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Posted on 13-05-2020
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 DO EL PAÍS

Rebelde, viajante e considerada a primeira enfermeira profissional, essa aventureira desafiou os convencionalismos vitorianos do século XIX. Profissionais celebram os 200 anos de seu nascimento

Retrato de Florence Nightingale.
Retrato de Florence Nightingale.Universal History Archive / getty images
 Analía Iglesias

Seu nome é sinônimo de atenção e cuidados: Florence Nightingale (Florença, 1820 – Londres, 1910) foi a primeira enfermeira profissional da história. É considerada a fundadora desse ofício dedicado a curar e cuidar, mas sobre as bases de uma organização hospitalar em que foi pioneira, criando as primeiras escolas de enfermaria, onde se estudava com material didático que ela mesma elaborava. Essa enfermeira britânica viveu aqueles tempos de obscuro puritanismo travando batalhas de mulher em várias frentes ao mesmo tempo.

A primeira delas foi a que ganhou da sua mãe para que lhe permitisse estudar matemática, que depois aplicou às estatísticas hospitalares, até então inexistentes. A seguinte foi conseguir que sua família respeitasse seu “não” taxativo ao casamento, que era o destino natural (e único) de qualquer moça burguesa de família protestante no século XIX: solteira e rebelde, viajou e se formou como pôde na prática dos asilos e internatos. E a batalha definitiva ela travou como enfermeira nos hospitais de campanha da guerra da Crimeia (entre 1853 e 1856), onde atuou como líder de uma delegação feminina (na qual havia freiras católicas com experiência e profissionais inexperientes) recrutada pelo Governo britânico para assistir os feridos naquela sangria sobre o que hoje é solo turco.

As viagens marcaram a existência de Florence desde seu nascimento; aliás, seu nome se deve a que, no momento em que veio ao mundo, seus pais se encontravam em uma daquelas longas temporadas italianas tão frequentes entre casais britânicos acomodados. Voltaria muitas outras vezes a Florença em sua vida de jovem casadoura que precisava aprender música e idiomas e adquirir convívio mundano com o qual se transformaria numa boa esposa para exibir à sociedade. Também visitaria a França, a Grécia e a Suíça, mas sua viagem crucial foi a que empreendeu ao Egito com quase 30 anos, com a finalidade de se afastar de seu pretendente. A jovem livre pensadora —chegou a dizer que o próximo Cristo devia ser mulher— era profundamente cristã e precisava refletir sobre a missão que, conforme sentia, lhe tinha sido encomendada, embora ainda não conseguisse dar à tarefa a forma definitiva de uma profissão.

O estojo de primeiro-socorros que Florence Nightingale utilizou durante seu trabalho como enfermeira na Guerra da Crimeia.
O estojo de primeiro-socorros que Florence Nightingale utilizou durante seu trabalho como enfermeira na Guerra da Crimeia. T. Fewing / getty images

Aquelas aventuras orientais estavam na moda entre a aristocracia europeia devido aos descobrimentos arqueológicos e os escritos legados por cronistas da expedição napoleônica (compilados na Descrição do Egito, 1809-1829). Àquela altura, o turismo e os périplos de experiência cultural estavam nascendo, embora restritos a uma parcela muito exígua da população, entre a qual se encontrava o casal Bracebridge, que convidou Florence Nightingale a passar o inverno de 1849 e a primavera de 1850 navegando pelo Nilo e visitando templos de deuses milenares. Curiosa, antes de zarpar de Folkestone com destino ao porto de Alexandria dedicou tardes inteiras à leitura na biblioteca do consulado egípcio em Londres.

Para se resguardar das convenções sociais, a melhor opção era subir esse grande rio, numa viagem de mil quilômetros, em um dahabié (embarcação a vela que permitia ir ao ritmo do vento). Batizou o barco com o nome de Parthenope, em homenagem a sua irmã, que foi a principal destinatária de cartas deliciosas (Letters from Egypt: a Journey on the Nile 1849-1850): “Escrevo-lhes a toda pressa por culpa de um vapor (!) que zarpa para o Cairo. Eu jamais iria em um barco a vapor pelo Nilo (…). Agora, se me perguntarem se eu gosto da vida no dahabié, devo dizer que não sou pássaro de dahabié, que não sirvo para residente fixa de um divã. Desejaria estar passeando sozinha pelo deserto, farejando nas aldeias, correndo de lá para cá e fazendo amizades où bon me semble [onde bem me pareça]. Tenho saudades dos passeios em asno e me alegro quando o vento não é favorável e posso desembarcar. Sou chamada de ‘o asno selvagem do deserto que fareja o vento’, de tanto que gosto de escapar daqui”.

Sua viagem crucial foi a que empreendeu ao Egito com quase 30 anos, com a finalidade de se afastar de seu pretendente

Suas cartas traçam um percurso pelos momentos mais cruciais da sua biografia, ao mesmo tempo em que são um minucioso registro antropológico e de gênero. Por exemplo, em janeiro de 1850, na ilha de File, depois de escutar conversas tolerantes com as condutas violentas de alguns homens, que incluíam questões como o preço que eles haviam pagado por suas esposas, Nightingale concluiu: “Que um homem se mantenha fiel a uma mulher durante toda a vida e não a mande de volta para seus pais para se casar com outra é mais insólito entre os pobres que entre os ricos, porque estes últimos mantêm todas as suas esposas por uma questão de etiqueta; os pobres as devolvem”.

Em seu diário íntimo, por outro lado, anotava toda a inquietação pessoal e espiritual que vivia nos momentos em que decidia abrir caminho para si como mulher independente: “Deus me chamou pela manhã e me perguntou se seria capaz de fazer o bem só por Ele, sem levar minha reputação em conta”. Não se deve esquecer que, na época de Nightingale, nenhuma mulher da burguesia trabalhava fora de casa, e a única profissão aceitável para uma senhorita era a ser professora, e só até se casar. Depois disso, sua condição de esposa a eximia de qualquer tarefa que não fosse alguma eventual atividade filantrópica. Mas ela não haveria de ceder à chantagem e, ao regressar daquela viagem, formou-se como enfermeira em uma instituição sanitária alemã de Kaiserswerth, nos arredores de Düsseldorf.

“Assim sofrem aqueles que abrem caminhos; assim caem aqueles que se lançam ao vazio; mas estendem uma ponte para que outros a cruzem”, escreveu anos depois, já como superintendente do hospital de Escutari (Istambul), durante a guerra da Crimeia. Nessa luta —a primeira narrada do campo de batalha por um correspondente— reconheceu-se o necessário trabalho das enfermeiras pela dedicação e a coragem de uma visionária como Nightingale, cujo trabalho começou a convencer os médicos, por exemplo, a lavarem as mãos entre uma cirurgia e outra. E daquela guerra levou também o apelido de Dama da Lanterna, por seu costume de fazer rondas noturnas consolando os doentes. Algo que seria mencionado inicialmente em um artigo do The Times de 1855, e uma alcunha que depois apareceria no poema Santa Filomena, de Henry Wadsworth Longfellow.

Voltou para sua casa em Londres quando o último ferido estava a salvo, e se confinou para escrever e ensinar. Agora, a cada 12 de maio, coincidindo com seu nascimento, celebra-se o Dia Internacional da Enfermagem.

“Wave”, Os Cariocas: Wave, de Tom Jobim, com Os Cariocas! E as estrelas que esquecemos de contar. Bom dia!

(Gilson Nogueira)

Na rampa do Planalto, Bolsonaro fala com jornalistas.
Na rampa do Planalto, Bolsonaro fala com jornalistas.Joédson Alves / EFE
 Afonso Benites
Brasília

O avanço na apuração de supostos crimes comuns cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro impulsionaram uma guerra de versões nesta terça-feira. Enquanto interlocutores do ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmam que o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril confirma que o mandatário queria interferir na superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro para proteger seus familiares, o presidente diz que a informação é falsa. Apenas os envolvidos no inquérito que apura as acusações de Moro assistiram à apresentação que foi feita como uma espécie de sessão de cinema na sede da PF, em Brasília. Dois espectadores do material relataram extraoficialmente ao EL PAÍS que Bolsonaro disse na reunião que sua família estava sendo perseguida pela PF. As imagens, no entanto, não vieram a público até o fim da tarde desta terça.

  • Ex-comandante da missão de paz no Haiti, o general Augusto Heleno é considerado o principal estrategista de Jair Bolsonaro. Foi ele quem coordenou uma equipe de 50 profissionais que elaboraram o plano de Governo do então candidato. Chegou a ser anunciado como ministro da Defesa, mas o presidente eleito decidiu que o queria mais próximo de seu gabinete e o “promoveu” ao GSI. Será o responsável por todas as atividades de inteligência da gestão federal.

Em nota oficial, o advogado Rodrigo Sánchez Rio, defensor de Moro, limitou-se a dizer que o material “confirma integralmente as declarações do ex-ministro”. E, que, ao contrário do que o Palácio do Planalto afirma, não há “menção a nenhum tema sensível à segurança nacional”. Por essa razão, Sánchez Rio defende a divulgação do vídeo. “É de extrema relevância e interesse público que a íntegra desse vídeo venha à tona”.

Quando essa descrição passou a circular, Bolsonaro se dirigiu à rampa do Palácio do Planalto para “tomar um ar e ver” os jornalistas, conforme relatou aos repórteres que o interrogavam. Ele queria dar a sua versão dos fatos. “Não existem as palavras superintendente ou Polícia Federal [na reunião]”, disse o presidente. E seguiu: “A Polícia Federal nunca investigou ninguém da minha família. Isso não existe no vídeo. Vocês estão sendo mal informados”. O presidente ainda disse que sempre esteve preocupado com seus familiares. “A preocupação minha, sempre foi, depois da facada, de forma bastante direcionada para a segurança minha e da minha família”.

Em um primeiro momento, Bolsonaro chegou a anunciar que ele mesmo divulgaria em suas redes sociais o vídeo do encontro. Mas foi orientado a não fazê-lo, já que, na interpretação de seus aliados, havia temas de relações exteriores e de segurança nacional sendo tratados no encontro com o Conselho de Ministros. Aos jornalistas, o presidente disse que, geralmente, vídeos como esses são destruídos depois que algumas imagens são editadas para registro. “O vídeo não é oficial, mas é meu. Eu poderia não entregar o vídeo”. Na sequência diz que decidiu entregar uma cópia do registro ao Supremo Tribunal Federal “para exatamente evitar falarem que eu sumi com o vídeo porque ele era comprometedor”.

Campo minado no Rio e caso Adriano Nóbrega

Quando decidiu deixar o Ministério da Justiça, em 24 de abril passado. Sergio Moro fez uma espécie de pronunciamento-delação ao afirmar que o presidente tinha interesse em interferir politicamente na PF, o que o ex-juiz da Lava Jato dizia que não aceitaria. Repetiu os mesmos termos no depoimento do dia 2 de maio, em Curitiba. Desde o fim de abril, há um inquérito na PF que investiga se Bolsonaro cometeu cinco crimes: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça. Enquanto Moro, caso se comprove que mentiu, pode ser enquadrado em outros três delitos: corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Na ocasião da demissão do ministro, especulou-se que o objetivo do presidente era proteger seus familiares, principalmente o vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Nenhum deles é oficialmente investigado pela PF, no entanto. Contra o vereador, há suspeita de que ele comandaria uma rede de disseminação de boatos que atua a favor do presidente. Ele é um dos alvos da Comissão Parlamentar de Inquérito das fake news que está em funcionamento no Congresso Nacional. Já o senador é investigado pela Polícia Civil do Rio por apropriação irregular de parte dos salários de seus antigos assessores na Assembleia Legislativa do Rio, o esquema batizado como rachadinha.

A PF do Rio, no entanto, comanda temas sensíveis, como um inquérito sobre o porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro que citou o presidente no caso Marielle Franco, e depois recuou, por exemplo. A própria PF também investigou a atuação da Polícia Civil para investigar o assassinato da vereadora do PSOL. Além disso, em seu depoimento na segunda-feira, o ex-diretor da PF, Maurício Valeixo, foi perguntado, por exemplo, se havia recebido pedidos específicos a respeito do miliciano Adriano da Nóbrega, ligado ao gabinete de Flávio Bolsonaro. Nóbrega, que apareceu na apuração do Caso Marielle, foi morto numa operação das polícias civis do Rio e da Bahia no começo do ano no interior baiano. O ex-diretor da PF disse ter recebido um pedido de apoio para a operação, por um canal “não apropriado”. “Que houve uma consulta à Polícia Federal, não pelo canal apropriado, que se deu via Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça (SEOPI) e através do dr. Jairo, superintendente da PF no Espírito Santo, de um apoio aéreo a uma operação na Bahia”, disse o delegado, de acordo com a Folha de S. Paulo. De acordo com a versão de Valeixo, ele pediu que a solicitação fosse feita oficialmente, o que jamais chegou a acontecer.

A exibição do vídeo é um dos capítulos mais esperados dentro do inquérito na PF que corre com autorização do Supremo Tribunal Federal. Se for divulgado, seu conteúdo pode ser uma pressão a mais sobre o procurador-geral , Augusto Aras, que terá de decidir se há ou não elementos suficientes para denunciar criminalmente Bolsonaro —caso decida que sim, o processo tem que ser autorizado por dois terços dos votos da Câmara dos Deputados.

Ao longo da tarde desta terça, os três generais-ministros com assento no Palácio Planalto também depuseram aos investigadores e procuradores. Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e Walter Braga Netto, da Casa Civil, foram arrolados como testemunhas do processo e não podem mentir, sob o risco de serem processados pelo delito de falso testemunho. Segundo Moro, esses ministros acompanharam a pressão de Bolsonaro sob Moro para demitir Maurício Valeixo, então diretor da PF que foi o pivô da exoneração do então ministro da Justiça.

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Posted on 13-05-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-05-2020

 “Não quero ser blindado, mas não quero ser sacaneado”

 

Por Claudio Dantas

 

Em seu depoimento à Polícia Federal, obtido em primeira mão por O Antagonista, o ministro Augusto Heleno afirmou que, na reunião do dia 22, Jair Bolsonaro “fez citações específicas”, não apenas “sobre sua segurança pessoal”, mas “sobre a Abin, a PF e o Ministério da Defesa”.

“Foram cobranças duras dirigidas aos ministros”, diz. Heleno afirmou ainda que Bolsonaro cobrou “mais agilidade” no repasse de informações de inteligência da PF. “Às vezes, o presidente tomava conhecimento de informações pela imprensa, e não oficialmente.”

Questionado se ouviu do presidente da República a frase “não quero ser blindado, mas não quero ser sacaneado”, Heleno disse não se recordar.

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Posted on 13-05-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-05-2020

CORREIO BRAZILIENSE

A ministra Damares Alves foi ao Twitter comentar fala em que defendeu prisão de governadores em reunião ministerial


CB Correio Braziliense

postado em 12/05/2020 19:18

 
(foto: AFP)
(foto: AFP)

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, usou o Twitter para se manifestar sobre a informação de que, na reunião ministerial de 22 de abril, ela defendeu a prisão de governadores e prefeitos.

“Quem me acompanha sabe que os pedidos de punição a gestores violadores de direitos ou que desviam verba pública (corruptos) não são novidade. Se em nome de quarentena alguém agredir idoso, mulher ou qualquer outro na rua, vou pedir justiça, sim. E se houve crime, que seja preso”, escreveu na rede social.

 Exibição na PF
O vídeo da reunião foi exibido nesta terça-feira (12/5), a um grupo autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, relator do inquérito sobre suposta tentativa de interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.
Segundo fontes que assistiram ao vídeo, o presidente Jair Bolsonaro disse na reunião que desejava trocas a cúpula da PF porque sua família é perseguida. Em outro momento, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, teria dito: “Todos tinham que ir para a cadeia, começando pelos ministros do STF” 
Também na reunião, Bolsonaro teria chamado o governador de São Paulo, João Dória, de “bosta” e pessoas do governo do Rio de Janeiro de “estrume”, também segundo pessoas que assistiram ao vídeo.
A defesa do ex-ministro Sergio Moro solicitou a divulgação das imagens. A decisão cabe a Celso de Mello.

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Posted on 13-05-2020
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Sponholz, no

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Brasil já perdeu mais enfermeiros do que Espanha e Itália juntos


 
(foto: Coren/DF/Instagram/Reprodução)
(foto: Coren/DF/Instagram/Reprodução)

No Dia Internacional da Enfermagem, os profissionais de Brasília realizaram um novo ato, por volta das 17h30, na área externa do Museu da República, em homenagem aos 99 colegas que morreram na linha de frente de combate ao coronavírus em todo o país. 

O Brasil já perdeu mais profissionais de Enfermagem que a Espanha e a Itália juntas. Para a categoria, o alto índice de letalidade tem a ver com a negligência em relação aos trabalhadores da saúde. 
“Estamos aqui para homenagear nossos colegas que perderam a vida. Até o dia da organização, eram 99 colegas que hoje estão sendo representados, mas os números atuais são de 109 (contando os óbitos ainda não confirmados). Essa homenagem é para chamar a atenção em relação ao número de mortes de profissionais de enfermagem no Brasil que é muito alto”, explica Dayse Amarílio, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do DF.
O ato em Brasília foi pacífico, respeitando as recomendações de distanciamento, com número limitado de participantes e com todos os profissionais usando máscaras. Vestidos de jaleco com o nome de colegas que morreram, e segurando velas, eles ficaram parados e em silêncio para homenagear os profissionais que perderam as vidas na linha de frente do combate à covid 19. Eles realizaram uma chamada de todos os nomes e quem estivesse representando deitava no chão como forma de protesto.
A enfermeira Fabiana Sena, afirma que o protesto é uma forma de pedir melhores condições de trabalho. “A enfermagem já vem sofrendo com a falta de reconhecimento com ou sem pandemia. Mas, nesse momento, chamou a atenção por sermos profissionais da linha de frente e muitos estão perdendo vidas por causa dela. Mesmo assim está longe do reconhecimento ideal”, pontou. 
Assim como o ato de 1º de maio, a manifestação do dia 12 é uma iniciativa dos trabalhadores, com o apoio das entidades de classe. No DF, a manifestação conta com o apoio do Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal, do Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, do Conselho Regional de Enfermagem d DF, do Conselho Federal de Enfermagem e da Federação Nacional dos Enfermeiros. 
 
*Estagiário sob supervisão de Humberto Rezende 

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