“Alguém me Disse”, Maysa: um bolero antológico de Evaldo Gouveia e uma intérprete inimitável, no domingo de saudades no Bahia em Pauta, último dia do sombrio maio de 2020.

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

maio
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Do  Jornal do Brasil

O museu do Louvre, em Paris, reabrirá no dia 6 de julho, informou a instituição nesta sexta-feira, à medida que os marcos históricos e culturais da França estão emergindo gradualmente do isolamento do coronavírus.

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Museu do Louvre (Foto: Reuters/Benoit Tessier)

Em um comunicado, o museu mais visitado da França disse que um sistema de agendamentos e uma nova sinalização oferecerão aos visitantes o máximo de segurança possível dentro da instalação, e as pessoas serão orientadas a usar máscaras e manter o distanciamento social.

“Ainda que fosse possível descobrir os tesouros do Louvre virtualmente durante o isolamento, nada substitui a emoção de estar diante de uma obra de arte, esta é a ‘raison d’être` (razão de ser) dos museus”, disse o diretor do Louvre, Jean-Luc Martínez.

Entre 12 de março e 22 de maio, o site do Louvre recebeu 10,5 milhões de visitas — em todo o ano de 2019 foram 14,1 milhões.

O anúncio vem na esteira de novas medidas apresentadas na quinta-feira pelo primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, para amenizar o isolamento.

O ministro da Cultura, Franck Riester, disse em um comunicado que os principais sítios históricos e museus da França reabrirão gradualmente entre o início de junho e meados de julho, começando com o Castelo Chambord do Vale do Loire, em 5 de junho, e o Palácio de Versalhes, em 6 de junho.

Também em Paris, o museu de civilizações indígenas do Quai Branly voltará a funcionar no dia 9 de junho, seguido pelo Museu de Orsay, o lar dos impressionistas franceses, em 23 de junho.

No dia 1º de julho, o Grand Palais inaugurará uma grande exibição sobre Pompeia e as escadas rolantes da fachada do Centro Pompidou começarão a levar visitantes para suas mostras de arte moderna. Já o Museu Picasso reabre na terceira semana de julho.(Reuters)

maio
31

A operação da Rádio Globo na capital paulista estava em xeque desde julho de 2019, quando a direção da emissora abriu mão da programação em rede para dar mais atenção ao público do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense.

No primeiro trimestre deste ano, no intervalo das 6h às 19h, a Rádio Globo atingiu apenas 9.380 ouvintes por minuto. A Band FM, líder isolada no dial, teve 156.545 ouvintes por minuto.

maio
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Do  Jornal do Brasil

O Twitter colocou um aviso em um tuíte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusando-o de violar as suas regras por “enaltecer a violência” em uma mensagem que dizia que saqueadores em protestos em Mineápolis seriam baleados.

A decisão do Twitter intensifica o conflito entre Trump e empresas de tecnologia. Isso aconteceu horas depois de Trump ter assinado um decreto ameaçando as empresas de mídia social do Vale do Silício com novos regulamentos de liberdade de expressão, após o Twitter adicionar um aviso de verificação de fatos em seus tuítes sobre alegações infundadas de fraude em cédulas de votação.

Também ocorre em um momento de distúrbios civis de natureza racial em cidades dos EUA devido à morte de George Floyd, um negro que foi filmado sofrendo agressões de um policial branco.

O tuíte de Trump dizia: “… Esses bandidos estão desonrando a memória de George Floyd, e eu não deixarei isso acontecer. Acabei de falar com o governador Tim Walz e lhe disse que o Exército está com ele até o final. Qualquer dificuldade e assumiremos o controle, mas, quando os saques começarem, os tiros começarão. Obrigado!”

Mais tarde, a conta oficial do Twitter da Casa Branca enviou a mesma mensagem. O Twitter se recusou a comentar se tomaria a mesma ação no novo tuíte.

Trump, que tem mais de 80 milhões de seguidores no Twitter, acusou a empresa de censurar republicanos e outros conservadores. Ele instou o Congresso a revogar uma lei, conhecida como Seção 230, que protege plataformas online de ações judiciais sobre o conteúdo publicado.

A publicação de Trump agora pode ser vista apenas depois de clicar em um aviso que diz: “Este tuíte violou as Regras do Twitter sobre enaltecimento à violência. No entanto, o Twitter determinou que pode ser do interesse público que esse tuíte continue acessível.”(Reuters)

  DO CORREIO BRAZILIENSE

Os três suspeitos de agredir enfermeiras durante protesto no início do mês de maio foram indiciados. De acordo com a Polícia Civil, foi instaurado um Termo Circunstanciado pela 5ª Delegacia de Polícia (Setor de Grandes Áreas Norte). Os documentos foram encaminhado para a Justiça. 
As agressões ocorreram durante uma manifestação na Praça dos Três Poderes em homenagem aos enfermeiros que foram vítimas da covid-19. Durante o ato, os profissionais da saúde foram confrontados por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro. 
Exaltados, um homem e uma mulher foram para cima dos enfermeiros que permaneceram calados. Os dois vão responder criminalmente por ameaça e injúria. O homem, que era servidor terceirizado do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, também responderá por

 Polícia Civil indicia suspeitos de agredir enfermeiras durante protesto

Duas mulheres e um homem foram indiciados por termo circunstanciado instaurado pela 5ª Delegacia de Polícia (Setor de Grandes Áreas Norte)


postado em 30/05/2020 11:48 / atualizado em 30/05/2020 11:48

 
Bolsonaristas que agrediram enfermeiros durante ato na Praça dos Três Poderes são indiciados (foto: Reprodução )
Bolsonaristas que agrediram enfermeiros durante ato na Praça dos Três Poderes são indiciados (foto: Reprodução )

Os três suspeitos de agredir enfermeiras durante protesto no início do mês de maio foram indiciados. De acordo com a Polícia Civil, foi instaurado um Termo Circunstanciado pela 5ª Delegacia de Polícia (Setor de Grandes Áreas Norte). Os documentos foram encaminhado para a Justiça. 

As agressões ocorreram durante uma manifestação na Praça dos Três Poderes em homenagem aos enfermeiros que foram vítimas da covid-19. Durante o ato, os profissionais da saúde foram confrontados por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro. 
Exaltados, um homem e uma mulher foram para cima dos enfermeiros que permaneceram calados. Os dois vão responder criminalmente por ameaça e injúria. O homem, que era servidor terceirizado do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, também responderá por infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. Uma outra envolvida também responderá por injúria. 
 
Se condenados, as penas podem variar de um a seis meses de detenção. No caso do indiciamento referente ao ato de infringir a determinação de combate ao novo coronavírus, a pena pode chegar a um ano.   
De acordo com Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF), ao menos, 11 enfermeiros entraram com queixas contra os agressores na Polícia Civil de forma individual. O conselho também registrou denúncia no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e no Ministério Público do Trabalho (MPT).

maio
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Posted on 31-05-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-05-2020


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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXIII – Sábado 30/05/2020

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Sinovaldo, no jornal NH (RS)

DO EL PAÍS

O responsável pelo programa de malária da OMS, Pedro Alonso, afirma que o trabalho, o maior sobre o medicamento já feito e publicado na The Lancet, tem “inconsistências alarmantes”

A hidroxicloroquina é um princípio ativo antimalárico vendido com diferentes nomes comerciais.
A hidroxicloroquina é um princípio ativo antimalárico vendido com diferentes nomes comerciais.George Frey / Reuters

 Nuño Domínguez

Mais de 100 médicos e estatísticos de vários países lançaram um alerta sobre graves irregularidades no maior estudo sobre a eficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina contra a covid-19. Os responsáveis pela iniciativa exigiram que os dados do trabalho sejam revistos para que ele seja corrigido ou retirado.

O estudo em questão provocou uma tempestade mundial em torno de dois possíveis tratamentos que há poucos meses eram considerados os mais promissores contra a doença, mas que agora parecem ter caído em desgraça. O trabalho foi uma análise de dados anônimos de mais de 96.000 pacientes em 600 hospitais do mundo todo. Concluiu que a cloroquina e a hidroxicloroquina não só não oferecem nenhum benefício para os pacientes, como também podem aumentar o risco de morte em 30%. O trabalho foi publicado na The Lancet, uma das revistas científicas de maior prestígio do mundo.

Como resultado desses dados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu o uso destes medicamentos no estudo clínico Solidarity, que tenta provar a eficácia de diversos tratamentos contra a Covid em hospitais do mundo inteiro. Foi uma suspensão temporária, até que um grupo independente analise os dados e responda se é seguro continuar. Mas depois do anúncio da OMS, a França proibiu o uso desses medicamentos como tratamento e parou os ensaios clínicos em andamento. A Itália também suspendeu seu uso como tratamento e a Bélgica alertou sobre sua utilização fora dos estudos clínicos, de acordo com a Reuters.

Na Espanha, a agência de medicamentos concluiu que o estudo não fornecia provas suficientemente sólidas sobre o risco associado aos dois medicamentos e recomendou que continuem em andamento os ensaios clínicos com esses fármacos no país. Um porta-voz da agência explicou ao EL PAÍS que até agora o órgão não havia recebido nenhum alerta de segurança por parte dos responsáveis por esses ensaios.

A origem inicial do boom que promoveu os dois medicamentos foi um estudo comandado pelo médico francês Didier Raoult, que encontrou benefícios no uso contra a covid-19. A pesquisa, no entanto, foi considerada posteriormente como irregular, mal projetada e muito pouco confiável. Isso não evitou que esses tratamentos fossem apontados como “revolucionários”, nas palavras do presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou que toma hidroxicloroquina para se proteger do coronavírus, sendo seguido, posteriormente, pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. No momento, não existe nenhuma prova sólida de que esses medicamentos funcionem contra a doença. Existem apenas dados parciais apontando que eles podem aumentar o risco de arritmias em pacientes graves.

O último estudo, que condenou o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, “tem um nível de inconsistências alarmante”, alerta Pedro Alonso, diretor do programa de malária da OMS, ao EL PAÍS. “Há enormes dúvidas sobre a qualidade desse trabalho e tanto seus autores como a revista que o publicou vão ter de prestar contas”, ressalta.

A cloroquina e sua derivada são usadas para combater a malária há décadas e têm um perfil de segurança muito alto, lembra Alonso. Além disso, esses medicamentos são utilizados para combater doenças autoimunes como o lúpus. “Até agora não sabemos se funcionam ou não contra a covid-19, mas a solução não é interromper os ensaios com esses medicamentos e, sim, seguir adiante com eles, pois precisamos de bons ensaios clínicos controlados e randomizados para saber se oferecem algum benefício, principalmente para a segunda onda da doença”, considera Alonso.

O estudo em questão é assinado por Mandeep Mehra, do Hospital Brigham de Mulheres de Boston; Frank Ruschitzka, do Hospital Universitário de Zurique; Amit Patel, do departamento de bioengenharia da Universidade de Utah, e Sapan Desai, da empresa Surgisphere, que forneceu os dados anônimos dos 96.000 pacientes incluídos no estudo.

Mas o trabalho tem inconsistências, como o tratamento dos dados, que não foram publicados para que possam ser analisados pelo restante da comunidade científica, e a ausência de um comitê de ética para verificar se o tratamento dos dados dos pacientes está de acordo com a lei, segundo a carta aberta publicada quinta-feira, assinada por mais de 120 médicos, bioestatísticos e pesquisadores biomédicos e enviada à direção da revista The Lancet.

O estudo não dá informações detalhadas sobre os hospitais de cada país de onde vêm os dados, afirmam os signatários. Além disso, utiliza doses de cloroquina e hidroxicloroquina que são em média 100 miligramas mais altas do que as recomendadas pela agência de medicamentos dos EUA, acrescentam.

Na Austrália, o estudo considera um número de pacientes mortos (73 até 23 de abril) que é superior ao registrado em todo o país até essa data pela Universidade Johns Hopkins, segundo o jornal The Guardian. Na África, inclui 25% de todos os infectados que havia no continente e 40% de todos os falecidos, o que significaria, pela expressividade da amostra, que eles teriam acordos para poder acessar os dados computadorizados detalhados dos pacientes, algo que os signatários da carta consideram “pouco provável” —e Alonso considera “impossível”— dado o baixo grau de digitalização de muitos hospitais no continente. O estudo reúne informações de pacientes de seis continentes e, apesar das diferenças entre eles, a incidência de doenças prévias, como diabetes e os problemas cardiovasculares, é “extraordinariamente pequena”, assinala a carta.

Os signatários exigem que a empresa Surgisphere forneça todos os dados e que uma comissão independente da OMS ou outro organismo independente os analise. Também pedem à revista que cumpra os compromissos que assinou sobre dados públicos e publique também os detalhes da revisão desse estudo por especialistas independentes.

Na tarde de sexta-feira, a The Lancet publicou uma correção, alterando o número de pacientes analisados na Ásia (8.101 em vez de 4.402) e na Austrália (63), mas sem mudar os resultados principais do estudo.

Mandeep Mehra, cardiologista do Brigham e primeiro autor do estudo, disse ao EL PAÍS que, além das correções, foi iniciada uma “revisão independente dos dados”, acrescentando: “Os resultados e conclusões do trabalho continuam sendo os mesmos”. A Surgisphere, empresa responsável pelo banco de dados, defendeu em um comunicado enviado ao EL PAÍS a validade de seu sistema, baseado no estabelecimento de acordos de colaboração com 1.200 hospitais de 45 países para que lhe deem acesso a dados anônimos de pacientes, e garantiu que cumpre as principais normas internacionais de proteção de dados.

Bloqueio de ensaios clínicos

O trabalho deu um golpe fatal em muitos dos ensaios clínicos que estavam em andamento. Isto, por sua vez, pode fazer com que nunca se saiba se, de fato, esses medicamentos podem ajudar contra a covid-19, possivelmente em doses que não sejam altas e com pacientes que não apresentam anomalias no batimento cardíaco. Para isso, são necessários ensaios controlados —nos quais um grupo não toma o medicamento ou toma um placebo— e randomizados, ou seja, cada paciente é colocado aleatoriamente em um dos grupos.

“Uma questão muito importante agora é que as pessoas com poder científico na organização de saúde apostaram em diferentes medicamentos que estão sendo testados em estudos randomizados”, afirma Julián Pérez Villacastín, presidente eleito da Sociedade Espanhola de Cardiologia. “[Os estudiosos da cloroquina e hidroxicloroquina] fizeram um investimento enorme e estão no meio do caminho, e em alguns casos, estão sendo forçados a parar. Além disso, têm o problema de que no início havia muitos pacientes e, com isso, poderiam ser obtidos resultados confiáveis em um prazo relativamente curto. Mas o que aconteceu é que o recrutamento ficou muito mais lento porque o número de pacientes diminuiu. Está sendo muito difícil concluir os estudos e muitos poderão não ser concluídos nunca”, assinala. Alonso ressalta também que, devido aos dados do estudo publicado na The Lancet, os pacientes não queiram participar de ensaios por “medo”.

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