Ex-deputado emociona ao falar da ditadura
Marcelo Duarte: emoção à flor da pele
ao depor sobre a ditadura na Comissão
da Verdade na AL-BA
 
 Verdadeiro, inspirado, justo e emocionante depoimento  de Aécio  Pamponet Sampaio, em homenagem ao notável Marcelo Duarte,  professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da UFBA – em anos loucos de arbítrio -, político exemplar nas palavras e nas ações , competente gestor público e imbatível combatente das maiores e melhores causas da resistência democrática de seu tempo e sempre. Publicado no espaço de Aécio no Facebook, e  que este Bahia em Pauta reproduz. Parabéns a Aécio Pamponet. Toda honra e louvores a Marcelo Duarte.  (Vitor Hugo Soares , editor do Bahia em Pauta , ex-aluno e amigo de Marcelo Duarte. Orgulhosamente)

ARTIGO
MARCELO DUARTE

Aécio Pamponet Sampaio

 Há pessoas que entram na vida da gente com grandeza, para nunca mais sair.
Naquele início de 1969, logo depois da edição do AI-5, o professor, jurista, deputado e líder da oposição ao carlismo e à ditadura militar MARCELO DUARTE era um dos “hóspedes “ no Forte do Barbalho.
Dentre todos nós era o mais culto, destemido e loquaz.
Representava-nos junto ao comando daquela unidade militar. Era quem melhor contraditava aos oficiais que apareciam para falar sobre os “princípios” da Escola Superior de Guerra.
Não interiorizou a sua condição de prisioneiro. Impunha-se aos seus carcereiros com altivez e desenvoltura, com a mesma naturalidade com que se comportava no Plenário da Assembleia Legislativa, no exercício das suas imunidades de pensamento e opiniões.
Dava-se ao respeito.
Um dos oficiais que apareciam com maior frequência era o capitão Hemetério Chaves, tido por torturador.
O Forte do Barbalho era uma prisão especial, reservada aos que tinham curso superior.
Era ainda universitário e levaram-me para lá por equívoco, tratando-me de “professor”.
Alto, forte e campeão de judô, Hemetério, primário e arrogante, odiava estudante, professava um anticomunismo patológico e gabava-se de ter integrado as forças que invadiram, em 1965, a República Dominicana, “matando comunistas”.
Defendia, sem reservas, o esmagamento do movimento estudantil pela eliminação física das lideranças de projeção nacional.
Marcelo o desancava com ironias e desprezo, chamando-o de “tarado ideológico”.
Um dia, Hemetério entrou na na nossa cela e, colérico, dirigiu-se a mim:
– Comunista, vagabundo, filho da puta! Estudante de merda se passando por professor !… Agora você vai entrar no pau para aprender !
Incontinenti, arrastou-me pelos cabelos, tentando me levar para cumprir sua ameaça.
Sem chances para explicações, ofereci uma tímida resistência.
Foi, então, que Marcelo Duarte interpôs-se entre nós dois, desafiando-o:
– Você só tira ele daqui se me levar também!
Impactado pela inesperada reação de Marcelo, ele me soltou e saiu rápido .
Voltou minutos depois com dois soldados, me colocaram num jipe e me deixaram numa cela fétida no 19 BC, no Cabula.
Foi assim, pelo exemplo da coragem e da força moral que Marcelo Guimarães Duarte entrou e permanece na minha vida.
Descanse na paz que você merece, querido amigo !
Aécio Pamponet

“Just Like a Woman”, Bob Dylan: a música de Dylan é dessas que encantam e envolvem sem necessitar de maiores explicações. Que ela nos traga as melhores esperanças e os mais generosos e verdadeiros sentimententos na chega de junho de um tempo sombrio e ainda de isolamentos.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ministro teria alertado que ”bolsonaristas” pretendem instalar no Brasil uma ditadura militar e que país vive cenário semelhante ao da Alemanha pouco antes do nazismo ser implantado


postado em 31/05/2020 17:09

 
(foto: AFP / EVARISTO SA)
(foto: AFP / EVARISTO SA)

Em duras palavras, o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “o ovo da serpente parece estar prestes a eclodir no Brasil”. De acordo com o magistrado, o país vive um processo semelhante ao que viveu a Alemanha pouco antes de Adolf Hitler ascender ao poder por meio do voto e implementar o nazismo.

 
As declarações do magistrado ocorreram por meio de uma mensagem encaminhada pelo ministro mais antigo da Corte para alguns dos colegas de plenário, de acordo com o jornal “Estado de S. Paulo”. Ele afirma que “bolsonaristas querem implantar uma desprezível e abjeta ditadura militar”.
Fontes na Corte procuradas pela reportagem informaram que o texto não foi enviado a todos os ministros. Três integrantes do plenário procurados pelo Correio informaram não ter recebido o texto. “Guardadas as devidas proporções, o ‘ovo da serpente’, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) , parece estar prestes a eclodir no Brasil”, teria escrito Celso de Mello.
Em seguida, o magistrado teria afirmado que é necessário resistir a derrocada da democracia. “É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar quando Hitler, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo presidente Paul von Hindenburg, em 30/01/1933, como chanceler (primeiro ministro) da Alemanha (Reichskanzler), não hesitou em romper e em nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar, impondo ao país um sistema totalitário de poder viabilizado pela edição, em março de 1933 , da lei (nazista) de concessão de plenos poderes (ou lei habilitante) que lhe permitiu legislar sem a intervenção do Parlamento germânico!”
O texto que teria sido repassado aos juiz da mais alta corte do país conclui afirmando que o que se pretende é a instauração de uma ditadura militar em território nacional. “Intervenção militar, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, nada mais significa, na novilíngua bolsonarista, senão a instauração, no Brasil, de uma desprezível e abjeta ditadura militar”, completa.

jun
01

DO SITE O  ANTAGONISTA

No Facebook, Jair Bolsonaro sugeriu que a cobertura crítica da imprensa a seu governo acabaria se ele negociasse “alguns bilhões de reais em propaganda”.

“Será que, se eu chamar essa imprensa e negociar com ela alguns BILHÕES DE REAIS em propaganda, tudo isso se acaba?”, questionou.

O presidente disse ainda que o chamado gabinete do ódio é a “maior fake news inventada pela imprensa”.

“Até o momento a Folha, Globo, Estadão… não apontaram uma só Fake News produzida pelo tal gabinete (…).

O caso da ‘interferência na PF’ é um dos mais claros. A dita fita bomba foi mais um fiasco. O ‘caso porteiro’ também.”

jun
01

DO CORREIO BRAZILIENSE

Secretário-executivo da PM em São Paulo confirmou que ânimos exaltados entre grupos a favor e contra presidente teve início após o que seria uma bandeira neonazista ser levantada


 
(foto: Nelson ALMEIDA / AFP)
(foto: Nelson ALMEIDA / AFP)

O secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, disse em entrevista à CNN Brasil que o início do embate entre grupos pró e contra o presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista teve início devido à presença de uma grupo de neonazistas no local. 

 
Camilo não confirmou de qual lado estava o símbolo que provocou revolta de manifestantes que protestavam contra fascismo e a favor da democracia, mas nas redes sociais, divulga-se uma bandeira com o brasão da Ucrânia como sendo esta a bandeira neonazista. “O conflito começou por causa disso”, disse o secretário-executivo, pontuando que a presença do grupo de neonazistas foi o estopim da manifestação. 
De acordo com ele, a polícia irá apurar o fato ao longo da semana. Antes, um grupo composto por torcidas organizadas de times como o Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos protestava a favor da democracia. Na mesma avenida, um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro também protestava. Eles seguravam uma grande faixa que dizia: “SOS Forças Armadas”.
Houve crítica nas redes sociais em relação à postura da Polícia Militar, que agiu de forma mais enérgica contra o grupo contrário ao presidente Jair Bolsonaro. O secretário-executivo da PM afirmou que “a polícia vai garantir a liberdade de expressão de todos”. “Onde houver quebra da ordem, haverá intervenção policial”, disse.
O coronel afirmou que atear fogo em lixo não é a melhor forma de manifestar – algo que foi feito por grupos que manifestavam a favor da democracia. Coronel Camilo pontuou ainda em entrevista à CNN que a polícia não está a favor de nenhum dos grupos. “A polícia está do lado do cidadão de bem, garantindo a liberdade de todos”, afirmou.
De acordo com ele, não houve informações de pessoas feridas. Bombas de efeito moral foram lançadas na direção dos manifestantes contra Bolsonaro e parte do grupo foi dispersado. 
Na última semana, a embaixada da Ucrânia no Brasil divulgou uma nota depois que a bandeira foi usada em outra manifestação pró-Bolsonaro, dizendo que “a bandeira vermelha e negra e do brasão da Ucrânia não tem nada a ver com o movimento neonazista”.

jun
01
Posted on 01-06-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-06-2020
Tri-campeão do IBest Veja nossas estatísticas
Veja nossas estatísticas

Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXIII – Domingo 31/05/2020

random image
Quinhono Diário da Tarde (MG)

jun
01
 

DO EL PAÍS

Redes sociais procuram um equilíbrio quase impossível entre limitar conteúdos e a liberdade total

O presidente Donald Trump mostra a capa do jornal 'New York Post', onde aparece um funcionário do Twitter. Trump se queixa pelo trato recebido pela empresa.
O presidente Donald Trump mostra a capa do jornal ‘New York Post’, onde aparece um funcionário do Twitter. Trump se queixa pelo trato recebido pela empresa.DOUG MILLS / AFP

Nessa semana aconteceu algo impensável no mundo das redes sociais. O Twitter alertou que três mensagens de Trump continham mentiras e promoviam a violência. Na terça-feira o presidente tuitou que o voto por correio na Califórnia era “substancialmente fraudulento”. O Twitter acrescentou embaixo da publicação um link: “Esses são os fatos sobre o voto por correio”, no qual a afirmação do presidente era corrigida.

Donald Trump explodiu. Na quinta-feira assinou uma ordem executiva, que não precisa do trâmite no Congresso, para colocar freios a um dos pilares da Internet desde 1996, que determina que as redes sociais e os comentários em um blog não podem ser denunciados pelo que os usuários escrevem. Ao contrário do que acontece nos veículos de comunicação tradicionais na Internet as plataformas estão isentas de controlar tudo o que é publicado. Se um artigo ameaça de morte alguém, o responsável é o próprio jornal. Se essa ameaça é feita no Twitter, o Twitter não o é. A União Europeia promulgou em 00 uma diretiva com conteúdo semelhante.

 

Mas o Twitter não parou por aí. Na mesma quinta-feira ocultou uma publicação de Trump por “glorificação da violência”. A postagem dizia que “quando começam os saques, começam os tiros”. A frase vem de um policial de Miami em 1967, em plena luta pelos direitos civis. A postagem podia ser vista após a advertência do Twitter ser lida. A guerra estava declarada.

Não era a primeira vez que Trump se aproximava da transgressão das normas comunitárias do Twitter. Nessa mesma semana acusou um apresentador de televisão de matar sua suposta amante há quase duas décadas, uma jovem que morreu de causas naturais. Seu viúvo implorou ao Twitter em uma carta pública que retirasse as mensagens de Trump. O Twitter não o fez. Trump disse de tudo no Twitter: ameaçou guerras nucleares e chamou uma ex-assessora de “cachorra” e “ser inferior”.

 

As plataformas veem como seu papel cresce no debate público. O Twitter, Facebook e YouTube eram ferramentas importantes em 2012, quando Barack Obama foi reeleito, mas nenhuma foi essencial. Seu peso cresceu nesses anos. As eleições de 2016 foram o maior exemplo, à margem dos russos. O uso da publicidade no Facebook por parte da campanha de Trump foi com certeza um dos principais motivos de seu sucesso.

Da mesma forma que a lei norte-americana de 1996 impede que as plataformas sejam denunciadas pelo conteúdo que seus usuários publicam, também pede que eles restrinjam de “boa fé” todo aquele material que lhes pareça “obsceno, lascivo, libidinoso, baixo, excessivamente violento, assediador e de algum modo ofensivo”. Esses adjetivos deixam uma porta aberta à pornografia, apologia do terrorismo e desinformação.

A pandemia da covid-19 trouxe um novo nível de risco. A desinformação e as mentiras podem levar a problemas graves de saúde. As redes criaram todo o tipo de medidas novas e mais intrusivas. “A pandemia destaca como afirmações falsas sobre curas e riscos são uma questão de vida ou morte, especialmente quando vêm do líder do país. Isso causou uma pressão tremenda às plataformas para vigiar a desinformação de figuras públicas”, diz Lucas Graves, professor da Universidade de Wisconsin-Madison.

O Twitter se orgulha de ser uma plataforma a favor da liberdade de expressão. Sua opção, deliberada durante anos, foi criar métodos, como etiquetas e cortinas, que alertam sem suprimir. A ação contra Trump é o passo definitivo. É difícil que volte atrás. Além de Trump também foi etiquetado um porta-voz chinês e uma imagem falsa do policial que estrangulou com seu joelho o pescoço de George Floyd em Minnesota.

Por que o Facebook não

O presidente Trump colocou as mesmas mensagens no Facebook e elas continuam lá, sem nenhuma advertência. “O Facebook não deve ser o árbitro da verdade”, disse Mark Zuckerberg após a primeira ação do Twitter. Jack Dorsey, fundador do Twitter, respondeu que sua medida não lhes faz “árbitro da verdade”. Suas regras comunitárias são muito rígidas com duas coisas: coronavírus e eleições. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro também foi alvo da plataforma recentemente, ao ter dois vídeos apagados por “violação das regras”. Em ambos, ele se encontrava com seguidores, promovendo aglomerações, e dizia que o remédio contra a doença já era uma “realidade”, algo que não é verdade.

O Facebook tem regras comunitárias no fundo muito parecidas às do Twitter, ainda que não tenha a opção de adicionar etiquetas de alerta ao usuário: o Facebook deixa uma postagem ou a apaga, sem meio termo. Aqui é onde começam todas as nuances e debates impossíveis sobre o que cada rede faz. Zuckerberg contou em uma postagem como essa decisão continua sob sua responsabilidade e talvez um dia aperte o botão vermelho: “Achamos que se uma postagem incita violência”, escreveu sobre a mensagem de Trump dos distúrbios de Minnesota, “deveria ser suprimida sem levar em consideração se é noticiável, mesmo se vier de um político”.

Zuckerberg decidiu que não. Dorsey decidiu que deveriam fazer alguma coisa.

Os especialistas têm opiniões distintas. Os mais próximos ao jornalismo acham que esse equilíbrio entre liberdade e aplicação de políticas é o mais correto: “Muitos especialistas recomendam uma combinação de políticas claras, aplicação consistente e respostas à desinformação que foquem em limitar interações e proporcionar informação, no lugar de supressões diretas”, diz Rasmus Nielsen, diretor do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo. As ações do Twitter representam uma nova vontade de tratá-lo da mesma forma que o restante. “Não falamos de censura, e sim de moderação de conteúdo consistente e aplicação de políticas”, acrescenta.

Manifestação em Düsseldorf (Alemanha) em que o Facebook pe criticado por promover discurso de ódio.
Manifestação em Düsseldorf (Alemanha) em que o Facebook pe criticado por promover discurso de ódio.THILO SCHMUELGEN / Reuters

Mas existem juristas que acham que o Twitter passou dos limites. “O Twitter se equivocou. Entraram sozinhos em campo”, diz David Maeztu, advogado especializado em direito de Internet. “Estamos em uma linha muito difusa e complexa, mas talvez fosse mais correto fechar a conta por transgressão das normas. No momento em que você acrescenta algo, está alterando o conteúdo”, diz.

Por que é tão importante

Onde está o limite do que as redes podem acrescentar e suprimir? Quem exatamente o diz e como um usuário pode se queixar e denunciar? Se as empresas não são editores, devem limitar-se o máximo possível. Mas, quanto exatamente? Se são editores, deveriam assumir mais o conteúdo, o que tornaria seu negócio inviável.

Para as redes, a lei deveria continuar como está. Mas como garantem que são um lugar onde não existe assédio, a mentira e a baderna? É um equilíbrio instável e sobre o qual discutiremos durante anos. Provavelmente não existe uma política de moderação perfeita. Sempre chegará uma mensagem que colocará em dúvida todas suas regras comunitárias. O Facebook criou um “supremo tribunal” para resolver esses casos, mas só começará a agir no final do ano.

Um político como Trump precisa dessas redes porque sem elas sua mensagem não chegaria igualmente ao eleitorado. A liberdade para dizer tudo o que diz sem filtro é essencial. Na Espanha, o partido de extrema-direita Vox emitiu um comunicado em solidariedade: “Acompanhamos com profunda preocupação como nas principais plataformas de redes sociais o direito à liberdade de expressão vem sendo reiteradamente desrespeitado ao censurar muitos dos conteúdos que tanto nossos cargos públicos como afiliados estão publicando”, dizem.

Este ano eleitoral nos EUA é tremendamente decisivo. A campanha de Trump já gastou 62 milhões de dólares (330 milhões de reais) entre o Facebook e o Google e a pré-campanha sequer começou. Joe Biden, o candidato democrata, está em 22 milhões (117 milhões de reais). Mas não é uma questão de dinheiro. O problema principal que os políticos de Washington podem causar às redes é a regulação.

É pouco provável que a ordem executiva de Trump tenha consequências práticas. Mas pode ter outras: “Trump quer manter as coisas como estão e se assegurar de que o tratamento de tapete vermelho que recebeu até agora, especialmente do Facebook, continue”, escreve Zeynep Tufekci, professora da Universidade da Carolina do Norte, na The Atlantic.

Apesar de seu poder, essas plataformas continuam sendo empresas privadas que decidem o que cada usuário pode publicar e, também, quem pode ter uma conta. O Facebook permite anúncios de políticos sem comprovar se são verdade e é mais indulgente com o discurso de políticos. Continuamos sem saber seus motivos e consequências com transparência, mas essas distinções aproximam as plataformas a agir como veículos de imprensa e decidir sobre o discurso. “Deveriam decidir o que querem ser quando crescer”, diz Maeztu.

  • Arquivos