NÃO SOU MENTIROSO” | VEJA

Moro na capa: promessa de apresentar provas no depoimento deste sábado na PF

ARTIGO DA SEMANA

Caçada do Centrão: Moro e cargos na mira

Vitor Hugo Soares

 “O rebenque estala, um leque aponta: foi por lá”. Sem a mesma elegância, mas com gana e ferocidade  – semelhantes aos versos de “Caça à Raposa”, do João Bosco, que Elis Regina consagrou – os partidos integrantes do notório Centrão, de tantas jogadas e malfeitos, (tendo à frente seus capitães – do – mato e capiaus afoitos, vários manjados pela PF, tendo contas a acertar com a justiça), já estão em campo na perseguição do ex – juiz Sérgio Moro, (referência nacional no combate a corruptos e corruptores) que acaba de deixar o Ministério da Justiça fazendo denúncias capazes de balançar a autoconfiança e a imagem do presidente da República, além de produzir fissuras de monta nas atuais estruturas de poder e mando que Jair Messias Bolsonaro tenta abarcar.

Já são palpáveis, no governo, abalos consideráveis – inclusive de nervos – nestes dias sombrios de abril para maio do ano da Covid-19. Os sinais estão por toda parte e se ampliam: nas pesquisas de opinião, nas manifestações de desagrado e desaprovação que pipocam nos demais poderes da República ou partem da imprensa (a entrevista de Moro, capa da VEJA desta semana é exemplar) e das entidade mais representativas da sociedade brasileira. Mas, principalmente, em atos concretos do tipo da decisão ágil e técnica do ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspendendo a posse de Alexandre Ramagem no comando da Polícia Federal, o que redunda – independentemente do que ainda está para acontecer ; em estrondosa derrota do Governo Bolsonaro, na tentativa afoita e imprópria de dar, ao grave problema de estado, banal solução caseira e familiar. Esta semana, o chefe do Palácio do Planalto bateu de cara contra o muro da casa guardiã da Constituição – o Supremo Tribunal Federal – e foi forçado a mais um constrangedor “recuo estratégico” na sua gestão de sucessivos recuos.

A nomeação de Ramagem para mandar na PF foi desfeita e o ex-chefe da ABIN teve de voltar ao seu antigo posto de vigia no gabinete do ministro Augusto Heleno. Mesmo que seja temporariamente, como sugeriu o chefe do Executivo em seu discurso na posse do novo ministro da Justiça André Mendonça – onde o nome de Sérgio Moro, o ex e mais bem avaliado membro do governo, não foi citado uma única vez. Bem ao estilo dos atos stalinistas do tipo, na antiga URSS.  Trata-se de derrota retumbante do governo. Que pode ser ainda maior, se o presidente levar adiante o novo confronto que abriu, quinta-feira (30)  contra Moraes.

E estamos de volta à caçada do Centrão. A crise desatada com saída de Moro, somada ao desgaste crescente de Bolsonaro e seu governo, inflacionou o preço cobrado pelo grupo fisiologista que historicamente opera na base do “é dando que se recebe”, para apoiar e defender a gestão e o presidente em “palpos de aranha”. O que antes se resolvia com cargos de segundo ou terceiro escalão, agora custa órgãos de peso (e muita grana para os apoiadores). E à medida que o mandatário da vez se enfraquece, o Centrão cobra mais caro, a começar por um bezerro de ouro da gestão federal: o Ministério da Infraestrutura. E a caçada segue, com um olho nos cargos e mira “no acerto de contas” com Sérgio Moro, em benefício próprio e para agradar o chefe instalado no Planalto.
É mais provável, porém, que Moro  seja o protagonista da próxima grande cartada: o depoimento que deverá prestar à PF, no prazo de cinco dias, dado pelo ministro Celso de Melo. A ver.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Caça à Raposa”, Elis Regina: De João Bosco sobre a gravação de “Caça à Raposa” por Elis Regina:“Lembro de quando ela fez (gravou) o Caça à Raposa, eu estava em Minas, e ela me telefonou e disse “puxa, cara, eu gravei essa música hoje no estúdio e me fez sentir com uma força descomunal. Eu senti que eu comecei a crescer, crescer”. E ela começava a cantar trechos da música e eu sabia o que ela queria dizer. Porque é uma musica que fala de recomeçar, como canções e epidemias, como colheitas e covardias. Recomeçar como a paixão e o fogo. Tudo isso nós nos deparamos a vida inteira. Lidamos com covardes, com colheita, com fogo, com paixão. Nós temos que recomeçar com isso. Recomeçar como isso. Eu sempre digo uma frase do meu amigo e parceiro Waly Salomão: “fugir, só pra frente”. É um pouco isso. A Elis era uma pessoa que nunca estava muito satisfeita. Ela sempre achava que podia fazer mais. Ir mais longe. As vezes até desconstruindo o que tinha e construindo outra situação. Ela sempre foi assim. “ João Bosco (Registro de Ana Coimbra, há 11 meses, no youtube)

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
02
 

Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

Ex-ministro Sergio Moro deve depor neste sábado (2) à PF e à PGR

Ex-ministro Sergio Moro deve depor neste sábado (2) à PF e à PGR

 

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, vai prestar depoimento neste sábado (2) na Polícia Federal, em Curitiba (PR). Moro será questionado sobre as acusações de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir no trabalho da PF e em inquéritos relacionados a familiares.

As acusações foram feitas pelo ex-ministro quando ele anunciou sua saída do governo, há uma semana.

O depoimento foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, que preside a investigação.

Nesta quinta-feira (30) Celso de Mello determinou que Moro fosse ouvido em 5 dias, atendendo a pedido de parlamentares. O prazo anterior dado pelo ministro era de 60 dias.

O inquérito foi autorizado pelo STF e vai investigar se as acusações de Moro são verdadeiras. Se não forem, o ex-ministro poderá responder na Justiça por denunciação caluniosa e crimes contra a honra.

Acusações de Moro

Mensagens trocadas pelo ex-ministro e reveladas pelo Jornal Nacional mostram que a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) tentou convencer Moro a permanecer no cargo, em meio à polêmica envolvendo a troca de comando da Polícia Federal.

Mensagens reveladas por Moro ao JN provocam reações do meio jurídico e político
 

Mensagens reveladas por Moro ao JN provocam reações do meio jurídico e político

 

A parlamentar se ofereceu para tentar convencer o presidente da República a indicá-lo para uma vaga de ministro do STF. Moro deixou o governo após Bolsonaro ter demitido o delegado Maurício Valeixo do comando da PF.

O pedido de redução do prazo para que Moro fosse ouvido foi enviado ao STF na tarde de quinta-feira (30) por três parlamentares: o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e os deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).

“A gravidade das acusações dirigidas ao presidente da República, em nosso entendimento, somada à grave crise política pela qual atravessa o país, leva a crer que o prazo de 60 (sessenta) dias para a realização da diligência em tela pode se demonstrar excessivo, mormente porque o prolongamento da crise política resulta em prejuízos para o combate às concomitantes crises na Saúde e na Economia. Nesse sentido, a elasticidade do prazo concedido pode redundar em iminente risco de perecimento das provas”, argumentaram os congressistas.

maio
02

Cadê os R$ 130 mil que estavam aqui?

 

Mais cedo, registramos aqui a história de um funcionário da Prefeitura do município piauiense de União que foi preso com R$ 500 mil em espécie em um carro oficial.

Após tentar escapar de uma barreira policial, ele não soube dizer a origem do dinheiro.

Há uma novidade: do local do flagrante até a delegacia da cidade, o valor apreendido caiu para R$ 370 mil.

O que aconteceu no caminho com os outros R$ 130 mil será alvo de outro inquérito, segundo o site local AZ.

Um suco de Brasil em meio à pandemia da Covid-19.

Do Jornal do Brasil

 

CadernoB

Eduardo Kobra é internacionalmente conhecido por seus murais coloridos, mas o confinamento mundial provocado pelo novo coronavírus o tirou das ruas

Macaque in the trees
Mural do artista Eduardo Kobra “Coexistence”, em Itu, São Paulo, em 25 de abril de 2020 (Foto: AFP / Nelson Almeida)

Eduardo Kobra é internacionalmente conhecido por seus murais coloridos, mas o confinamento mundial provocado pelo novo coronavírus o tirou das ruas e o levou a repensar seu processo criativo. Desta reflexão, surgiu um mural que prega a fé e a solidariedade em São Paulo, sua cidade natal.

“É o momento de repensar, de nos reconciliarmos, de nos unirmos e nos darmos força todos juntos”, diz este muralista, conhecido simplesmente como Kobra. Originário de uma comunidade humilde de São Paulo, o muralista conta que o avanço do coronavírus, que já matou mais de 5.000 pessoas no Brasil, o deixou vários dias “paralisado”.

Atendendo diversos projetos, ele visitou quarenta países no ano passado. “Nunca estive tão quieto quanto agora”, comenta, antes de começar a entrevista com a AFP em Itu, pequena cidade do interior paulista, onde faz sua quarentena.

“Meu trabalho acontece nas ruas, sou um pintor que depende das ruas, eu pinto murais. Para mim, significa uma mudança, uma reflexão muito grande sobre como transformar o meu trabalho (…) Estou repensando a minha forma de criar”, afirma.

Em seu processo de reflexão, o artista desenhou “Coexistência”, um mural que mostra cinco crianças em oração, que representam cinco continentes e cinco religiões: cristianismo, budismo, judaísmo, islã e hinduísmo.

Kobra, que se define como cristão, gostaria de levar “Coexistência” para alguma cidade, mas enquanto o confinamento continuar, o tornou tema de uma série de serigrafias numeradas que serão sorteadas entre quem doar alimentos e outros produtos para ajudar a população indigente de São Paulo, estimada em mais de 25.000 pessoas.

AFP / NELSON ALMEIDA

Eduardo Kobra e seu mural

“Não resolve doar apenas alimentos para os indigentes, é necessário pessoas para cozinhar também”, explica Kobra, que se somou às ONGs IKMR (Conheço os meus direitos, em inglês) e a Companhia de Artes Nissi para dar vida ao projeto.

As pessoas que doarem um kit de 22,5 reais ou mais vão participar do sorteio de uma serigrafia que será realizado em 1º de maio. Quem contribuir com mil kits (R$ 22.000) ganhará no ato uma peça da série numerada. A ação, que termina em 30 de abril, já reuniu mais de 11.000 kits. O dinheiro arrecadado para ajudar a população de rua será administrado por estas organizações.

“Se para nós, que temos nossas casas, estamos acuados, com medo e tudo mais, imagina quem está na rua”, comenta. “Não adianta ficarmos reclusos nas nossas casas e não olharmos para o próximo”, acrescenta.

– Pessoas simples –

Com gestos inquietos e sorriso fácil, Kobra admite preocupação com o cenário imposto pelo coronavírus, embora prefira falar em ajudar quem está em condições difíceis.

“Nenhum país é imune ao que está acontecendo (…) A gente vê os políticos brigando, mas a gente vê uma pequena movimentação em prol dessas comunidades mais carentes que podem ser afetadas de uma forma mais complicada”, diz, quando consultado sobre a situação atual do Brasil, marcada pelas críticas do presidente Jair Bolsonaro a autoridades e líderes políticos favoráveis às medidas de quarentena.

Vestido de preto, com seu chapéu característico, o artista esguio contrasta com seu colorido mural ao fundo.

“As pessoas mais simples são as que mantêm o Brasil. É hora de o Brasil olhar para essa população mais carente e não medir esforços para ajudá-los”, diz.

Com milhares de obras em cinco continentes, inclusive o maior mural no mundo, em São Paulo, este artista autodidata, que não terminou a escola, exala simplicidade e empatia.

Aos 44 anos, diz que sempre espera um Brasil melhor e afirma: “Eu continuo confiando, mas a gente vê que pode acontecer o que for e a gente está vivendo sempre os mesmos conflitos”.(AFP)

maio
02
Posted on 02-05-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-05-2020


Charge atualizada direto no site pelo próprio autor, ontem às 07:11 h

 

Sinfrônio,NO

 

maio
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O marco zero das manifestações sociais em Santiago está vazio desde meados de março. Impressiona o silêncio, interrompido apenas por alguns ônibus, carros e motociclistas nos dias de quarentena pela covid-19 em alguns bairros da cidade. A Plaza Italia ou Plaza de la Dignidad –como foi rebatizada por alguns em homenagem às reivindicações dos cidadãos– foi o lugar onde aconteceu de tudo desde 18 de outubro, quando começou a explosão no Chile.

Trinidad Lopetegui, na cobertura da galeria CIMA, em Santiago.Trinidad Lopetegui, na cobertura da galeria CIMA, em Santiago. Sebastián Utreras

“É um símbolo. A praça se tornou um memorial da repressão. Nos muros do bairro está relatado o novo Chile e o que ele demanda. Não houve nenhum dia desde 18 de outubro em que as manifestações pararam. Até a pandemia”, conta com propriedade Trinidad Lopetegui (Santiago, 1989), que desde o início das manifestações observou dia e noite, na linha de frente, a evolução dessa praça viva. Artista visual, ela dirige a galeria de arte contemporânea CIMA, um espaço que se tornou os olhos das revoltas. Instalada no último andar de um prédio da década de 1950, transmitiu ao vivo da cobertura o que estava acontecendo. “Os cidadãos reclamam contra um sistema neoliberal insustentável que não prioriza os seres humanos”, diz a gestora cultural chilena. “É um movimento transversal que transcende a esquerda e a direita. Tomamos isso como um dever: contar tudo sem intervenções”, lembra. Primeiro usaram um telefone, depois as câmeras de segurança da própria galeria e, finalmente, um aparelho especial para transmitir em streaming. As televisões ofereceram-lhes dinheiro para usar o espaço e gravar, mas recusaram. Para sair dos escritórios para o terraço de 100 metros quadrados –onde a câmera está instalada– tiveram de se proteger para não inalar o gás lacrimogêneo que subia até o 11º andar.

Seu canal no YouTube atingiu mais de 18 milhões de visualizações, 89.000 inscritos e 11.750 espectadores simultaneamente. Postaram 382 vídeos. São seguidos por usuários de todo o planeta, mas principalmente da Argentina, Estados Unidos, Espanha, Peru e México. “Em uma ocasião, uma vizinha do bairro perdeu a mãe no meio de uma manifestação e a encontrou graças à transmissão. Nós nos transformamos, sem planejar, em uma plataforma de utilidade pública”, conta.

Mas o que antes era vozerio e movimento –gritos, cantos, música, tambores– com a pandemia tudo se tornou quietude: “Agora existe um silêncio desolador, tremendo, impactante”, diz Trinidad Lopetegui. Foi uma espécie de freada que colocou o país em uma situação bipolar. Em outubro, proclamava-se que o Chile havia despertado. A economia do Chile sofreu. Mas a covid-19 parou a revolta bruscamente e o país parece estar vivendo em uma espécie de limbo. Alguns manifestantes pensavam no início de março que a pandemia era uma invenção dos poderosos para impedir as mudanças. Surpreendentemente, porém, os manifestantes da Plaza de la Dignidad acataram com relativa rapidez as ordens para ficar em casa. “A maioria teve consciência e entrou em confinamento imediatamente”, pensa a artista visual.

“ A covid-19 colocou em evidência a importância de demandas sociais como a saúde pública ”

O Chile é o país latino-americano que mais fez testes da covid-19: em meados de abril atingiu a marca de cerca de 118.000 exames, com capacidade para cerca de 8.000 diários em aproximadamente cinquenta laboratórios públicos e particulares. O Governo baseou sua estratégia em um alto número de testes e em quarentenas “seletivas e dinâmicas” apenas em alguns municípios, estabelecidas de acordo com o número de infectados. Ao contrário de outros países da região, o confinamento total não foi adotado, apesar da pressão das autoridades locais. Desde que o primeiro caso da doença foi notificado, no dia 3 de março, os protestos pararam de uma hora para outra, em parte porque estão vigentes o toque de recolher e o estado de emergência. O maior temor no Chile continua sendo o número de respiradores, que a Administração centralizou desde o sistema público e privado. Há alguns dias o Ministério da Saúde informou que havia 538 respiradores disponíveis em todo o país, distribuídos pelo Governo central de acordo com as solicitações regionais.

O primeiro caso de coronavírus foi conhecido no dia 3 de março e o Governo de Sebastián Piñera decretou o estado de exceção de emergência –com militares nas ruas, como na explosão de protestos–, toque de recolher, suspensão de aulas e fechamento do comércio. Mantém-se firme em sua decisão de não estabelecer uma quarentena total em nível nacional, mas apenas em algumas áreas, que vão mudando de acordo com o contágio. Exceto por algum panelaço organizado em algum bairro, nestas semanas os protestos pararam quase completamente, embora nos últimos dias de abril alguns grupos tenham desafiado as autoridades com concentrações ainda em pequena escala que foram reprimidas. Há algumas semanas o próprio presidente aproveitou a quietude da praça e, em um gesto duramente criticado, saiu de seu carro para se fotografar no epicentro do cenário dos protestos: “Não cometi nenhum crime (…), ninguém é dono deste lugar”, explicou Piñera mais tarde.

Uma manifestante no dia 24 de abril na Plaza Italia, também conhecida como Plaza de la Dignidad, em Santiago.
Uma manifestante no dia 24 de abril na Plaza Italia, também conhecida como Plaza de la Dignidad, em Santiago. Iván Alvarado Reuters
 

A grande questão no Chile é o que acontecerá com a mobilização social uma vez superada a emergência sanitária. Trinidad Lopetegui, que tem a pulsação das ruas na retina, acredita que ressurgirá com força: “A covid-19 colocou em evidência a importância de demandas sociais como a saúde pública e as grandes desigualdades, provocando maior indignação e raiva no povo”, diz.

Do alto do edifício, apesar do silêncio, é possível observar os rastros de uma multidão que hoje está confinada. No asfalto ainda se lê: históricas. Foi a palavra que as mulheres escreveram na Plaza Italia no dia 8 de março, quando cerca de dois milhões de chilenas saíram às ruas para marchar, em uma demonstração da força do movimento social que o feminismo liderou. Foi a última grande concentração antes do apagão, que a galeria CIMA continua transmitindo sem descanso.

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