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“Bom dia”: encontros com João Carlos Teixeira Gomes, o Pena de Aço,
Sergio Ricardo e Sylvio Caldas…
CRÔNICA
ENCONTROS E DESPEDIDAS

Gilson Nogueira

Caso minha memória esteja, ainda, cem por cento, o título acima dá para entreter os leitores que honram-me com sua leitura ao lembrarem a canção de Fernando Brant e Milton Nascimento. A composição é daquelas que fazem parte da lista contendo as melhores do mundo e ecoa na alma dos que a ouvem em silêncio e aplaudem a dupla que a criou, especialmente, seu maior intérprete, ele, Milton, o melhor cantor de todos os tempos das Minas Gerais amada.

Espanto a mosca invasora da minha paz vespertina e lembro que minha intenção,aqui, é citar encontros, alguns, com artistas e cantores desse meu Brasil superior aos “atores” de uma chanchada republicana. Eles duelam verbalmente no noticiário do dia como se o Coronavírus não existisse no mais importante país da América do Sul.

Para eles, uma banana, diria meu velho! Bem, amigos, vou retomar o fio da meada, começando a recordar-me um encontro inesperado no silêncio apertado de um elevador em uma cidade do Nordeste. Era ele, em carne e osso, um dos primeiros fãs meus da Bossa Nova! “Bom dia!”, “Bom dia!” E Sérgio Ricardo seguiu. Vão-se alguns anos. Como aquele em que fui apresentado ao “ Caboclinho Querido”, o inesquecível Sylvio Caldas, em uma peixaria, na cidade de Santos, pelo irmão mais moço de meu pai.

Lembrei dele, tio Sylvio, ao testemunhar, está semana, sobrevoando a região serrana do Rio de Janeiro, objetos voadores não identificado, em fila. Contei quase vinte deles. Um, no meio da emoção, aumentou o brilho, no instante em que o observava. Sorri, sozinho, enquanto as estrelas pareciam-me dizer: “ Fique frio, baiano, isso deve ser coisa de Trump!” E fui dormir, recordando sonhos na Rua do Jenipapeiro. Em alguns, flutuei no ar! Verdade ou não, os homenzinhos verdes voltaram a aparecer por lá, anos depois, com direito a registro no hoje saudoso Jornal da Bahia, aquele, trincheira da Democracia, em que fui colega de Anísio Félix, Geraldo Lemos, Joca, o Pena de Aço, nascido João Carlos Teixeira Gomes, também meu ex-professor na Ufba velha de guerra.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta. ( Ah, outros encontros virão! Na próxima crônica! )

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Comentários

Vanderlei on 29 Abril, 2020 at 22:36 #

Combinação perfeita do texto com a belíssima música de dois gênios da Música Popular Brasileira.


GILSON NOGUEIRA on 3 Maio, 2020 at 20:35 #

Caro amigo, obrigado pelo elogio. Sua opinião é uma honra. Grande abraço!


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