Vereadores de Camaçari retiram nome do estádio que homenageava o ...
Armando Oliveira: cronista de arrebentar a boca do balão.
 CRÔNICA

Jovens, aos Jornais!

 

Gilson Nogueira

Recordar é viver! Sinceramente, o mundo mudou! Há anos, não leio e não escuto o ditado que marcou meus anos até a chegada, de forma alucinante, dos novos meios de comunicação que, aos poucos, foram mandando para escanteio os jornais meus de cada dia!

Estou diante da TV, peço que minha mulher sintonize o CNN e jogo a toalha. Filmes de todos os gêneros aparecem para ela escolher o que vai assistir como telespectadora dos novos tempos. Aperto o botão da saudade e surge a ideia de relembrar nomes de cronistas que li com o prazer de quem comia acarajé no Relógio São Pedro, na saída do Ginásio de São Bento, indo para casa.

David Nasser, que meu velho adorava, e cujo artigo, “O coice de mula”, que pediu-me para ler, lacerdista que era até a chegada da Frente Ampla, engavetei. Para o bem ou para o mal, O turco fez parte de minha lista de notáveis na crônica nossa de cada dia. Adroaldo Ribeiro Costa, célebre criador da Hora da Criança, que, um dia, cedeu seu espaço, em sua coluna em A Tarde, para Assis D’Lorena tornar pública crônica na qual homenageava o caráter de meu avô materno com o título Um Homem. Tenho-a, entre outras jóias, no meu baú de recordações, como o Bazar de Bugigangas, contendo crônicas do meu ídolo para a vida toda, meu pai. Um exemplo de caráter que, além do mestre Adroaldo, sugeria-me a leitura de João Carlos Teixeira Gomes, o gigantesco Joca, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Guido Guerra, o inimitável Papagaio Devasso, Fernando Sabino, João Ubaldo Ribeiro, mais tarde um dos meus companheiros na revolucionária Tribuna da Bahia, e outras feras.

Foram-se, praticamente, os grandes cronistas! Sem Otto Lara Rezende, Stanislaw Ponte Preta, o Sérgio Porto, Carlos Heitor Cony, Rachel de Queiroz,Rubem Braga e outras cobras do gênero. O meu mundo caiu, apesar de ter meus colegas, por enquanto, vivos na lembrança. Há, infelizmente, hoje,
quem diga que crônica é literatura de segunda. Não concordo. Afinal, para mim, que tive a honra de começar no jornalismo escrevendo no Verbo Encantado, com Caetano frequentando a “redação”, ao lado de outros gênios, como Luís Carlos Maciel, Armindo Bião, Capinam, e outras feras, na Gamboa de Cima, ouvir, agora, na lembrança, a voz de Glauber, faz-me leve como arraia bailando no céu de minhas honrosas recordações. Que a TV siga seu caminho e que os jovens sejam apresentados aos jornais! Quem sabe, na Bahia, novos Alvinhos Guimarães e Armandos Oliveira surjam para arrebentar a boca do balão?

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

DO CORREIO BRAZILIENSE


  Mariana Fernandes

O presidente Jair Bolsonaro realizou, nesta quarta-feira (8/4), em rede nacional, o quinto pronunciamento  sobre a crise provocada pelo novo coronavírus.

O presidente manteve o tom mais ameno já adotado no último dia 31, ressaltando que tanto o vírus quanto o desemprego devem ser combatidos, mas fez questão de frisar que as medidas de isolamento social, constantemente criticadas por ele, “são de responsabilidade exclusiva” de prefeitos e governadores. Outra preocupação foi reforçar a mensagem de que a hidroxicloroquina pode salvar vidas, mesmo sem que haja consenso científico sobre a eficácia e segurança da droga.

 

 “Ser Presidente da República é olhar o todo, e não apenas as partes. Não restam dúvidas de que o nosso objetivo principal sempre foi salvar vidas”, disse, no início. “Tenho a responsabilidade de decidir sobre as questões do País de forma ampla, usando a equipe de ministros que escolhi para conduzir os destinos da Nação. Todos devem estar sintonizados comigo” (assista e leia abaixo o pronunciamento completo).

Em seguida, reconheceu a autonomia de governadores e prefeitos, mas deixou claro que o governo federal não foi consultado antes de medidas como fechamento do comércio fossem adotadas. “Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos. Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos. O Governo Federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração.”
Bolsonaro disse então que os prejuízos econômicos podem ser piores que os causados pelo vírus. “Os mais humildes não podem deixar de se mover para conseguir o pão de cada dia. O desemprego também leva à pobreza, à fome, à miséria, enfim, à própria morte. Com esse espírito, instruí meus ministros”, pontuou.

Hidroxicloroquina

Durante o discurso, Bolsonaro também ressaltou seu posicionamento sobre o uso da hidroxicloroquina e afirmou que ouviu médicos, pesquisadores e chefes de Estado de outros países. “Passei a divulgar, nos últimos 40 dias, a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial”.
“Há pouco, conversei com o Dr. Roberto Kalil. Cumprimentei-o pela honestidade e compromisso com o Juramento de Hipócrates, ao assumir que não só usou a Hidroxicloroquina, bem como a ministrou para dezenas de pacientes. Todos estão salvos.” Mais cedo, ele havia usado o Twitter para afirmar que “cada vez mais o uso de cloroquina se apresenta como algo eficaz“. 

O pronunciamento de Bolsonaro nesta quarta (8/4):


Boa noite.
 
Vivemos um momento ímpar em nossa história.
 
Ser Presidente da República é olhar o todo, e não apenas as partes. Não restam dúvidas de que o nosso objetivo principal sempre foi salvar vidas.
 
Gostaria, antes de mais nada, de me solidarizar com as famílias que perderam seus entes queridos nesta guerra que estamos enfrentando.
 
Tenho a responsabilidade de decidir sobre as questões do País de forma ampla, usando a equipe de ministros que escolhi para conduzir os destinos da Nação. Todos devem estar sintonizados comigo.
 
Sempre afirmei que tínhamos dois problemas a resolver, o vírus e o desemprego, que deveriam ser tratados simultaneamente.
 
Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos. Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos. O Governo Federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração. Espero que brevemente saiamos juntos e mais fortes para que possamos melhor desenvolver o nosso país.
 
Como afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, cada país tem suas particularidades, ou seja, a solução não é a mesma para todos. Os mais humildes não podem deixar de se locomover para buscar o seu pão de cada dia.
 
As consequências do tratamento não podem ser mais danosas que a própria doença. O desemprego também leva à pobreza, à fome, à miséria, enfim, à própria morte. Com esse espírito, instruí meus ministros.
 
Após ouvir médicos, pesquisadores e Chefes de Estado de outros países, passei a divulgar, nos últimos 40 dias, a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial.
 
Há pouco, conversei com o Dr. Roberto Kalil. Cumprimentei-o pela honestidade e compromisso com o Juramento de Hipócrates, ao assumir que não só usou a Hidroxicloroquina, bem como a ministrou para dezenas de pacientes. Todos estão salvos.
 
Disse-me mais: que, mesmo não tendo finalizado o protocolo de testes, ministrou o medicamento agora, para não se arrepender no futuro. Essa decisão poderá entrar para a história como tendo salvo milhares de vidas no Brasil. Nossos parabéns ao Dr. Kalil.
 
Temos mais boas notícias. Fruto de minha conversa direta com o Primeiro-Ministro da Índia, receberemos, até sábado, matéria-prima para continuarmos produzindo a hidroxicloroquina, de modo a podermos tratar pacientes da COVID-19, bem como malária, lúpus e artrite. Agradeço ao Primeiro-Ministro Narendra Modi e ao povo indiano por esta ajuda tão oportuna ao povo brasileiro.
 
A partir de amanhã, começaremos a pagar os R$ 600,00 de auxílio emergencial para apoiar trabalhadores informais, desempregados e microempreendedores durante três meses.
 
Concedemos, também, a isenção do pagamento da conta de energia elétrica aos beneficiários da tarifa social, por 3 meses, atendendo a mais de 9 milhões de famílias que tenham suas contas de até R$ 150,00.
 
Disponibilizamos 60 bilhões via Caixa Econômica Federal para capital de giro destinados a micro, pequenas e médias empresas e à construção civil.
 
Os beneficiários do Bolsa Família, que são quase 60 milhões de pessoas, também receberão um abono complementar do Auxílio Emergencial.
 
Autorizamos, ainda, para junho, um saque de até R$ 1.045,00 aos que têm conta vinculada ao FGTS.
 
Repatriamos mais de 11 mil brasileiros que estavam no exterior, num esforço capitaneado pelo Itamaraty, Ministério da Defesa e Embratur.
 
Tenho certeza de que a grande maioria dos brasileiros quer voltar a trabalhar.
 
Esta sempre foi minha orientação a todos os ministros, observadas as normas do Ministério da Saúde.
 
Quando deixar a Presidência, pretendo passar ao meu sucessor um Brasil muito melhor do que aquele que encontrei em janeiro do ano passado.
 
Sigamos João 8:32: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
 
Desejo a todos uma Sexta-Feira Santa de reflexão e um Feliz Domingo de Páscoa.
 
Deus abençoe o nosso Brasil.

Gideon Joseph Kennedy McKean, bisneto de Robert F. Kennedy (Foto: Reprodução)
Gideon Joseph Kennedy McKean, bisneto de Robert F. Kennedy (Foto:
Tragedy in the Kennedy family again | kennedy family death | MbS News

Maeva e Gideon: mãe e filho mortos em desastre de canoa 

Foi encontrado na tarde desta quarta-feira (8) o corpo de Gideon Joseph Kennedy McKean, de 8 anos, filho de Maeve Kennedy Townsend McKean, de 40 anos, neta de Robert F. Kennedy (1925-1968) – que foi procurador-geral dos EUA e era irmão do ex-presidente John F. Kennedy (1917-1963), informou a revista People. Gideon estava desaparecido desde o dia 2 de abril, quando ele e a mãe desapareceram após saírem em uma canoa na Baía de Chesapeake, no litoral do estado de Maryland, nos Estados Unidos, na última quinta-feira (2).

O corpo do menino estava a cerca de 600 metros metros do local onde o de Maeve foi encontrada pela equipe de busca na segunda-feira (6). Hoje pela manhã, a perícia do estado de Maryland confirmou que ela morreu afogada.

Mergulhadores encontraram o corpo de Maeve a cerca de 4 km do sul da casa da família, em Chesapeake Bay. As autoridades disseram que o corpo dela estava dentro d’água, a 10 metros de profundidade. A neta de Robert Kennedy era diretora-executiva de saúde na Universidade de Georgetown, e saiu de canoa com Gideon atrás de uma bola que caíra na água. Ventos e ondas fortes empurraram os os dois para longe da margem. Eles chegaram a ser vistos meia hora depois por um vizinho, mas não foram encontrados a tempo.

A Baía de Chesapeake é parte lago e parte oceano, com ventos fortes e grandes variações nas condições de navegabilidade. A água é bastante fria na primavera e, no dia que Maeve e Giddeon desapareceram, tinha ondas e ventos fortes.

O marido de Maeve, David McKean, disse no dia 3, um dia depois do acidente, que “parece claro que sua esposa e filho não estavam mais vivos” e que eles “foram o mais longe que podia e não conseguiam retornar”. A correnteza muito forte, segundo David, foi um obstáculo ainda maior para mãe e filho. O casal ainda teve mais duas crianças mais novas, Gabriella e Toby.

Uma canoa com característica semelhante à que era usada por mãe e filho também foi localizada pelos profissionais envolvidos no resgate.

FAMÍLIA MARCADA POR TRAGÉDIAS
Em 1963, o então presidente dos EUA e irmão de Robert, John Fitzgerald Kennedy, foi assassinado no Texas. Robert F. Kennedy foi morto a tiros em 1968. Outro irmão dos dois, Joseph Kennedy, morreu em 1944 na Segunda Guerra Mundial. Kathleen, uma irmã, morreu em um acidente de avião em 1948. David Kennedy, filho de Robert, morreu de overdose de drogas em 1984 e Michael, outro filho dele, morreu em 1997 ao sofrer um acidente de esqui.

Em 1999, John Kennedy Jr, filho do ex-presidente, sua esposa, Carolyn, e sua cunhada morreram em outro acidente de avião. Em 2011, a esposa de Robert Kennedy Jr. (filho de Robert F. Kennedy), Mary Richardson, cometeu suicídio. Outra neta de Robert F. Kennedy, Saoirse Kennedy Hill, morreu aos 22 anos como resultado de uma overdose acidental de drogas, em 2019.

abr
09

Maia desfigura Plano Mansueto e pendura no orçamento conta superior a 180 bilhões

 

Por Redação O Antagonista

O projeto que substitui o Plano Mansueto tem diversos problemas, mas Rodrigo Maia insiste numa votação rápida ainda hoje. O primeiro deles está no artigo 5º, que abre um espaço fiscal imenso para que governadores usem os recursos para a chamada “recomposição de RCL (Receita Corrente Líquida)”.

O tamanho desse espaço é de aproximadamente R$ 50 bilhões de operação de crédito com garantia da União. Isso quer dizer que qualquer Estado pode pegar até 8% da RCL até dezembro de 2020 pra fazer qualquer coisa.

O resultado disso é simples: estados que vem fazendo má gestão fiscal terão grande espaço para novas operações de crédito até dezembro e tomarão mais dívidas, desincentivando sua adesão aos programas de gestão fiscal como o Plano Mansueto e o Regime de Recuperação Fiscal.

O efeito fiscal pra União é muito grande. Considerando tudo que há no PL, a conta passa dos R$ 150 bilhões, sendo mais de 2% do PIB, que precisará ser pago pela população no futuro – além de comprometer as políticas públicas para os mais vulneráveis.

Soma-se a isso, os R$ 16 bilhões já prometidos via FPE/FPM e quase R$ 20 bilhões de suspensão de dívida. Chega-se ao valor de R$ 180 bilhões.

O déficit primário com as medidas anunciadas e risco de perda adicional de arrecadação já se aproxima de 7% do PIB. Qualquer custo adicional neste momento pode aumentar ainda mais este número, com risco de piora fiscal muito grande e alta dos juros com repercussões negativas para toda a economia.

Originalmente, o Plano Mansueto era um estímulo a estados com nota de crédito C para que fizessem reformas fiscais. Os estados nota C ainda não faliram (nota D), mas não são saudáveis (nota A). A eles seriam oferecidas garantias para a tomada de empréstimo, desde que colocassem suas contas em ordem. E o máximo de endividamento era de R$ 10 bilhões

abr
09
Posted on 09-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-04-2020

David Uip afirmou nesta quarta-feira (8) que tomará as “providências legais” contra quem invadiu a privacidade de sua clínica e pacientes.

O infectologista se referia ao vazamento de uma receita médica que circula pelas redes sociais com prescrição da cloroquina e assinatura dele.

“A minha privacidade foi invadida. A privacidade da minha clínica, que lida com clientes com sigilo absoluto, foi invadida. Tomarei as providências legais adequadas para a minha invasão de privacidade e de meus pacientes.”

Mais cedo, em entrevista à Rádio Gaúcha, Uip disse que sua clínica não compra a cloroquina em farmácia, mas, sim, na versão manipulada. E fez questão de pontuar que a receita que vazou tem a data de 13 de março, ou seja, 10 dias antes de seu diagnóstico.

abr
09
Posted on 09-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-04-2020

O senador Bernie Sanders desistiu da corrida à nomeação democrata para as eleições presidenciais e juntou-se a Joe Biden para derrotar “o presidente mais perigoso dos Estados Unidos”. O vice-presidente de Barack Obama piscou o olho ao eleitorado do agora ex-adversário: “Vejo-vos, ouço-vos, e compreendo a urgência do que temos de fazer neste país. Espero que se juntem a nós. São mais do que bem-vindos. São necessários.”

“A realidade é que estamos a 300 delegados de Joe Biden e o caminho para a nomeação é praticamente impossível. Hoje anuncio a suspensão da campanha.” No discurso que foi transmitido através do seu site , Sanders explicou que a “decisão dolorosa” foi tomada após ouvir a mulher, Jane, e os seus assessores,.

“Se achasse que havia um caminho continuaria. Compreendo a desilusão de quem ache que seria possível. Mas vejo a terrível crise que assola o país e um presidente que é incapaz” de enfrentar a crise, referiu.

Sanders voltou a dizer que a sua campanha ganhou a luta ideológica e captou o eleitorado mais jovem. Com os delegados eleitos, explicou, irá à convenção democrata apoiar Joe Biden, “um homem muito decente”, mas também “exercer influência”.

“Depois, juntos vamos derrotar Trump, o mais perigoso presidente dos EUA.”

Por fim, Sanders lembrou que a sua campanha é mais do que isso. “Somos um movimento que acredita que a mudança vem de baixo para cima. A luta continua. A campanha acaba mas o movimento não. A luta por justiça foi a nossa campanha. A luta por justiça vai continuar a ser o nosso movimento”, e augurou que o país vai mudar graças ao seu movimento.

“Juntos transformámos a consciência americana quanto ao modelo de nação em que nos podemos tornar e demos um grande passo em frente neste país na luta sem fim pela justiça económica”, disse Sanders.

Uma grande apoiante de Sanders, a representante Alexandria Ocasio-Cortez, não poupou nos elogios. “Obrigado por travar duras e solitárias lutas em verdadeira devoção a um movimento popular nos Estados Unidos. Obrigado pela sua liderança, pela sua orientação e pelo seu exemplo. Nós adoramos-te”, escreveu no Twitter. Mas os elogios mais significativos vieram do adversário de Sanders.

O grande elogio de Biden

A campanha de Joe Biden respondeu de forma cirúrgica, ao tentar agradar ao eleitorado de Sanders. Uma tarefa que não será fácil: o movimento é fortemente ideológico e os eleitores de Sanders poderão repartir-se nas presidenciais entre a abstenção e o voto em Biden, e até em Trump e noutros possíveis candidatos, como o dos Verdes.

O que explica a forma e o conteúdo do texto de Biden, um rasgado elogio a Sanders, ao seu programa e à sua base de apoiantes. “Bernie realizou algo raro na política. Não se limitou a dirigir uma campanha política; criou um movimento. E não se enganem, penso que é um movimento tão poderoso hoje como foi ontem. É uma coisa boa para a nossa nação e para o nosso futuro.
O senador Sanders e os seus apoiantes mudaram o diálogo na América”, escreveu Biden.

E prosseguiu: “Questões que tinham merecido pouca atenção – ou pouca esperança de alguma vez passarem – estão agora no centro do debate político. Desigualdade de rendimentos, cuidados de saúde universais, alterações climáticas, universidade gratuita, alívio do endividamento esmagador dos estudantes. Estas são apenas algumas das questões a que Bernie e os seus apoiantes deram vida. E embora Bernie e eu possamos não estar de acordo quanto à forma de lá chegarmos, estamos de acordo quanto ao objetivo final para estas questões e muitas outras.”

A agenda de Sanders

Em 2016, após a desistência de Sanders, este não apoiou de imediato Hillary Clinton, uma candidata mais à direita e cuja imagem estava ligada aos interesses das grandes empresas. Após semanas de negociações, o senador de Vermont colocou-se ao lado da ex-secretária de Estado, em troca de concessões no programa da candidata democrata.

Hillary Clinton comprometeu-se a que os estudantes universitários de famílias com rendimentos anuais abaixo de 125 mil dólares não pagassem propinas; ao alargamento da cobertura dos cuidados de saúde; de introduzir o salário mínimo de 15 dólares por hora; taxar as emissões de carbono; e abolir a pena de morte, entre outras medidas.

Tendo em conta o debate gerado nos últimos meses e a forma como a administração Trump reagiu à pandemia, o tema da saúde irá estar no centro da agenda.

“Ainda antes desta horrível pandemia uma forte maioria de democratas apoiavam um serviço de saúde universal. Embora os americanos tenham sido repetidamente informados do quão maravilhoso é o nosso sistema de seguros privados baseado no empregador, esses créditos soam hoje muito vazios. O povo americano compreende que não podemos continuar um sistema de cuidados de saúde cruel e disfuncional”, afirmou Sanders no seu discurso de quarta-feira.

“Bernie Sanders transformou o debate nacional sobre os cuidados de saúde, fazendo com que ideias que não são modestas pelos padrões históricos pareçam ser a alternativa moderada”, disse à ABC News Larry Levitt, vice-presidente para as políticas de saúde da Kaiser Family Foundation, que agora acredita no estabelecimento de um “programa opcional de seguro de saúde público”.

Derrotas e pandemia

Com os escrutínios de 10 e 17 de março a darem a vitória em oito de 10 territórios e o fosso dos delegados eleitos a alargar-se em mais 139 só na Florida, Ilinóis e Arizona, e com a campanha nas ruas cancelada desde dia 10 de março devido à pandemia do covid-19, Bernie Sanders tomou a decisão de desistir da campanha em favor de Joe Biden.

O senador de Vermont, que não fez declarações após os desaires eleitorais de 17 de março, manteve conversas com o pessoal da sua campanha, e ficou no ar logo a hipótese da desistência.

abr
09
Posted on 09-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-04-2020



 

Eder, NO PORTAL

 

Do El País: notícias mais recentes sobre o coronavírus no Brasil e no mundo

Um homem em situação de rua lava as mãos em uma torneira instalada no centro do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira.
Um homem em situação de rua lava as mãos em uma torneira instalada no centro do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira.RICARDO MORAES / Reuters
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O Brasil registrou 133 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, um novo recorde diário no país, elevando para 800 o total de óbitos no país desde o início da crise da Covid-19, informou nesta quarta-feira o Ministério da Saúde. Ao todo, 15.927 pessoas foram infectadas, sendo que o índice de letalidade é de 5%. O Sudeste é a região mais afetada, com 59% dos casos confirmados. São Paulo é ainda o Estado com o maior número de mortes, com 428 dos 800 óbitos registrados. Em seu quinto pronunciamento à nação desde o início da crise, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento da doença, mas fez acenos aos governadores e prefeitos e disse que seus ministros estão intruídos a seguir as determinações do Ministério da Saúde. Mais cedo, ele havia criticado “renomados médicos” que tiveram a doença, mas “se recusaram a divulgar o que os curou”, numa referência ao coordenador do combate ao vírus em São Paulo, David Uip. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por ser “sinocêntrica”, e ameaçou cortar a contribuição dos EUA para o órgão internacional. Nesta quarta-feira, os EUA superaram as 13.000 mortes pelo novo vírus.

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