Bandanas :Uma moda que revitaliza os looks
   CRÔNICA                     
Do Porto da Barra ao caubói de máscara
Gilson Nogueira

Ah, o Porto da Barra, quem dera, agora, ensolarado, com aquela gente bronzeada mostrando seu valor! E o vendedor de picolé mercando “ A Beleza do Mata Quentúria!”, que inventou, à minha frente. O sorvete não possuía diferença alguma, em relação aos outros, mas, era diferente! Como Salvador dos anos 60, 70 e 80 do século passado.

Havia um clima de paz no ar! De repente, o vírus da violência chegou. E contaminou todo mundo, ou quase. A poesia, parceira da paquera nua, foi para o beleléu, escafedeu-se, como diria, agora, se vivo estivesse, o inesquecível Dudu Bacalhau, integrante da turma dos coroas que batiam ponto na balaustrada mais famosa do país de domingo a domingo. Pois é, o universo da praia que o filho de Santo Amaro ajudou a ser mais conhecida, de ponta a ponta do país onde a estupidez parece ser matéria-prima na fabricação de um remédio para combater o Covid-19, essa invenção do demônio, já era!

A razão? O ser humano se esqueçeu de ser humano. “ E a merda taí, para quem quiser ver e sentir”, sentenciou-me um amigo que viveu a fase da Boa Terra da hospitalidade à flor da pele, como se dizia aos que lá chegavam. Todo esse intróito pertence ao desejo do irmão de Flávio Luís em fazer uma charge lembrando os cowboys dos filmes da minha adolescência, na tela grande,com lenços cobrindo o nariz e boca, rendendo o bandido mais procurado do mundo, ele, Corona Kid! Gilson Nogueira, direto da Terra da Bossa Nova, para o BP e o mundo!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

“The Magnificient Seven Theme”: clássico e imortal tema de Sete Homens e u8m Destino.Filmaço e trilha musical para qualquer tempo.

Se possível, boa quarentena!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

abr
17
Posted on 17-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-04-2020

DO EL PAÍS

 Afonso Benites|Beatriz Jucá|Rodolfo Borges

Brasília e São Paulo
Luiz Henrique Mandetta, em uma entrevista no Planalto. Ele foi demitido do Ministério da Saúde nesta quinta-feira.
Luiz Henrique Mandetta, em uma entrevista no Planalto. Ele foi demitido do Ministério da Saúde nesta quinta-feira.Ueslei Marcelino / Reuters

A novela acabou. Luiz Henrique Mandetta foi demitido do posto máximo no Ministério da Saúde por Jair Bolsonaro em plena crise do coronavírus, que já provocou ao menos 1.924 mortes no país. O anúncio foi feito pelo próprio Mandetta no Twitter, na tarde desta quinta-feira. “Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar.”, escreveu o ex-ministro. Para substituir Mandetta, Bolsonaro escolheu o médico oncologista Nelson Teich. Teich se reuniu na tarde desta quinta-feira com o presidente, pouco antes de o mandatário se encontrar com o próprio ex-ministro.

Logo após o anúncio, Mandetta começou um pronunciamento ante os jornalistas em Brasília. Com voz embargada, ele agradeceu a equipe na pasta e prometeu ajudar na transição. Enquanto o ex-ministro ainda falava, Bolsonaro começou seu próprio pronunciamento no Planalto. “Foi um divórcio consensual”, disse o presidente, abatido, falando pausadamente. Segundo o mandatário, a exoneração formal de Mandetta estava prevista para acontecer nas próximas horas.

O presidente voltou a criticar as medidas de isolamento social defendidas pelo Ministério da Saúde até agora, por causa do impacto na perda de empregos. Prometeu uma mudança paulatina nas diretrizes, ao lado do futuro ministro Nelson Teich. “Gradativamente temos que abrir o emprego no Brasil”, afirmou Bolsonaro. Teich, por sua vez, fez uma breve fala dizendo que nenhuma atitude será tomada “de maneira brusca” e prometeu aumentar a testagem, um dos grande gargalos do combate do coronavírus até agora, pela falta de exames e déficit de capacidade de processamento dos laboratórios. De momento, o novo ministro começou por tentar mostrar afinidade com o discurso de Bolsonaro, dizendo que não há antagonismo entre economia e saúde. “Existe um alinhamento completo entre mim e o presidente”.

Crise política e artilharia contra Maia

As reações à saída de Mandetta, dada como certa há alguns dias, foram imediatas. Em alguns pontos de São Paulo, de Brasília, do Rio e de Fortaleza, houve panelaços de protesto, que se repetiram por volta das 20h30. Em pouco mais de um mês de crise do coronavírus, Mandetta viu sua popularidade crescer a níveis lulistas: segundo pesquisa Datafolha, 76% dos brasileiros aprovam a gestão do Ministério da Saúde, mais do que o dobro do que aprovam a presidência de Bolsonaro. Nesta quarta-feira, pesquisa do Atlas Político mostrou que 76% da população era contra uma saída do ex-deputado do posto, que chegou ao posto após se aproximar de Bolsonaro antes da campanha de 2018.

A demissão foi uma decisão eminentemente política. O presidente não estava de acordo com a conduta de Mandetta na defesa das medidas de isolamento social ou da não aplicação da cloroquina de maneira generalizada para o tratamento da covid-19. Isolado politicamente, Bolsonaro viu uma chance de se livrar do ministro-estrela após ter a sinalização de seus ministros militares de que não se oporiam mais à saída do ministro, como tinham feito antes. Restava o apoio à Mandetta nas classes política e médica e, contra isso, Bolsonaro mandou produzir nesta semana um dossiê para justificar a demissão de seu ministro. Conforme revelado pela revista Veja, o presidente pediu que fossem investigadas eventuais irregularidades cometidas pelo próprio ministro e por dois de seus assessores: José Carlos Aleluia e Abelardo Lupion. Os dois são ex-deputados pelo DEM, assim como Mandetta, e davam expediente no ministério como assessores especiais na área de gestão.

Segundo a revista, um grupo formado por funcionários da Agência Brasileira de Informações (Abin) e do Exército apuram informações sobre pagamentos suspeitos, contratos que foram assinados pelos assessores Lupion e Aleluia. Bolsonaro queria ter um dossiê para derrubar o ministro. Não chegou a apresentá-lo na reunião que oficializou a exoneração. No pronunciamento que fez após a demissão, Mandetta elogiou ambos. “Os dois melhores conselheiros políticos que eu poderia ter, o Abelardo Lupion e José Carlos Aleluia”.

Em seu discurso de despedida, Mandetta também afirmou que trabalhará na saúde na esfera internacional, sem detalhar o que isso seria, e pediu que os servidores sigam defendendo “a vida, a ciência e o Sistema Único de Saúde”, o que virou sua palavra de ordem nas últimas semanas. “A ciência é a luz. É o iluminismo. Apostem todas as suas energias através da ciência”, lançou, em mais recados a Bolsonaro. Também pediu que os funcionários que ficarem no ministério ajudem o seu sucessor no cargo. E orientou a população a seguir as recomendações de prefeitos, governadores e técnicos que defendem o isolamento social. “Não pensem que estamos livres de um pico de ascensão dessa doença”, advertiu.

Diversos partidos emitiram notas e fizeram declarações oficiais lamentando a demissão de Mandetta. O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, afirmou que o ministro foi demitido por fazer um bom trabalho. O deputado federal e primo de Mandetta, Fábio Trad (PSD-MS), disse que ser exonerado do cargo por Bolsonaro é ser “absolvido pela história”.o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou que a saída do ministro representava uma enorme perda para o Brasil. Presidente da frente parlamentar da medicina e membro da comissão externa do coronavírus na Câmara, Hiran Gonçalves (PP-RR), resignou-se dizendo que a demissão de Mandetta era só uma questão de tempo. “Sua situação tornou-se insustentável após os últimos enfrentamentos com o presidente”.

Bolsonaro também recebeu uma nota de pesar conjunta vinda do Congresso. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, do Senado, ambos do DEM como Mandetta, lançaram nota única lamentando a troca e alentando protocolarmente o substituto Teich.

Nem bem digerida a tensão provocada pela troca de Mandetta, mais tarde, o presidente aprofundaria as rusgas com o Parlamento. Ao canal CNN Brasil, Bolsonaro acusou Maia: “O sentimento é que ele não quer amenizar os problemas, e quer atacar o Governo federal, enfiando a faca no Governo federal, no sentido figurativo, para resolver os problemas de outro lado. Vão matar a galinha dos ovos de ouro, que é o Governo federal. Parece que a intenção é me tirar do Governo”, reclamou. Momentos depois, o presidente da Câmara respondeu, no mesmo canal: “Ele joga pedra e o Parlamento vai jogar flores ao Governo federal”, amenizou. Maia acrescentou, no entanto, que “a saída do Mandetta assusta 80% da população brasileira pelo menos”. “Numa guerra, quando se troca o general, a tropa fica sem comando”, disse Maia, usando metáfora militar cara ao Planalto. Se uma das novelas teve seu epílogo com a chegada de Teich, outra já se apruma para tomar o lugar em Brasília.

abr
17
Posted on 17-04-2020
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O presidente vetou dois trechos, sobre apresentação de receita digital e outro que deixava com o Conselho de Medicina a competência de regulamentar a telemedicina após o período


  Sarah Teófilo
 
(foto: ISAC NOBREGA/AFP)
(foto: ISAC NOBREGA/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira (16/4) o uso da telemedicina durante a crise causada pelo novo coronavírus. A lei, publicada no Diário Oficial da União (DOU), explica que telemedicina é “o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção da saúde”. 

De acordo com texto, “o médico deverá informar ao paciente todas as limitações inerentes ao uso da telemedicina, tendo em vista a impossibilidade de realização de exame físico durante a consulta”. O serviço prestado deverá seguir os “padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial”. 
O presidente vetou dois trechos. Um deles dizia que caberia ao Conselho Federal de Medicina (CFM) a regulamentação da telemedicina após o período da pandemia. O outro pontua que as receitas médicas apresentadas digitalmente serão válidas, “desde que possuam assinatura eletrônica ou digitalizada do profissional que realizou a prescrição, sendo dispensada sua apresentação em meio físico”.

abr
17
Do  Jornal do Brasil

GILBERTO MENEZES CÔRTES

O novo ministro da Saúde, o oncologista Nelson Teich – que tem formação em MBA no IBMEC, onde conheceu, em 2006 o atual ministro da Economia, Paulo Guedes – definiu, preliminarmente, que precisa ter dados sólidos em mãos para definir os próximos passos além da atual restrição de mobilidade horizontal. Uma das deficiências é a quase ausência de instrumentos para fazer a testagem (nem os médicos e paramédicos) têm sido testados para saber se estão infectados ou se desenvolveram anticorpos contra o novo coronavírus (Covid-19). Esta fase é possível de ser corrigida só com a chegada de milhões de testes importados.

A outra deficiência, bem mais difícil de resolver, para garantir dados sólidos sobre a movimentação da doença no imenso território brasileiro, é a quase completa desarticulação entre a central de coleta de dados do ministério e as secretárias estaduais de saúde e destas com as secretarias municipais – para ficar apenas na imensa rede do SUS – e de outra parte, a falta de alimentação de dados pelos hospitais particulares e planos de saúde à rede pública.

Teich fundou o Grupo Clínicas Oncológicas Integradas (COI), em 1990, e foi seu presidente até 2018, tendo passado os últimos três anos, vinculado ao United Health Group, que comprou a Amil, em 2015. Em artigos, sempre frisa a importância de se trabalhar com dados sólidos. O que reafirmou na cerimônia da tarde desta quinta-feira, 16 de abril, no Palácio do Planalto.

Excessivamente controlado, com ar de ter tomado tranquilizantes, o presidente Jair Bolsonaro agradeceu o trabalho de Henrique Mandetta, disse que a pandemia virou “uma verdadeira máquina de moer empregos”, tentou dividir responsabilidades da crise com os governadores que adotaram restrições à movimentação da população em geral e orientou Teich a olhar para a saúde e o desemprego simultaneamente. Teich não se comprometeu com uma guinada nos planos atuais de isolamento horizontal e vertical.

Os entraves da burocracia

Os dados do ministério da Saúde divulgados na tarde desta quinta-feira, com base nos informes centralizados das secretarias estaduais de saúde, indicaram a ocorrência de 2.105 novos infectados, cujo total chegou a 30.425. Com mais 188 mortes hoje, o país acumula 1.924 vítimas fatais. A cifra de 188 mortes, não chega a tranquilizar – embora tenha indicado queda frente a dois dias de registros de pouco mais de 200 casos.

É que se a frente de médicos e paramédicos está atuando além de suas forças nos hospitais e UTIs, a parte burocrática das secretarias municipais e estaduais não responde no mesmo ritmo. Já virou tradição que os registros caiam no sábado e domingo e voltem a dar picos na terça-feira.

A razão é simples: enquanto os empregados do setor privado (os que não perderam empregos) estão operando de casa, a burocracia folga a partir das 17 horas de sexta-feira e só retoma o batente na manhã de segunda. Como semana passada houve o feriado prolongado da Semana Santa, os dados ficaram bastante irregulares e precisam de uma clivagem.

Na próxima semana, com o feriado de Tiradentes (21 de abril) e a comemoração do Dia da Consciência Negra em alguns estados e municípios (dia 23), na próxima quinta-feira, a base de dados vai ficar mais deficiente. É preciso criar um sistema de fluxo de informações mais constante e atualizado.

Amazonas o estado mais crítico

Mas o cotejo das informações oficiais do Ministério da Saúde com os dados do IBGE mostra um quadro bem mais preocupante. O Amazonas, com a capital Manaus concentrando 1.350 (87%) dos 1.554 casos registrados em todo o estado, e 124 mortes (quase 90% em Manaus), revela-se a situação mais preocupante no país. Embora o estado tenha apenas 1,88% da população brasileira (4.194 milhões, para um total de 211,393 milhões em todo o Brasil), a incidência de casos no AM chega a 6,5% do total nacional e a capital do estado, com 2,18 milhões de habitantes teria um número alarmante.

Basta comparar com São Paulo, que foi o primeiro estado a registrar contaminações e lidera, com a capital paulista à frente, o maior número de infectados e de mortes. São Paulo tem 46,207 milhões de habitantes (22% da população brasileira). E a capital, tem 12,252 milhões (5,8% da população nacional). O estado registra 853 mortes, o que equivale a 44% do total nacional (o dobro da participação do estado na população brasileira). E a capital paulista registra 7.754 casos, mais de 25% do total do país.

Parece claro que a concentração em São Paulo tem a ver com a sua maior população, o seu alto padrão de vida e a existência no estado dos aeroportos internacionais e nacionais de maior tráfego no país. Todos sabem que os casos da Covid-19 vieram basicamente “importados” por turistas, estudantes ou homens de negócio que viajaram em fevereiro para a Europa, e que não houve restrições durante e após o Carnaval.

Por sinal, até aqui, embora tenha a terceira população entre os estados 17,3 milhões, atrás 21,2 milhões de mineiros, o Rio de Janeiro tem a 2ª posição absoluta em casos e em mortes, mas perde em termos relativos para o Ceará. No Rio e em São Paulo, as primeiras contaminações ocorreram na elite, no grupo de pessoas com poder aquisitivo para viajar nas classes A e B.

O risco agora no país é a propagação horizontal nas classes menos favorecidas. Daí a cautela de Nelson Teich (e da equipe de Mandetta) de flexibilizar o isolamento sem dados confiáveis.

Com 124 mortes, o mesmo que o Amazonas, o Ceará, que tem uma população de 9,175 milhões de habitantes (4,3% do total nacional), está com uma incidência de mortes elevada: 6,5%. Pernambuco e a Bahia, que também tiveram Carnaval animado, padecem da falta de cuidados preventivos à movimentação de turistas.

abr
17
Posted on 17-04-2020
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DUKE, NO JORNAL

N

abr
17
Posted on 17-04-2020
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Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the treesO novo ministro da Saúde, Nelson Teich, durante pronunciamento no Palácio do Planalto (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O médico Nelson Teich, anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro como novo ministro da Saúde, em substituição a Luiz Henrique Mandetta, defendeu um programa testagem da população para o novo coronavírus, com o objetivo de mapear os infectados e acelerar o fim do isolamento social em vigor no país. Em seu primeiro pronunciamento após ser apresentado pelo presidente, no Palácio do Planalto, na tarde desta quinta-feira (16), ele argumentou que é preciso ter mais informações sobre a disseminação da doença na população.

“A gente tem que entender mais da doença. Quanto mais a gente entender da doença, maior vai ser a nossa capacidade de administrar o momento, planejar o futuro e sair desta política do isolamento e do distanciamento. Para conhecer a doença, a gente vai ter que fazer um programa de testes. É fundamental que a gente tenha uma avaliação do que que é esta doença hoje”, afirmou. Na última atualização do Ministério da Saúde, do dia 13 de abril, a pasta informou ter distribuído aos estados pouco mais de 1 milhão de kits de testes rápidos, número ainda insuficiente para uma testagem em massa da população.

Teich demonstrou alinhamento com as posições do presidente da República ao dizer que não pode haver oposição entre saúde e economia, e que as duas questões devem se tratadas ao mesmo tempo.

“A segunda coisa é a gente discutir saúde e economia. Isso é muito ruim porque, na verdade, estas coisas não competem entre si. Elas são completamente complementares. Quando você polariza uma coisa dessas, você começa a tratar como se fossem pessoas versus dinheiro, o bem versus o mal, empregos versus pessoas doentes. E não é nada disso. Tudo aqui vai ser tratado absolutamente de uma forma técnica e científica”, argumentou.

Isolamento social

Teich assume o cargo em meio à pandemia do novo coronavírus, que já infectou mais de 30 mil pessoas no país, levando cerca de 1,9 mil pacientes a óbito. Em um pronunciamento no Palácio do Planalto, ao lado do novo auxiliar, Jair Bolsonaro destacou que os mais pobres podem não suportar as medidas de isolamento social.

“O que eu conversei com o doutor Nelson é que, gradativamente, nós temos que abrir o emprego no Brasil. Essa grande massa de humildes não tem como ficar presa dentro de casa, e o que é pior, quando voltar, não ter emprego. E o governo não tem como manter esse auxílio emergencial ou outras ações por muito tempo. Já se gastou aproximadamente R$ 600 bilhões, e podemos chegar a R$ 1 trilhão”, disse.

O presidente ainda fez menção a governadores e prefeitos que têm adotado restrições de comércio e circulação que, segundo ele, violam garantias constitucionais. “Os excessos que alguns cometeram, que se responsabilizem por eles. Jamais eu mandaria as minhas Forças Armadas prender quem quer que seja que estivesse nas ruas. Jamais eu, como chefe do Executivo, vou retirar o direito constitucional de ir e vir, seja qual for o cidadão. Devemos tomar medidas, sim, para evitar a proliferação ou a expansão do vírus, mas pelo convencimento e com medidas que não atinjam a liberdade e a garantia individual de qualquer cidadão. Jamais cercearemos qualquer direito fundamental de um cidadão”, afirmou.

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