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Postado em 31-03-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 31-03-2020 00:02

Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the treesPresidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente Jair Bolsonaro, após passear pelo comércio de Brasília neste domingo (29), voltou a se posicionar contra o isolamento mais geral da população durante a pandemia de coronavírus.

Ao defender o isolamento apenas de idosos e de grupos de risco, Bolsonaro afirmou que é preciso poupar vidas, mas que “todos vão morrer um dia”.

“Temos um problema do vírus? Temos. Ninguém nega isso daí. Devemos tomar os devidos cuidados com os mais velhos, com as pessoas do grupo de risco. Agora, o emprego é essencial”, disse.

“Essa é uma realidade, o vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra. Não como um moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Tomos nós iremos morrer um dia”, acrescentou o presidente.

Ao reiterar as suas críticas ao isolamento mais geral no combate ao coronavírus, Bolsonaro afirmou que os trabalhadores precisam dos empregos para ganhar seu sustento.

“Nós vai [sic] condenar esse cara a ir pra dentro de casa? Ficar dentro de casa, ele não tem poupança, não tem renda. A geladeira dele, se tiver, já acabou a comida, porque tem que trabalhar. Tem que sustentar a família. Tem que cuidar dos seus filhos”, disse o presidente, citado pelo G1.(Sputnik Brasil)

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Comentários

Lucas Ribeiro on 31 Março, 2020 at 18:56 #

Mentirosos, militares divulgam fake news sobre golpe de 64
Covid-19 serve de justificativa para transformar Hungria em ditadura
KENNEDY ALENCAR
Washington

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, mentiu ao divulgar nota dizendo que o golpe de 1964 “é um marco para a democracia brasileira”. A nota também foi assinada pelos comandantes das três forças.

É fake news dizer para as atuais gerações que um golpe que fechou o Congresso, cassou mandatos, matou gente e a democracia tenha sido um marco justamente na defesa da democracia. É uma tentativa canhestra de reescrever a História.

Trata-se de um crime contra a memória do Brasil e das vítimas da ditadura. Serve à divisão do país, deseduca o povo e infla conflitos.

Para piorar, o também general da reserva Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, publicou em rede social mais uma manifestação golpista. Villas Bôas falou que “ações extremadas podem acarretar consequências imprevisíveis”, referindo-se ao desgoverno Bolsonaro e ao covid-19. “Pode-se discordar do presidente, mas a postura revela coragem e perseverança nas próprias convicções”, escreveu.

Apesar de não surpreender, a fala é abjeta. Não se trata de ter coragem tampouco de perseverar “nas próprias convicções”, mas de se comportar de forma irresponsável colocando em risco a saúde dos brasileiros. Bolsonaro tem causado dano à saúde pública.

Twitter, Facebook e Google apagaram posts do presidente da República, dada a sua falta de seriedade no que publica na internet. Quem merece reprimenda é Bolsonaro. Quem toma atitudes contra a saúde pública é Bolsonaro.

Com frequência, há relatos na imprensa brasileira sobre as alas ideológica e militar do governo, como se a segunda tivesse bom senso. Piada.

As manifestações do ministro da Defesa e do ex-comandante do Exército são puro terraplanismo político-militar. Esses generais são iguais a Bolsonaro e não ficam devendo nada para figuras da sombra como Olavo de Carvalho.

Nas redes sociais, o vice-presidente Hamilton Mourão também mentiu a respeito de 64. Que papelão. Embrulha o estômago ver isso em 2020.


Vanderlei on 31 Março, 2020 at 19:18 #

Este é um passado que não termina. Coisa de países da América Latina. Coisas de revolucionários. Pobre Brasil! Pior ainda, é para quem viveu o 31 de março de 1964, morando em Juiz de Fora – Minas Gerais. E conhecendo toda a história, inclusive das pretensões da URSS, Cuba e China em 1964.


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