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ARTIGO/Ponto de vista
A marcha da insensatez e da arrogância
Joaci Góes
Ao velho amigo Luiz Fernando Widmer
Desgraçadamente, no Brasil, a insensatez, de mãos dadas com a arrogância, vem gerando um pandemônio político que tem agravado, de modo sensível, o combate à pandemia. Definir qual dos grupos em litígio tem responsabilidade maior na criação desse ambiente de irresponsabilidade impatriótica explícita seria como lançar gasolina ao fogo para extingui-lo. Afortunada e curiosamente, a sociedade brasileira reage, majoritariamente, no sentido de abjurar os que querem tirar partido eleitoral das inúmeras vítimas, a mais, que resultarão dessa, a um só tempo, tola e trágica refrega, em que cada lado tem como propósito dominante desqualificar tudo que vier daquele que de adversário passou a inimigo que urge ser destruído, ainda que ao preço da vida de muitos conterrâneos.
É verdade que vem de longe a enfiada dos erros que nos ultrajam no combate à Covid-19. A começar pela omissão da OMS em não ter alardeado, Urbi et Orbi, que deveríamos ter suprimido o Carnaval, fonte matriz, sem dúvida, dos focos iniciais que deverão ceifar a vida de centenas de milhares de brasileiros, em níveis superiores ao que seria razoável, sobretudo os de renda mais baixa, em razão dos equívocos que temos praticado na adoção de medidas para blindar o isolamento social. A última delas, risível se não fosse trágica, foi a adoção do rodízio de automóveis na cidade de São Paulo, já abandonado, como fator de reconhecida intensificação dos riscos, por obrigar as pessoas a deixar o conforto e segurança dos seus veículos para recorrer às aglomerações próprias dos transportes coletivos. O atraso de dois preciosos meses para exigir o uso generalizado da máscara foi outro grande erro. O atual e potencialmente mais grave de todos os erros é impedir que, sob certos cuidados, já conhecidos, as pessoas, sobretudo as mais pobres, possam ganhar para o sustento, vencer o tédio da quarentena e recarregar suas baterias neste poderoso, agradável e gratuito ambulatório talassoterápico, composto pelos ares e águas de nossa generosa e tépida costa marítima. Esculápio e seus discípulos Hipócrates e Galeno reviram-se nos seus respectivos casulos eternais. Como é possível o cometimento de tantos erros primários por gente que responde pela gestão da vida pública, com raras exceções?
?Como agravante, estouram escândalos de corrupção decorrentes das vultosas aquisições, sem concorrência, de serviços e materiais necessários ao combate da insidiosa peste. Em alguns casos, os percentuais de acréscimo chegam a números estratosféricos! Em lugar das faraônicas construções de hospitais, a toque de caixa, a custos só Deus sabe quais, não seria mais rápido, eficiente e barato alugar alguns dos hotéis entre os inúmeros desativados com o colapso do turismo, mantendo, de quebra, os empregos que geram?
Ainda há tempo de interromper esta marcha insensata do desencontro de nossas lideranças, seguindo o exemplo de pais separados que superam, momentaneamente, suas fundas divergências, em favor da preservação do bem-estar físico e espiritual dos filhos. Não há, como pretende a beligerante insensatez dominante, inconciliável conflito entre salvar vidas e salvar empregos. Trata-se de um todo de grande potencial sinérgico, em que os cuidados inteligentes com cada uma dessas vitais dimensões repercutem em favor recíproco da outra, contribuindo para reduzir de modo significativo as dores e aflições do povo brasileiro, melhorando seu sentimento de felicidade, particularmente dos menos aquinhoados. E é por isso que o Mundo já se mobiliza para retomar as atividades econômicas. No Brasil, temos sugerido a distribuição das atividades, ao longo das 24 horas do dia, como fator de redução das aglomerações. Para a adoção dessas medidas, a participação das entidades que representam empregados e empregadores é de preceito.
Para entreter os que se comprimem em doméstica reclusão, é imperioso retomar as atividades esportivas, como o futebol, mesmo sem público, como já começam a praticar alguns países. Será que, pelo menos nisso, nossas autoridades chegarão a um entendimento capaz de colocar o bem-estar geral acima de suas agendas eleitorais, antes que o estrago seja cada vez maior do que o inevitável?
 
 
 Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex diretor da Tribuna da Bahia. Texto publicado na quinta-feira,21, na TB>

“Maria Bonita”, Trio Los Panchos: Raramente se viu no mundo da música, do cinema e da literatura uma paixão tão avassaladora e de quase loucura, quanto a do mestre maior da música romântica do México e do mundo,  Agustin Lara, pela suntuosa atriz Maria Felix. E  o mais incrível: quanto mais ela o desdenhava e fazia sofrer, mais ele produzia melodias memoráveis para a sua amada . Aqui está, com os notáveis Los Panchos, talvez a mais emblemática de todas.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

maio
22
Posted on 22-05-2020
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DO CORREIO BRAZILIENSE

Empresário afirma que delegado da corporação informou ao senador Flávio Bolsonaro que operação seria deflagrada contra Fabrício Queiroz


postado em 21/05/2020 17:16

 
(foto: Lula Marques/Fotos publicas)
(foto: Lula Marques/Fotos publicas)

O empresário Paulo Marinho, que afirma que o senador Flávio Bolsonaro foi avisado com antecedência da operação Furna da Onça, da Polícia Federal, afirmou ter entregue novas provas do caso ao Ministério Público Federal (MPF), nesta quinta-feira (21), no Rio de Janeiro. Ele foi ouvido, pela segunda vez, no âmbito de um procedimento apuratório criminal aberto para investigar vazamentos na superintendência da corporação em solo carioca.

D acordo com Marinho, ele foi orientado a não divulgar as informações que repassou e as declarações que fez, para não atrapalhar as investigações. No entanto, ele ressaltou que confirmou todas as declarações dadas ao jornal Folha de São Paulo. Na entrevista ao veículo de imprensa, Marinho declarou que Flávio recebeu a informação sobre a operação ainda em 2018 e que a ação policial foi atrasada para não atrapalhar a campanha do pai dele, Jair Bolsonaro, à Presidência.

Bolsonaro foi eleito com 57 milhões de votos e a operação foi deflagrada dias depois, mirando Fabrício queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Estive aqui, convocado para depor, repeti meu depoimento de ontem (quarta). Talvez com riqueza de detalhes maior porque a investigação aqui (no MPF) é mais ampla (do que a da PF). Trouxe provas, deixei as provas nas mãos do procurador e ele me recomendou (…) que não declarasse ou divulgasse o teor do meu depoimento aqui. O que posso dizer aqui é que confirmei integralmente o conteúdo da entrevista que dei no domingo à Folha de S.Paulo, com outros detalhes, e entregando minhas provas”, disse o empresário.

Ao deixar o prédio do Ministério Público, Marinho afirmou que ficou perplexo ao ler, no site O Antagonista, que suas contas pessoais estão sendo devassadas por ordem de autoridades em Brasília. “A questão que me deixou mais perplexo foi a notícia que li hoje de manhã num site prestigioso que informa que estão sendo feitas devassas nas minhas contas pessoais por pessoas poderosas de Brasília. Por conta dessa notícia, aproveitei o depoimento que dei agora e solicitei ao procurador que tomasse as medidas devidas em relação a essa notícia e apurasse a veracidade”, completou.

“Nosso país, que é continental, está impactado de forma diferente de norte a sul. Temos uma linha imaginária passando pelo Mato Grosso até a Bahia, onde o impacto maior está nas regiões Norte e Nordeste, já impactados, já preparados, e cada um com a curva no seu nível”, afirmou Pazuello durante reunião com secretários municipais e estaduais da Saúde.

Segundo o ministro interino, já se verifica uma “redução significativa” de novos casos e da necessidade de leitos em algumas capitais dessas regiões — ele não citou quais seriam essas cidades.

“Uma terceira etapa é uma progressão para o interior desses estados. É inevitável”, disse.

“Essa progressão vai acontecer e temos que estar preparados, aumentando ainda a capacidade das capitais e das cidades maiores, porque também serão o destino dessas pessoas que vão buscar o tratamento.”

Pazuello afirmou ainda:

“Ao Sudeste, Sul, Centro-Oeste: é a hora de se preparar. É hora de acumular meios, estruturar UTI, habilitar leitos, adquirir insumos e equipamentos e se preparar para o combate, com a vantagem de estarmos observando o que está acontecendo e como foi o impacto no Norte e Nordeste. […] Rezamos para que o impacto seja menor, mas virá um grau de impacto.”

 

Ibaneis Rocha com máscara

Ed Alves/CB/D.A Press

DO CORREIO BRAZILIENSE

Publicado em CB.Poder

ANA MARIA CAMPOS

O governador Ibaneis Rocha (MDB) se internou hoje (21/05) no Hospital DF Star, da rede D’Or. O objetivo foi se submeter a uma batelada de exames de rotina.

 

A previsão é de que volte para casa, no Lago Sul, no próximo sábado (23/05). Dorme nestes dois dias no hospital para fazer todos os exames possíveis.

Aos 48 anos, Ibaneis acompanha a saúde com rigor desde que passou por uma cirurgia bariátrica que o fez emagrecer bastante.

Ibaneis costuma fazer o checkup no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Mas, desta vez, optou por permanecer em Brasília.

Por causa do compromisso, Ibaneis foi representado pelo vice-governador Paco Britto, na reunião dos governadores com o presidente Jair Bolsonaro e com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O encontro virtual, por videoconferência, foi marcado para discussão da adoção de medidas para vencer a pandemia.

maio
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J. Bosco, NO JORNA O Liberal (PA)

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DO EL PAÍS

Com sua conta no Twitter, Sleeping Giants, Matt Rivitz deixou quase sem publicidade a mídia ultraconservadora americana. Seus métodos já chegaram à Europa

Steve Bannon mostrando o dedo de clicar na publicidade programática.
Steve Bannon mostrando o dedo de clicar na publicidade programática.Getty
 
REBECA QUEIMALIÑOS

O site de extrema direita Breitbart News perdeu mais de oito milhões de euros (50,7 milhões de reais) em publicidade por culpa de uma conta no Twitter. O próprio ex-diretor do site Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, revela o valor em um documentário da Netflix (The Brink), no qual ataca duramente esse perfil da rede social. O perfil se chama Sleeping Giants, tem 250.000 seguidores e sua descrição diz: “Um movimento para tornar o fanatismo e o sexismo menos lucrativos”. Em seguida, uma citação de Steve Bannon sobre o Sleeping Giants: “Eles são o pior que há”.

A conta no Twitter foi criada em novembro de 2016 com uma única missão: informar e alertar as empresas de que a publicidade de seus produtos aparecia em sites de extrema direita. O administrador anexava capturas de tela e as compartilhava nas redes das marcas afetadas. Em poucos meses, 4.500 anunciantes removeram sua publicidade do Breitbart News. O apresentador conservador Bill O’Reilly, da Fox, perdeu praticamente todos os seus anunciantes. O investidor de ultradireita Robert Mercer se viu obrigado a deixar seu cargo de CEO na Renaissance Tecnhologies depois que vários clientes ameaçaram abandonar a empresa ao saber de sua relação com supremacistas brancos. Além disso, várias dezenas de ativistas filonazistas perderam a capacidade de monetizar suas operações através de plataformas de pagamento.

Essa fuga tão selvagem de capitais que golpeou o coração das fontes de financiamento da extrema direita não podia ficar impune, por isso o lobby do Breitbart começou a investigar na deep web, a parte da Internet não indexada pelos mecanismos de busca, até descobrir a pessoa por trás do Sleeping Giants. O site conservador The Daily Caller publicou seu nome: Matt Rivitz. “Foi a única vez que tive medo. Meu endereço apareceu em todas as seções de comentários do Breitbart, o Daily Stormer [principal site neonazista da Internet] escreveu um artigo violento e antissemita sobre mim, e meu filho de 14 anos recebeu ameaças sérias de morte, assim como a direção da nossa sinagoga”, diz Rivitz.

Matt Rivitz é um publicitário que observava como a publicidade programática estava causando estragos na reputação das marcas sem que as empresas soubessem onde seu logotipo era inserido, e decidiu intervir. O Sleeping Giants era um experimento de duas semanas que se transformou em uma ferramenta muito poderosa para lutar contra esse tipo de prática, que desvirtuou o mercado publicitário online. “As agências de mídia contratam espaços sem nenhum rigor, independentemente do tipo de conteúdo dos sites, e é um verdadeiro desastre. Essas empresas deveriam apoiar conteúdo de qualidade e não se reger apenar pelo número de visualizações”, afirma Rivitz. Ele alerta que essas compras programáticas já causaram danos irreparáveis a veículos de comunicação locais e regionais. A prática é 100% quantitativa e não valoriza mais parâmetros.

“Esse tipo de publicidade é uma farsa. Os anunciantes precisam de ferramentas que forneçam transparência para encontrar conteúdos de qualidade”, destaca Rivitz. O publicitário critica o Facebook e o Google porque, apesar de terem grande capacidade de bloquear e eliminar esses conteúdos, priorizam, segundo ele, as visualizações e os ganhos, em vez da qualidade e do compromisso de fazer com que a Internet seja um espaço mais seguro. “Essas duas empresas, que têm o duopólio e são mais poderosas do que muitos Governos, causam enormes danos controlando e manipulando algoritmos. Parece que ninguém as obriga a prestar contas.”

O Sleeping Giants já atua em onze países por meio de células anônimas e independentes. Rivitz explica que, em certo sentido, a estrutura é comparável à mostrada no filme Cães de Aluguel: as células não se conhecem entre si, mantêm o anonimato e lutam contra um inimigo comum. A organização não tem financiamento privado e só arrecadou dinheiro de forma pontual através de plataformas como GoFundMe para ações concretas. Por exemplo, quando instalaram um cartaz em um carro para dar voltas em torno da sede da Amazon pedindo que a empresa parasse de vender merchandising do Breitbart.

Além de causar um prejuízo financeiro significativo para a mídia ultraconservadora nos EUA, a conquista mais importante de Rivitz até agora ocorreu na França, onde conseguiu que fosse aprovada uma regulamentação governamental ?a Emenda Sleeping Giants? para evitar que anunciantes financiem o ódio e o extremismo online. “Mas ainda não conseguimos uma mudança sistêmica na publicidade. Estou bastante cansado depois de quatro anos lutando contra a corrente, mas acredito que vale a pena e seguiremos na primeira linha de ação quando a pandemia passar para segundo plano”.

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