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Postado em 30-05-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 30-05-2020 00:13

O fundador do site ‘Catraca Livre’ e ganhador de prêmios literários enfrentava um câncer desde 2019

O escritor e jornalista Gilberto Dimenstein.
O escritor e jornalista Gilberto Dimenstein.Reprodução/Redes sociais
 Joana Oliveira
São PauloEm um vídeo postado numa rede social em abril, o jornalista disse que vivia o momento mais difícil de sua vida. “Meu nome é Gilberto Dimenstein, sou fundador do Catraca Livre, sou presidente do Conselho da Orquestra Sinfônica Heliópolis, e vivo o momento mais difícil da minha vida. Estou há oito meses lutando contra um câncer de pâncreas que criou metástase. Estou lutando, ainda vou vencer, mas estou lutando”, afirmou.

Autor de mais de dez livros, principalmente focados em problemas sociais, Gilberto Dimenstein venceu as principais premiações brasileiras de jornalismo, inclusive o prêmio Esso, em mais de uma ocasião. Em 1994, ganhou o prêmio Jabuti por O Cidadão de Papel, obra de ficção em que relaciona o assassinato de crianças, a violência, a fome e a falta de escola com o desenvolvimento da economia, a crise da educação e o desemprego para denunciar o desrespeito aos direitos humanos na sociedade brasileira. Centrada no papel dos jovens como cidadãos e seus direitos e deveres, a obra é um retratado das desigualdades social e econômica do país.

O jornalista também escreveu livros como Aprendiz do Futuro – Cidadania Hoje e Amanhã (2005), Quebra-Cabeça Brasil – Temas de Cidadania na História do Brasil (2003) e Meninas da Noite (1992), que resultou em uma série de investigações sobre prostituição infantil na Amazônia, no início da década de 1990, após o escritor receber uma bolsa de estudos da MacArthur Foundation (considerada uma bolsa para “gênios”).

Formado em jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Gilberto Dimenstein começou a trabalhar na revista Shalon, da Comunidade Judaica do Brasil, e passou por algumas das principais Redações do país. Foi colunista da Folha de S. Paulo, diretor da sucursal de Brasília e correspondente em Nova York pelo mesmo jornal, foi comentarista da Rádio CBN e também trabalhou n’O Globo, Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora e nas revistas Educação, Visão e Veja.

Sempre ligado à reflexão e engajamento sobre problemas sociais, o jornalista e escritor também foi um dos fundadores da ONG Agência Nacional de Direitos da Infância (Andi), que busca ampliar e aprimorar a abordagem do tema da infância e da adolescência na grande imprensa. Em reconhecimento ao trabalho ganhou, junto com o cardeal Paulo de Evaristo Arns, o Prêmio Nacional de Direitos Humanos.

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