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 ARTIGO

Seria Bolsonaro um lobisomem?

Janio Ferreira Soares

Até meados desta agitada semana de noias e quarentenas, minha ideia era escrever sobre a boa relação que tenho com a solidão, já que vivo praticamente sozinho num sítio. É tanto que até já tinha bolado uns dois parágrafos que faço questão de publicar abaixo e aspados, quando nada, pra dar uma leveza nesses dias, como diria Elis, de down total, tanto na high quanto na low society. Simbora.

“Fui apresentado pela primeira vez à solidão quando minha mãe teve que ir pra Salvador fazer uma cirurgia de emergência e por lá ficou mais de mês. Na ocasião, ainda em fraldas e sem nem imaginar que aquela agonia beliscando meu franzino coração era a tal saudade, coube a minha tia Aldinha a difícil missão de dar continuidade a algo que não tem receita, embora suas generosas pitadas de carinho na mamadeira tenham sido fundamentais para que aqueles dias não azedassem meu gagau”.

Mas aí, quando eu ia continuar dizendo que ela: “na lucidez de seus 93 adora contar essa nossa aventura, sempre lembrando que por mais que se esforçasse no papel que biologicamente a vida não lhe foi benfazeja, eu tinha o olhar distante, como se querendo atravessar as paredes do quarto, o curral e depois o São Francisco, pra ter de volta aquele inexplicável amor que só quando se perde é que se sabe”, eis que surge na TV o nosso capitão com sua língua de corvina fora d’água que, observe bem, parece querer fugir pela lateral de sua boca, certamente por não suportar mais o triste papel de condutora das sandices e perdigotos que diariamente passam por ela.

Falando nisso, chego à conclusão de que perdemos nosso tempo escrevendo sobre as atitudes de um camarada que passou quase 30 anos sendo bombardeado por deputados de todos os partidos e nunca melhorou. Aliás, se ele já era casca grossa naquela época, parece que agora adquiriu uma camada de potentes anticorpos de uma espécie que só os extremamente imbecis têm a capacidade de desenvolver, cuja principal função é repelir qualquer possibilidade de penetração do vírus do bom senso.

Do mesmo modo, de nada adianta tentar mudar a opinião dos seus eternos apaixonados, pois esses, para muito além da balela de que o ódio ao PT era a justificativa de seus votos, continuarão rezando pela sua cartilha e comungando da hóstia feita com as sobras do rancor que o alimenta.

A propósito, vê-los cegos por conveniência, me faz lembrar de uma propaganda dos tubos e conexões Tigre, onde um vendedor vive se queixando ao chefe de que um colega com aspecto de lobisomem está lhe roubando os clientes. Chamado de invejoso, ele se desespera e diz: “mas ele é um lobisomem!”. No que o patrão, pensando apenas no lucro, olha o peludo coçando o rosto como só os lobos fazem e diz, com desdém: “nããããão! Vai trabalhar!”. Vale um Google.

Janio Ferreira Soares:

“Malandro”, Baby do Brasil:Um samba antológico de Jorge Aragão, aqui na interpretação mais que perfeita na voz de uma das artistas mais completas da música popular.Confira e comprove, mais uma vez.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 

Estátua de João Gilberto - Foto de Orla de Juazeiro - Tripadvisor
Estátua de João Gilberto na orla deJuazeiro
 
 Afinal, a vida (ainda) é  bela

Gilson Nogueira

Em volta de mata quase fechada, ouvindo ronco de motores na estrada e espiando o céu azul sobre nuvens brancas, cinzas e meio vermelhas encontro-me tentando domar a ansiedade com a imaginação. Penso em ganhar na Mega Sena e, com o dinheiro, comprar um sítio onde estou e construir uma das maiores creches do planeta na cidade em que nasci. De quebra, inaugurar no Rio de Janeiro a Cidade da Bossa Nova, com museu e mil e uma atrações, de fazer o Tamba renascer e João Gilberto voltar a morar em Juazeiro.

Mas o que me leva a escrever com a ponta do dedo indicador da mão direita é a vontade de saber que meio mundo viu, ouviu e leu o vídeo que o grande Vítor recebeu de seu amigo e colega e posta neste site que enche de orgulho o colaborador da primeira hora por escrever nele.

Uma frase solta no ar de Salvador leva-me a torná-la, aqui, pelo alcance do BP, universal. Ei-lá: “ Vamos falar de jangada que é pau que bóia”. Por que faço isso? Para dizer que tentei falar com uma pessoa sobre o Coronavírus e ela não deu importância. Certamente, ao saber do perigo que a cerca, caso não obedeça o que os médicos aconselham, poderá arrepender-se. Tomara que não morra.

Afinal, a vida é bela, como o passarinho que vi, hoje, pela manhã, na Serra, beliscando o verde. Ele era preto, com o dorso azul e filete branco nas extremidades das asas. Ao me ver, fugiu. E eu fiquei sem palavras para Agradecer a Deus, naquele momento. Um silêncio tomou-me a alma. Era uma oração que o pequenino ser deixou no ar.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

DO EL PAÍS

Ministro da Saúde assume tom conciliador e pede a brasileiros para se prepararem para muitas perdas de vida. “Deixem que nos planejemos para um estresse grande que vem lá na frente”

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, atualiza dados sobre o coronavírus em coletiva de imprensa neste sábado, 28 de março.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, atualiza dados sobre o coronavírus em coletiva de imprensa neste sábado, 28 de março.Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 Carla Jiménez|Felipe Betim

Foi uma semana de estresse, com o presidente Jair Bolsonaro e governadores se engalfinhando publicamente enquanto o coronavírus se espalha no Brasil. Nesse tiroteio político, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, decidiu assumir um tom de conciliação na coletiva de imprensa deste sábado, quando a pasta anunciou 3.904 casos confirmados de Covid-19 no Brasil e 114 mortes. “O Brasil é uma nave só”, disse Mandetta, falando no “consenso” que está sendo construído com secretários municipais e estaduais, incluindo o desenho adequado do que é quarentena, e como ela iria funcionar. “Ninguém tem esse parâmetro”, explicou ele. “A verdade é que vamos descobrir como vai ser nossa sociedade, nossas fraquezas e fortalezas. A saúde não é uma ilha. A economia é, sim, muito importante na saúde”, disse ele, vislumbrando a intersecção necessária para se chegar a um ponto de equilíbrio no debate do coronavírus.

O país chegou a um pico de tensão nos últimos dias enquanto o presidente pregava quarentena vertical que isolasse os mais velhos e reabrisse escolas, igrejas, lotéricas e comércio em geral. “Não existe quarentena vertical ou horizontal. O que existe é a necessidade de arbitrar em determinados tempos”, afirma Mandetta, lembrando que é preciso “coordenar a ação nacional”.

O ministro explicou didaticamente a necessidade de coordenar a logística para a aquisição de equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde que trabalham na linha de frente nos hospitais, e que podem ser contaminados pelo coronavírus, provocando baixas num momento extremamente delicado. São compras disputadas, de empresas nacionais e internacionais, num momento em que o mundo todo vive a pandemia. “Deixem que nos preparemos para um estresse muito grande que vem lá na frente”, disse ele, lembrando que virão “muitas perdas” de vida, e o sistema de saúde precisa estar preparado para atenuar isso. “Vamos trabalhar para poupar vidas, sabendo que haverá dias duros”, afirmou Mandetta.

Economia

Diante da pressão do presidente e de alguns empresários para retomar a atividade econômica, Mandetta colocou a bola no meio do campo. “O presidente está certíssimo ao dizer que a crise econômica vai matar as pessoas. Temos que buscar uma fórmula com o Ministério da Economia”, afirmou Mandetta, em aceno ao presidente Bolsonaro. Mas assumiu a direção desejada pela grande maioria dos governadores, de olhar as duas dimensões da pandemia ao mesmo tempo. “A economia é muito importante para a saúde. O que colocamos em dúvida são os critérios dessas quarentenas [adotadas pelos governos]”, afirma Mandetta. “Vamos colocar alguns critérios, porque são necessários. Não serão os critérios do ministro Mandetta, estamos trabalhando com os secretários para estabelecer um consenso”, explicou. O ministro reforçou que era necessário garantir alimentos para abastecer mercados que atendam às famílias brasileiras. “Geladeira não pode ficar vazia”, explica.

A leitura de especialistas é a de que, num quadro de emergência, é preciso reacomodar uma cadeia produtiva para atender as demandas urgentes. No caso atual, a saúde e a alimentação básica, que norteariam a abertura do isolamento social caso a caso, ou seja, garantindo o livre trânsito para tudo que seja relativo a insumos de saúde e alimentos. A guerra política dos últimos dias, porém, atrasou alguns acordos, o que Mandetta colocou na conta do aprendizado diante da gravidade da pandemia. Seu norte, contudo, ficou claro na entrevista. “Estamos falando de vida. Vamos nos pautar pela ciência. Precisamos de planejamento, calma, frieza”, avisou ele, se descolando de Bolsonaro, que tinha a intenção de fazer uma campanha pela retomada de atividade econômica no país, mas foi impedido pela Justiça.

Os apoiares do presidente incentivaram carreatas em diversos pontos do país com o slogan “O Brasil não pode parar”, seguindo o apelo de Bolsonaro. O ministro minimizou o assunto. “Os mesmos que fazem carreata vão ficar em casa daqui a duas semanas”, disse Mandetta, que prevê a possibilidade de que o país tenha de parar totalmente. “O lockdown, que é a parada absoluta, pode vir a ser necessária em alguma cidade. O que não existe é um lockdown em todo o território nacional e desarticulado”, explica.

Sobre o medicamento cloroquina, que o presidente Bolsonaro vem divulgando como possível cura do coronavírus, Mandetta afirmou que “não é uma panaceia” e que ainda está sendo estudado para casos graves. “Não é hora de sobrecarregar o sistema de saúde. Vamos aguardar”, acrescentou em seguida. O ministro precisou reiterar sua continuidade no cargo, depois de rumores que entregaria sua demissão neste sábado. Guardou parte da entrevista para pedir pediu calma aos brasileiros e que desliguem a televisão às vezes, porque as notícias podem ser “tóxicas”, segundo suas palavras. Ele lembrou que a pandemia vai mudar tudo, e que depois que terminar, o mundo estará diferente. “Vai sair um mundo reflexivo, que vai ter que repensar seus valores”, concluiu.

Imprensa “sórdida”

Em determinado ponto da entrevista, Mandetta também atacou a imprensa e falou que “às vezes, os meios de comunicação são sórdidos”. As palavras, que parecem representar uma tentativa de agradar o presidente Bolsonaro, causaram indignação entre alguns jornalistas e resultou em um duro editorial do Jornal Nacional na noite deste sábado. “Desliguem um pouco a televisão. Às vezes ela é tóxica demais”, recomendou ele aos brasileiros. “Há quantidade de informações e, às vezes, os meios de comunicação são sórdidos porque ele só vendem se a matéria for ruim. Publicam o óbito, nunca vai ter que as pessoas estão sorrindo na rua. Senão, ninguém compra o jornal”, acrescentou.

DO SITE O  ANTAGONISTA

Flávio e Carlos Bolsonaro, como registramos, filiaram-se nesta semana ao Republicanos, partido de Marcelo Crivella.

No Twitter, o prefeito do Rio deu as boas-vindas aos filhos de Jair Bolsonaro:

 

Por G1 Rio

Artista plástico Daniel Azulay morre de coronavírus

O desenhista, pintor e cartunista Daniel Azulay morreu nesta sexta-feira (27) no Rio de Janeiro. O artista plástico de 72 anos lutava contra uma leucemia e contraiu o coronavírus, segundo parentes e sua página oficial.

Azulay estava internado havia duas semanas no CTI da Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul carioca.

Questionada, a Secretaria Estadual de Saúde informou que vai investigar se a morte de Daniel tem relação com o coronavírus.

Biografia

 

O artista gráfico Daniel Azulay — Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados O artista gráfico Daniel Azulay — Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

O artista gráfico Daniel Azulay — Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

Daniel ganhou notoriedade no Brasil inteiro nos anos 70 e 80 por participar de programas educativos para públicos infantis, como a Turma do Lambe Lambe, em canais como TV Educativa e Bandeirantes. Posteriormente continuou trabalhando em outros programas e projetos na internet.IEL AZULAY: Autodidata e engajado em causa sociais

Nascido no Rio em 30 de maio de 1947, Azulay foi um desenhista autodidata que se formou em Direito pela Universidade Cândido Mendes em 1969. Na mesma época, começou a publicar suas primeiras histórias em quadrinhos e cartuns em revistas e jornais.

O trabalho de Daniel também ensinava a importância de conceitos como sustentabilidade e meio ambiente. Ao longo da carreira, o artista também se envolveu em vários projetos sociais e de conscientização.

 

Daniel Azulay com agentes da Operação Lei Seca — Foto: Divulgação Daniel Azulay com agentes da Operação Lei Seca — Foto: Divulgação

Daniel Azulay com agentes da Operação Lei Seca — Foto: Divulgação

Por exemplo, em 2014 Azulay criou “Soprinho e sua Turma”, personagens infantis da Operação Lei Seca do RJ. O personagem Soprinho idealizado pelo desenhista é um bafômetro simpático e falante que, através de histórias bem-humoradas ao lado de seus amigos, alerta e conscientiza as crianças sobre os problemas causados pela mistura de álcool e direção.

Até hoje, estes personagens são usados em ações educativas da Lei Seca para o público infantil.

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Posted on 29-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-03-2020


 

Sponholz, NO

 

Por G1 — São Paulo

Casos do novo coronavírus triplicaram em 6 dias no Brasil

Casos do novo coronavírus triplicaram em 6 dias no Brasil

 

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 18h00 deste sábado (28), 3.866 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 113 mortos, 84 deles em São Paulo, de acordo com a secretaria de Saúde do estado.

O Piauí registrou a primeira morte provocada pela doença e mais dois casos. A vítima foi o prefeito da cidade de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes, de 57 anos. Minas Gerais passou dos 200 casos confirmados, enquanto Amapá e Pará tiveram mais um caso cada nas últimas 24 horas.

No Distrito Federal, deu negativo para coronavírus um exame para um paciente tido como a primeira morte no estado por Covid-19, divulgado na última sexta-feira. De acordo com a Secretaria de Saúde, “o desencontro de informações se deu em virtude da indicação de suspeita da doença no atestado de óbito que, em si só, não confirma a causa morte”.

 

Comércio de rua de Salvador está proibido de abrir por causa do novo coronavírus. — Foto: Naiá Braga / TV Bahia Comércio de rua de Salvador está proibido de abrir por causa do novo coronavírus. — Foto: Naiá Braga / TV Bahia

Comércio de rua de Salvador está proibido de abrir por causa do novo coronavírus. — Foto: Naiá Braga / TV Bahia

Pernambuco agora tem 5 mortes e 68 casos. Porto Alegre teve sua segunda morte provocada pela doença. Paraná registrou dois mortos na cidade de Maringá.

O Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde deste sábado, informando que o Brasil registra 3.904 casos confirmados do novo coronavírus e que já foram registradas 114 mortes.

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