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Posted on 26-03-2020
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Resultado de imagem para General Augusto Heleno tem alta e volta ao palacio do planalto

DO CORREIO BRAZILIENSE

Segundo o próprio ministro, desde o dia 18, ele estava assintomático e ficou uma semana cumprindo isolamento


 Ingrid Soares

 

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno, retornou aos trabalhos no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (25). Após passar por exames no último dia 17, ele testou positivo para o coronavírus. Nesta manhã, Heleno participou de uma videoconferência com governadores do Sudeste, na qual Bolsonaro protagonizou um bate-boca com o governador de São Paulo, João Doria. Também estavam presentes o vice-presidente Hamilton Mourão e ministros.

Segundo o próprio ministro, desde o dia 18, ele estava assintomático e ficou uma semana cumprindo isolamento. 
De acordo com a assessoria do GSI, Heleno retornou com autorização médica. O general Heleno fez parte da comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos. Este foi o segundo exame feito pelo ministro. No último dia 12 de março, o resultado deu negativo. Até o momento, 23 integrantes da comitiva ou que tiveram contato com infectados com a doença testaram positivo para o novo Covid-19.
Bolsonaro também se submeteu a um segundo exame no último dia 17, o qual atestou negativo para o vírus. A notícia foi divulgada pelo próprio presidente nas redes sociais, sem apresentação de laudo. O Secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, foi o primeiro do grupo a adquirir a doença após a viagem aos EUA. 

“Do Amor Impossível”, Nana Caymmi: Maravilha de canção em qualquer dia, em qualquer tempo, em qualquer situação. Mesmo na quarentena do covid-19 de doer. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Pacote norte-americano, o maior da história, equivale a 9% do PIB e inclui gigantesca transferência de renda. O do Brasil ainda está em formulação. País tem SUS, mas não infraestrutura e capacidade de investimento dos EUA

Reunião de Jair Bolsonaro e Donalda Trump nos Estados Unidos.
Reunião de Jair Bolsonaro e Donalda Trump nos Estados Unidos.A. Wong (Getty)

Diante da escalada da pandemia de coronavírus, Jair Bolsonaro insiste em se espelhar no discurso do presidente americano Donald Trump de minimizar a disseminação da doença e defender o fim do isolamento social para salvar a economia, batendo na tecla de que “a cura não pode ser maior do que o problema”. Seguindo de certo modo os passos do colega, o mandatário brasileiro decidiu se pronunciar em rede nacional para criticar o fechamento do comércio e escolas, culpar a imprensa pelo que classifica de clima de “histeria” e pedir que a população volte à normalidade para que os empregos sejam mantidos, assim como o sustento das famílias. Mais uma vez, a fala de Bolsonaro deixou entidades internacionais preocupadas com o Brasil, que já possui 2.433 infectados e 57 mortos pela Covid-19.

Ao seguir a cartilha de Trump, que também chegou a pregar medidas contrárias às recomendações da Organização Mundial da Saúde e por vezes também minimiza o problema, Bolsonaro tenta imitar, no entanto, um país com uma realidade completamente diferente. A começar pelo tamanho da economia, a maior do mundo, capaz de ampliar com mais velocidade as ações de saúde e preservar a renda da população. Nesta quarta-feira, os EUA acertou um pacote inédito de 2 trilhões de dólares para o combate da doença e dos efeitos econômicos do coronavírus. O total representa 9,5% do PIB americano e inclui uma massiva medida de transferência de renda para todas as famílias de baixa renda no valor de 1.200 dólares mensais (cerca de 6.000 reais). Os recursos para os hospitais chegam a 130 bilhões de dólares (cerca de 650 bilhões de reais). Segundo levantamento do Observatório de Política Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), feito pelo economista Manoel Pires, as medidas anunciadas no Brasil estão muito aquém do que foi anunciado pelos EUA e de vários outros países.

Iniciativas anunciadas até o momento pelo Governo brasileiro —como antecipação do 13º salário de pensionistas e aposentados do INSS—, redução temporária de impostos para empresas, ampliação do programa Bolsa Família, novos recursos para o Ministério da Saúde e transferências para Estados e municípios (8 bilhões de reais) somam cerca de 4% do PIB do país.

Para além dos estímulos atuais de combate à doença, os dois países também têm históricos de investimento em saúde nada parecidos. O levantamento Panorama da Saúde da OCDE mostrou que o Brasil gastou com saúde 1.282 dólares per capita em 2018, somando os recursos públicos e privados. O valor coloca o Brasil em 37º lugar na lista da OCDE, que inclui 6 países além dos 38 membros da organização. Nos Estados Unidos, o total de gastos com saúde por habitante ultrapassou 10.000 dólares, sendo que a maior parte desse valor se refere a despesas públicas —ainda que, à diferença do Brasil ou do Reino Unido, o país de Trump não tenha um sistema de saúde público.

“Os EUA têm mais chances de se recuperar e achatar a curva da doença porque tem uma infraestrutura mais sofisticada em todo o país. No interior do Brasil, você tem muitas cidades com números baixos de leitos de UTI e no país há uma dificuldade maior de implementar o distanciamento social em favelas”, explica o professor de relações internacionais Oliver Stunkel. Problemas históricos como falta de acesso à água, alta concentração de casas de poucos cômodos e ausência de ventilação tornam as favelas em locais que precisam de ações específicas na prevenção ao coronavírus. “O Brasil tem uma estrutura já muito sobrecarregada em tempos de poucos investimentos na área, o sistema de saúde do Rio de Janeiro já estava em colapso antes do coronavírus”, completa.

O desafio de Trump hoje é maior do que o de Bolsonaro, mas pode ser que, no futuro, a situação se inverta, caso o coronavírus seja enfrentado apenas como uma “gripezinha”. O presidente norte-americano lida hoje com mais de 60.000 infectados e 827 mortes no país, que atualmente é o terceiro maior número de casos confirmados, atrás apenas da China e da Itália. A OMS já vê potencial para que os EUA se torne o novo epicentro de coronavírus. No dia 13 de março, o país liderado por Trump tinha 2.179 infectados e 47 mortos, quase o mesmo número que o Brasil na terça: 2.201 brasileiros infectados e 46 mortes. A limitação na realização de testes para confirmar os casos de coronavírus no Brasil dificulta, no entanto, a avaliação do quadro real da evolução da doença no país.

Na avaliação de Stunkel, o alinhamento dos dois presidentes, que indicam pressa para relaxar as regras de isolamento antes mesmos do pico da doença em ambos países, é mais uma briga que Trump e Bolsonaro compraram com uma uma estratégia padrão de suas políticas de antagonismo com o mundo. “Buscar algum confronto para viabilizar a retórica, pois o modelo de governança depende de um inimigo. Esse trabalho de culpar a China, depois governadores e prefeitos e também ir contra os especialistas e técnicos de saúde é necessário para esse modelo de governança. Nunca buscam uma união, mas uma tensão”, afirma o professor, que ressalta que Bolsonaro sai bastante enfraquecido politicamente ao seguir a postura do americano e desprezar os alertas das autoridades de saúde.

Contrariando o presidente, governadores reiteraram em reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nesta quarta-feira, os procedimentos de isolamento adotados para conter a pandemia do novo coronavírus.

Por Renan Ramalho

Além de elogiar o pronunciamento de ontem em que Jair Bolsonaro criticou o confinamento em massa da população, Luiz Henrique Mandetta disse que houve precipitação em quarentenas decretadas nos estados — ele defendeu que a medida seja feita em coordenação com o Ministério da Saúde, no tempo e locais certos.

“A gente tem que melhorar esse negócio de quarentena, ficou muito desarrumado, não ficou bom. Foi precipitado, foi cedo. Foi uma sensação de entramos e agora como é que saímos. Então as pessoas têm que saber se vamos fazer um sacrifício de uma semana agora, vamos. Se daqui a duas ou três semanas chegarmos nesse patamar, talvez que tenhamos que parar por mais tanto. E assim a gente vai junto, de dançar essa sanfona, de parar um pouquinho, pode andar”, afirmou.

Ele também explicou os termos usados hoje pela manhã por Bolsonaro sobre a quarentena horizontal e vertical.

“Tem duas maneiras de se fazer eventuais quarentenas. Tem essa que é a horizontal. Tem uma que é chamada vertical, quando você fala que o risco do pessoal abaixo de 49 anos é tão baixo, que se tiverem um bom comportamento social, você pode soltar. Tem um bando de gente estudando aqui, com salas de situação, tem epidemiologistas daqui, de fora. Está tudo bem.

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Posted on 26-03-2020
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Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
Médicos cubanos Têm muito boa reputação em todo o mundo (Foto: Reuters / Alexandre Meneghini)

Cuba recebeu solicitação de mais de 15 países para a compra do medicamento Interferon Alfa 2B, utilizado pela China no combate ao novo coronavírus.

O embaixador de Cuba em Moscou, Gerardo Peñalver, informou que Havana recebeu pedidos de mais de 15 países para adquirir a droga Interferon Alfa 2B, desenvolvida na ilha.

“Até o dia de hoje recebemos pedidos de mais de 15 países para comprar o medicamento, o que é um reconhecimento do desenvolvimento biotecnológico do nosso país”, declarou o embaixador.

Peñalver lembrou que o medicamento foi utilizado com êxito na China para conter a pandemia do novo coronavírus.

O Interferon Alfa 2B é um medicamento recombinante com ação antiviral desenvolvido e produzido em Cuba.(Sputnik Brasil)

 

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Miguel, NO

 

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Do Jornal do Brasi

Macaque in the trees
Paramédicos alemães em ambulância no início da jornada de trabalho em Worms, Alemanha (Foto: Reuters / Hannibal Hanschke)

Especialistas explicam por que a taxa de mortalidade em decorrência do coronavírus na Alemanha é inferior à de outros países europeus.

Nas últimas semanas, o número de casos do novo coronavírus na Alemanha cresceu rapidamente, atingindo 34.009 casos, tornando-se o 5º país mais afetado do mundo, atrás somente de China, Itália, EUA e Espanha.

Mas a taxa de mortalidade desses países varia de maneira significativa. De acordo com dados compilados pela Universidade John Hopkins (EUA), a taxa de mortalidade na Itália é de 9,5%, e na França é de 4,3%, enquanto na Alemanha é de somente 0,4%.

O principal motivo para a baixa mortalidade foi, de acordo com especialistas, a resposta das autoridades alemãs no início da propagação do vírus no país. Neste primeiro estágio, a Alemanha focou em identificar, testar e conter epicentros de propagação.

Uma vez que o país optou por testar não só os casos mais óbvios de Covid-19, como aqueles com sintomas graves ou pacientes de alto risco, a Alemanha tem dados mais precisos sobre a real situação epidemiológica do país, reportou o The Washington Post.

“No início tínhamos relativamente poucos casos. No tocante à identificação e ao isolamento, fizemos um bom trabalho na Alemanha”, declarou Reinhard Busse, diretor do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Tecnologia de Berlim.

Nesta primeira fase, o país identificou epicentros de propagação do vírus de maneira meticulosa. Quando um caso era confirmado, a Alemanha aplicava métodos de rastreamento de contatos para identificar pessoas que entraram em contato com os pacientes e impôs quarentena a todas elas. Essa medida permitiu a quebra de cadeias de transmissão do vírus. 

Além disso, o epidemiologista e parlamentar alemão Karl Lauterbach notou que muitos casos na Alemanha foram identificados em pacientes relativamente jovens, “pessoas que voltavam das férias”.

Os mais jovens reagem melhor à Covid-19 e têm maiores chances de superá-la. Na Itália, em contrapartida, a propagação afetou em grande parte a população idosa, mais vulnerável ao novo coronavírus.

Para Lauterbach, a taxa de mortalidade alemã deve aumentar, conforme o coronavírus se propaga para outros segmentos sociais.

O virologista do hospital Charité de Berlim está “absolutamente convencido” de que a alta capacidade de diagnóstico da Alemanha “nos deu uma enorme vantagem […] no diagnóstico da epidemia”.

Mas ele sugere cautela, uma vez que a taxa de mortalidade provavelmente irá aumentar: “Não somos nenhuma exceção.” (Sputnik Brasil)

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