para uso em emergências como ataques terroristas. Por todo o resto da cidade, houve saques e destruição em numerosos edifícios.

Em Minneapolis, Minnesota, milhares de pessoas bloqueavam a rodovia Interstate 35 quando um caminhão acelerou através da multidão em alta velocidade e provocou pânico e deixou feridos. O motorista foi retirado da cabine do veículo e espancado, segundo testemunhas citadas pela Reuters. Cerca de 150 pessoas foram presas nessa concentração.

Los Angeles começou o domingo com uma mobilização policial que não se via desde os tumultos por Rodney King. Forças de todas as polícias dos municípios vizinhos, aquelas que dependem do xerife, e a Guarda Nacional patrulhavam as ruas da cidade. Ao meio-dia, o prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, o chefe de Polícia, Michel Moore, e o chefe dos bombeiros, Ralph Terrazas, deram uma entrevista coletiva conjunta para advertir que as cenas de violência e saques do dia anterior não se repetiriam. As autoridades tentaram transmitir solidariedade aos protestos e o aviso de que os episódios violentos não tinham nada a ver com as reivindicações e agiriam contra eles com a maior força.

Pouco depois, na localidade de Santa Monica ocorreu exatamente o que haviam anunciado que não seria permitido. Enquanto centenas de pessoas protestavam pacificamente pelo conhecido calçadão da praia, um grupo começou a invadir lojas do Santa Monica Place, um shopping center próximo, ante a passividade dos agentes. Imagens aéreas de televisões locais mostraram claramente que eram grupos organizados que se deslocavam de carro. Chegavam, quebravam vidros, saíam com a mercadoria que conseguiam levar nas mãos e se escondiam de novo no carro.

Situações como essa se repetiram por todo o país. Em Birmingham, Alabama, manifestantes derrubaram uma estátua confederada. Em Nova York, uma grande manifestação percorreu a ponte do Brooklyn. Eclodiram confrontos que forçaram o fechamento das pontes com Manhattan e um pequeno incêndio de rua. A polícia da cidade deteve a filha do prefeito, Bill de Blasio, que também participava dos protestos.

Os combates continuaram pela madrugada com saques nas lojas do bairro do Soho. Uma pessoa foi levada a um hospital depois de ser baleada. Em Atlanta, onde há dois dias os manifestantes destruíram a entrada da sede da CNN, houve cenas de tensão com o lançamento de gás lacrimogêneo. Dois policiais foram demitidos por uso excessivo da força. Em Louisville, Kentucky, as autoridades disseram que um homem foi morto pela polícia a tiros na madrugada desta segunda-feira, depois que ele abriu fogo primeiro, enquanto tentavam dispersar uma concentração. Essa crise irrompe a seis meses das eleições presidenciais, em plena frustração pelas ordens de quarentena para conter pandemia de coronavírus e com um desemprego que já atingiu o incrível número de 40 milhões de pessoas.

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