Bonner e Renata pedem calma

Bonner e Renata pedem calma

“Antes das notícias desta segunda-feira (23), a gente vai fazer uma pausa porque é muita informação todo dia, o tempo todo, sobre o coronavírus, sobre o desafio que ele impõe ao mundo todo.

A gente vai fazer essa pausa, primeiro, para dizer simplesmente o que a gente fica repetindo um para o outro: calma. Não dá para começar o JN desta segunda sem pedir calma.

Assim como não dá para deixar de repetir que o mundo e o Brasil vivem, sim, uma crise que é grave, é muito grave. E para atravessar essa crise, as autoridades de saúde recomendam alguns cuidados especiais e a gente precisa prestar atenção a todos esses cuidados.

O porquê desta pausa no JN: a gente também precisa respirar. A gente precisa entender que essa crise vai ter altos e baixos, vai exigir sacrifícios, mas, no fim, o Brasil e o mundo vão superar. Apesar da aflição, apesar da dor que muitas famílias estão enfrentando e outras ainda vão enfrentar, a gente vai superar esse momento junto e vai ser mais fácil quanto mais a gente mantiver a calma.

Além dos cuidados com a higiene, o principal pedido nesta segunda para quem pode é: ficar em casa até que venha a orientação para sair.

 

Mas, claro que alguns profissionais não podem cumprir essa ordem porque fazem um trabalho essencial, não podem parar.

Isso vale para quem é profissional da saúde. Esses são sempre os heróis. Mas é verdade também para quem recolhe o lixo nas ruas, para os policiais, para quem faz a manutenção da rede elétrica, da telefonia. Para muitos e muitos outros.

E também para os jornalistas e para os profissionais que ajudam os jornalistas a levar a notícia até você. Na Globo, são profissionais de muitas áreas. Sem eles, não teria Jornal Nacional nem programa nenhum do jornalismo da Globo.

O jornalista é só uma categoria profissional entre muitas que não podem deixar de trabalhar e o trabalho do jornalista é reunir informações para ajudar, para deixar você atento, informado. Informação, num momento desses, é fundamental. É como lavar as mãos. Tem que lavar e a gente tem que se informar.

Mas reparem uma coisa, quando a Globo aumentou o tempo diário dedicado ao jornalismo foi exatamente para poder levar a informação necessária sem correria. Para você ver e ouvir o que está acontecendo e saber como deve agir para se proteger.

E, claro, que a gente também tem medo de adoecer. Não tem super-herói aqui, nem entre os jornalistas nem entre os colegas de outras categorias que trabalham com a gente. Não tem.

E você talvez até já tenha se perguntado: mas se é para se proteger, como é que tem tanta gente trabalhando no jornalismo da Globo?

Mas a gente, aqui, também procura se proteger da melhor forma possível para honrar o compromisso profissional de informar, de esclarecer.

Por exemplo: aqui na Globo, os profissionais da redação com 60 anos ou mais estão trabalhando de casa. Qualquer colega que tenha sintoma de gripe ou de resfriado vai para casa também, isso desde o dia 12 de março.

 

E a gente tem cumprido uma série de regras, de protocolos, para se proteger. A limpeza dos microfones, a distância dos entrevistados para protegê-los e a nós também, a limpeza dos nossos equipamentos, uma porção de regras que nem é o caso de detalhar aqui.

Então, dito isso, com toda a serenidade, a gente quer agradecer muito o carinho de quem tem manifestado preocupação com os jornalistas neste momento. Obrigado.

E, com a mesma serenidade, o Jornal Nacional começa agora a apresentar as principais notícias desta segunda-feira. É informação para todo mundo poder se proteger. Mantendo a calma, a gente vai superar essa crise, exatamente como as capas de todos os jornais estamparam nesta segunda: “Juntos vamos derrotar esse vírus”.

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