DO EL PAÍS

Embora a Prefeitura de São Paulo tenha pedido intervenção nas unidades do Sancta Maggiore, as autoridades locais não têm a intenção de remover pacientes de lá e levá-los a outros hospitais

Entrada de uma das unidades do Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, em 18 de março.
Entrada de uma das unidades do Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, em 18 de março.Andre Penner / AP

Apesar de o novo coronavírus ter chegado a todos os estados do Brasil, o marco zero da pandemia é claramente São Paulo. O estado mais populoso e o que, como motor econômico brasileiro, tem mais conexão tanto com a Europa quanto com a China, concentrava até a terça-feira 136 das 201 mortes contabilizadas pelo Ministério da Saúde. Mas dentro das fronteiras paulistas também há um epicentro claro. Setenta e nove das mortes (40% do total nacional) haviam ocorrido em hospitais pertencentes a um plano de saúde particular especializado em idosos, conforme revelado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Mais de um mês depois de o vírus ter entrado na América Latina através de São Paulo, por um empresário que voltava do norte da Itália, a doença se espalha por todo o Brasil. Tanto os contágios quanto as mortes aumentam exponencialmente todos os dias. Até esta quarta-feira foram registrados 6.836 casos e 240 mortes, estas em 16 dos 27 estados.

O principal epicentro das mortes são três dos hospitais Sancta Maggiore de São Paulo, localizados em bairros ricos da megalópole. Todos eles e vários outros compõem a rede de centros pertencentes a um plano de saúde particular especializado em clientes com mais de 60 anos. O Prevent Senior se anuncia como “o primeiro e único plano de saúde pensado para o adulto” e destaca em seu site que os membros da família estão autorizados a visitar os pacientes nas 24 horas do dia. Não se sabe se, durante o isolamento social recomendado há três semanas pelas autoridades, essas regras foram alteradas.

O ministro da Saúde criticou duramente a empresa, que responsabilizou pelo “ponto fora da curva” em referência às numerosas mortes em suas instalações. Mandetta lamentou tal concentração de idosos em seus hospitais. “Provavelmente não tomou as barreiras que precisaria ter tomado antes da entrada do vírus. A partir do momento que entrou ali dentro (sic) você não consegue tirar as pessoas porque elas estão em isolamento e não se sabe quem vai apresentar a doença ou não. E você tem todas essas pessoas imunossuprimidas (pacientes com a imunidade reduzida)”, disse Mandetta em uma entrevista coletiva em Brasília. As recomendações do ministro, médico de formação, para manter o isolamento social e assim conter as infecções contrastam com o empenho do presidente Jair Bolsonaro de subestimar a eficácia dessa medida. Mandetta, que dá entrevistas coletivas todos os dias praticamente desde a detecção do primeiro caso, provoca um amplo e inusitado consenso entre os brasileiros, geralmente muito divididos.

Embora a Prefeitura de São Paulo tenha pedido às autoridades estaduais que interviessem na gestão desses hospitais, estas descartaram qualquer intervenção na quarta-feira. Enviaram equipes de apoio à rede de centros médicos, mas não têm a intenção de remover pacientes de lá para levá-los a outros hospitais.

A magnitude do isolamento social tornou-se terreno de uma formidável batalha política no Brasil, na qual Bolsonaro (e seus filhos) estão praticamente sozinhos, desprezando sua utilidade na diminuição dos contágios ?com o argumento de que a fome matará tanto ou mais que o vírus? enquanto o ministro Mandetta, apoiado por boa parte do Governo federal e pelos governadores, pediu que os cidadãos ficassem em casa. Enquanto Bolsonaro joga com a ambiguidade em um tom mais moderado nos últimos dias, está aprovando uma mobilização maciça de recursos públicos para enfrentar a pandemia e, como costuma dizer, para salvar vidas e empregos

“Não se Esqueça de Mim”, Roberto Carlos: Rei é Roberto, no Brasil! Escute e comprove nesta fabulosa gravação remasterizada.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

O ministro ironizou, mas deu o recado. “Não proíbo reunião de ninguém. As pessoas são livres para se reunir, para conversar”. Mas, “só trabalho com critério técnico e científico”.

“Só trabalho com academia, com o que é ciência. Agora, existem pessoas que trabalham com critérios políticos. Não me ofende nada. Querem me trazer sugestão? seja do lado A, do B, do C, tragam com ciência, pesquisa e referendado pelo Conselho Federal de Medicina, que é quem vê questão de medicamentos.”

Mandetta afirmou também que está olhando apenas “três coisas: foco, disciplina e ciência”. “A responsabilidade da prescrição de medicamentos é dos médicos. Para isso é que existe uma ciência chamada Medicina.”

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DO JORNAL DO BRASI

Portaria divulgada nesta terça-feira (31) regulamenta ações e comportamentos a serem adotados durante operações e em caso de contaminação

Macaque in the trees
A ideia é formar uma rede de apoio e auxiliar nas providências para isolamento ou quarentena dos policiais federais, conforme a necessidade. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) editou portaria estabelecendo protocolo uniforme de ações de enfrentamento à pandemia de covid-19. O documento deve ser adotado pelos representantes sindicais das 27 unidades da Federação e servir como guia para os demais filiados.

Por 30 dias, a partir dessa quarta-feira (1º), os representantes da categoria devem estar atentos a pontos como o fornecimento de equipamentos de proteção individual e banco de dados, suspeitas de contaminação e número de policiais federais da ativa, aposentados e pensionistas infectados. A ideia é formar uma rede de apoio e auxiliar nas providências para isolamento ou quarentena, conforme a necessidade.

“O grande desafio dos policiais federais durante a crise de pandemia da Covid-19 é manter o equilíbrio entre nossa missão constitucional, como carreira típica de Estado e de dedicação exclusiva, e a proteção de nossa saúde, das nossas famílias e dos usuários dos nossos serviços”, disse o presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens, ao justificar a portaria.

O documento também orienta como os filiados devem proceder em caso de aparecerem sintomas da doença. O afastamento do trabalho deve ser imediato.

Caso o policial pertença a algum grupo considerado de risco (ter mais de 60 anos ou ser portador de doença crônica ou qualquer outra que afete a imunidade), a chefia imediata precisa ser comunicada. Também deve ser mencionada aos superiores hierárquicos a convivência com pessoas idosas ou crianças para que se proceda o estabelecimento de teletrabalho para o servidor.

As operações policiais devem atender a rito especial de preparação e só devem ocorrer depois de analisadas as condições de urgência e necessidade. Caso sejam inadiáveis, as equipes devem estar totalmente equipadas com material de proteção contra o contágio pelo vírus.

Caso o policial federal designado para operações externas esteja enquadrado em algum grupo de risco, a providência a tomar é a comunicação imediata ao chefe. Em caso de negativa de substituição ou de algum constrangimento, o servidor deve comunicar imediatamente a seu representante sindical para que as medidas administrativas ou judiciais sejam tomadas.

Postos de fronteiras

Os policiais federais lotados em setores de imigração, controle e fiscalização em aeroportos, portos e postos de fronteira só devem atender estrangeiros ou brasileiros vindos do exterior se houver material de proteção no local e desde que mantida a distância padrão de dois metros entre o servidor e o viajante durante a entrevista de imigração. A presença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser assegurada.

Qualquer situação de omissão, desídia ou descumprimento dos normativos internos deve ser comunicada à Fenapef. A entidade também deve ser comunicada imediatamente em caso de dificuldade para disponibilização de testes para o coronavírus, caso seja necessário para algum servidor lotado nessas áreas consideradas de maior risco, através do e-mail, fenapefcontracovid19@fenapef.org.br; ou WhatsApp (61) 8370-5150 com o título Covid 19. Há também à disposição os canais de Instagram, Twitter e Facebook da Fenapef. Basta mandar mensagem via direct, sempre usando o título Covid 19.

Fundada em agosto de 1990, a Fenapef é a maior entidade representativa da Polícia Federal (PF), com mais de 14 mil filiados. Além de defender e representar os servidores da PF, a federação também atua como agente transformador nas políticas de segurança pública.

Dentre as principais áreas de atuação da Federação Nacional dos Policiais Federais, destacam-se a defesa irrestrita dos filiados e a luta por uma segurança pública moderna e eficiente.

abr
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Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
A médica Beatriz Bush e o prefeito Marcelo Crivella (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A secretária municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Beatriz Busch, internou-se ontem (30) com suspeita de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19). A informação foi divulgada pelo prefeito carioca, Marcelo Crivella, em sua conta na rede social Twitter.

Segundo ele, a secretária fez exames para a confirmação do diagnóstico e aguarda os resultados.

“Logo que saírem os resultados, vamos divulgar. Do hospital, Bia mantém contato conosco e com suas equipes para as ações que evitem a disseminação de covid-19 em nossa cidade”, escreveu o prefeito na noite de ontem.

Segundo dados divulgados ontem pela Secretaria estadual de Saúde, foram confirmados na cidade do Rio de Janeiro, 553 casos. Treze pessoas morreram na capital, das quais cinco eram mulheres e oito, homens.

Jovens

O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, informou que muitas internações que estão ocorrendo no estado são de pessoas com 30 a 39 anos. Ontem, foi confirmada a morte de uma mulher de 32 anos em Rio Bonito, no interior do estado.

No total, há 657 casos no estado e 18 mortes. Quarenta mortes estão sob investigação.(Agência Brasil)

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Posted on 02-04-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-04-2020
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 Ricardo Manhães , NO jornal

 

abr
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Transformamos em ilustrações as recomendações dos especialistas

S. CABALLERÍA (Ilustração) (custom credit)
 

Segundo dados da Confederação de Saúde Mental da Espanha, 6,7% dos habitantes do país sofrem de transtornos de ansiedade. No Brasil, dados da Organização Mundial de Saúde mostram que 9,3% das pessoas conviviam com o transtorno em 2019. Se olharmos o total por gênero, as mulheres com esses transtornos somam quase o dobro dos homens. Com os conselhos de J. Carlos Baeza, psicólogo da Clínica de la Ansiedad, e Candela Molina, do Centro Psicológico CEPSIM, preparamos um guia ilustrado (textos em espanhol) por Sara Caballería com orientações para que as pessoas com ansiedade enfrentem estas semanas em casa.

Conselhos para lidar com a quarentena se você sobre de ansiedade

Mantenha uma rotina, mas sem estresse

Inclua atividade que te animem: cozinhar algo gostoso, ligar para os amigos…

– Fazer exercícios

– Olhar o correio

– Ligar para Carla

– Fazer macarrão

– Revisar pdf

S. CABALLERÍA (Ilustração) (custom credit)

Estabeleça um momento para se preocupar

Dedique um momento diários a suas preocupações. Mas somente este momento. Tente fazer com que não monopolize seu tempo.

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Respire

Exercícios de respiração diafragmática funcionam, assim como a meditação. Visualize um local que te transmita paz.

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Evite o excesso de informação

Dedique um momento diário para se informar sobre a situação atual e tente se desconectar no restante do tempo.

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Fale com pessoas que te fazem se sentir bem

É complicado não acabar comentando algo sobre o coronavírus, mas tente não falar só disso.

“Falamos 5 minutos sobre o coronavírus…E depois de Elite, OK?”

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Evite a sensação de que não podem te ajudar

Há muitos psicólogos que continuam atendendo de casa, até mesmo centros que estabeleceram ajuda gratuita. Você não está sozinho.

“O que está sentindo?”

S. CABALLERÍA (Ilustração) (custom credit)

E se você sofrer um ataque de ansiedade…

– Tente não ficar obcecado com os sintomas:

– Tente se distrair.

– Lembre-se: vai passar.

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Redação: Pablo Cantó

Fonte: Entrevistas com J. Carlos Baeza, Psicólogo na Clínica de la Ansiedad; e com Candela Molina, do Centro Psicológico CEPSIM.

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