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Posted on 11-05-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-05-2020

Festival de Cannes é cancelado

 

Depois de dois adiamentos, a edição de 2020 do Festival de Cinema de Cannes foi cancelada por causa da pandemia da Covid-19.

Segundo um porta-voz do evento disse à revista Variety, deve ser divulgada uma lista, no fim de junho, com os filmes que fariam parte da seleção oficial do festival — que, provavelmente, serão distribuídos em outros festivais no segundo semestre.

Outro importante festival de cinema internacional, o de Veneza, teve as datas da edição deste ano confirmadas, apesar da pandemia, como noticiamos aqui. A mostra será realizada entre os dias 2 e 12 de setembro.

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Tentativa de interferência na corporação, insistência do presidente em impor o nome que lhe interessa, veto de ministro do STF, aproximação com a Abin… Todos esses fatores levaram o temor, para dentro da polícia judiciária, de que sua capacidade investigativa possa ser manietada


 
(foto: CB/D.A Press )
(foto: CB/D.A Press )

A Polícia Federal foi pega de surpresa por alterações profundas na estrutura administrativa da corporação. Começou com a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, que era visto como um defensor da independência da PF no governo e tem o respeito de boa parte da corporação desde a Operação Lava-Jato. Substituído por André Mendonça, conhecido pelo profundo alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro, os temores de que a PF seria manietada aumentou. Mas o que parece ser a confirmação de que o campo de ação da polícia judiciária será restringido veio com a colocação de Rolando Alexandre Souza, ex-número 2 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no comando da PF–– saída caseira ante o impedimento, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), à nomeação de Alexandre Ramagem, que, por enquanto, permanece à frente dos arapongas.

A saída de Moro em si já seria preocupante, mas acendeu a luz vermelha diante das acusações que fez ao presidente Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal, tentando obter acesso a relatórios de inteligência policial e insistindo na troca do diretor-geral e do superintendente do Rio de Janeiro, estado onde está sua base eleitoral. Ali, pelo menos cinco investigações interessam à família Bolsonaro, entre elas, a apuração de movimentações atípicas em contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar do hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O inquérito segue em sigilo, mas mira pessoas próximas ao presidente e aos filhos dele.

Em uma petição enviada, na última quinta-feira ao STF, Moro reforçou as denúncias que havia feito e “destacou a relevância de manifestações incisivas do presidente da República” em uma reunião ministerial, “especialmente vinculadas ao desejo de troca da direção-geral da PF, do superintendente do Rio de Janeiro e, inclusive, do próprio ministro da Justiça, além da intenção de obter relatórios de inteligência junto a referidos órgãos policiais”. De fato, após a demissão do então diretor-geral, Maurício Valeixo, e da saída de Moro, o superintendente da PF no Rio foi trocado. Carlos Henrique Oliveira, que tinha elevada aprovação de agentes e delegados, deu lugar a Tácio Muzzi, que chegou a ficar no comando da unidade por cinco meses no ano passado.

A escolha de Muzzi foi um alívio, pois ele não tem proximidade com os Bolsonaro. Ele atuou na Lava-Jato e está na PF desde 2003, tendo ocupado o cargo de chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros, da Superintendência do Rio. Além disso, foi diretor-adjunto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional e dirigiu o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). De perfil técnico, Muzzi terá o desafio de manter em curso as investigações a salvo de ingerências políticas.

Carlos Henrique Oliveira será diretor-executivo da PF, o número 2 da corporação. Apesar de o governo afirmar que se trata de uma promoção, na prática o delegado “caiu para cima”: deixou a área de investigação para atuar no controle de portos, aeroportos e regiões de fronteira, além de cuidar de assuntos administrativos.

Incertezas

Para o diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, as incertezas prejudicam os trabalhos da PF. Ele explica que o poder para que o presidente da República escolha o diretor-geral da corporação foi instituído por meio de medida provisória, no governo Dilma, e que tramitou rapidamente pelo Congresso. “Essa situação de levar ao Poder Judiciário a discussão de cargos é muito ruim. Entendemos que ,tanto o primeiro indicado, quanto o diretor agora nomeado cumprem os requisitos legais. Mas a questão política é complicada de debater. Desde 2014, infelizmente, ou felizmente, a escolha é do presidente da República. Nós, da Federação, fomos contra essa legislação”, explica.

Ainda segundo Werneck, é necessário mais autonomia nas investigações e os policiais anseiam pela criação de uma lei orgânica. “É o que mais queremos, há 31 anos. Para que se discipline quais as atribuições, o que é obrigatório, direitos e deveres inerentes aos cargos e como os policiais federais vão ser tratados dentro da carreira”, diz ele, ressaltando que desejam, também, autonomia investigativa.

Judicialização

Um ato do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, impediu Bolsonaro de nomear o delegado Alexandre Ramagem –– amigo do filho 02 do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro –– para o comando da corporação. O magistrado viu, com base nas declarações de Moro, o risco de Remagem atuar em favor dos interesses da Primeira Família dentro da PF. Ramagem continua a ocupar o cargo de diretor-geral da Abin, mas todos na PF acreditam que é ele quem dará as cartas no órgão.

A percepção é de que Rolando Alexandre Souza, ex-número dois da Abin, será apenas um testa de ferro de Remagem. Para policiais, Rolando aproximou a agência que assessora o presidente no setor de inteligência da polícia judiciária. “Esse é um alinhamento histórico e preocupante. São trabalhos que podem dialogar para prestar o melhor serviço à sociedade, mas a PF não pode atuar a serviço do presidente. Dentro da corporação, esse alinhamento é tido como certo em alguns assuntos”, afirma uma fonte na PF, em contato com a reportagem. 

“She”, Charles Aznavour: Ele! Boa semana! E viva a França e seu grande cantor que veio da Armênia!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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Posted on 11-05-2020
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 Do  Jornal do Brasil

Macaque in the trees
Papa Francisco (Foto: Andreas SOLARO / AFP)

O papa Francisco telefonou neste sábado (9) para o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, e expressou preocupação com o agravamento da pandemia do novo coronavírus na cidade.

Segundo comunicado da Arquidiocese paulistana, o Pontífice disse ter recebido “informações sobre a situação da pandemia de Covid-19 em São Paulo e manifestou preocupação pelo número crescente de doentes e pelas perdas de vidas humanas”.

Além disso, o Papa também perguntou sobre a situação dos pobres, que “nem sempre têm casas nem condições adequadas para seguir as medidas preventivas contra o contágio”.

De acordo com dom Odilo, Francisco “expressou sua proximidade e solidariedade para com toda a população de São Paulo e disse que estava orando por nós”, além de ter pedido para “transmitir a todos sua bênção apostólica”.

O último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde aponta que São Paulo tem 41.830 casos e 3.416 óbitos na pandemia, sendo 25.367 contágios e 2.110 mortes apenas na capital.

Para frear a disseminação do vírus, o governador João Doria estendeu as medidas de isolamento até 31 de maio, mas ainda resiste em implantar o chamado “lockdown”, que impede que as pessoas saiam de casa sem motivo justificado.(Ansa)

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DO SITE O ANTAGONISTA

“Tudo tem sua hora”, diz Heleno sobre resposta a Celso de Mello

Como noticiamos na semana passada, Celso de Mello determinou que os depoimentos dos generais Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos no inquérito que apura as acusações de Sergio Moro contra Jair Bolsonaro sejam tomados até por “condução coercitiva” ou “debaixo de vara”.

No Twitter, um seguidor de Heleno perguntou ao ministro do GSI se ele não irá “dar uma resposta a altura” para Celso de Mello.

Eis a resposta do general:

“Tudo tem sua hora.”

 

CORREIO BRAZILIENSE

A fala foi dita após o chefe do Executivo ter sido questionado por um apoiador sobre o pedido de impeachment


IS Ingrid Soares

postado em 10/05/2020 18:46 / atualizado em 10/05/2020 19:27

Um dos visitantes presentes no Alvorada disse ao chefe do Executivo:
Um dos visitantes presentes no Alvorada disse ao chefe do Executivo: “A renúncia sai? A democracia pede sua renuncia ou impeachment” (foto: AFP / EVARISTO SA)
 
 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada na tarde deste domingo (10) que sairá da cadeira da presidência apenas no dia 1º de janeiro de 2027. A fala foi dita após o chefe do Executivo ter sido questionado por um apoiador sobre pedidos de impeachment. Ao que tudo indica, Bolsonaro está confiante de que será reeleito em 2022.

Hoje, o chefe do Executivo saiu no começo da tarde da residência oficial rumo ao Jardim Botânico. Lá, participou do chá de revelação promovido pelo filho número “04”, o deputado Eduardo Bolsonaro e sua nora, a esposa Heloisa Wolf Bolsonaro e descobriu que será avô de uma menina.

Na volta, após as comemorações, Bolsonaro parou para falar com simpatizantes, mas não concedeu entrevistas. Foi quando um dos visitantes disse ao chefe do Executivo: “A renúncia sai? A democracia pede sua renuncia ou impeachment”. Bolsonaro se mostrou surpreso com a declaração e foi quando disparou: “Eu vou sair dia 1º de janeiro de 2027”.

Atividades essenciais

Bolsonaro voltou a dizer ainda que nesta segunda-feira (11) que colocará outras profissões como atividades essenciais. “Amanhã devo botar mais algumas profissões como essenciais, já que não querem abrir, vou eu abrir”, declarou a um simpatizante.

 

Na última quinta-feira (07) o presidente editou o decreto e adicionou ao rol de serviços essenciais a construção civil e atividades de produção, transporte e distribuição de gás natural; indústrias químicas e petroquímicas de matérias-primas ou produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas e atividades industriais, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde, segundo o texto do documento.

 

“Outros virão nas próximas horas, nos próximos dias. Porque o que não está no decreto ficou decidido, segundo o Supremo Tribunal Federal, estados e municípios diriam se poderia ou não funcionar essas categorias, então alguns estados e municípios, alguns, não tô brigando com ninguém pelo amor de Deus, no entendimento de muita gente, dos empresários, exageraram. É comum acontecer, faz parte da razão do ser humano, então nós vamos começar a colocar mais categorias essenciais para nós podemos abrir com responsabilidade e observando as normas do Ministério da Saúde, de modo que nós possamos, cada vez mais rápido voltar a atividade normal. Caso contrário, depois da UTI é o cemitério e não queremos isso para o nosso Brasil”, disse após reunião com o ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal na última semanas.

 

Congelamento de aumento do salário de servidores públicos

Bolsonaro ainda comentou sobre a sanção do projeto que prevê o congelamento do aumento do salário de servidores públicos. A previsão é de que ocorra amanhã.

“Pelo que o Paulo Guedes me disse, a questão dos ajuste da economia, amanhã a gente sanciona o projeto com veto e está resolvida a parte dele, está resolvido não, tem tudo para dar certo apesar do fechamento por aí”, concluiu o presidente.

Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
A secretária de Cultura Regina Duarte (Foto: Pedro Ladeira/FolhaPress)

Um grupo de 512 artistas, jornalistas, produtores culturais e intelectuais assinou carta de repúdio à atuação da atriz Regina Duarte à frente Secretaria da Cultura do governo Bolsonaro.

“Como artistas, intelectuais e produtores culturais, formamos a maioria que repudia as palavras e as atitudes de Regina Duarte como Secretária de Cultura”, diz o manifesto, segundo o portal G1.

“Fazemos parte da maioria que não aceita os ataques reiterados à arte, à ciência e à imprensa, e que não admite a destruição do setor cultural ou qualquer ameaça à liberdade de expressão. Ela não nos representa”, continua a carta.

Regina foi criticada por muitos representantes da área cultural por ter aceito o cargo no governo do presidente Jair Bolsonaro. Além disso, ela vem sendo cobrada pelos artistas a promover políticas de proteção ao setor durante a epidemia do coronavírus.

“Somos artistas brasileiros e fazemos parte da maioria de cidadãs e cidadãos que defende a democracia e apoia a independência das instituições para fazer valer a Constituição de 1988”, afirma trecho da carta, assinada por artistas como Caetano Veloso, Lulu Santos, Adriana Esteves Chico Buarque e Marcelo Tas.

‘Pedidos respeito aos mortos’

A indignação do grupo aumentou após entrevista concedida pela secretária à Rede CNN Brasil na quinta-feira (7), na qual se esquivou de responder às perguntas feitas pela também atriz Maitê Proença sobre a atuação de sua pasta. Ela também minimizou a repressão ocorrida no período da ditadura militar e criticou a cobertura da imprensa sobre o coronavírus.

“Fazemos parte da maioria que entende a gravidade do momento que estamos vivendo e pedimos respeito aos mortos e àqueles que lutam pela própria sobrevivência no país devastado pela pandemia e pela nefasta ineficiência do poder público”, diz o texto.(Sputnik Brasil)

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Posted on 11-05-2020
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Tacho . NO

 

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DO EL PAÍS

Um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea, o escritor carioca morreu aos 78 anos, em decorrência do coronavírus, depois de passar uma semana internado

O escritor brasileiro Sérgio Sant'Anna.
O escritor brasileiro Sérgio Sant’Anna.Reprodução/Redes sociais

Um dos principais contistas brasileiros, Sérgio Sant’Anna morreu neste domingo aos 78 anos, vítima do novo coronavírus, segundo divulgado pela irmã do autor, a também escritora Sonia Sant’Anna. O escritor estava internado Quinta D’Or, em São Cristovão, Zona Norte do Rio de Janeiro, havia uma semana.

Nascido no Rio de Janeiro em 1941, Sant’Anna, considerado por muitos dos seus pares como o pós-modernista mais importante da literatura brasileira, completara 50 anos de carreira em outubro do ano passado. O escritor foi vencedor de diversos prêmios, incluindo o Jabuti por O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro (1986), pela novela Amazona (1986) e o romance Um crime delicado (1997), que foi adaptado para o cinema por Beto Brant em 2005.

Sant’Anna escreveu mais de 20 livros. Com os contos deu voz a uma geração, tornando-se um dos contistas mais respeitados do Brasil. Publicou primeiro deles, O sobrevivente (1969), foi publicado de forma independente, com dinheiro emprestado do pai —que ele nunca pagou de volta—, e teve sucesso imediato.

Antes de lançar seu primeiro conto, o escritor, que tinha uma bolsa de pós-graduação em ciências políticas em Paris, participou das passeatas de Maio de 1968 e da Primavera de Praga. Depois, passou oito meses em um programa de formação de autores nos Estados Unidos, e publicou mais três livros nos anos 1970: a coletânea de contos Notas de Manfredo Rangel, repórter (1973) e os romances Confissões de Ralfo (1975) —considerada sua obra prima, em que um escritor decide compor uma autobiografia imaginária com episódios inverossímeis— e Simulacros (1977).

Sua obra, tipicamente carioca (apesar de ele ter uma “experiência mineira”, por ter vivido 12 anos em Belo Horizonte), é reconhecida por voltar-se para os conflitos íntimos dos seus vários personagens, colocando-os em confronto com a sociedade e mantendo a coerência com um universo popular. Pode-se dizer que sua obra era profundamente experimental, mas na qual não faltava humor. E a idade avançada não impediu-lhe de continuar produzindo. Seu último livro publicado em vida, Anjo Noturno, foi lançado em 2017 e venceu o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Na obra, ao longo de nove narrativas, Sant’Anna desfia sua prosa transgressora ao se debruçar sobre a nostalgia, a morte, o desejo carnal, o amor e a solidão.

A literatura de Sant’Anna foi prestigiada também no cinema. O conto que dá título à coletânea A senhorita Simpson (1989) virou o longa Bossa nova, de Bruno Barreto. Já a peça Um romance de geração deu origem a um filme dirigido por David França Mendes em 2008.

O escritor nunca abandonou os contos, mesmo quando o gênero começou a ser desvalorizado no Brasil, ao longo dos anos. “A fidelidade é porque comecei (minha carreira) no conto. Fui adquirindo o formato. Sempre penso em função de um término. Não tenho vontade de espichar. É minha vocação”, disse em entrevista a O Globo, em 2016.

Viu no futebol um recorte para falar sobre o Brasil. Suas obras literárias que discorriam sobre o esporte também cultivaram fãs pelo país, entre eles o escritor e colunista do EL PAÍS Xico Sá. “Tricolor das Laranjeiras, Sérgio Sant’Anna escreveu a melhor ficção brasileira no universo do futebol. Leia os contos O Último minuto e Na boca do túnel, além da obra-prima Páginas sem glória” Lá se foi o artista do conto brasileiro, como em um voo na madrugada, vítima de coronavírus”, escreveu, em seu Twitter.

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