“Cara e Coração”, Moraes Moreira:clip da música que dá título ao sensacional álbum lançado na metade dos anos 70 e que marcou um grande impulso no sucesso nacional do notável multifacetado artista que a baiana cidade de Ituaçu deu de presente ao Brasil. Disco que tive a primazia e a honra de escutar a convite de Ana Maria Machado, no estúdio famoso da Radio Jornal do Brasil , na sede do JB, na Avenida Brasil, 500, quando a escritora ex-presidente da Acadenia Brasileira de Letras coordenava a emissora carioca, e apresentava no começo da tarde um dos programas de lançamentos discográficos de maios audiência e prestígio no País. Não dá para esquecer. 

Morre Moraes, Viva Moraes. BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

abr
14
Posted on 14-04-2020
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Nos bastidores do TST, reação à ‘lambança’ de Lewandowski

 

No Tribunal Superior do Trabalho (TST), a avaliação de uma parte dos magistrados, nos bastidores, é a de que Ricardo Lewandowski “está fazendo lambança” com a decisão em que reitera a possibilidade de sindicatos reverem os acordos individuais para suspender contratos ou reduzir a jornada de trabalho durante a pandemia — leia mais aqui.

Para um ministro da corte, Lewandowski não está querendo “dar o braço a torcer” e reconhecer que sua liminar anterior foi “um estrago”.

No TST, predomina o entendimento que, neste momento de pandemia, é simplesmente impossível pensar em negociação coletiva. Por essa razão, se dá como certo que o plenário do STF vai rever a decisão de Lewandowski.

Do Jornal do Brasil

A China anunciou hoje que não registrou novas infeções locais pela primeira vez desde o início da epidemia, mas as autoridades notificaram 34 casos importados

O número de pessoas infectadas procedentes de outros países é também um recorde diário, indicou o Ministério da Saúde chinês.

A maioria dos casos foi identificada em chineses que regressaram de países particularmente atingidos pelo Covid-19.

Nessa quarta-feira (18),, a Comissão de Saúde da China tinha registrado 13 novos casos de Covid-19, 12 deles importados.

Desde 11 de março os números de novas infecões e de mortes permanecem abaixo dos 21 diários, de acordo com as estatísticas oficiais. Em 12 de março, o governo chinês declarou que o pico das transmissões tinha terminado no país.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, infectou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram.

Das pessoas infectadas, mais de 84 mil se recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e já se espalhou por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes para 35.713 casos, o Irã, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França, com 175 mortes (7.730 casos).

Diante do avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o fechamento de fronteiras.

abr
14
Posted on 14-04-2020
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Do Jornal do Brasil

 

Do INFORME JB

Macaque in the trees
Edir Macedo e Jair Bolsonaro no encontro que selou o apoio de um a outro (Foto: Agência Brasil)

A Rede Globo vem passando por sérias dificuldades, e a eleição de Jair Bolsonaro, com apoio das igrejas evangélicas, seria a pá-de-cal na “Globo lixo”, como eles chamam a emissora do Jardim Botânico, festejaram os bolsonaristas, contando com a transferência de verbas publicitárias do governo federal da emissora líder de audiência e de faturamento para a rede do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A Globo, que pediu moratória em 2002, quando a eleição de Lula levou o dólar a R$ 4,00, passa por dificuldades. Suspendeu a maior parte das atividades nos Estúdios Globo (ex-Projac) e o faturamento cai a cada dia. O rombo estimado do grupo este ano passa de R$ 3 bilhões.

Mas o tiro saiu pela culatra: quem pediu moratória de 90 dias de suas obrigações trabalhistas foi a Rede Record.

Na semana passada, a emissora controlada pela IURD do bispo Macedo deu entrada na 1ª Vara do Trabalho da Capital (SP) com pedido de suspensão do pagamento de dívidas judiciais trabalhistas sem juros ou multas, aproveitando o recente decreto do governo que flexibilizou os contratos de trabalho devido aos impactos negativos do novo coronavírus (Covid-19).

Na petição, os advogados da emissora alegam que os efeitos da pandemia na atividade econômica e a suspensão das filmagens de algumas novelas da Record levaram uma parte de seus 249 anunciantes, entre os quais gigantes como Bradesco, Toyota, Banco do Brasil e Ambev, a cancelar inserções comerciais ou suspender a veiculação de propagandas. Muitos contratos estão com seus valores sendo renegociados. Para bem mais abaixo.

Percebe-se agora o enorme empenho do bispo Edir Macedo e outras lideranças religiosas, como o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, em conseguir do presidente Bolsonaro o decreto considerando que os cultos religiosos eram atividades essenciais.

Vale lembrar que Edir Macedo, que tem residência na Flórida, tinha desdenhado do vírus e conclamado os fiéis a continuarem frequentando e dando dízimos nas igrejas da IURD: ele chegou a dizer que o vírus era “Satanás, uma das faces disfarçadas de Satanás”, que seria vencido pela fé.

Mas com as finanças combalidas, a IURD não pode ajudar a Record e a saída foi usar as facilidades da flexibilização das relações do trabalho para apelar para a moratória. Azar de uma ex-funcionária que tinha ganho um processo de quase R$ 3 milhões. Terá de esperar até agosto/setembro.

abr
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DO EL PAÍS

Desde o referendo sobre a saída do Reino Unido da UE caiu em 90% a entrada de profissionais da saúde estrangeiros no país

Lisboa
Boris Johnson fala na televisão após a alta do hospital.
Boris Johnson fala na televisão após a alta do hospital.PIPPA FOWLES / AFP

Neste domingo, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, abatido e com olheiras, reconheceu que estava indo para Downing Street e não para outro local graças, entre outros, a uma enfermeira da Nova Zelândia e um enfermeiro português, “Luis, de perto do Porto”, que cuidaram dele a cada segundo da noite durante sua hospitalização por causa do coronavírus.

Luis, o Português, está no Reino Unido desde 2014. É um dos muitos enfermeiros portugueses que emigraram para solo britânico neste século em busca de maior reconhecimento profissional e melhor salário; recebe cerca de quatro vezes o que ganhava em Portugal.

Luís Pitarma, seu nome completo, nasceu há 29 anos em Aveiro, chamada de Veneza portuguesa por causa dos canais de seus estuários. Aos 18 anos, mudou-se para Lisboa para estudar enfermagem e, mais tarde, recebeu uma bolsa Erasmus em Lahti (Finlândia), segundo seu perfil no LinkedIn.

Mas sua vida profissional começou na Inglaterra, onde vive desde 2014. De acordo com o jornal Observer, trabalhou primeiro no Hospital Luton, cerca de 50 quilômetros ao norte de Londres, onde já se destacava. Ficou em segundo lugar em um prêmio dado aos enfermeiros mais promissores. De Luton mudou para outro hospital de serviço público, o Saint Thomas, no centro da capital britânica.

Desde maio de 2016, um mês antes de os britânicos aprovarem o Brexit em um referendo, Luís Pitarma trabalha na unidade de terapia intensiva desse centro hospitalar de Londres. Faz parte do Programa de Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), um sistema para fornecer oxigênio ao coração e pulmões em pacientes com dificuldades respiratórias. Boris Johnson chegou com esses problemas na quinta-feira.

Não foi um acaso ser atendido por um português porque profissionais dessa nacionalidade são abundantes nos hospitais públicos britânicos. No ano do Brexit, o Conselho Britânico de Enfermagem e Obstetrícia tinha 1.064 profissionais de saúde portugueses registrados. Desde o referendo, os novos registros caíram 85% por ano. A tendência geral também é de queda em profissionais de outros países, entre os quais há redução de até 90%.

Nas redes sociais choveram mensagens de felicitações para Pitarma, incluindo a do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que telefonou para ele e posteriormente publicou uma declaração oficial para agradecer a “todos os profissionais de saúde portugueses que em Portugal e em todo o mundo, prestam ajuda decisiva para combater a pandemia”.

Mas Luís Pitarma e sua colega de trabalho nova zelandesa ficaram com a fama de ter salvado Boris Johnson: “Espero que [os demais profissionais] não se importem de eu mencionar dois enfermeiros em particular que estiveram a meu lado por 48 horas quando as coisas poderiam ter tomado uma direção diferente. São Jeny, da Nova Zelândia, (…) e Luís, de Portugal, de perto do Porto. O motivo de o meu corpo começar a receber oxigênio suficiente foi porque eles ficaram de olho em mim a cada segundo durante a noite e porque estavam preocupados em fazer tudo o que eu precisava.” Com o Brexit em vigor, quem teria cuidado de Boris Johnson?

abr
14
Posted on 14-04-2020
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Ricardo Manhães, NO JORNAL

 

abr
14
 

DO EL PAÍS

Pandemia leva o Governo dos Estados Unidos a chamar médicos estrangeiros e a blindar imigrantes indocumentados que trabalham no campo

Pablo Guimón

|Pablo Ximénez de Sandoval

Washington e Los Angeles
O presidente Donald Trump, em uma de suas entrevistas coletivas.
O presidente Donald Trump, em uma de suas entrevistas coletivas.JIM LO SCALZO / EFE

O Governo Trump fez um chamado aos profissionais médicos estrangeiros, especialmente aqueles que trabalham com a Covid-19, para que contatem os consulados dos EUA para agilizar a tramitação de seus vistos de modo que possam se incorporar à luta dos EUA contra o coronavírus o mais rápido possível. Ele também qualifica como “essenciais” atividades como a da colheita, que ele sabe que é feita por imigrantes indocumentados. E anuncia que não ordenará operações de checagem de documentos de imigrantes, para evitar que o medo deles de irem ao médico gere focos de contágio. Nesta segunda-feira os Estados Unidos alcançaram a cifra de 23.000 mortos pela pandemia de coronavírus.

A pandemia de coronavírus pôs em evidência a importância dos trabalhadores imigrantes na economia norte-americana. E expôs algumas contradições na política linha-dura com a imigração, que constitui um dos pilares do discurso do presidente Donald Trump. Surge o paradoxo de que, embora a guarda de fronteira acelere a expulsão de imigrantes sem documentos mantidos em suas unidades, o Governo praticamente está blindando os indocumentados no campo e facilitando a entrada de imigrantes qualificados para aliviar a escassez de profissionais médicos no combate à pandemia na linha de frente.

Isso acontece exatamente no momento em que o país desperta do doce sonho do pleno emprego e enfrenta cifras históricas de desemprego. Mais de 16 milhões de pessoas, um em cada 10 trabalhadores no país, entraram com pedido de seguro-desemprego entre as últimas duas semanas de março e a primeira semana de abril. Especialistas não têm dúvida de que mais milhões as seguirão. Donald Trump, que adotou o slogan “comprar americano e contratar americano”, está agora entre duas forças: os empresários que o instam a relaxar a mão dura na imigração para evitar o colapso da economia e os ativistas anti-imigração, a quem ele encoraja há mais de três anos, que reagem irados a qualquer indício de mudança de atitude justo no momento mais crítico.

“Queremos que venham”, disse Trump em 1º de abril sobre os imigrantes que costumam vir trabalhar na lavoura. “Não estamos fechando a fronteira para que todas essas pessoas não possam entrar. Elas estão lá há anos e anos, e eu dei minha palavra aos agricultores: elas continuarão a vir.”

A colheita de morango está começando nestes dias no interior da Califórnia. Em duas semanas, serão as cerejas e os mirtilos. Em maio, damascos e nectarinas. Um estudo da Universidade da Califórnia estima que 800.000 pessoas trabalham na indústria agrícola do Estado. A estimativa mais baixa é que 60% são indocumentados. Nestes dias de isolamento, elas são as mãos que garantem frutas e legumes frescos nos supermercados.

Estes trabalhadores sempre temeram a polícia. Desde que a Califórnia aprovou a ordem de quarentena, surgiu outro motivo para lhes pedir documentos: a polícia vigia para que somente trabalhadores “essenciais” saiam às ruas. A ironia do momento é que os indocumentados do setor rural são trabalhadores essenciais. Sem eles, a cadeia de suprimentos de alimentos não funciona. “Se não fosse por eles, quantas pessoas ficariam sem comida no mercado?”, diz por telefone Manuel Cunha, presidente da Nisei Farmers League, um importante sindicato em Fresno, Califórnia.

Há sete semanas, Cunha começou a enviar às associações de produtores uma carta-padrão para que assinassem. É uma espécie de salvo conduto. “Em apenas um parágrafo, o nome do trabalhador, o agricultor para o qual trabalha e o número de telefone. Se ele for parado por um agente da polícia ou do xerife, só precisa mostrar a carta, eles telefonam para o fazendeiro e ele confirma que a pessoa está se deslocando para o trabalho.” As associações distribuíram as cartas entre as grandes produções agrícolas de Fresno, diz ele, e estima que elas já tenham impresso cerca de 400.000.

Foi preciso uma pandemia mundial para que os Governos nos EUA reconheçam por escrito que o país não pode prescindir dos imigrantes irregulares. Nem mesmo aterrorizá-los. Em 18 de março, a polícia de imigração (ICE, na sigla em inglês) anunciou que estava interrompendo as batidas e prisões indiscriminadas de imigrantes sem documentos. Apenas daria prosseguimento à detenção de criminosos perigosos. O critério na presidência de Trump é prender o maior número possível de pessoas.

O comunicado da ICE dizia expressamente que não haverá prisões perto de serviços de saúde, como hospitais. “As pessoas não deveriam evitar o atendimento médico por medo da atividade da polícia de imigração”, afirma. A mudança de critério, embora temporária, estende à saúde o que já era evidente no campo da segurança pública em todas as grandes cidades dos Estados Unidos, onde a polícia não pede documentos a ninguém, para que não tenham medo de denunciar crimes ou testemunhar. A isso se chama políticas de santuário e é uma das obsessões de Trump. O coronavírus forçou Trump a declarar de fato todos os hospitais como santuários.

A crise também obrigou o Governo a procurar fora das fronteiras nacionais profissionais que possam combater a pandemia nos hospitais do país. “Nós encorajamos os profissionais médicos que procuram trabalho nos Estados Unidos com visto de trabalho ou de intercâmbio, especialmente aqueles que trabalham com questões como a Covid-19, a entrar em contato com a embaixada ou consulado mais próximo para obter uma entrevista.” O Departamento de Estado divulgou essa mensagem em 26 de março. Seis dias antes, os serviços rotineiros de visto nas embaixadas de todo o mundo haviam sido suspensos, pois passaram a se ater a serviços essenciais e focar no repatriamento de norte-americanos.

A mensagem, publicada no site do Departamento de Estado e transmitida nas mídias sociais, provocou uma enxurrada de ligações de profissionais médicos para indagar sobre o aparente convite para iniciar um processo que, em condições normais, pode levar anos. E também a críticas nas redes pelo que foi interpretado como a promoção de uma fuga de cérebros que poderia ser letal para países que estão enfrentando uma pandemia que deixa seus recursos no limite. No dia seguinte, o Departamento de Estado teve que emitir um “esclarecimento”: a mensagem era dirigida apenas, afirmou, aos profissionais que já haviam sido admitidos para trabalhar ou estudar nos Estados Unidos.

“Devo confessar que talvez o que publicamos não tenha sido tão claro quanto deveria ter sido”, disse Ian Brownlee, do Escritório de Assuntos Consulares, em uma entrevista por telefone com jornalistas. “São pessoas que já estavam prontas para vir, não estamos procurando outras”, esclareceu. Perguntado, então, por que para publicar o anúncio, se nenhum tratamento especial estava sendo oferecido, Brownlee respondeu que teria que ver “como tudo isso tinha acontecido”.

Não foi a única medida reconsiderada (ou esclarecida) após provocar controvérsia. Em 5 de março, o Departamento de Segurança Interna anunciou que aumentaria em 35.000 os vistos de trabalhadores temporários disponíveis este ano. É um visto que permite que os empregadores contratem trabalhadores estrangeiros para atividades não agrícolas temporárias, como na hotelaria ou turismo. Os empregadores frequentemente defendem um aumento de cota, mas os defensores da redução da imigração acreditam que a prática reduz os salários e impede que os norte-americanos tenham acesso a esses empregos.

Em 2 de abril, após a publicação dos dados alarmantes de emprego, o governo anunciou que o plano de expansão da cota estava suspenso “devido às atuais circunstâncias econômicas”. O problema é que muitos empregadores consideram que trabalhadores estrangeiros são cruciais para certos empregos difíceis de preencher com os cidadãos dos EUA. E ainda mais agora que eles podem obter mais renda com benefícios de desemprego e outros auxílios contemplados no plano gigantesco de estímulo à economia. “Os imigrantes estão trabalhando nos supermercados, nos campos, processando alimentos, na construção. São as pessoas que, em tempos de emergência, mantêm o país funcionando”, defende Sindy Benavides, diretora da Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos. “Estou confiante em que essa crise faça que, como sociedade, compreendamos isso.

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