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 Artigo/Ponto de vista

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra…

Joaci Góes

Ao eminente Desembargador Ivanilton Santos da Silva!

O Presidente Bolsonaro ganhou as eleições para governar o Brasil com um discurso caracterizado por ir diretamente ao ponto, sem as preocupações retóricas de praxe. No exercício da presidência, mantém-se na mesma linha de priorizar o conteúdo sem maiores preocupações com a forma, tão ao gosto do politicamente correto que encanta grande número de pessoas, inclusive segmentos de nossa intelectualidade.

Em inúmeras situações, sua abordagem heterodoxa de questões relevantes mereceu críticas gerais, até de correligionários que, pouco tempo depois, deram a mão à palmatória, por reconhecerem o acerto de sua atitude intuitiva. Tal é o ambiente que se criou em torno da crítica do Presidente da República ao que denomina histeria coletiva, derivada da infusão do medo pânico ao Coronavírus.

Ele é, contundentemente, acusado de caminhar na contramão da OMS, do Ministério da Saúde e das orientações dos profissionais da medicina que recomendam, com muita ênfase, que as pessoas fiquem em casa e que se interrompam todos os serviços, com a exceção dos médicos e correlatos, os de segurança e os de abastecimento de água, energia e de alimentação. Se assim fizermos, garantem, o Brasil vencerá esta crise, asseguradas as compensações pela perda de receita às pessoas físicas e jurídicas. Será, porém, uma vitória de Pirro.

Sem dúvida, é responsabilidade e dever dos profissionais da medicina apontar os caminhos que assegurem a saúde das pessoas, sem levar em conta os aspectos administrativos e financeiros inerentes. No caso do Coronavírus, os excepcionais cuidados prescritos não consideram a dimensão gigantesca dos gastos, nem a origem dos recursos que viabilizem a compensação do desemprego em massa e o colapso do setor privado.

Com a atividade econômica sensivelmente comprometida, cairá, correspondentemente, a arrecadação do Erário. Observe-se, ainda, que, alegando indisponibilidade de recursos, estados e municípios reivindicam benesses compensatórias da União que vê no episódio um fator capaz de levar ao caos suas contas. Diferentemente do que tem sido majoritariamente apregoado, o desabrido pronunciamento do Presidente, em rede nacional, não colide com as recomendações de sua equipe, antes agrega ao exame da questão, como é de sua responsabilidade, aspectos fundamentais, até agora olvidados pelos discípulos de Santa Tereza de Calcutá, como se os fundos para financiar este projeto Poliana viessem dos ares ou das águas do mar.

O Presidente trouxe ao debate vertentes que têm a ver com a vida dos brasileiros e a estabilidade da Nação, seriamente comprometida pela reação de pessoas, algumas inteligentes e cultas, que nada entendem de economia, e que terminam servindo de massa de manobra dos que não se importam que o Brasil vá ao fundo desde que isso signifique seu retorno ao poder de onde foram apeados, através do voto popular, por incompetência e roubo.

O conhecimento de como países como a China, a Coreia do Sul, a Itália, a Espanha, Estados Unidos e Alemanha vêm lidando com o Coronavírus oferece informações relevantes para encontrarmos um meio termo que enseje o enfrentamento do vírus, de modo satisfatório, sem impedir que prossigamos em nossa rota segura de darmos régua e compasso à Administração Pública.
No atual momento maniqueísta da vida brasileira, os aspectos ou consequências eleitorais de qualquer discussão, pairam acima da verdade ou dos genuínos interesses do País. Com raras exceções, as pesadas críticas dirigidas ao Presidente obedeceram ao propósito de fortalecer um embrionário movimento, nascido dos que não se conformam com as mudanças por que passam as práticas políticas brasileiras, no sentido de desestabilizá-lo, com vistas ao projeto maior, quem sabe, de criar condições para sua defenestração, via impeachment.

Com isso, supõem, morrerá a Lava Jato, continuará o patrimonialismo que desgraça o País, e tudo “continuará como dantes no quartel de Abrantes”.

Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex-diretor da Tribuna da Bahia

“Rosa”, Orlando Silva: O cantor das multidões, para lembrar e cantar com ele, na certeza de que (apesar dos pesares da quarentena) a vida é bela! E a música também.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DO EL PAÍS

Deputados, inclusive governistas, acatam proposta de ajuda que pode chegar até a 1.200 reais por família de autônomos, MEIs e desempregados

Pessoas circulam pela favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, no dia 16 de março.
Pessoas circulam pela favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, no dia 16 de março.Silvia Izquierdo / AP

No ressuscitado debate sobre a desigualdade social, sociólogos e economistas ?como o francês Thomas Piketty ou o brasileiro Pedro Ferreira de Souza? costumam afirmar que mudanças de paradigma em sociedades democráticas costumam acontecer após grandes traumas, como guerras e epidemias. É provável que a pandemia de coronavírus represente mais um desses momentos de inflexão, capaz de acelerar discussões e tempos políticos. Previsto para acontecer nos próximos anos ou décadas, o debate sobre uma renda mínima universal ?isto é, garantida pelo Governo com poucos condicionantes ou nenhum— acontecia em alguns nichos econômicos e acabava de passar por um teste na Finlândia. Com a pandemia, acaba de se tornar realidade em países como Estados Unidos e Portugal. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, por consenso, e após se debruçar sobre as propostas do Governo Jair Bolsonaro, da oposição e da sociedade civil, uma ajuda de 600 reais por adulto de baixa renda enquanto durar a pandemia. Famílias com dois trabalhadores ou com mães solteiras receberão 1.200 reais.

De acordo com o texto, que segue agora para o Senado, o benefício está direcionado para trabalhadores informais, autônomos, desempregados e MEI (microempreendedor individual). Receberão o auxílio aqueles que tiverem renda mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda mensal familiar de até três salários mínimos. A ajuda se estende para aqueles já recebem Bolsa Família, mas ficam de fora aqueles que ganham outros benefícios —como seguro desemprego. Além disso, os valores serão destinados durante pelo menos três meses e poderão ser prorrogados enquanto durar a calamidade pública, decretada por causa da pandemia de coronavírus. De todas as formas, o pouco tempo de duração previsto inicialmente é considerado o ponto mais fraco entre os defensores do projeto, que falavam em pelo menos seis meses ou um ano.

Um detalhe não menos importante: a renda emergencial aprovada na Câmara foi desenhada em cima do projeto envolvendo a concessão do BPC, auxílio de um salário mínimo (1.045 reais) direcionado para os idosos de baixa renda. O Governo havia vetado a decisão do Congresso de conceder o benefício para aqueles com renda familiar de até meio salário mínimo (522,50 reais) já a partir deste ano ?o teto era antes de 1/4 de salário mínimo (261,25 reais). O Congresso derrubou o veto no início deste mês em retaliação a Bolsonaro e o impasse continuou. Nesta quinta-feira, os deputados finalmente decidiram que as mudanças no BPC valerão só a partir de 1º de janeiro de 2021.

O plano apresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, previa inicialmente um voucher 200 reais mensais por um período de três meses para 38 milhões de trabalhadores que estão na informalidade. A proposta foi considerada tímida e insuficiente, o que fez o Governo considerar um valor de até 300 reais.

Uma coalizão de partidos de oposição de esquerda colocou uma nova proposta na mesa, com a possibilidade de conceder um salário mínimo de benefício e alcançar 100 milhões de pessoas, metade da população brasileira. A mesma abrangência foi defendida nesta semana pelo economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central durante o segundo Governo de Fernando Henrique Cardoso. O projeto costurado na Câmara, e ao qual o Governo acabou embarcando, finalmente chegou a um valor de 600 reais por adulto, ou 1.200 reais para famílias, incluindo as com mães solteiras.

Uma vez aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Bolsonaro, o auxílio emergencial chegará aos 100 milhões de brasileiros e brasileiras mais vulneráveis economicamente, entre eles as 77 milhões de pessoas de baixa renda que já estão no Cadastro Único ?sistema do Governo Federal no qual se inscrevem para obter algum auxílio social. As pessoas que já recebem o Bolsa Família terão direito a um complemento e também receberão benefício.

Contudo, ainda é cedo para dizer se, uma vez passada a pandemia, esses programas se tornarão políticas públicas permanentes. Seus defensores esperam que sim. De acordo com eles, seria uma forma de desvincular o sistema de proteção social do Estado com o trabalho formal, ameaçado com o avanço tecnológico e a uberização do mercado de trabalho. E também de desburocratizar máquina pública, que atualmente concede benefícios sociais ?cada vez mais ineficazes? a partir de uma série de condicionantes de renda e emprego. Por fim, representaria uma resposta definitiva à crescente desigualdade social no ocidente. As pessoas teriam direito a um salário apenas por existir.

No pacote de dois trilhões de dólares (mais de 10 trilhões de reais) aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira, está previsto uma ajuda de 1.200 dólares por adulto e de 500 dólares por criança —ou seja, uma família com quatro membros receberia 3.000 dólares mensais—, além da ampliação do seguro desemprego e de um programa para que pequenas empresas paguem os salários dos trabalhadores.

mar
27
Posted on 27-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2020

DO SITE O ANTAGONISTA

Por Cézar Feitoza

Ari Celso Rocha de Lima Barros, policial militar que integra a equipe de segurança de Jair Bolsonaro, será transferido nesta quinta-feira (26) para uma UTI.

Diagnosticado com Covid-19 da última semana, o estado de saúde do capitão da PM piorou.

Ele foi internado ontem à noite no Hospital de Base e será transferido para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência em Brasília para o tratamento da doença, para iniciar o trabalho de terapia intensiva.

DO JORNAL DO BRASIL

Macaque in the trees
Os cidadãos dos EUA que desejam retornar aos Estados Unidos devem fazê-lo o mais rápido possível, diz comunicado da embaixada dos EUA (Foto: Reuters/Rahel Patrasso)

A decisão dos Estados Unidos de orientar seus cidadãos a deixar o Brasil e voltar ao seu país natal imediatamente mostra que Washington reconhece a crise criada pela Covid-19, avalia especialista ouvido pela agência de notícias Sputnik Brasil.

As autoridades estadunidenses publicaram nota por meio da Embaixada dos EUA no Brasil com a lista de voos que partem de território brasileiro rumo aos Estados Unidos nos próximos dias e alertou que o número de opções para o retorno devem diminuir.

“Os cidadãos dos EUA que desejam retornar aos Estados Unidos devem fazê-lo o mais rápido possível pois a situação de viagem está mudando muito rapidamente e a disponibilidade devoosestá sujeita a alterações. Os horários de voos domésticos no Brasil também estão sendo reduzidos significativamente, e os cidadãos dos EUA que atualmente estão fora dos portões internacionais identificados abaixo também devem monitorar sua capacidade de obter um voo de conexão, consultando o site do aeroporto mais próximo”, disse a Embaixada dos EUA no Brasil.

Para Leonardo Paz, cientista político e professor do Ibmec, a diretriz indica que o Departamento de Estado dos EUA acredita que a situação é “crítica”, embora a repatriação de estrangeiros seja prática comum para a diplomacia. Ainda que Jair Bolsonaro busque ressaltar seus laços com o presidente dos EUA, Donald Trump, a pandemia é uma realidade, diz o analista.

“É a política externa de cada país operando como ela deveria ser, então não deveria guardar nenhuma relação com a relação entre os dois presidentes”, diz Paz.

Na atual situação de crise global e hospitalar, avalia o professor do Ibmec, estrangeiros podem ter dificuldade de ter acesso ao tratamento médico adequado, daí a necessidade de repatriar cidadãos no exterior. Brasileiros em Portugal, por exemplo, buscam a ajuda das autoridades do Itamaraty para voltar.

A atuação de Bolsonaro, todavia, é vista com desconfiança pelo mundo, diz Paz. O analista destaca os ruídos na comunicação entre o Palácio do Planalto e governadores como fator negativo.

“A postura de Bolsonaro não tem soado muito bem. Ainda que não tenhamos visto muitas autoridades de outros países dando entrevistas específicas sobre a postura de Bolsonaro, acho que ninguém está muito preocupado com isso neste momento [porque] cada um tem uma bomba relógio em seu colo em relação a quando chegará o pico da infecção, da pandemia”, diz Paz. (Sputnik Brasil)

mar
27
Posted on 27-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2020


 

Duke, NO JORNAL MINEIRO

 

mar
27
Posted on 27-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2020

Do   Jornal do Brasil

Macaque in the trees
Prédio da Suprema Corte dos Estados Unidos em Washington (Foto: REUTERS/Leah Millis)

Os Estados Unidos (EUA) registraram nessa quarta-feira (25) 1.031 mortes causadas pelo novo coronavírus, de acordo com dados da Universidade norte-americana Johns Hopkins.

São 68.572 casos da doença, o que coloca o país em terceiro lugar, logo atrás de Itália e da China, em relação ao número de infectados.

Algumas horas antes, o número de mortes era 827.

Nova Iorque é um dos estados mais atingidos, com 280 mortes na cidade de Nova Iorque desde o início da epidemia em dezembro, no centro da China.

De acordo com números encaminhados, no início do mês, ao Congresso norte-americano, entre 70 milhões e 150 milhões de pessoas poderão ser infectadas nos Estados Unidos, que tem aproximadamente 327 milhões de habitantes.

O Senado norte-americano aprovou um plano histórico de US$ 2 trilhões de apoio à primeira economia mundial, asfixiada pela pandemia de covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

O Continente europeu, com cerca de 240 mil infectados, é onde surge atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com maior número de mortes – 7.503 em 74.386 casos registrados até hoje.

Vários países adotaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o fechamento de fronteiras.(Agência Brasil)

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