Por Redação O Antagonista

Em depoimento à Polícia Federal no último sábado, Sergio Moro disse que Jair Bolsonaro também alegou como motivo da exoneração de Maurício Valeixo uma suposta falta de empenho da corporação na investigação de possíveis mandantes da tentativa de assassinato do presidente da República durante a campanha de 2018.

Moro afirmou à PF que a equipe de Minas Gerais fez “um amplo trabalho de investigação” e o resultado foi apresentado a Bolsonaro ainda no primeiro semestre de 2019, em reunião no Palácio do Planalto, da qual participaram Moro, Valeixo, o superintendente da PF em Minas Gerais e os delegados responsáveis pelo caso.

“Na ocasião”, disse Moro, “o presidente não apresentou qualquer contrariedade em relação ao que lhe foi apresentado”.

O ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública disse à PF que a investigação sobre possíveis mandantes do crime não foi finalizada em razão de decisão judicial contrária ao exame do aparelho celular do advogado de Adélio Bispo de Oliveira.

“O presidente tinha e tem pleno conhecimento desse óbice judicial.”

Antes do final das investigações, acrescentou Moro, não é possível concluir se Adélio agiu ou não sozinho. De todo modo, “ao contrário do que afirmado publicamente pelo presidente da República”, o ex-ministro afirmou nunca ter obstruído essa investigação.

Moro disse ter solicitado à Polícia Federal “o máximo empenho” e informou André Mendonça, então advogado-geral da União, da importância de que “a AGU ingressasse na causa para defender o acesso ao celular, não pelo interesse pessoal do presidente, mas também pelas questões relacionadas à Segurança Nacional”, o que nunca ocorreu.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos