Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o presidente apresentou o novo ministro da Saúde, o oncologista Nelson Teich


 Ingrid Soares
 
(foto: Minervino Junior/CB.D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB.D.A Press)

O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento na tarde desta quinta-feira (16/4), no Palácio do Planalto, sobre a saída do ministro Luiz Henrique Mandetta. Ele também apresentou o oncologista Nelson Teich para a vaga.

 “Agora há pouco terminei uma reunião com o Mandetta de aproximadamente 30 minutos e discutimos a situação atual do ministério e a pandemia. Uma conversa produtiva, muito cordial onde nós selamos um ciclo no Ministério da Saúde.”
O presidente emendou: “Foi realmente um divórcio consensual porque acima de mim, como presidente e do ministro, está a saúde do povo brasileiro. A vida para todos nós está em primeiro lugar. A questão do coronavírus se abate sobre todo o mundo e cada país tem as suas especificidades, como bem disse o chefe da OMS. O Brasil não é diferente.”
Mais cedo, Bolsonaro chamou Mandetta para uma reunião no Planalto, onde ele foi demitido.

“Obrigado Tom Zé”, Moraes Moreira:Arte, talento musical e reconhecimento generoso nesta homenageia de Moraes a seu mestre Tom Zé, que lhe ensinou segredos do violão, apresentou ao poeta Galvão e mostrou caminhos para chegar aos Novos Baianos. Maravilha que aumenta o vácuo da ausência e a saudade.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
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DO EL PAÍS

Autor de ‘Feliz ano novo’, escritor mineiro sofreu um infarto, aos 94 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro

 Joana Oliveira
São Paulo
Rubem Fonseca.
Rubem Fonseca.GUILLERMO ARIAS

Rubem Fonseca, um gigante da literatura nacional e um contista por excelência, faleceu na tarde desta quarta-feira no Rio de Janeiro, a poucas semanas de completar 95 anos. O escritor sofreu um infarto em casa, no Leblon, Rio de Janeiro, e chegou a ser levado ao Hospital Samaritano, mas não resistiu.

  • Jorge Amado e José Saramago.

Um dos maiores nomes da letras brasileiras da segunda metade do século XX, algumas das obras mais consagradas de Fonseca são Agosto (1990), Feliz ano novo (1976), A cólera do cão (1963) e O cobrador (1979). Sempre lúcido e criativo, publicou há dois anos Carne crua, seu último livro de contos inéditos.

Nascido em Juiz de Fora (MG) em 11 de maio de 1925, José Rubem Fonseca mudou-se aos oito anos para o Rio, onde inaugurou uma corrente na literatura brasileira contemporânea que foi cunhada como brutalista por Alfredo Bosi, em 1975. A democratização da violência era quase um personagem a mais em suas histórias, nas quais os protagonistas eram, ao mesmo tempo, os narradores de seus infortúnios e mistérios. Seus romances têm a estrutura de narrativas policiais, muito marcadas pela oralidade, quiçá pelo fato de Fonseca ter atuado como advogado e comissário de polícia no subúrbio carioca dos anos 1950. Não à toa, muitos de seus protagonistas são delegados, inspetores, detetives particulares, advogados criminalistas. Ou escritores.

Esse tom policialesco, com crimes ou mistérios a serem desvendados, rendeu-lhe comparações com nomes como Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes. Sua obra, no entanto, também pode ser lida como uma paródia do gênero policial, já que os crimes são pano de fundo para elaboradas críticas sociais. Em certo ponto, Fonseca era um niilista na visão de uma sociedade como opressora do indivíduo: o que ele narrava era o cotidiano violento das grandes cidades e os dramas humanos que ele desencadeia.

Rubem Fonseca e Gabriel García Márquez em Guadalajara, em 2003. Naquele ano, Fonseca recebeu o prestigioso Prêmio Juan Rulfo das mãos do colombiano.
Rubem Fonseca e Gabriel García Márquez em Guadalajara, em 2003. Naquele ano, Fonseca recebeu o prestigioso Prêmio Juan Rulfo das mãos do colombiano.GUILLERMO ARIAS

Seus bandidos são amorais, aversos a qualquer sentimento de culpa, sejam ricos ou pobres. Fonseca dominava com maestria o jogo entre os arquétipos de bandido e mocinho, mas sem cair nos lugares comuns. Com frequência, é difícil saber quem em um ou outro em seus textos. Um exemplo é A grande arte, em que, tanto o leitor quanto um dos personagens, Wexler, chegam a desconfiar que o grande criminoso da história seja o mocinho Mandrake. “Pode ter sido qualquer pessoa. Pode ter sido você, Mandrake”, diz ele na página 296.

O domínio das muitas nuances da alma humana permitiu-lhe escrever com a mesma verossimilhança sobre halterofilistas e executivos, marginais e financistas, delegados de polícia e assassinos profissionais, garotas de programa e pobres diabos que vagam sem destino pelas ruas do Rio de Janeiro. Se os extremos da sociedade não lhe intimidavam, muito menos o faziam as palavras. “Eu escrevi 30 livros. Todos cheios de palavras obscenas. Nós, escritores, não podemos discriminar as palavras. Não tem sentido um escritor dizer: ‘Eu não posso usar isso’. A não ser que você escreva um livro infantil. Toda palavra tem que ser usada”, disse ele em 2015 ao receber o Prêmio Machado de Assis, entregue pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Quase sempre recluso, foi um dos poucos eventos públicos aos que consentiu sua presença —outro foi em 2003, quando recebeu das mãos de Gabriel García Márquez em Guadalajara, no México, o prestigioso Prêmio Juan Rulfo.

Para Antonio Sáez Delgado, crítico literário de EL PAÍS, Fonseca foi um “mestre em examinar os labirintos da violência psicológica” através de seus personagens que vivem nos limites do mundo e de si mesmos. “Seu universo é, portanto, social e obsessivo, perturbador, com um estilo direto e penetrante, perfeitamente administrado na arte de, ao mesmo tempo, dizer e se esconder”.

abr
16
Posted on 16-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-04-2020

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que não aceitou a demissão do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira


  Maria Eduarda Cardim
 
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que não aceitou a demissão do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira (esquerda)(foto: Minervino Junior/CB/DA Press)
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que não aceitou a demissão do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira (esquerda) (foto: Minervino Junior/CB/DA Press)

 Em meio a crise da pandemia do novo coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou, nesta quarta-feira (15/4), que não aceitou a demissão do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. Ao lado de Oliveira e do secretário-executivo, João Gabbardo, Mandetta afirmou que fez questão de participar da coletiva por causa dos ruídos sobre a saída da equipe do Ministério da Saúde. O ministro declarou que todos continuarão trabalhando juntos até o momento de deixar o órgão, também juntos.

 
 “Hoje teve muito ruído por causa do Wanderson. O Wanderson falou que mandou para o setor dele falando que ia sair, aquilo chegou para mim e eu já falei que não aceito. O Wanderson continua, está aqui e acabou esse assunto. Nós vamos trabalhar juntos até o momento de saírmos juntos do Ministério da Saúde”, afirmou Mandetta logo no início da coletiva feita para atualizar os dados nacionais dos casos do novo coronavírus.
A coletiva, que sempre teve o teor mais técnico, ganhou um tom político de despedida. Apesar de demonstrar conformidade com a substituição, que deve ser feita ainda nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro, Mandetta afirmou que não pedirá demissão.
“Eu deixei muito claro aqui pra vocês que deixo o Ministério da Saúde em três situações. Uma quando o presidente não quiser mais o meu trabalho; a segunda quando, se eventualmente, imagina se eu pegar uma gripe dessa e tenho que ser afastado por forças além da minha vontade. E a terceira quando eu sentir que meu trabalho feito já não é mais necessário que seja continuado”, reafirmou. 
Nos bastidores, a demissão de Mandetta é esperada pelos servidores da Saúde. Alguns acreditam que o ministro deixe o cargo ainda esta semana. O presidente Jair Bolsonaro estaria procurando um substituto para ocupar o cargo de Mandetta. 
“O importante é que seja lá quem o presidente colocar no Ministério da Saúde, que ele confie e que dê as condições para que a pessoa possa trabalhar baseado na ciência, nos números, nas transparências dos casos, para que a sociedade, junto com seus governadores e prefeitos, tomem as melhores decisões”, declarou Mandetta.

Visões diferentes

O gestor do Ministério da Saúde afirmou que um conjunto de informações, baseadas na ciência, o levou a ter uma conduta de cautela. “Ninguém é dono da verdade. Eu não sou, o Wanderson não é e o Gabbardo não é. Temos um conjunto de informações que nos levam a ter essa conduta de cautela. Parece que eu sou contra o presidente e o presidente é contra mim, não, são visões diferentes do mesmo problema. Se tivesse uma visão única seria um problema muito fácil de solucionar”, afirmou.
Apesar de declarar que compreende o desejo do presidente em adotar outra posição, como a diminuição do distanciamento social, ao citar o isolamento vertical, Mandetta fez críticas ao uso do termo e se opôs claramente as opiniões do deputado Osmar Terra, aliado de Bolsonaro.
 
Apesar de declarar que compreende o desejo do presidente em adotar outra posição, como a diminuição do distanciamento social, ao citar o isolamento vertical, Mandetta fez críticas ao uso do termo e se opôs claramente as opiniões do deputado Osmar Terra, aliado de Bolsonaro.
“Têm ex-secretários de saúde que verbalizam diariamente que acham que o caminho é outro. O deputado Osmar Terra, por exemplo, todo dia ele fala: o caminho está errado. Existem pessoas que acreditam fielmente e criam essas teorias de negócio vertical, oblíquo, horizontal, não sei de onde vem essas angulações, mas acreditam fielmente”, disse Mandetta.

abr
16
Macaque in the trees
Bolsonaro convidou Alcolumbre para um café da manhã (Foto: Reuters/Adriano Machado/13/4/2020 )

O presidente Jair Bolsonaro ensaiou nova tentativa de isolar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao convidar para conversa nesta terça-feira Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Congresso Nacional, mas o deputado, em disputa com a equipe econômica, tem conseguido garantir a aprovação das propostas que defende.

Bolsonaro tomou a iniciativa e convidou Alcolumbre para um café da manhã desta terça-feira, um gesto de cordialidade com o chefe do Legislativo. O presidente já havia tentado um encontro com o senador na semana passada, via ministros, mas faltava clima, na opinião do parlamentar.

Nesta semana, no entanto, Bolsonaro telefonou para o senador, que correspondeu ao convite. Os dois debateram a pauta do Senado, mas segundo uma fonte, não houve qualquer definição ou decisão sobre propostas patrocinadas por Maia já encaminhadas para análise dos senadores —a chamada PEC do orçamento de guerra e o polêmico projeto aprovado na véspera de auxílio a Estados e municípios.

Na tarde desta terça, durante sessão do Senado, Alcolumbre anunciou que cobraria “reciprocidade” da Câmara e avisou que só pautará o projeto sobre os entes federativos quando deputados analisarem medidas de autoria dos senadores, referindo-se especificamente a medida que trata de microcrédito para enfrentamento da crise. Já a PEC tem votação prevista para a quarta-feira no plenário da Casa.

Bolsonaro, que praticamente não tem uma base no Congresso, vinha dando sinais de sua movimentação ao convidar, na última semana, lideranças do PP e do PL, na avaliação de uma fonte.

Maia, no entanto, mantém relação próxima com o PL e o PP, além de lideranças da oposição, e tem demonstrado força política ao aprovar medidas que considera prioritárias, inclusive a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do orçamento de guerra, que precisava de quórum especial para ser aprovada.

Mas durante a crise, e principalmente no decorrer das conversas sobre o projeto de auxílio a Estados e municípios por meio da recomposição da queda de arrecadação de ICMS e ISS, a relação de Maia com o Ministério da Economia esgarçou.

Antes encarado como o fiador das propostas de ajuste fiscal, o presidente da Câmara mantinha boa relação com a equipe econômica. Agora, segundo uma fonte, “a corda rompeu” entre o deputado e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Na avaliação do líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), o ministro tem sofrido pressão por resultados, mas não abandona a visão fiscalista, ainda que o Parlamento já tenha aprovado autorização para o governo desconsiderar a meta fiscal.

Ao lembrar dos problemas de articulação do Executivo, o líder aponta a dificuldade do ministro da Economia em convencer os deputados de suas teses, o que acaba estressando a relação com a Câmara.

“É uma guerra de vaidades. O governo se incomoda com o protagonismo da Câmara, copia, muda o selo e quer adotar a autoria. Aconteceu com renda emergencial, com projeto de qualificação do FPM e FPE e agora se repete”, disse Efraim, referindo-se a projetos de iniciativa dos parlamentares posteriormente encampados pelo Executivo.

Fontes da Economia avaliam que Maia assumiu um lado no cabo de guerra entre Bolsonaro e os governadores, e optou pelos chefes dos executivos estaduais.

A escolha não ecoou bem, entre a equipe econômica, por considerar que o custo da crise acaba sendo jogado inteiramente no colo da União, sem que governadores assumam o custo pelas medidas de isolamento social, repetidamente criticadas e questionadas pelo próprio Bolsonaro. Essas mesmas fontes creditam o movimento de Maia a interesse eleitoral do deputado em seu Estado.(Reuters)

abr
16
Posted on 16-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-04-2020

Nesta entrevista coletiva em andamento (ontem,15), Luiz Henrique Mandetta, embora faça contorções para não dizer que vai embora, está claramente se despedindo do cargo — e dentro do Palácio do Planalto.

Declarou que até disse a Braga Netto que pode opinar sobre os nomes que estão sendo cogitados. E que algumas pessoas sondadas já ligaram para ele.

Mandetta sairá por cima.

abr
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Do Jornal do Brasil

 

Trump convoca líderes do G7 para reunião sobre coronavírus

Macaque in the trees
Presidente Donald Trump durante reunião na Casa Branca (Foto: EPA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião por videoconferência com os líderes do G7 para esta quinta-feira (16) para coordenar as respostas nacionais à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A informação foi anunciada nesta terça-feira (14) pela Casa Branca. Além de Trump, a cúpula on-line reunirá os líderes da Itália, França, Reino Unido, Canadá, Japão e Alemanha.

“Ao trabalhar em conjunto, o G7 está adotando uma abordagem de toda a sociedade para enfrentar a crise em várias áreas, incluindo saúde, finanças, assistência humanitária, ciência e tecnologia”, disse o porta-voz da Casa Branca, Judd Deere.

A videoconferência ocorrerá após o presidente americano, que lidera o G7 neste ano, cancelar a cúpula anual que seria realizada em Camp David, em Maryland, em junho.(Ansa)

abr
16
Posted on 16-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-04-2020


 

Duke, DO JORNAL (MG)

 

Macaque in the trees
Cronista brasileiro sofreu um infarto em seu apartamento (Foto: Divulgação)

Considerado um dos maiores escritores do Brasil, Rubem Fonseca morreu na tarde desta quarta-feira (15), aos 94 anos, no Rio de Janeiro. O cronista sofreu um infarto em seu apartamento, no Leblon. Ele chegou a ser socorrido e levado para o hospital Samaritano, mas não resistiu. Até o momento não foram divulgadas informações sobre o funeral.

“Partiu aquele que não se entregou ao sistema, não se vendeu, vaidade zero. Um grande homem. As bibliotecas estão tristes. Ele era tão incrivelmente independente, que, sendo do grupo de risco, até para o coronavírus deu uma banana, foi morrer de infarto”, diz a escritora Lavínia, colunista do JB e vizinha do autor.

Rubem Fonseca é um dos grandes nomes da literatura nacional, principalmente por conta de seus contos. Entre os clássicos de sua carreira, estão Feliz Ano Novo (1976), A Cólera do Cão (1963) e O Cobrador (1963). Sua obra mais recente foi Carne Crua (2018).

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