A defesa de Sergio Moro defendeu, em nota, “apuração das circunstâncias anormais” envolvidas no ato de exoneração de Maurício Valeixo da direção da Polícia Federal, publicado sem o consentimento do então ministro da Justiça.

Mais cedo, como mostramos, o governo admitiu que Moro não assinou a exoneração, embora seu nome tenha sido registrado no Diário Oficial da União junto com o de Jair Bolsonaro.

“A Defesa do ex-Ministro Sérgio Moro informa que não houve coleta de assinaturas físicas nem eletrônicas de nenhuma das autoridades com atribuição para o ato. O ex-Ministro não foi previamente consultado sobre a exoneração, com a qual, inclusive, ele não concordou”, diz a nota, assinada pelo advogado Rodrigo Sánchez Rios.

“É preciso, portanto, a apuração das circunstâncias anormais envolvidas na publicação oficial”, completa a nota da defesa.

No mesmo dia da exoneração, em 24 de abril, o Palácio do Planalto publicou uma edição extra do Diário Oficial com uma nova versão da exoneração de Valeixo, sem o nome de Moro.

E ofício enviado à Polícia Federal, a Secretaria Geral da Presidência explicou que publicar no “Diário Oficial” o nome do ministro responsável pelo órgão é a “praxe” do governo, e que a assinatura física é colhida depois.

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