Resultado de imagem para Desembargadora Sandra Ines Morae do TJ-BA presa

Desembargadora e filho preos pela PF na Bahia

DO BOLETIM DE NOTÍCIAS DO CONJUR

O ministro do Superior Tribunal de Justiça Og Fernandes determinou o afastamento do cargo e a prisão temporária, por cinco dias, da desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo. O ministro determinou ainda a prisão temporária de Vasco Rusciolelli Azevedo e do advogado Vanderlei Chilante, nos termos dos artigos 1º, incisos I e III, alínea “l”, e 2º da Lei 7.960/1989.

Og levou em consideração o relato do Ministério Público Federal sustentando que houve continuação da rede criminosa mesmo após a deflagração da operação faroeste pela Polícia Federal, que já tinha levado à prisão e afastamento de outros desembargadores.

A operação investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, formação de organização criminosa e venda de sentenças relacionadas a grilagem e disputa de terras no Oeste da Bahia.

“Nem com as investigações desnudando o suposto esquema criminoso no Oeste baiano, e com várias medidas cautelares em pleno vigor, os investigados cessaram o curso de suas ações antijurídicas. Por fim, chama a atenção o fato de a ação criminosa não ter se interrompido mesmo durante a pandemia de coronavírus (Covid-19), quando há a recomendação de restringir-se a interação social”, afirmou o ministro, ao justificar a adoção das medidas cautelares pedidas pelo Ministério Público.

O afastamento cautelar da desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo foi determinado sem prejuízo da remuneração do cargo. Og Fernandes observou que a medida terá prazo de um ano, a contar do dia em que forem cumpridas as providências cautelares estabelecidas. A decisão do ministro será posteriormente submetida a referendo da Corte Especial do STJ.

O ministro autorizou ainda a busca e apreensão de provas — como documentos e mídias —, joias, automóveis e dinheiro dos três acusados e também de Nelson José Vigolo, tanto em seus endereços residenciais quanto nos profissionais.

Organização estruturada
Uma ação controlada autorizada por Og Fernandes e finalizada pela Polícia Federal no último dia 17 resultou na apreensão de R$ 259,8 mil em posse de Sandra Inês e seu filho Vasco Rusciolelli Azevedo. Segundo o MP, dinheiro seria um pagamento de propina por parte do produtor rural Nelson José Vigolo, da Bom Jesus Agropecuária, para a desembargadora. Ele teria sido levado de Rondonópolis (MT) a Salvador pelo advogado da empresa, Vanderlei Chilante.

“Os argumentos e elementos probatórios carreados até o presente momento são suficientes para demonstração da necessidade da medida cautelar de afastamento do exercício das funções para a desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, obstando que ela continue a atuar dentro do ambiente jurisdicional, ostentando, em tese, função de destaque no âmago de uma estruturada organização criminosa”, completou Og Fernandes. Com informações da assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça.

“Pede a ela”, Tim Maia: linda canção sobre tempo de solidão e isolamento em primorosa interpretação de um saudoso imortal da música brasileira. Para ouvir, cantar e meditar na quarentena do covid-19.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

mar
25

Covid-19: medidas mais duras dos estados são ‘péssimas’, diz Mandetta

 

Luiz Henrique Mandetta disse que as medidas mais duras de combate ao novo coronavírus impostas em estados, como fechamento de comércio e de rodovias, são “péssimas” para o setor de saúde, registra a Crusoé.

Segundo o ministro, elas travam a produção e distribuição de equipamentos médicos.

“Não dá para chegar e dizer o que é essencial. Se precisar de um mecânico para consertar o eixo de uma ambulância, ele é o mais essencial naquele momento, porque, sem ele, não anda a ambulância”, disse Mandetta ao sair do Planalto, após conferência com governadores do Centro-Oeste e Sudeste.

Do Jornal do Br

Macaque in the trees
Homem de máscara caminha em frente à sede do COI (Foto: Reuters/Stoyan Nenov)

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta terça-feira (24), o adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 para 2021. O entendimento sobre a impossibilidade do início das competições no dia 24 de julho, por conta da pandemia do novo coronavírus, aconteceu após conversa por teleconferência entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente do COI, Thomas Bach.

Nota publicada no site de instituição esclarece que: “Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS, o Presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada de Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas o mais tardar no verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e da comunidade internacional.”

Tocha olímpica

A publicação ainda confirma que a chama Olímpica vai permanecer no país. A tocha chegou ao Japão na última sexta-feira (20), após cerimônia de acendimento, no Estádio Panatenaico, em Atenas, na Grécia.

A medida foi tomada após pressão de atletas e comitês nacionais pelo mundo todo criticarem a manutenção do calendário em meio a pandemia do novo coronavírus. Canadá, por exemplo, havia decidido que não mandaria competidores, caso os jogos ocorressem na data prevista. O Comitê Olímpico Brasileiro também engrossou o coro para a mudança do cronograma.

Por Ana Flor, Fernanda Calgaro e Elisa Clavery, GloboNews, G1 e TV Globo — Brasília

GloboNews: Rodrigo Maia diz que partidos articulam proposta de redução de salário de servidores e parlamentares

GloboNews: Rodrigo Maia diz que partidos articulam proposta de redução de salário de servidores e parlamentares

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (24) que partidos articulam a elaboração de uma proposta prevendo a redução dos salários de servidores públicos e parlamentares durante o período da crise do coronavírus no país.

Em entrevista à GloboNews, Rodrigo Maia defendeu que os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, devem dar uma “contribuição” neste momento.

“Os partidos estão tratando disso e, certamente, eles vão apresentar uma proposta coletiva, de todos, que acho que represente a posição pelo menos de parte dos partidos políticos”, afirmou.

O objetivo é que a economia para os cofres públicos ajude a mitigar os efeitos da queda de receita do governo federal nos próximos meses.

“Todos sabem que haverá empobrecimento da população e todos sabem que a renda do brasileiro vai ser menor. Então, todos os poderes precisam contribuir, inclusive os deputados, os juízes, os fiscais de renda, todos os servidores”, disse.

Após a entrevista de Maia, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos articuladores da proposta, afirmou que o objetivo é propor uma redução escalonada de salários

Após a entrevista de Maia, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor da proposta, afirmou que o objetivo é propor uma redução escalonada de salários:

 
  • zero para quem ganha até R$ 5 mil;
  • 10% para quem ganha até R$ 10 mil;
  • 20% a 50% para salários superiores a R$ 10 mil.

De acordo com o deputado, a intenção é fazer a proposta tramitar junto com a que o governo enviará em relação aos trabalhadores privados.

Segundo o texto, a redução terá duração excepcional, enquanto permanecer o estado de calamidade pública aprovado pelo Congresso na última semana, isto é, até 31 de dezembro deste ano.

Além disso, pela proposta, a redução nos salários teria validade inicial de três meses, podendo ser prorrogada por igual período.

Servidores das áreas de saúde e de segurança pública que estejam trabalhando durante o estado de calamidade pública não poderão sofrer cortes em seus salários. A economia com a redução salarial seria integralmente repassada ao Ministério da Saúde para a utilização em ações de combate à pandemia do novo coronavírus.

Ressalvas

Rodrigo Maia ressalvou que a medida não atingiria os servidores da “linha de frente” do combate ao coronavírus, como “os médicos, os policiais que estão na rua, todos aqueles que estão cuidando de forma mais presente da vida dos brasileiros”.

“Todos os outros vão ter que contribuir. Mas eu não gosto dessa questão do deputado, do servidor público. Todos são servidores públicos, e tenho certeza que os partidos estão dialogando e vão construir um caminho por onde a gente mostre de forma clara que a política, os agentes públicos, dos três poderes, também precisam e, certamente, darão a sua contribuição”, afirmou.

Outros projetos

Além da proposta que reduz salários de servidores, a Câmara também pretende votar outros projetos com o objetivo de atender necessidades que surgiram ou se agravaram com o avanço dos casos de coronavírus no país e as consequentes medidas tomadas que terão impacto na economia, como o fechamento de comércio não essencial em alguns estados.

Entre esses projetos, segundo Maia, parte diz respeito à área de saúde, como o que trata das regras para a telemedicina, e de educação, com a destinação de recursos da merenda para as famílias.

Também há uma proposta no setor social que está em discussão voltada aos mais vulneráveis.

Outro assunto em debate e que pode ser votado nos próximos dias é o chamado Plano Mansueto, um plano de recuperação para unidades da federação que passam por grave crise financeira.

Votação remota

Parte dessas medidas já deverá ser votada nesta quarta-feira (25) de forma remota. O sistema de votação eletrônica ainda estava em testes nesta terça. Caso ainda não esteja pronto, poderá ser usado um aplicativo que permitirá a participação dos deputados.

No plenário, a expectativa é de que estejam o presidente da Câmara, conduzindo os trabalhos, e os líderes partidários.

A decisão de liberar a votação remota foi tomada na semana passada e vale para o período de pandemia do coronavírus.

Com isso, as sessões poderão ser realizadas pela internet, sem a necessidade de aglomeração de pessoas em plenário.

O ilustrador e quadrinista tinha 92 anos e foi vítima de uma crise cardíaca sem relação com o coronavírus, segundo a família.

Albert Uderzo, com bonecos de Asterix e Obelix, em 2007.
Albert Uderzo, com bonecos de Asterix e Obelix, em 2007.STEPHANE DE SAKUTIN / AFP

Asterix e Obelix ficaram órfãos. Sobretudo Obelix, o chouchou (favorito) de Albert Uderzo, criador, junto com René Goscinny, dos dois gauleses mais famosos da história e do planeta. O desenhista morreu nesta terça-feira em sua casa, em Paris, aos 92 anos, vítima de “uma crise cardíaca sem relação com o coronavírus”, como foi obrigada a família a esclarecer nestes tempos de pandemia.

Fazia quase uma década que Uderzo (Fismes, Marne, 1927) havia entregado a terceiros o destino da aldeia gaulesa, que assumira de forma solitária após a morte de seu parceiro de aventuras e quadrinhos, o roteirista Goscinny, em 1977. Os sucessores foram Didier Conrad e Jean-Yves Ferri, autores dos últimos quatro álbuns dos personagens. “Entregar Asterix me dilacerou um pouco”, confidenciou ele ao Le Parisien no final de 2018, numa das últimas entrevistas que concedeu. Não é de se estranhar. O pequeno guerreiro de bigodes loiros e seu bojudo amigo ruivo, de profissão entregador de menires, marcaram sua vida por mais de seis décadas, desde que nasceram de seus lápis e da mente de seu amigo roteirista, numa calorosa tarde do verão de 1959, na sala de seu modesto apartamento de Bobigny, na periferia de Paris. Ninguém imaginava na época que esses personagens publicados inicialmente na revista Pilote ultrapassariam as barreiras de línguas, culturas e gerações, como demonstram os mais de 380 milhões de exemplares vendidos em 111 idiomas e dialetos.

O segredo desse sucesso? Nem ele mesmo sabia ao certo. “É como se me perguntassem a receita da poção mágica”, brincou Uderzo no jornal parisiense. Asterix e Obelix são os protagonistas de uma HQ “transgeracional, com um espírito independente”. “Reconheço que jamais consegui me explicar esse sucesso. Nunca achei que duraria tanto. René Goscinny dizia: ‘Parecemos idiotas que não sabem o que fabricaram’. Mas não teríamos conseguido nada sem trabalho. O sucesso é, acima de tudo, horas e horas de trabalho”, declarou.

Era algo que Uderzo sempre soubera. Autodidata e amante dos personagens de Walt Disney, desde muito pequeno soube que queria ser desenhista, embora a Segunda Guerra Mundial tenha adiado seus planos. Entretanto, depois do conflito, Uderzo entrou de cabeça no mundo dos quadrinhos e criou seus primeiros personagens: Flamberge, Clopinard, Zartan e Belloy, o Invulnerável… Pouco a pouco eles foram afinando seu estilo até torná-lo inconfundível, especialmente esses heróis que parecem “inflados com hélio”, como costumava dizer com carinho sobre suas criações, especialmente Obelix. Depois da guerra, Uderzo trabalhou como ilustrador para o France Dimanche e também para duas agências de imprensa, World Press e International Press, onde se encontraria com outros futuros grandes nomes das HQs francesas, como Jean-Michel Charlier e Victor Hubinon. Em 1951, isso o levou também a encontrar alguém que marcaria seu destino, René Goscinny, com quem oito anos mais tarde criaria, com outros amigos e ilustradores, a revista Pilote. Na página 20 de seu primeiro número, em 29 de outubro de 1959, aparecem as primeiras tiras das aventuras de Asterix, o gaulês. O sucesso de vendas, 300.000 exemplares no primeiro dia, era uma promessa do que estava por vir.

Depois da morte de Goscinny em 1977, Uderzo manteve a série, numa decisão que gerou certa polêmica entre os fãs que queriam o fim da coleção, mas isso não diminuiu em nada o seu sucesso comercial. Só o volume 35, o primeiro sem nenhum dos criadores originais, vendeu cinco milhões de exemplares na França.

mar
25
Posted on 25-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-03-2020



 

Sponholz, NO

 

DO EL PAÍS

Diferentemente do caso italiano, onde 80% das mortes ocorreram em apenas três regiões, o país ibérico registrou um acelerado aumento em áreas antes não não afetadas

Transporte de cadáveres para o ginásio Palácio de Gelo, em Madri, nesta terça-feira
Transporte de cadáveres para o ginásio Palácio de Gelo, em Madri, nesta terça-feiraJaime Villanueva

A Espanha entrou nesta segunda-feira em sua segunda semana de isolamento da pior forma possível: com a morte de 462 pessoas em apenas 24 horas. É o maior aumento diário registrado até hoje e consolida uma tendência que nenhum especialista prevê que mude nos próximos dias. “Continuamos numa fase de crescimento do impacto do vírus e isto ainda durará um tempo”, vaticina Pere Godoy, presidente da Sociedade Espanhola de Epidemiologia (SEE).

A cifra de mortos chega a 2.182 desde o início da epidemia, o que significa que a Espanha levou apenas três dias para duplicar as 1.000 mortes registradas na sexta-feira passada. Um ritmo que nem a China nem a Itália (o país mais atingido pelo vírus, que precisou de um dia a mais para duplicar os primeiros 1.000 mortos) alcançaram.

A Espanha, além disso, está vivendo uma expansão territorial muito mais acentuada que na Itália. Em ambos os casos, quase 90% das primeiras 100 mortes ocorreram em três regiões – na Itália, foram a Lombardia, Emilia-Romana e Vêneto, enquanto na Espanha os primeiros focos foram Madri, País Basco/La Rioja (essas duas comunidades vizinhas sofrem o mesmo surto) e Aragão.

Mais de 80% das 6.000 mortes na Itália continuam acontecendo nas mesmas três regiões, um percentual que na Espanha caiu para 65%. A razão é que, diferentemente da Itália – onde os demais territórios continuam com taxas relativas muito baixas –, na Espanha houve uma acelerada ascensão de casos em um grupo de comunidades autônomas (como são chamadas as principais subdivisões territoriais do país). São elas: Catalunha, Castela e Leão, Castela-La Mancha, e, embora em menor medida, esse aumento também se dá na Comunidade Valenciana.

“Observa-se um grupo de comunidades que, sem chegar às taxas das mais ‘quentes’, registraram um notável aumento de mortes na última semana. É um fenômeno que não ocorreu na Itália”, destaca Daniel López Acuña, professor-associado da Escola Andaluza de Saúde Pública e ex-diretor de Ação Sanitária em Crises da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este especialista considera que isto poderia ocorrer porque “na Itália se reduziu mais a mobilidade em torno dos primeiros focos detectados, enquanto na Espanha esta se manteve muito elevada inclusive nos dias anteriores à declaração do estado de alarme”.

Embora os especialistas considerem que “ainda é cedo para tirar conclusões com evidência científica”, Pere Godoy também põe o foco nos momentos prévios à declaração de alarme: “Acredito que foi um erro permitir a grande dispersão geográfica de gente nos dias prévios à entrada em vigor do isolamento, o que pode ter facilitado a dispersão do vírus”, opina.

Outra razão apontada por López Cunha é “o conta-gotas de casos importados da Itália que seguramente houve na Espanha nos dias anteriores à detecção dos contágios locais”. “Certamente foi mais intenso e disperso do que pode ter acontecido entre a China e a Itália, o que explica o atual aumento observado nestas comunidades [onde há mais contato com pessoas recém-chegadas da Itália]”, argumenta.

Joan Ramon Villalbí, membro e ex-presidente da Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária (Sespas), considera que neste processo também influenciam as diferenças existentes entre a Espanha e a Itália. “É provável que, como Estado, a Espanha esteja mais integrada ao fluxo de circulação de pessoas que a Itália, com enormes diferenças entre o norte e o sul”, afirma.

Isto explicaria, por exemplo, que uma região fortemente povoada, como a Sicília, com mais de cinco milhões de habitantes, tenha registrado (com dados de domingo) apenas três mortes. Mas não que outra, como a Toscana (3,8 milhões), também registre um impacto muito reduzido. Isso leva os especialistas a afirmarem que as causas do fenômeno são “uma combinação” das expostas anteriormente.

Em seu comparecimento diário perante a imprensa, o coordenador de emergências do Ministério da Saúde espanhol, Fernando Simón, tratou de oferecer dados para o otimismo e destacou que já se observa certo “achatamento” na curva de aumento de casos. “O aumento de casos notificados vai se suavizando progressivamente. Mas ainda não temos certeza de ter chegado ao pico da epidemia”, afirmou.

O ministério também vê com esperança o aumento das pessoas curadas, que já são 3.355, e que entre os mais de 18.000 hospitalizados caia, embora seja ligeiramente (de 15% para 13%) o percentual dos que precisam de internação em UTI, um dos gargalos do sistema sanitário frente ao vírus. São “dados animadores, que indicam que as tendências já estão sendo modificadas pelas medidas [de isolamento obrigatório]”, defendeu Simón.

Ao todo, os casos confirmados nesta segunda-feira cresceram em 4.717 até superar os 33.000. Também continuam em ascensão os internados na UTI, que já são 2.355, 32% a mais que no domingo. “Se tudo for na linha que esperamos”, continuou o coordenador de emergências, “é provável que chegue um dia, não muito distante, em que começaremos a desescalar, a reduzir progressivamente” as restrições de movimento impostas à população. Até então, entretanto, o sistema deve melhorar sua resposta em vários pontos críticos que até agora foram sobrecarregados pela epidemia.

Um dos mais importantes é a capacidade de fazer exames em todos os casos suspeitos, o que passa pela ampliação dos exames rápidos que o Ministério da Saúde anunciou já faz uma semana. “Começaram a chegar no sábado à noite e começaram a ser distribuídos às comunidades, priorizando as que sofrem uma sobrecarga maior”, explicou Simón, sem oferecer dados concretos. O ministério destinará primeiro os testes aos asilos para idosos

  • Arquivos