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Postado em 17-05-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 17-05-2020 00:44

DO CORREIO BRAZILIENSE

Na cerimônia pelos 500 dias do governo, ministro frisou a necessidade de Bolsonaro impedir que servidores tenham aumentos, como está previsto em trecho do projeto de socorro financeiro a estados e municípios. ”É inaceitável que tentem saquear o gigante que está no chão”


 
Guedes comparou os aumentos para os servidores a medalhas,
Guedes comparou os aumentos para os servidores a medalhas,”dadas depois da guerra, não antes” (foto: AFP / EVARISTO SA)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfatizou a importância de o presidente Jair Bolsonaro vetar o trecho do projeto de socorro a estados e municípios que permite reajuste salarial a algumas categorias do funcionalismo, mesmo nesse período de pandemia. Ele pediu a contribuição dos servidores e disse que “é inaceitável que tentem saquear o gigante que está no chão”. E adaptou uma frase do ex-presidente John Kennedy ao acrescentar que “nós queremos saber o que podemos fazer de sacrifício pelo Brasil nessa hora, e não o que o Brasil pode fazer por nós”.

“Vamos nos aproveitar de um momento desse, de maior gravidade de uma crise de saúde, e vamos subir em cadáveres para fazer palanque? Para arrancar recursos do governo? Isso é inaceitável! A população não vai aceitar. Vai punir quem usar cadáveres como palanque”, frisou Guedes, ontem, durante cerimônia no Palácio do Planalto em alusão aos 500 dias do governo Bolsonaro.

O ministro ainda enfatizou que “as medalhas são dadas depois da guerra, não antes” e destacou que “nossos heróis não são mercenários”. Também falou que “é inaceitável que usem a desculpa da crise da saúde para saquear o Brasil na hora que ele cai”. “Que história é essa de pedir aumento de salário porque o policial vai à rua exercer a sua função, ou porque um médico vai à rua exercer a sua função? Se ele trabalhar mais por causa do coronavírus, ótimo. Ele recebe hora extra. Mas dar medalhas antes da batalha? As medalhas vêm depois da guerra, depois da luta”, ponderou Guedes.

Assim que o país vencer a pandemia e se mostrar “um Brasil forte, erguido”, Guedes disse que será o momento de se discutir o reajuste para servidores. “Nós vamos lembrar disso. Vamos botar o quinquênio, o anuênio, o milênio, o Eugênio, tudo o que for preciso”, ironizou. E completou: “Mas não antes da batalha. Não podemos aproveitar um momento de fragilidade que o Brasil cai numa crise financeiramente”, analisou.

Segundo Guedes, “acho que nós, como brasileiros, temos que estar juntos. Temos que atravessar essa primeira onda de saúde juntos. Temos que estar juntos no esforço para impedir que o Brasil colapse, também financeiramente; essa segunda onda que o presidente Bolsonaro tem alertado, que pode nos remeter a um país onde prateleiras estão vazias”.

Redução
A proposta de socorro a estados e municípios aprovada no Congresso reduziu de R$ 130 bilhões para R$ 43 bilhões a estimativa de economia, por parte do governo, com o congelamento da remuneração do funcionalismo pelos próximos 18 meses. Bolsonaro prometeu que vai vetar essa parte do projeto, mas ainda não anunciou quando o fará.

Para Guedes, o governo precisa da contribuição do servidor porque “dezenas de milhares de brasileiros estão sendo demitidos, milhares de empresas estão fechando”. “Só estamos pedindo uma contribuição. Não queremos tirar nada de ninguém. Nós sempre tivemos a mesma posição. Não vamos tirar nada de ninguém. Por favor, enquanto o Brasil está de joelhos, nocauteado, tentando se reerguer, por favor, não assaltem o Brasil. Não transformem um ano eleitoral, onde é importante tirar o máximo possível do gigante que foi abatido, deixa ele levantar.”

O ministro disse que as próximas duas semanas serão decisivas para garantir que o provável veto de Bolsonaro não seja derrubado no Parlamento. Guedes comentou que o Legislativo “não pode derrubar o veto para impor uma derrota política ao governo, para desorganizar economia brasileira, ou para transformar em farra eleitoral um ato de grandeza nosso”.

“Se ele (Bolsonaro) tiver que vetar, ele veta. Não transformem isso em ato político. Esse é um pedido que eu faço de colaboração, que sejamos bem interpretados”, salientou Guedes.

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Comentários

Vanderlei on 18 Maio, 2020 at 0:10 #

O setor público como sempre atrapalhando o setor privado. O setor privado tenta de todas as formas retornar a produzir e prestar serviços de todos os tipos, pois somente assim, recolherá os IMPOSTOS que sustentarão e farão sobreviver o setor público. Mas, o que parece é que o setor público não se sente incomodado. E pior, estamos vendo que mesmo depois do Mensalão, Petrolão e da Lava Jato, começam a aparecer superfaturamentos nos investimentos na saúde, por conta da pandemia. Até quando o setor privado aguentará sustentar o setor público?


Taciano Lemos de Carvalho on 18 Maio, 2020 at 12:45 #

Até quando a Nação suportará entregar de mão beijada de 43 por cento a 47 por cento de toda receita arrecadada anualmente pela União aos mafiosos banqueiros do mundo? Pagamentos de juros imorais, e ilegais, como já decidido pela Justiça. Juros de uma dívida feita também ilegalmente e para beneficiar tão somente um grupinho de banqueiros. E tudo acaba, ao final das contas, nas mãos de seis famílias de banqueiros.


Taciano Lemos de Carvalho on 18 Maio, 2020 at 12:47 #

Diariamente cerca de 2 BILHÕES E 700 MILHÕES de Reais são entregues aos bancos.


Vanderlei on 19 Maio, 2020 at 0:00 #

Uma grande parte da resposta está com a Margaret Thatcher:
Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos. A prosperidade não virá por inventarmos mais e mais programas generosos de gastos públicos. Você não enriquece POR PEDIR OUTRO TALÃO DE CHEQUES AO BANCO. E nenhuma nação jamais se tornou próspera por tributar seus cidadãos além de sua capacidade de pagar. Nós temos o dever de garantir que cada centavo que arrecadamos com a tributação seja gasto bem e sabiamente.


Taciano Lemos de Carvalho on 23 Maio, 2020 at 17:36 #

De cada 100 centavos que a União arrecada dos contribuintes —bancos quase nada, ou nada pagam de Imposto de Renda. E sabemos as jogadas deles, os bancos, para fraudarem tudo e a todos— de 43 a 47 centavos são exclusivamente empurradas, e como, para as burras de meia dúzia de bancos.


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