Por Camila Bomfim e Isabela Camargo, TV Globo e GloboNews — Brasília


Em vídeo sobre troca na PF, Bolsonaro teria dito que não queria prejudicar seus familiares
 

Em vídeo sobre troca na PF, Bolsonaro teria dito que não queria prejudicar seus familiares

 

Quatro fontes que assistiram nesta terça-feira (12) ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, exibido a advogados e investigadores em Brasília, confirmaram à TV Globo e à GloboNews os motivos externados pelo presidente Jair Bolsonaro para exigir a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Segundo esses relatos, no vídeo – exibido de forma reservada no Instituto Nacional de Criminalística por determinação do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, responsável pelo inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro na PF – o presidente menciona preocupação com a família ao falar da necessidade de trocar o superintendente da PF no Rio.

De acordo com as fontes, Bolsonaro menciona na reunião que não quer os “familiares” prejudicados.

O presidente usou palavrões ao tratar do tema, segundo essas fontes. E disse que se não conseguisse trocar o superintendente do Rio, então trocaria o diretor-geral da PF – à época Maurício Valeixo – ou, por último, o ministro da Justiça – à época, Sérgio Moro.

Um dos presentes à exibição do vídeo relatou que Bolsonaro disse: “Já tentei trocar o chefe da segurança do Rio de Janeiro. Se não posso trocar, troco o chefe dele, troco o ministro”.

“Não vou esperar foder alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, de acordo com o relato obtido pela TV Globo.

Investigadores afirmaram que as declarações do presidente nessa reunião mostram um interesse familiar, pessoal, por trás da intenção da troca.

Tudo o que o presidente ameaçou fazer na reunião de fato aconteceu:

 

DO EL PAÍS

Os mortos do coronavírus, vítimas de sua fidelidade ao trabalho de salvar os outros, ressoarão em nossas consciências como um exemplo de vida e generosidade

Vizinhança aplaude médicos e enfermeiros locados em hospital de campanha na Espanha.
Vizinhança aplaude médicos e enfermeiros locados em hospital de campanha na Espanha.Cristóbal Castro
 

A Academia dos Prêmios Nobel os concederá este ano mesmo em plena pandemia. O Nobel da Paz já foi outorgado a políticos que nem sempre o mereciam. Por que não dar um Nobel póstumo aos profissionais de saúde que vêm sendo vítimas em todo o mundo da tragédia do coronavírus?

Embora essas enfermeiras e enfermeiros peçam que não sejam vistos como heróis, pois seu trabalho seria sua obrigação, eles estão sendo vítimas em muitos casos da falta de equipamentos nos maltratados sistemas públicos de saúde, que, em muitas partes, como aqui no Brasil, foram saqueados criminalmente pela corrupção política.

Há um clamor mundial de empatia e gratidão por esses profissionais, muitos deles já aposentados e que decidiram voltar à linha de frente desta guerra de inimigos invisíveis. As pessoas os aplaudem, cantam para eles e se comovem com suas mortes. Eles, por sua vez, demonstram felicidade toda vez que conseguem salvar uma vida, mesmo que ao custo de pôr em risco a própria.

“Estou com medo, mas estou aqui”, disse uma das enfermeiras italianas, e que acabou perdendo a vida. É como um rio de generosidade por parte desse exército de trabalhadores anônimos que estão sendo protagonistas de uma nova onda de simpatia e admiração mundial. Cenas de sua vida acabam viralizando nas redes sociais, como a de uma enfermeira adormecida na frente de seu computador depois de dias ininterruptos de trabalho. Ou a daqueles –85% mulheres– se despedindo com aplausos no hospital de uma idosa de mais de cem anos que haviam conseguido arrancar da morte.

O mundo que aplaude e ama esses profissionais de saúde descobre que o coronavírus talvez esteja revelando, paradoxalmente, o melhor de nós mesmos. Enquanto enterrarmos os mortos, desenterramos virtudes que estavam adormecidas. Descobrimos uma capacidade de amar que acreditávamos ter perdido, ao mesmo tempo que nos descobrimos mais capazes de observar e apreciar o melhor dos outros.

O vírus pode estar nos curando de nossa frieza e da ganância de possuir, e de nosso esquecimento dos que sofrem dor e solidão. Poderia estar servindo para o reinício da vida com a força e a alegria do primeiro dia da criação e a consciência de que ou se vive de mãos dadas com as outras pessoas ou seremos vítimas da solidão que nos faz viver como mortos.

Descobrimos que talvez não fôssemos tão maus e egoístas como pensávamos. Estamos desenterrando raios de humanidade em um mundo que parecia frio e sem sentimentos. A pandemia nos fez sentir mais próximos em nível mundial, e a vida nos é revelada com maior valor e dignidade.

Se antes do coronavírus dizíamos que o homem era um lobo para os outros, hoje descobrimos que também existem anjos no meio deste pedacinho do universo.

Se o mundo se descobrisse amanhã menos de pedra, menos feroz, com mais desejo de abraços do que de armas, as vidas perdidas não terão sido inúteis. E os vivos não esquecerão que as vítimas foram a semente da paz e da harmonia futura.

Sim, criem esse Nobel da Paz póstumo para os profissionais de saúde que morrem enquanto derramam amor e cuidados com os que agonizam em suas mãos. O poeta italiano Humberto Ungaretti escreveu que “os mortos não fazem barulho à medida que a grama cresce”. Os mortos do coronavírus, vítimas de sua fidelidade ao trabalho de salvar os outros, ressoarão em nossas consciências como um exemplo de vida e generosidade. O mundo não deve esquecê-los.

Seu exemplo está nos limpando do pó do desinteresse pelo que é essencial, tão emaranhados vivíamos em nossa consciência entorpecida. Estão nos ajudando a descobrir que carregávamos tantas vezes o peso de uma vida sem sentido na qual tínhamos matamos o amor.

Talvez esta tragédia que abraça o mundo no medo e na morte nos ajude a nos descobrir mais vivos do que antes diante do silêncio dos caixões enterrados na solidão, sem que ninguém possa umedecê-los com suas lágrimas de dor.

Os nomes desses profissionais, novos anjos deste calvário de dor e morte que nos servem como exemplo, deveriam um dia ser gravados em pedra para lembrar quem os seguir que não há fronteiras entre a vida e a morte quando ambas são vividas com dignidade.

Somente aqueles que caminham como vivos, mas estão mortos por dentro, são incapazes de ter sentimentos de solidariedade nestes momentos de dor e medo mundial. Como o ultra ultradireitista presidente do Brasil, que ainda não foi capaz de expressar sua compaixão pelas vítimas que o coronavírus está amontoando.

Essas pessoas assassinaram dentro delas o mínimo de compaixão que nos identifica como humanos. Delas se poderia dizer como Jesus no Evangelho: “Deixai os mortos enterrarem os seus mortos”. São cadáveres ambulantes que se arrastam fingindo estar vivos. São os adoradores da morte porque viver, no final, lhes infunde terror. A força e a beleza do amor não os alcançam mais.

“Gente Humilde” – “Duas Contas”, Quarteto em CY: Afinação perfeita, harmonia incomparável e talento à flor da pele e por todos os polos. As baianinhas extrapolam em qualidade e apuro técnico, na interpretação de duas preciosidades do samba canção brasileiro. Faixa do álbum Antologia do Samba Canção 1. Confir.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Moro chega hoje à noite a Brasília

 

Igor Gadelha, na Crusoé, informa que Sergio Moro chegará a Brasília na noite desta segunda-feira.

O ex-ministro da Justiça vai acompanhar presencialmente a sessão em que será exibido o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril — que será analisado no âmbito do inquérito sobre a possível interferência de Jair Bolsonaro na PF.

A sessão está marcada para amanhã, às 8 horas.

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Declarações do ex-diretor-geral da Polícia Federal complicam a situação do presidente Jair Bolsonaro no inquérito aberto pelo Supremo para investigar as declarações de Moro


postado em 11/05/2020 16:31 / atualizado em 11/05/2020 17:44

 
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O delegado Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da Polícia Federal, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro queria tirá-lo do comando da corporação para colocar no lugar alguém no qual ele “tivesse” mais afinidade. Em depoimento à PF, nesta segunda-feira (11/5), Valeixo declarou que o chefe do Executivo não apresentou motivos técnicos para fazer a troca.

 
O  depoimento durou quase sete horas. Valeixo foi ouvido por dois delegados e três procuradores. Ele confirmou que não pediu demissão, o que complica a situação do presidente Jair Bolsonaro, acusado por Sergio Moro de tentar interferir na PF.
O presidente afirmou que Valeixo tinha pedido a exoneração e essa informação chegou a ser publicada no Diário Oficial da União. Além de Valeixo, que foi ouvido em Curitiba, prestam depoimento também, mas em Brasília, os delegados Ricardo Saadi, ex-superintendente do Rio; e Alexandre Ramagem, que é próximo da família Bolsonaro e chegou a ser nomeado para o comando da corporação, mas que teve a posse barrada por decisão do ministro Alexandre de Morares, do Supremo Tribunal Federal.

CORREIO BRAZILIENSE

Ex-presidente mantém pouca interlocução com outros setores da oposição e praticamente não tem diálogo com segmentos da sociedade fora da esquerda


AE Agência Estado

postado em 11/05/2020 08:06 / atualizado em 11/05/2020 08:07

 
(foto: Miguel Schincariol/AFP)
(foto: Miguel Schincariol/AFP)

Quando o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deixou a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, em 8 de novembro do ano passado, lideranças partidárias avaliavam que, fora da prisão, ele poderia ajudar a organizar a oposição contra o presidente Jair Bolsonaro.

Seis meses depois, porém, o petista não encontrou o protagonismo político que tinha no passado, mantém pouca interlocução com outros setores da oposição e praticamente não tem diálogo com segmentos da sociedade fora da esquerda.

Acostumado a tomar algumas das principais decisões do partido, Lula foi confrontado recentemente em uma escolha do PT em Pernambuco e não atuou para resolver impasse em torno da candidatura para a prefeitura de São Paulo.

“A libertação de Lula não despertou qualquer nova energia no partido”, avalia o cientista político Carlos Melo, do Insper. “Lula preso tensionava muito mais com a política do Brasil do que agora”, disse.

De novembro para cá, Lula não se reuniu nem com antigos aliados, como os presidentes do PDT, Carlos Lupi, e do PSB, Carlos Siqueira. O ex-presidente José Sarney (MDB) e outros antigos parceiros políticos já reclamaram a interlocutores do que chamam de isolamento de

Lula.

Presidentes de centrais sindicais que não são ligadas ao PT também criticam a postura. “Ele está bastante recluso, contido, acho até que por orientação dos advogados. Não está aquele Lula de antigamente”, disse Lupi, que foi ministro do Trabalho.

Para Siqueira, os sinais de que Lula teria uma atuação menos ampla foram dados logo no primeiro discurso após deixar a prisão, quando defendeu que o PT lance candidatos próprios em todas as grandes cidades. “Podia ter sido um discurso de unidade da esquerda mas foi um exclusivista, pensando no PT”, disse ele.

Exceções nas agendas de Lula são encontros com Guilherme Boulos (PSOL), líderes de movimentos sociais e acadêmicos para debater questões como economia e saúde.

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, afirmou que começou a articular encontros de Lula com os presidentes das outras siglas antes da pandemia e deve retomar as conversas. Para ela, a atitude de Lula não mostra isolamento, mas, sim, um novo posicionamento político.

O ex-presidente passou um ano e meio preso, após ser condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. O processo já chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reduziu a pena a 8 anos e 10 meses.

Na quarta-feira passada, o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF-4), manteve a condenação do petista a 17 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na investigação do sítio de Atibaia.

Partido

Nos últimos seis meses, o ex-presidente se dedicou a resolver questões familiares e ao relacionamento com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, com quem está morando.

Também têm tomado tempo de Lula as disputas internas do PT. No início do ano, ele participou de uma reunião para arbitrar a disputa entre quem defende o apoio a João Campos (PSB-PE) e à deputada Marília Arraes (PT-PE) na candidatura à prefeitura do Recife.

Segundo relatos, Lula tentou impor o nome de Marília mas foi confrontado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que defende aliança com o PSB. Também não tem se esforçado para evitar a indicação de Jilmar Tatto como candidato do PT a prefeito de São Paulo.

  •   Para lideranças petistas, são sinais de que Lula hoje depende mais do PT do que o partido depende dele, ao contrário do que ocorreu nos últimos 40 anos.

Lula tem intensificado as transmissões ao vivo pela internet e entrevistas a rádios e jornais regionais e veículos do exterior.

Com relação às próximas eleições, auxiliares dizem Lula não descarta novas alianças para fora da esquerda, mas não está disposto e não vê condições para repetir a ampla conciliação com empresários e partidos políticos que o ajudou a se eleger em 2002. Os termos seriam outros. Um dos motivos é a adesão de grande parte da elite ao bolsonarismo.

maio
12
Posted on 12-05-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-05-2020


 Cazo, no jornal

Não pode ser copiada nem reproduzida com qualquer outra finalidade.

 

DO EL PAÍS

A vida é muito mais incerta do que nosso cérebro gostaria. Especialistas nos orientam no processo de adaptação às mudanças que nos esperam

É hora de aceitar que muitas coisas terão de esperar.
É hora de aceitar que muitas coisas terão de esperar.
 

Quando brindamos a véspera de Ano Novo e pensamos em nossos desejos para 2020 havia muitos projetos a realizar. Este seria o ano em que prestaríamos concursos públicos. Em que celebraríamos o nosso casamento. Em que tentaríamos ser pais pela primeira vez ou de novo. Em que compraríamos um apartamento.

Era o que pensava Marta, que aos 32 anos só se tornara independente havia dois anos porque tinha emendado trabalhos temporários durante algum tempo. Este ano finalmente tinha encontrado um emprego estável e pensava que era hora de começar a considerar a compra de um apartamento. Mas quando a pandemia chegou, como ainda estava em período de experiência, perdeu o emprego e, com ele, muitos planos para o futuro, não apenas no curto, mas no médio prazo.

Casos como o de Marta estão começando a chegar aos consultórios dos psicólogos. No início da crise os conflitos eram outros, mas agora que a “nova normalidade” se aproxima, chegou a hora de enfrentar muitas realidades, que vão desde a incerteza em relação ao trabalho, especialmente depois dos milhões de Expedientes de Regulação Temporária de Empregos (ERTE) ou demissões, até mudanças na vida pessoal, como gravidezes não planejadas ou rupturas que tampouco esperávamos.

A pandemia não apenas nos obrigou a cancelar viagens, shows ou viagens com amigos. Isso é o de menos. Levou-nos a mudar alguns dos nossos planos de vida. E agora?

“Voltaremos a uma realidade diferente daquela que deixamos quando o confinamento começou”, insiste o psicólogo Miguel Ángel Rizaldos. Embora isso não signifique que tenhamos que nos deixar levar pela negatividade. “A tolerância à frustração, a capacidade de adaptação e a resiliência são características muito humanas, que podem facilitar a adaptação a essa nova realidade”. Claro, não é uma tarefa fácil.

Resiliência à incerteza

Gostamos de pensar que estamos no controle das coisas e é por isso que adoramos planejar. Mas a realidade é que todos esses planos nem sempre serão realizados. Pode ser que aceitar que tenhamos de nos readaptar não seja algo novo, mas que a situação mude repentinamente, e para tanta gente, é algo com o qual não estávamos acostumados.

“Estamos em uma situação imposta, à qual tivemos que nos adaptar da noite para o dia, e isso acarretou muitas circunstâncias repletas de estresse, incerteza, medo, ansiedade…”, observa a também psicóloga Judith Viudes. Apesar disso, insiste que não se deve se deixar levar por pensamentos catastrofistas, mas é preciso assumir que é algo totalmente normal. “A vida não é um contínuo estático, vivemos em uma constante mudança”.

Por isso, assim como falamos que essa crise nos fez valorizar mais as pessoas que amamos ou os pequenos prazeres, outra lição a aprender é exatamente esta: devemos aprender a ser mais resilientes para enfrentar as mudanças imprevistas.

“Na pandemia experimentamos esse golpe de realidade, mas não sei se aprendemos que a vida é muito mais incerta do que o nosso cérebro gostaria. Não temos tanto controle sobre o nosso futuro quanto acreditamos, o percentual de incerteza é maior que o controle que pensamos ter”, insiste Miguel Ángel Rizaldos.

Aceitar não significa se resignar

A primeira coisa a ter em mente é que, embora enfrentar mudanças seja um processo da vida, é lógico e necessário sentir-se mal com a perda desses planos de vida. “É preciso aceitar que temos emoções negativas por causa dos projetos que não serão realizados. É normal, natural e até saudável que você sinta tristeza e/ou ansiedade com a perda.”

É o caso de Inés e Fernando. Passaram meses planejando um belo casamento para o fim do verão de 2020. Ainda não têm claro se terão de cancelar, adiar ou optar por um casamento mais íntimo com menos convidados. No início se sentiram tristes, depois frustrados e finalmente aceitaram que, quando a situação avançasse, acabariam encontrando a melhor solução.

“É preciso aprender a trocar a resignação pela aceitação”, acrescenta nesse sentido Judith Viudes. Em outras palavras, resignar-se significa “ficarmos paralisados com uma série de pensamentos negativos repetidamente, o que faz com que de alguma forma fiquemos imóveis e passivos. Ficamos estagnados.” Em vez disso, a aceitação passa por “mudar nosso diálogo interno e entender que aceitar a situação é o começo da mudança.” Como resume Viudes, a chave é “parar de se preocupar para começar a se ocupar”.

Não dramatizar, mas adaptar

No final, embora existam projetos importantes que são difíceis de adiar, também é preciso avaliar que outros só precisam ser reinventados. “Alguns planos terão de ser descartados até um momento melhor, outros poderão se adaptar aos novos tempos e faremos novos planos que se ajustem melhor a esta nova realidade”, observa Rizaldos.

Para isso é importante saber como lidar com a frustração. Em tempos de incerteza, a impaciência não é a melhor das companheiras. Portanto, embora seja preciso aceitar essas emoções negativas, é necessário digerir isso “para continuar avançando com projetos diferentes ou modificados”.

Embora existam situações em que é impossível ver o lado bom, e não nos reste outra opção a não ser administrá-las dentro de nossas possibilidades, como o fechamento do nosso negócio, outras podem acabar sendo uma oportunidade. Por exemplo, o confinamento nos levou a tomar a decisão de terminar um relacionamento, talvez no longo prazo tenha sido o melhor.

“Agora, mais do que nunca, trata-se de viver o momento e ver como essa nova realidade evolui para nos adaptarmos a ela. O ser humano é muito resistente e é capaz de seguir em frente nas situações mais adversas. O importante não é cair, mas voltar a se levantar”, conclui Rizaldos.

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