Florence Nightingale - Pensador
Florence Nightingale, a Dama da Lâmpada: precursora da enfermagem
moderna.
 
Ataque a profissionais de Enfermagem, em Brasília, não ficará ...
 Dia do Enfermeiro  em Brasília:
homenagem aos colegas mortos .

ARTIGO DA SEMANA

Florence e enfermeiros: louvor a quem merece

Vitor Hugo Soares

No ano da pandemia Covid-19, nesse 12 de maio de 2020, do bicentenário de nascimento de Florence Nightingale (primeira enfermeira da história moderna) o mundo celebrou intensamente, e ao mesmo tempo, o Dia Internacional da Enfermagem e a memória da pioneira que simboliza a profissão, com justo reconhecimento e louvores aos heroicos trabalhadores da saúde, através das manifestações de governantes e líderes nacionais, religiosos, personalidade s da ciencia , das ar tes e da cultura, e de gente agradecida e solidária, em todos os continentes, a esses profissionais. Merecem destaque as mensagens de figuras de peso mundial, como do Papa Francisco, no Vaticano, e do primeiro ministro, Boris Johnson, do Reino Unido. Este último, praticamente ressuscitado de um leito de UTI, do corona vírus, por um enfermeiro português e uma enfermeira da Nova Zelândia.

Em Brasília – de tanta truculência, bagunça antidemocrática e versões desencontradas -, no fim do dia, enfermeiras (mais de 70% da categoria no Brasil), enfermeiros e atendentes técnicos promoveram um ato, na área externa do Museu da República, para homenagear os 99 colegas mortos, até então, no combate à pandemia em todo o País. Na manifestação foi assinalado que o Brasil já perdeu mais profissionais de enfermagem que a Espanha e a Itália, juntas. “Este número é muito alto”, classificam as entidades de classe. “Essa homenagem é também para protestar contra a negligência oficial em relação aos trabalhadores da saúde e para alertar sobre essa grave realidade nacional”, assinalou a presidente d o Sindicato dos Enfermeiros do DF. Esse ato na sede do poder central começou e acabou pacificamente, desta vez.

E estamos de volta à luz do exemplo profissional e do espírito épico e desbravador de Florence Nightingale. Nascida na cidade italiana de Florença, em 12 de maio de 1820, filha de abastada família britânica, julgava-se natural, na época, que a menina crescesse, casasse e se tornasse uma esposa e mãe, de acordo com os estatutos de sua gente e do seu tempo. Mas sua  inspiradora história de vida demonstra que, praticamente, nada se deu como o previamente escrito. Amante dos estudos, principalmente da Matemática Aplicada, ela complementava o seu tempo com a assistência aos pobres da aldeia.

Mas o espaço obriga o resumo: Relato histórico e jornalístico publicado esta semana no Diário de Notícias, de Lisboa, assinado por Maria João Martins, destaca que a Rainha Vitória, da Inglaterra, não era exatamente uma feminista mas se referiu à sua súdita Florence como “orgulho do nosso sexo”. Ao tomar  conhecimento da relevância dos relatórios sobre a situação sanitária dos soldados britânicos na Crimeia, que Florence enviava periodicamente ao Ministério da Guerra, a Rainha dirigiu-se à enfermeira, dizendo que gostaria muito de conhecê-la pessoalmente, logo que regressasse à Inglaterra. E chegou a enviar a Nightingale, “em penhor de gratidão”, uma joia (broche) em ouro e diamantes com a divisa: ” Abençoados os misericordiosos&rdqu o;. No verso, foi gravada a mensagem: “Para Miss Florence Nightingale, como sinal de estima e gratidão pela sua devoção aos bravos soldados da Rainha. Victoria Regina. 1855”. Todos os louvores a Florence e às heroínas e heróis da enfermagem no Brasil e no mundo, nesta guerra sem fronteiras a pandemia do coronavírus.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos