“É preciso saber viver”, Roberto Carlos :Reiberto Carlos! Para levar o barco!

Sempre e em qualquer situação!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

abr
22

DO CORREIO BRAZILIENSE

Os organizadores e o governo concordaram que os riscos são muito elevados, com mais de seis milhões de visitantes esperados durante o evento

 Agência France-Presse

Prevista para acontecer de 19 de setembro a 4 de outubro, a Oktoberfest de Munique foi anulada, devido à pandemia do novo coronavírus – anunciaram autoridades locais nesta terça-feira (21/4).

A prefeitura de Munique e o governo da região da Baviera (sul) “concordaram na avaliação de que os riscos são simplesmente muito elevados”, com mais de seis milhões de visitantes esperados – entre eles um terço do exterior e, particularmente, da Ásia, disse o chefe de governo do Estado da Baviera, Markus Söder. “Foi por isso que decidimos que a Oktoberfest não vai acontecer este ano”, acrescentou.
Söder deu a entender que o evento poderia ser realizado apenas no caso da descoberta de uma vacina contra o coronavírus, já que é impossível estabelecer regras de distanciamento social em um dos maiores eventos do mundo.

Do Jornal do B

Macaque in the trees
Brasília 60 Anos – Passarelas subterrâneas de pedestres – as tesourinhas (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A claridade de Brasília fechou a retina dos olhos verdes do garoto Will, com 14 anos incompletos. Era 13 de janeiro de 1959, ele fazia sua primeira viagem de avião, vindo de São Paulo para morar na nova capital federal. O voo era da Viação Aérea de São Paulo (Vasp), uma das seis companhias que mantinham rotas regulares para Brasília, como a Loide Aéreo Nacional, Real Aerovias, Paraense, Sadia, Cruzeiro do Sul, todas extintas.

De dentro do avião teve a primeira miragem da amplidão do cerrado, no qual Juscelino Kubistchek decidiu criar a cidade. Mesmo lugar onde, 60 anos mais tarde, Wilson Pereira Rodrigues, agora com 74 anos, ainda vive com sua família e trabalha. Ele tem três filhos (um homem e duas mulheres) e duas netas. Todos brasilienses.

Will ou Wilson tem memórias de Brasília do ar, da terra e da água. Quando menino, tomava banho no Córrego Guará e no Riacho Fundo. Andava de bicicleta, comia fruta do cerrado no pé e caçava passarinho em uma área de mata que ia da antiga Cidade Livre (hoje Núcleo Bandeirante) até próximo ao antigo aeroporto (hoje Base Aérea).

“A sensação era de estar de férias no meio do mato. Era o oposto de morar em São Paulo”, onde ficaram avós, tios e primos. Wilson se divertia, mas estudava – no Ginásio Brasília (GB) da rede La Salle (fundado em 1957) – e trabalhava, no Hotel e Churrascaria Presidente, na mesma Cidade Livre, de propriedade do seu pai – um pequeno empresário que depois teve outros negócios como uma distribuidora de gás (na Asa Norte), uma padaria e uma madeireira (em Sobradinho).

Wilson ajudou o pai nos negócios e depois serviu o Exército em 1964, no batalhão da Presidência da República. Mais tarde, concluiu estudos no colégio Elefante Branco, primeiro centro de ensino científico e para normalistas na cidade. Lá estudava a sua futura esposa, Walkiria Dunguel Pereira, por quem que se encantou numa festa do clube da Sociedade Desportiva Sobradinhense (Sodeso). Ele trabalhou na Companhia de Erradicação de Favelas (CEI), e fez curso de Geologia na Universidade de Brasília (UnB).

“Tudo aqui foi mais fácil. Não teria feito o curso que fiz se tivesse ficado em São Paulo. Também foi mais fácil criar meus filhos”, avalia após rever a vida. Trabalhou por quase 20 anos na estatal Siderúrgica (Siderbrás), onde se tornou um dos maiores especialistas em carvão do país. Hoje, anistiado entre os empregados públicos demitidos no governo Collor, trabalha no Ministério de Minas e Energia.

Outras vocações

A trajetória de Wilson, na Brasília que se inaugurava, foi bastante diferente dos rumos que os filhos tomaram quando Brasília se amadurecia, perdia a vegetação original e criava mais jeito de cidade. O filho mais velho, Alexandre Dunguel Pereira (49 anos), por exemplo, é formado em Publicidade. Chegou a trabalhar em repartição pública, mas há 20 anos é empresário, apesar das recomendações da mãe – que sempre o informa de concursos públicos que estão com inscrições abertas.

Junto com outros dois sócios na mesma faixa etária, também criados em Brasília, Dunguel abriu uma firma para soluções em comunicação e tecnologia. Com o tempo, se especializaram em monitoramento de mídia. Hoje a empresa mantém a sede em Brasília, dispõe de filiais no Rio e em São Paulo, tem cerca de 100 clientes – a maioria empresas privadas e 80% fora da capital federal – e emprega 90 pessoas nas três praças. “Acabou que esse percurso pela iniciativa privada foi se abrindo e se tornou um bom caminho”, diz o empresário.

As diferenças das jornadas do pai e do filho ilustram como Brasília, apesar de ser a sede da administração pública federal, com o tempo encontrou outras vocações econômicas. De acordo com estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), no Distrito Federal, predomina o setor de serviços, e menos de um terço (27%) dos empregos estão nas repartições da administração pública, na defesa ou seguridade social.

O setor de serviços atende a empresas e famílias com alto poder aquisitivo. Segundo a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio real no 4º trimestre de 2019 em Brasília foi o maior do país: R$ 3.980, 43% acima da média nacional (R$ 2.261) e 28% acima de São Paulo (R$ 2.866), que concentra 31% da massa de rendimento do Brasil.

Fincando raízes

Dunguel, como o pai, acha Brasília “ótima para viver”. E apesar de ter um trabalho que pode ser feito remotamente de qualquer lugar, ainda mora, trabalha e cria a sua filha na cidade. “A gente vai fincando raízes. Eu sou filho de Brasília.” Segundo ele, o Plano Piloto de Lúcio Costa ficou preservado “em alguns aspectos” conforme pensou o urbanista. “Aqui tem muito verde e espaço aberto.” Nesses lugares, é comum ver animais silvestres.

Apesar do entusiasmo, Alexandre Dunguel, tem suas críticas. Acha que sua filha, Gabriela (12 anos), não desfruta da mesma autonomia e independência que ele tinha na mesma idade. “As gerações atuais não têm a mesma iniciativa que a gente tinha de pegar um ônibus. A gente sente um pouco sequestrado dessa liberdade, por conta da violência urbana, mas isso não é só Brasília.”

O professor de Sociologia da UnB Arthur Trindade, especializado em políticas de combate à criminalidade e ex-secretário de Segurança Pública no Distrito Federal, avalia que, apesar da preocupação da sociedade local, Brasília tem uma situação de crimes letais “semelhante a grandes cidades norte-americanas.”

Na comparação entre as unidades da Federação, o Distrito Federal está entre as cinco unidades com menor taxa de homicídio por 100 mil habitantes: 20,1 – quase a metade do Rio de Janeiro (38,4) e menos de um terço do Rio Grande do Norte (62,8), a pior situação do país como aponta o Atlas da Violência 2019, editado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo Arthur Trindade, o maior problema de segurança em Brasília está nos crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos de carro. O especialista alerta, no entanto, que a situação varia dentro do DF. O Plano Piloto, onde moram Alexandre e Wilson, tem situação de segurança melhor que outros lugares, como as antigamente chamadas cidades-satélites ou os novos assentamentos urbanos distritais. “São coisas bem diferentes. Cada região administrativa tem uma situação distinta.”

O problema da violência cresce nas proximidades do Distrito Federal, na região metropolitana de influência chamada de Entorno, formada por municípios de Goiás. Essas localidades funcionam como cidades dormitórios de Brasília, as pessoas moram lá e trabalham no centro da capital. O professor aponta que “o impacto da violência no Entorno é bem menor que o imaginário supõe. [No caso das estatísticas de homicídio,] as pessoas matam e morrem nos seus bairros.”

Desigualdade

As diferenças apontadas pelo sociólogo quanto à violência entre as regiões administrativas do Distrito Federal e entre o DF e o Entorno também podem ser medidas com relação à desigualdade.

Dados da Codeplan contabilizam que no Lago Sul, onde vive 1% da população do DF, a renda per capita é de R$ 8.317,19. Na Ceilândia, onde moram 15% da população local, a renda per capita é de R$ 1.120,02 – 7,42 vezes menor que a do Lago Sul.

No Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), a renda per capita é de R$ 569,97 – 14,59 vezes menor que a do Lago Sul. Na área, vive 1,2% da população do DF, inclusive os moradores que residiam próximos ao Lixão da Estrutural, o maior aterro sanitário da América Latina em funcionamento até dois anos atrás.

Na comparação do DF com doze municípios do Entorno, a discrepância permanece. Segundo pesquisa da Codeplan, a renda domiciliar média do conjunto das cidades ao redor de Brasília é de R$ 2.441,67, duas vezes e meia menor do que a renda domiciliar média do DF.

Dada essas disparidades, o urbanista José Carlos Coutinho, professor emérito da UnB, teme que no futuro Brasília acabe “sendo um centro histórico cercado de pobreza por todos os lados”.

O professor e especialista em geografia urbana Telmo Amand Ribeiro, que mantém um canal no YouTube sobre Brasília, discorda dessa avaliação.

Ele ressalta que “as antigas cidades-satélites já estão virando novos redutos para a classe média”. O youtuber, no entanto, se preocupa com a exclusão das pessoas mais pobres do DF e sua retirada para o Entorno. “O Distrito Federal inteiro está gentrificando e expulsando gente para a região do Entorno”.

A situação socioeconômica de Brasília faz com que seus críticos a chamem de “ilha da fantasia”. Para Telmo Amand, o termo pode caber para o Plano Piloto, área central e mais rica da cidade, que “está fisicamente separada das demais regiões administrativas do Distrito Federal”.

A mesma avaliação faz o diretor do Instituto de Ciência Política da UnB, Lucio Rennó, que, em entrevista à Agência Brasil, destacou que “o conjunto do Distrito Federal e as adjacências não têm nada de ilha da fantasia”.

Em termos nacionais e até internacionais, a desigualdade de Brasília não a diferencia de outras partes do mundo. O sociólogo e economista Marcelo Medeiros, ex-morador da cidade, considera que “a desigualdade é alta em vários países e o que vemos em Brasília se repete na Argentina, na África do Sul, nos Estados Unidos e na China. A desigualdade é um problema global e se torna evidente nas metrópoles.”

As discrepâncias da capital federal não correspondem aos sonhos do primeiro brasileiro que quis trazer para o interior do Brasil a sede do poder: Tiradentes, cujo dia também é lembrado em 21 de abril. Duzentos e trinta anos depois dos inconfidentes, o país ainda não é a pátria imaginada.(Agência Brasil)

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

A justificativa para a ação foi baseada na ”proteção” dos postos de trabalho de norte-americanos


 Agência France-Presse
 
O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (21/4) a suspensão por pelo menos 60 dias da imigração legal aos Estados Unidos, argumentando que busca com isto proteger os postos de trabalho dos cidadãos americanos.
 
 Trump deu os primeiros detalhes em um vago anúncio feito na noite de segunda-feira, abordando um tema-chave para sua base conservadora, em um momento em que o desemprego dispara no país, devido à pandemia do novo coronavírus, que deixa mais de 43.000 mortos nos Estados Unidos.

abr
22
Posted on 22-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-04-2020
Veja nossas estatísticas
Veja nossas estatísticas

Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXIII – 3ª- feira 21/04/2020

random image
TachoNO jornal NH (RS)

DO EL PAÍS

Governador do Distrito Federal, que diz não considerar Bolsonaro um aliado, inicia reabertura do comércio após quase 40 dias de quarentena. Ele elogia novo ministro, e critica socorro econômico do Executivo

O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), em novembro de 2018, em sua casa em Brasília.
O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), em novembro de 2018, em sua casa em Brasília.Pedro Ladeira / Folhapress / Pedro Ladeira/Folhapress

O Distrito Federal tem o sétimo maior coeficiente de incidência do novo coronavírus no Brasil. São 289 casos para cada 1 milhão de habitantes, um índice considerado alto, mas ainda quase a metade do Amazonas, que lidera o ranking no país. Em Brasília e suas regiões administrativas moram 2,5 milhões de pessoas, e até esta terça-feira havia a confirmação de 881 pessoas infectadas e 24 mortes, o que coloca a taxa de letalidade na federação em 2,7% (ante 6,4% do índice nacional). Na avaliação do Ministério da Saúde, o DF está entre as sete unidades da federação próximas a entrar em uma fase descontrolada de contaminação. Ainda assim, o governador Ibaneis Rocha (MDB) demonstra tranquilidade para ampliar o afrouxamento do isolamento social que ele impôs por decreto desde a segunda semana de março. Segundo ele, a adoção rápida do confinamento deu tempo para o DF se preparar para a fase de pico, prevista para o fim de abril. “Não tenho dúvida nenhuma que surtiu efeito. Chegamos a ter dias com 80% de isolamento social. Isso ajudou muito para não estarmos em uma situação incontrolável hoje”, afirmou ao EL PAÍS. Foi o primeiro governador do país a adotar uma postura indicada por autoridades sanitárias, mas repudiadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que demitiu seu ministro da Saúde na semana passada exatamente por essas divergências.

Dizendo gostar do presidente, mas não o considerar um aliado, Ibaneis é um dos que concordaram com a demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, no último dia 16, ao contrário do que pensa 64% da população, conforme pesquisa Datafolha. “Acho que já foi tarde”. O governador do Distrito Federal também esteve entre os poucos que não assinou as recentes cartas críticas ao presidente —a mais recente, assinada por 20 governadores, manifestou apoio aos líderes da Câmara e do Senado em repúdio aos protestos com viés antidemocráticos realizados no domingo, com a presença do presidente. Com quase tudo fechado desde 12 de março, nas últimas duas semanas, Ibaneis autorizou a abertura de feiras livres, lojas de móveis e eletroeletrônicos, além de óticas. Até 4 de maio, deve abrir o restante do comércio. E, no começo de junho, autorizará o retorno das aulas nas redes públicas e privadas. Diz não sofrer pressões para fazê-lo antecipadamente e que, apesar do pico da doença chegar até o fim de abril, está preparado para um eventual aumento dos casos que necessitem de internações hospitalares. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por telefone.

Pergunta. Qual a sua avaliação sobre a demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde?

Resposta. Acho que já foi tarde. O ministro Mandetta fez um excelente trabalho antes do coronavírus. Na nossa secretaria de saúde ele ajudou muito na atenção básica e no reaparelhamento da saúde, na compra de medicamentos, nos equipamentos dos hospitais. Isso tudo até a chegada da covid-19. Depois, parece que ele foi colhido por um vírus político e entrou numa divergência com o presidente e esqueceu da condução e do tratamento do coronavírus no Brasil como um todo. Tínhamos condições que eram previsíveis em todo o país. Saber que São Paulo teria um colapso era uma coisa natural. Saber que Brasília corria um risco, em virtude de sua condição de ter embaixadas, o Congresso Nacional, abrigar a Presidência da República era alguma coisa previsível também. Alguns Estados do Nordeste também. O Ceará por causa do turismo e Pernambuco pela atividade econômica. Tem algumas situações que poderiam ter sido identificadas e tratadas de um modo diferenciado. Não sou médico, mas com base em nossa equipe concluí que ele não tratou o vírus da forma técnica como deveria. O tempo que ele perdia naquelas entrevistas era um tempo que poderia ser utilizado tratando de estratégias de combate com os governadores e secretarias de saúde dos Estados. Eu, nesse período todo ele não tratou comigo nenhuma vez.

P. Como assim? Não teve nenhuma reunião com o Mandetta nessa crise?

R. Não. Tudo o que fiz no Distrito Federal foi com os meus técnicos. Montei minha sala de gestão, montei os meus modelos, com todos os dados inseridos e pelas previsões. Analisei os dados do mundo que deram certo e errado. Eu entendo que o ministro Mandetta poderia ter feito um trabalho diferenciado olhando para o Brasil como um todo. Ele se envolveu em uma guerra com o presidente da República e se esqueceu de um exército formado pelas secretarias de saúde dos Estados e municípios.

P. O senhor também demitiu o Osnei Okumoto, seu secretário da Saúde, durante a pandemia. Por qual razão?

R. Foi no início da crise e não foi por incompetência ou por questões políticas, não. Ele é extremamente competente, da mesma maneira que é o Mandetta. Ele conhece muito de atenção básica. Me ajudou a resolver o problema da saúde do Distrito Federal. Hoje, temos quase 80% de cobertura na atenção básica, acabei com desabastecimento. Tudo isso foi ele quem fez. Mas, para o enfrentamento da crise com a agilidade que eu precisava, eu logo notei que o secretário Osnei não ia dar conta. Ele saiu, mas continua na minha equipe. Hoje, ele preside o hemocentro. Você tem uma pessoa para cada momento [Francisco Araújo Filho assumiu o comando da Secretaria de Saúde do DF]. O Mandetta foi num excelente ministro antes da crise, dentro da crise, entendo que ele não agiu bem.

R. Qual é a avaliação que o senhor faz do novo ministro da Saúde, Nelson Teich?

R. A primeira fala dele aponta para um rumo mais correto. Quero ver as ações. Em primeiro lugar, ele tem de esquecer a política, já que ele se coloca como um técnico. E ele tem de partir agora para uma união dos Estados. Tem de sentar com a equipe técnica dele e montar uma estratégia para os Estados para pensar na recuperação do Brasil como um todo. Como a crise se agravou em São Paulo, Fortaleza, Manaus, ele vai ter de adotar uma estratégia diferente. Se não o país não vai sair da crise.

P. O Ministério da Saúde inclui o DF como um dos que estão na iminência de entrar em uma fase descontrolada.

R. O Distrito Federal hoje está com uma curva de controle, tanto que eu estou falando já em reabertura. Agora, tem outros Estados que não vão tratar disso tão cedo. O ministério hoje tem de olhar o mapa do Brasil como um todo, ver a estrutura das cidades, aumentar a testagem da população como ele colocou na sua primeira manifestação e dar um socorro para cada um dos Estados prevenindo o que está acontecendo.

P. Conforme os seus técnicos, o pico já chegou no Distrito Federal?

R. Não. Vamos chegar no pico daqui mais uma ou duas semanas. Até o fim do mês.

P. Se ainda vai atingir o pico no fim de abril, por que o senhor prevê reabrir o comércio na primeira semana de maio?

R. Eu já tinha essa análise desde o fim de março. Como estamos sob controle, eu tive tempo para melhorar minha rede de saúde. [Até a sexta-feira, 17 de abril] Hoje tenho só 17 pessoas internadas para 300 leitos de UTI na rede pública. Somando com a rede privada chegamos a uns 500 leitos só pra Covid-19. Temos o maior número de leitos da UTI, temos mais de 1.600 leitos. A nossa previsão é que o vírus agora vai se espalhar para as comunidades mais carentes. E muitos deles não tem condição de fazer um isolamento domiciliar. Como eu diminuí muito o atendimento dentro dos hospitais, separei o Hospital Regional da Asa Norte [referência na rede pública] que só está atendendo queimados e covid-19. Então, eu tenho leitos hoje para fazer isolamento até quem não tem conta de se isolar em seu domicílio. E até o fim do mês também terei um hospital de campanha pronto.

P. Qual é a estrutura desse hospital de campanha?

R. Serão mais 200 leitos no estádio Mané Garrincha. Não terá UTI, mas será destinado para quem se infectar nas regiões mais carentes e não tem como se isolar. Darei o isolamento para pessoa e, se for necessário, o que sair do estágio mais grave da UTI e ainda precisar ficar internado, irá para esse hospital de campanha

P. Brasília está em isolamento desde a segunda semana de março. Acha que surtiu efeito?

R. Não tenho dúvida nenhuma que surtiu efeito. Chegamos a ter dias com 80% de isolamento social. Isso ajudou muito para não estarmos em uma situação incontrolável hoje.

P. Há empresas que fazem esse monitoramento que apontam que o isolamento hoje está torno de 55% no DF. Por que reduziu tanto?

R. Ainda somos o primeiro do Brasil. Reduziu porque eu já abri algumas atividades [feiras, lojas de eletrônicos, móveis e ótica]. Essa é uma gripe que muita gente vai pegar. O que temos é diminuir o ritmo da infecção. Vamos chegar num ponto que teremos 70% das pessoas infectadas. Como não tem vacina, só vamos ter a imunidade quando tivermos mais de 60% da população que tiveram contato com o vírus.

P. Pelo seu decreto, as escolas só devem reabrir em junho. Já que está abrindo o comércio, pretende alterar essa data também?

R. Não. No caso das escolas, se eu as mantenho fechadas, diminuo pela metade o número de pessoas circulando na cidade. Antes do início das medidas, eu tinha em torno de 1,2 milhão de pessoas que circulam diariamente. Eu mantendo as escolas fechadas e servidores públicos em teletrabalho, eu vou ter, com a reabertura do comércio, em torno 500.000 a 600.000 pessoas circulando.

P. Sente-se pressionado por empresários, comerciantes ou qualquer outro setor para afrouxar as medidas de restrição de isolamento social o quanto antes?

R. Não. Eu passei minha vida todinha na advocacia. Não sou sujeito à pressão. Como fui eleito por mim mesmo, não tive o apoio de ninguém, não devo nada a ninguém. Tenho uma condição diferenciada.

P. Um diálogo vazado do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, com o deputado Osmar Terra mostrou que se o senhor relaxasse as medidas, poderia servir de exemplo para os demais governadores. Isso de alguma forma afetou suas decisões? Sentiu-se sob pressão para reabrir logo?

R. Não. Eu tive uma conversa com o ministro Braga Netto (Casa Civil) e com o Osmar Terra. Fui eu quem falei para eles que tinha previsão de abrir antes. E, se o governo me ajudasse, eu poderia servir de exemplo. Quando eu falo isso, eu preciso de ajuda para fazer uma testagem em massa, para ter maior nível de segurança. E preciso equipar mais meus hospitais. Aí, eu disse a eles que Brasília podia ser um exemplo. Nós adotamos as medidas de isolamento com muita firmeza e estamos fazendo nossa parte. Essa foi a informação que eu passei para eles. Naquele diálogo, eles só replicaram a minha fala.

P. E essas testagens em massa. Há previsão de acontecerem?

R. Começamos a fazer já. Antes, fazíamos em torno de 600 testes por dia e aumentamos para 1.000. Contratei um laboratório e contratarei mais dois para que, na próxima semana, passemos a fazer 1.500 testes ao dia. O ministério está nos ajudando enviando 15.000 testes. Até o fim do mês, quero chegar a 2.000 testes por dia. Até o final de maio quero chegar a 400.000 pessoas [cerca de 15% da população].

P. A mortalidade no Distrito Federal é de 2,7% dos infectados, enquanto que a do Brasil está na casa dos 6,4%. A que atribuiu esses dados?

R. Às condições de nosso atendimento médico tanto na rede pública quanto na privada, que é muito bem equipada.

P. Qual é o impacto financeiro dessa crise para o DF?

R. É muito ruim do ponto de vista econômico. Mas do ponto de vista da saúde, tivemos a oportunidade de reequipar a rede pública, inclusive. Estamos com nossos leitos públicos renovados e ampliados.

P. E os respiradores. Conseguiram comprar?

R. Sim. Nós recuperamos 250 que estavam em nossa sucata. Compramos 150 com recursos do BRB [banco estatal de Brasília] com doações de empresários e mais 150 com recursos próprios. Soma-se a isso outros 160 que já tínhamos [total 710].

P. O senhor já se declarou aliado do presidente Bolsonaro. Mas, ultimamente, tem adotado medidas diferentes das que ele defende. Ainda é um aliado dele?

R. Eu sou um hospedeiro da presidência da República e do Congresso Nacional. Eu sabia que teria de ter uma boa convivência com todos eles. Eu tenho um bom relacionamento com o presidente e com os ministros. Agora, nem por isso sou obrigado a concordar com tudo o que ele fala e faz. Vivi e cresci dentro da democracia. Eu convivo com opiniões divergentes com muita facilidade. Agora, eu adoto as que eu acho que estão corretas. Isso não me faz brigar com ninguém. Posso não concordar com muita coisa que ele fala, mas não vai me fazer um inimigo dele.

P. Mas o senhor já subscreveu cartas de governadores que criticavam o presidente. Acha que, de alguma maneira, elas interferiram na relação dos governadores com ele?

R. Eu subscrevo as cartas. Sou coordenador do fórum. Quando houve uma reunião para tratar de uma questão mais politizada, eu não participei. Quando há reuniões que contém críticas positivas e, se adotadas, podem ajudar na evolução, eu assino sem problema.

P. Para ficar claro. O senhor é ou não um aliado do presidente?

R. Sou um aliado. Não, corrigindo. Sou aliado, não. Eu gosto do presidente e de muita coisa que ele fez, só não concordo com todas.

P. Está satisfeito com o socorro econômico anunciado pelo Governo federal aos Estados e Municípios e da forma com que ele foi votado na Câmara?

R. Esse pacote que não olha para os Estados entendendo que o Brasil é um país continental com suas divergências. A principal renda das regiões Norte de Nordeste vem do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados. Tem razão os parlamentares e governadores de lá quando fazem suas críticas. Quando você vem para Centro-Oeste, Sul e Sudeste, você tem uma modificação na composição dessa renda. Nossa principal fonte é a arrecadação de tributos: ICMS e ISS, principalmente. Esse pacote trata todos os Estados da federação da mesma maneira, e, por isso, você não consegue resolver o problema. Fica cada um puxando a corda para um lado e gera uma situação de impasse. Faltou um pouco de técnica na elaboração, para que realmente tivesse uma solução que atendesse a todos. Isso não é só desse Governo, o Brasil sempre foi assim. Eles tentam dar uma solução nacional, quando nossos problemas são regionais. A nossa Constituição teve esse pecado, quis igualar todo mundo, esquecendo que todos os brasileiros vivem em localidades diferentes.

“Hino à Brasília”: Hino do Distrito Federal com as imagens dos cartões postais da cidade.”Céu de Brasília, traço do Arquiteto, gosto tanto dela assim”(Djavan). Salve, Salve e Feliz aniversário, apesar do sufoco!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL

O petebista enxerga tentativa do Congresso de promover impeachment do presidente

Andreza Matias
 
 

BRASÍLIA – Na semana em que o presidente Jair Bolsonaro aumentou os ataques ao Legislativo e ao Judiciário, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, disse que há uma tentativa do Congresso de promover novo impeachment no País e previu uma reação à altura. “Para derrubar Bolsonaro, só se for a bala”, afirmou ele, ao citar a possibilidade de um confronto de “sangue” entre direita e esquerda. “Vai acabar tendo de ter uma intervenção até para estabilizar”, emendou, em uma referência às Forças Armadas. A análise reverbera o que pensa a ala ideológica que cerca o presidente.

Com 37 anos na política, Jefferson já foi da tropa de choque do então presidente Fernando Collor, denunciou o mensalão do PT, acabou preso e, desde então, acompanha o cenário como um espectador privilegiado. Jefferson disse não ver um ato de desespero nas atitudes de Bolsonaro, que participou domingo de um ato que pedia o fechamento do Congresso, Supremo e a destituição de governadores. “O que o Bolsonaro está fazendo? Está botando o povo na rua, mas do lado dele”, argumentou. Para o presidente do PTB, Bolsonaro só cometeu um erro ao participar da manifestação: “Não deveria ter ido de camisa vermelha.”

O sr. insinuou, em entrevista, que o Parlamento está preparando o impeachment do presidente Bolsonaro. Com base em que o senhor disse isso?

É uma dedução minha. Deputados estão me falando que o Rodrigo (Maia, presidente da Câmara) vai acelerar o projeto de reeleição (para os comandos da Câmara e do Senado, proibido na mesma legislatura). E as atitudes do Rodrigo mostram o confronto aberto com o Executivo. Ele dá a cabeça do Bolsonaro e ganha a sua reeleição. Esse acordo pela reeleição pode ser feito independentemente de se colocar o impeachment na mesa.

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teria coragem de dar andamento ao impeachment de Bolsonaro?

O Rodrigo é muito habilidoso e está reunido com Fernando Henrique, Doria (João Doria, governador de São Paulo), Wilson Witzel (governador do Rio), com o presidente da OAB (Felipe Santa Cruz) e partidos de esquerda. O maestro dessa orquestra é o Fernando Henrique. A entrevista dele ao Estado de domingo é nítida. Eu era da CPI do Collor e vi bem o Fernando Henrique articular contra o Collor (Jefferson foi líder do governo Collor na Câmara). Ele sabe fazer. Ele era senador naquela época.

O ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema que ficou conhecido como mensalão, em foto de 2005, na capital federal.
 
O ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema que ficou conhecido como mensalão, em foto de 2005, na capital federal.

Foto: Jamil Bittar / Reuters

Quais elementos o sr. vê na entrevista do Fernando Henrique sobre isso?

O pior foi ele dizer que o governo é compartido entre Senado, Câmara e Supremo. Como o presidente não tem agenda legislativa, ele não governa. E, quando ele não governa, é passível de impeachment. Ele ainda diz mais. (Diz que) O Brasil, apesar de não aceitar culturalmente o parlamentarismo, vive um parlamentarismo branco. A entrevista dele foi o prefácio do golpe. Ele diz claramente que o presidente não tem condições de governar. Diz que o (Luciano) Huck acabou e quem cresceu foi o Doria, fazendo oposição a Bolsonaro. Ele desenha o quadro totalmente (em mensagem postada no Twitter, no domingo, FHC diz que não é bom acirrar crises institucionais).

As declarações e atitudes de Bolsonaro mostram a reação de alguém acuado ou ele se perdeu?

O Bolsonaro não se perde. Para derrubá-lo só se for a bala. Ele é guerreiro. É leão. Não vai miar. Ele vai rugir. Eu não vejo nas atitudes de Bolsonaro um ato de desespero. Ele está buscando o apoio que precisa ter. O Fernando Henrique diz: falta de governabilidade, governo compartilhado e povo na rua. O que o Bolsonaro está fazendo? Está botando o povo na rua, mas do lado dele. A terceira perna do tripé para o impeachment que o Fernando Henrique constrói na entrevista ao Estado é o povo. Só falta o povo.

O discurso radical do presidente não afasta uma parcela do eleitorado dele?

Ele tem 36% do eleitorado. Não perdeu nada.

Mas a avaliação dos governadores começa a subir e o Luiz Henrique Mandetta, demitido do Ministério da Saúde, já tinha tanto apoio quanto ele.

O Mandetta tinha a caneta e estava dando dinheiro. Estava cooptando para o DEM governadores e prefeitos. Não poderia nem integrar esse governo.

Mas, quando o presidente participa de manifestação de quem defende medidas antidemocráticas, isso não mostra haver uma escalada autoritária?

A escalada autoritária está sendo feita contra ele, mas com luvas de pelica. Fernando Henrique, Rodrigo Maia, com a TV Globo todo dia dizendo que o presidente é um homem do mal. Com luva de pelica eles estão dizendo que Bolsonaro não pode continuar porque chegou a um ponto que a agenda política não pertence mais a ele. Ele reage do jeito que ele sabe. Mas ele não falou em AI-5, em fechamento do Congresso ou do Supremo. Eu achei que ele não deveria ter ido de camisa vermelha. Eu não uso camisa vermelha. Ele errou nisso. Achei horrível. (risos)

O sr. tem falado com o presidente?

Nunca conversei com ele depois da eleição ou com alguém do governo.

Os militares não gostaram da atitude do presidente. Os militares ajudam ou atrapalham?

Eles sempre foram a elite do País. E ninguém faz política sem as Forças Armadas. Assim como não há Forças Armadas sem política. Dizer que militar não sabe fazer política é brincar. Mas eles têm outro pensamento. Não pensam em se locupletar. Pensam na Pátria. E Bolsonaro, apesar de tosco, se encaixa nisso. É idealista.

Até que ponto os militares apoiam Bolsonaro?

Se o Congresso fizer isso (impeachment), nós temos que ir para as ruas e apostar em qualquer jogo. E os militares vão ser chamados a agir. Se essa turma do vermelho achar que vai mudar o jogo peitando, fazendo um golpe legislativo para tirar um governo legal, vai encontrar resistência forte, à altura da agressão. E vai acabar tendo de ter uma intervenção até para estabilizar o que está ocorrendo por parte das Forças Armadas.

Intervenção militar?

Intervenção nas ruas. Aí eu não sei como vai ser. Se a esquerda fizer qualquer ação para tirar o Bolsonaro, vai encontrar a direita na rua. Vai ter sangue.

Está faltando um bombeiro para acalmar os ânimos de ambos os lados?

Não estou vendo na classe política ou no Judiciário um bombeiro. O Fernando Henrique está botando fogo. Eu ainda não consegui ver uma figura moderadora. Isso é um problema. Toda democracia precisa do seu moderador. Um grande homem respeitado, que pudesse ser um moderador, eu não estou enxergando.

O sr. acha que o gabinete do ódio intimida quem possa tentar se colocar como essa voz moderadora?

Eu não acredito nesse gabinete do ódio.

O sr. já foi atacado nas redes pelo grupo pró-Bolsonaro?

Não. Só pelo grupo da esquerda. Ninguém é unanimidade. Eu bato e apanho e acho que está ótimo (risos).

Os filhos do presidente atrapalham? O ex-presidente Fernando Henrique disse que Bolsonaro não entendeu seu papel ao colocar os filhos dentro do governo…

Os filhos do Fernando Henrique não tinham mandato. Os do Bolsonaro foram eleitos pela vontade do povo e muito bem votados.

abr
21
Posted on 21-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-04-2020

Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
Bolsonaro: mais um recuo (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Após ser alvo de críticas de diversos setores políticos e judiciais, o presidente Jair Bolsonaro recuou, mais uma vez, e afirmou, nesta segunda-feira (20), que não é a favor do fim da democracia.
“No que depender do presidente Jair Bolsonaro, democracia e liberdade acima de tudo. Não tem que fechar nada. Aqui é democracia. Aqui é respeito às instituições. Supremo aberto e transparente. Congresso aberto e transparente. Não vamos aceitar colocações baixas”, disse aos jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.
Neste domingo (19), o presidente discursou em um ato pró-ditadura militar em frente ao QG do Exército e disse que “não ia negociar nada” com ninguém, dizendo que os manifestantes podem “contar”

abr
21
Posted on 21-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-04-2020

Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the treesBolsonaro participou de manifestação em Brasília pedindo o fechamento do Congresso Nacional (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag.Brasil)

Por meio de carta, 20 dos 27 governadores do país expressaram apoio aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, e contestaram críticas de Jair Bolsonaro aos dois.

O documento diz que o “Fórum Nacional de Governadores” está ao lado de Maia e Alcolumbre “diante das declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a postura dos dois líderes do Parlamento brasileiro, afrontando princípios democráticos que fundamentam nossa nação”.

Na quinta-feira (16), dia em que Bolsonaro demitiu Luiz Henrique Mandetta do cargo de ministro da Saúde, Bolsonaro deu entrevista à rede CNN Brasil criticando por várias vezes Rodrigo Maia. O chefe de Estado disse que a atuação do parlamentar era “péssima” e parecia que tinha a intenção de “tirar” Bolsonaro do “governo”.

Neste domingo (19), Bolsonaro participou de ato em Brasília pedindo o fim do isolamento social para combater a disseminação do coronavírus, mas que também defendia pautas como uma intervenção militar e o fechamento do Congresso.

Em 15 de março, início da crise da epidemia no Brasil, o presidente também participou de ato contra a Câmara e o Senado. Após críticas de Maia e Alcolumbre, ele disse que os dois deveriam “ir às ruas” para ver como seriam “recebidos”.

‘Atenção às necessidades dos estados e municípios’

A carta assinada pelos governadores elogia o “empenho” dos presidentes da Câmara e do Senado na crise do coronavírus.

“Nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises, temos testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara têm se conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos estados, do Distrito Federal e dos municípios brasileiros”, afirma o comunicado.

O Congresso tem discutido maneiras de minimizar os efeitos econômicos da crise provocada pela COVID-19, por exemplo prestando socorro financeiro a estados e municípios, medida criticada por Bolsonaro.

O documento diz ainda que as ações diante da epidemia são pautadas pela “ciência” e “orientações de profissionais da saúde”.

“Nossa ação nos estados, no Distrito Federal e nos municípios tem sido pautada pelos indicativos da ciência, por orientações de profissionais da saúde e pela experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da pandemia, buscando, neste caso, evitar escolhas malsucedidas e seguir as exitosas”, afirma a carta.

Governadores defendem ações de ‘salvaguarda da população’

Além disso, o comunicado diz que não existem “conflitos inconciliáveis” entre proteger a população e a economia.

“Não julgamos haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional, ainda que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos”, afirma a carta.

O documento é assinado pelo governador de Alagoas, Renan Filho; do Amapá, Waldez Goés; da Bahia, Rui Costa; do Ceará, Camilo Santana; do Espírito Santo, Renato Casagrande; de Goiás, Ronaldo Caiado; do Maranhão, Flávio Dino; do Mato Grosso, Mauro Mendes; do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; do Pará, Helder Barbalho; da Paraíba, Paulo Câmara; de Pernambuco, Wellington Dias; do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; de Santa Catarina, Carlos Moisés; de São Paulo, João Doria; de Sergipe, Belivaldo Chagas; e do Tocantins, Mauro Carlesse.(Sputnik Brasil)

Pages: 1 2 ... 5 6 7 8 9 ... 21 22

  • Arquivos