Bonner e Renata pedem calma

Bonner e Renata pedem calma

“Antes das notícias desta segunda-feira (23), a gente vai fazer uma pausa porque é muita informação todo dia, o tempo todo, sobre o coronavírus, sobre o desafio que ele impõe ao mundo todo.

A gente vai fazer essa pausa, primeiro, para dizer simplesmente o que a gente fica repetindo um para o outro: calma. Não dá para começar o JN desta segunda sem pedir calma.

Assim como não dá para deixar de repetir que o mundo e o Brasil vivem, sim, uma crise que é grave, é muito grave. E para atravessar essa crise, as autoridades de saúde recomendam alguns cuidados especiais e a gente precisa prestar atenção a todos esses cuidados.

O porquê desta pausa no JN: a gente também precisa respirar. A gente precisa entender que essa crise vai ter altos e baixos, vai exigir sacrifícios, mas, no fim, o Brasil e o mundo vão superar. Apesar da aflição, apesar da dor que muitas famílias estão enfrentando e outras ainda vão enfrentar, a gente vai superar esse momento junto e vai ser mais fácil quanto mais a gente mantiver a calma.

Além dos cuidados com a higiene, o principal pedido nesta segunda para quem pode é: ficar em casa até que venha a orientação para sair.

 

Mas, claro que alguns profissionais não podem cumprir essa ordem porque fazem um trabalho essencial, não podem parar.

Isso vale para quem é profissional da saúde. Esses são sempre os heróis. Mas é verdade também para quem recolhe o lixo nas ruas, para os policiais, para quem faz a manutenção da rede elétrica, da telefonia. Para muitos e muitos outros.

E também para os jornalistas e para os profissionais que ajudam os jornalistas a levar a notícia até você. Na Globo, são profissionais de muitas áreas. Sem eles, não teria Jornal Nacional nem programa nenhum do jornalismo da Globo.

O jornalista é só uma categoria profissional entre muitas que não podem deixar de trabalhar e o trabalho do jornalista é reunir informações para ajudar, para deixar você atento, informado. Informação, num momento desses, é fundamental. É como lavar as mãos. Tem que lavar e a gente tem que se informar.

Mas reparem uma coisa, quando a Globo aumentou o tempo diário dedicado ao jornalismo foi exatamente para poder levar a informação necessária sem correria. Para você ver e ouvir o que está acontecendo e saber como deve agir para se proteger.

E, claro, que a gente também tem medo de adoecer. Não tem super-herói aqui, nem entre os jornalistas nem entre os colegas de outras categorias que trabalham com a gente. Não tem.

E você talvez até já tenha se perguntado: mas se é para se proteger, como é que tem tanta gente trabalhando no jornalismo da Globo?

Mas a gente, aqui, também procura se proteger da melhor forma possível para honrar o compromisso profissional de informar, de esclarecer.

Por exemplo: aqui na Globo, os profissionais da redação com 60 anos ou mais estão trabalhando de casa. Qualquer colega que tenha sintoma de gripe ou de resfriado vai para casa também, isso desde o dia 12 de março.

 

E a gente tem cumprido uma série de regras, de protocolos, para se proteger. A limpeza dos microfones, a distância dos entrevistados para protegê-los e a nós também, a limpeza dos nossos equipamentos, uma porção de regras que nem é o caso de detalhar aqui.

Então, dito isso, com toda a serenidade, a gente quer agradecer muito o carinho de quem tem manifestado preocupação com os jornalistas neste momento. Obrigado.

E, com a mesma serenidade, o Jornal Nacional começa agora a apresentar as principais notícias desta segunda-feira. É informação para todo mundo poder se proteger. Mantendo a calma, a gente vai superar essa crise, exatamente como as capas de todos os jornais estamparam nesta segunda: “Juntos vamos derrotar esse vírus”.

“A gente merece ser feliz”, Ivan Lins: um samba de incrível atualidade e precisão, para ouvir, pensar e cantar juntos destes dias de recolhimento compulsório.
BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)
 

mar
24
DO EL PAÍS
O presidente Jair Bolsonaro em teleconferência com governadores do Nordeste no dia 23 de março de 2020.
O presidente Jair Bolsonaro em teleconferência com governadores do Nordeste no dia 23 de março de 2020.Isaco Nóbrega / Isaco Nóbrega/PR

Forçado cada vez mais a enfrentar a gravidade do problema da pandemia de coronavírus, em menos de 24 horas o presidente Jair Bolsonaro demonstrou abertura ao diálogo com governadores – a quem tinha chamado no fim de semana de “exterminadores de empregos” –, alterou uma medida provisória que prejudicava empregados e pediu apoio para outros políticos aprovarem medidas legislativas que servirão para ajudar no enfrentamento da doença. Apesar do comportamento errático do presidente, que ora fala ao público em gera, ora radicaliza o discurso visando sua base, a sinalização de bandeira branca, em um primeiro momento, foi aceita até por governadores da oposição, que o parabenizaram pelos encontros que o presidente coordenou na tarde desta segunda-feira com 16 chefes de Executivos. Na terça-feira, ocorrerão reuniões com mais 11 governadores. Todos para anunciar um pacote de 88,2 bilhões de reais que beneficiarão Governos estaduais e municipais.

Todos os movimentos do presidente foram antecedidos por graúdas derrotas nos campos político, institucional e econômico. A manhã de segunda-feira começou com uma pesquisa Datafolha, feita por telefone por causa da pandemia, mostrando que o ministro Luiz Henrique Mandetta (55%) e os 27 governadores (54%) são mais bem avaliados que o presidente (35%) na gestão da crise.

Ao longo do dia, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, acatou um pedido dos Estados do Nordeste e proibiu a União de retirar 158.452 famílias do programa Bolsa Família, conforme havia sido anunciado na semana passada. Mais tarde, o Governo reforçaria o anúncio feito na semana passada, de que não só não vai cortar como vai incluir mais de um milhão de novas famílias no programa —ou seja, na prática, reconheceu a real demanda reprimida para obter o benefício, um número que sua gestão se recusa a fornecer.

Por fim, à tarde, depois de ser pressionado por lideranças do Congresso Nacional, associações de magistrados do trabalho e o Ministério Público, decidiu modificar uma medida provisória que permitia que empregados fossem afastados de seus trabalhos por até quatro meses sem receber qualquer remuneração.

O resultado para acalmar os ânimos foi anunciar um pacote de medidas econômicas e sanitárias atendendo os anseios de Estados e municípios. O plano econômico consiste na destinação a curto e médio prazo de 88,2 bilhões de reais a Estados e municípios. O valor fica dividido desta maneira: 8 bilhões de reais sairão do Fundo Nacional de Saúde para Prefeituras e Governos; 16 bilhões de reais saem do Tesouro para recompor os Fundos de Participação de Estados e Municípios, que devem ver a arrecadação cair com a paralisação de vários serviços; 2 bilhões de reais são para assistência social atender idosos; 12,6 bilhões de reais se referem à suspensão temporária do pagamento de dívidas com a União (ou seja, não são dinheiro na mão, mas alívio de caixa para os gestores); 9,6 bilhões de reais tratam da renegociação dos débitos com bancos públicos; e 40 bilhões de reais são destinados a operações de crédito que ainda dependem, em sua maioria, da aprovação do Congresso.

Acostumado a ser enfático em suas manifestações e, algumas vezes grosseiro, Bolsonaro usou um tom mais brando para anunciar as medidas para a imprensa. “O que mais imperou entre nós foram as palavras cooperação e entendimento. Sabemos que temos um inimigo em comum, o vírus”, disse o presidente.

Abatido, ele sintetizou as ações logo após as duas reuniões da tarde e se retirou, sem responder aos questionamentos dos jornalistas. Deixou que ministros e secretários-executivos as detalhassem. Como a coletiva havia sido convocada para ouvir o presidente, perguntas direcionadas a ele acabaram sem resposta. Entre elas uma sobre se ele sabia do conteúdo da MP que se viu obrigado a revogar em partes e outra sobre se ele achava possível contar com o apoio dos governadores após ser o responsável por tantos atritos com eles nas últimas semanas.

O presidente tem se mostrado contrariado com medidas de Estados que determinaram quarentenas, restrição no trânsito em rodoviárias e aeroportos, bem como possíveis bloqueios nas estradas. Diz ainda que frequentemente é criticado pelos mandatários estaduais. “Você não me vê atacando nenhum governador, eles é que me atacam constantemente, fogem de sua responsabilidade e atacam governo federal. Brevemente, o povo saberá que foram enganados por esses governadores e por grande parte da mídia nesta questão do coronavírus”, disse o presidente em entrevista à Record TV na noite de domingo.

Quando indagado sobre o que o Governo federal fazia contra o desabastecimento de alimentos e produtos nas cidades, afirmou que os governadores fantasiavam a crise. “Estamos fazendo contato direto com os prefeitos, porque é lá que o povo vive e não na fantasia de alguns governadores. Já temos um problema. Os governadores são verdadeiros exterminadores de emprego. Essa é uma crise muito pior do que o próprio coronavírus vem causando no Brasil”.

Apesar do discurso para sua plateia, na prática, Bolsonaro atendeu a maior parte do que foi pedido pelos governadores e prefeitos resumidos em sete documentos com demandas enviados a ele na semana passada. Os elogios vieram de onde menos poderia se esperar, de opositores. “Ficamos muito otimistas com essas decisões do governo federal em relação às proposições feitas pelos governadores e prefeitos”, disse o governador cearense Camilo Santana (PT). “Esse não é o momento de pensar em política ou em partido político. Esse é o momento de pensar em gente, de cuidar das pessoas. Por isso temos de agradecer a oportunidade de iniciar o diálogo com o governo federal”, afirmou o governador da Bahia, Rui Costa (PT). O preço da fatura é o apoio de prefeitos e governadores para que negociem com as bancadas locais apoio às medidas relacionadas ao coronavírus que chegarem no Legislativo.

A oscilação do presidente tem ocorrido também por causa de sinais emitidos pelo Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que costuma apoiar as medidas econômicas do governo, disse que a medida provisória que fragilizava as regras trabalhistas é capenga. A resposta veio do secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, que disse que o texto foi mal interpretado e prometeu enviar novas medidas sobre o tema ao longo dos próximos dias.

‘Ainda é muito cedo’ para falar em adiamento de eleições, diz Bolsonaro

Por Redação O Antagonista

 Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (23) que “ainda é muito cedo” para se discutir o adiamento das eleições municipais deste ano.

“Não entro na seara de adiamento das eleições municipais, está muito cedo ainda”, disse o presidente, ao sair do Palácio da Alvorada.

O posicionamento de Bolsonaro é parecido com o de Rodrigo Maia. O presidente da Câmara defendeu que as eleições só começam em 15 de agosto, e pediu para focar no “tema da saúde”.

Luiz Henrique Mandetta, por outro lado, afirmou que eleição no meio do ano será “uma tragédia”. “Eleição no meio do ano vai ser uma tragédia. Vai todo mundo querer fazer ação política. Eu sou político. Não esqueçam disso.”

Do Jornal do Brasil

Saúde & Alimentação

Saúde & Alimentação

Wilson Rondó Júnior

Dez alimentos para turbinar a sua imunidade

WILSON RONDÓ JUNIOR

Macaque in the trees
Gengibre reduz inflamações e dores (Foto: Arquivo)

Em tempos de pandemia e quarentena por causa do novo coronavírus, temos visto as pessoas de certa forma desesperadas, até mesmo estocando alimentos. Embora isso seja algo questionável, o que quero destacar é a qualidade desses alimentos… Temos visto consumidores levando para casa grandes quantidades de comida industrializada e processada, quando deveria ser o oposto. É hora de priorizar alimentos que fortaleçam a imunidade, e não o contrário! Veja algumas opções nesse sentido:

Alimentos que podem ajudar na sua imunidade

1 – Cebola e alho: aumentam sua imunidade, combatendo infecções e inflamações.

2 – Limão e lima: além de serem fontes incríveis de vitamina C, tem efeito detox e ajudam a alcalinizar o seu organismo.

3 – Cogumelos: usados milenarmente de forma medicinal, fortalecem sua imunidade por serem ricos em proteínas, fibras, vitamina C, vitamina B, cálcio e outros minerais. Além disso, contêm beta-glucan, uma substância com propriedades estimulantes do sistema imunológico. Além do shitake, outros cogumelos, como o reishi e maitake, tem capacidade de modular e aliviar o sistema imunológico.

4 – Caldo de osso: o caldo de osso, produzido a partir de ossos cozidos por longos períodos, é rico em vitaminas, minerais e possui efeito calmante para condições respiratórias.

5 – Vegetais verde-escuros: são também fontes de vitaminas, minerais e antioxidantes. Uma boa dica é usá-los em smoothies verdes, garantindo também uma boa dose de fibras, necessárias para sua flora intestinal – outro importante fator de proteção contra micro-organismos nocivos.

6 – Vinagre de maçã: além de ter grande poder antioxidante, apresenta também efeito contra vírus e bactérias. É usado desde a antiguidade clássica por garantir mais vigor aos trabalhadores. O ideal é o orgânico e não filtrado.

7 – Gengibre: uma das especiarias medicinais mais conhecidas, o gengibre é conhecido por melhorar a imunidade, reduzir inflamação, dor de garganta e dores em geral.

8 – Chocolate escuro: chocolates com 70% de cacau ou mais possuem boa quantidade de teobromina, que melhora a imunidade e protege as células do corpo contra os radicais livres.

9 – Açafrão: a curcumina, presente no açafrão, também atua melhorando sua imunidade. Além disso, ele tem efeito anti-inflamatório e antioxidante.

10 – Chá verde: uma ótima bebida, com diversos efeitos benéficos para a saúde. No caso do sistema imunológico, os responsáveis pelos benefícios são os flavonoides, substâncias que atuam prevenindo problemas respiratórios.

Com essa lista, certamente você terá informações suficientes para fazer as escolhas certas. É importante deixar claro ainda que nada disso promove cura com relação ao novo coronavírus. Trata-se de um reforço para sua imunidade, algo que poderá ajudar durante essa crise e mesmo depois dela. Portanto, continue seguindo as recomendações das autoridades de saúde. Supersaúde!

Referências bibliográficas:

•Neuropsychopharmacology. 2015 May;40(6):1405-16.

•Proc Natl Acad Sci U S A. 2014.

•J Immunol Res. 2015;2015: 401630

•Avicenna J Phytomed. 2014 Jan;4(1):1-14.

•Current Opinion in Gastroenterology: November 2011 – Volume 27 – Issue 6 – p 496–501.

•Nutr Hosp. 2010 Jan-Feb;25(1):1-8.

•Endocr Metab Immune Disord Drug Targets. 2018;18(1):23-35.

•Int J Prev Med. 2013 Apr;4(Suppl 1):S36-42.

•J Agric Food Chem. 2015;63(32):7108-23.

•Front Immunol. 2017;8:666.

•Front Pharmacol. 2015 Feb 20;6:30.

•Advances in nutrition (Bethesda, Md.), 7(3), 488–497.

 

mar
24
Posted on 24-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-03-2020

Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the treesPortaria publicada pelo MEC na quarta-feira (18) autoriza que as aulas sejam transmitidas de maneira remota (Foto: Divulgação/MCTIC)

Instituições de ensino superior recorrem à educação a distância para manter o ritmo de estudos em locais onde as faculdades e universidades não estão funcionando, para evitar a propagação do novo coronavírus (covid-19). Esta semana, o Ministério da Educação (MEC) publicou portaria autorizando a modalidade em cursos presenciais, ressaltando que a qualidade das aulas deve ser mantida. A Agência Brasil de notícias conversou com especialistas para esclarecer como as instituições devem se preparar e quais os direitos que os estudantes têm neste momento.

A portaria publicada pelo MEC na quarta-feira (18) autoriza que as aulas sejam transmitidas de maneira remota. Para isso, o MEC deve ser comunicado, e as instituições que optarem pela oferta a distância devem se preparar. As regras não valem para práticas profissionais de estágios e de laboratório, que só podem ser realizadas presencialmente.

Na quinta-feira (19), o MEC autorizou também que sejam dadas a distância as disciplinas teórico-cognitivas do primeiro ao quarto ano dos cursos de medicina. Até então, nenhuma aula desses cursos poderia ser dada por meios remotos.

“É importante que se entenda que essas medidas são provisórias”, diz Luiz Curi, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), que é a entidade responsável, entre outras coisas pelo cumprimento da legislação educacional e por zelar pela qualidade do ensino. “A instituição tem que fazer um esforço complementar no sentido de permitir o cumprimento da portaria com qualidade. Todo mundo tem que fazer um esforço extra para que as coisas ocorram na normalidade”.

Curi ressalta que as normas para metodologias da educação a distância continuam em vigor. Mas, em resposta a consulta feita pela Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (Abmes), o CNE esclareceu que no que diz respeito à pandemia do covid-19, as decisões tomadas no âmbito do Comitê Operativo de Emergência instituído pelo MEC, “sobrepõem-se a quaisquer outras manifestações inerentes ao sistema federal de ensino”, ou seja, as regras podem ser alteradas nos próximos dias.

Orientações para as aulas

Durante a semana, o Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior, realizou uma série de webinários para tirar dúvidas sobre a migração para as aulas online. O diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, destacou que uma possibilidade é de as instituições terem uma equipe de apoio para orientar professores na elaboração de novos planos de aulas e no desenvolvimento de estratégias para cumprir o programa. As opções são muitas, como a utilização de plataformas de educação a distância (EaD), aulas ao vivo, o envio e recebimento de exercícios, vídeos e áudios por WhatsApp, entre outras.

“Essas possibilidades mantêm os professores trabalhando e em contato com os alunos. Eles vão compreender que não se está transportando as aulas só com plataforma Ead, mas fazendo algo onde os professores estão junto com os estudantes”, diz.

Capelato orienta que as decisões das instituições sejam pensadas, organizadas em um plano e comunicadas aos estudantes. “Os alunos precisam entender claramente as regras, entender como vai ficar. Deixar claro que segue o mesmo ensino, só muda o meio. O estudante continua com os professores à disposição”.

O diretor presidente da Abmes, Celso Niskier, que também acompanha a situação e orienta as instituições privadas, complementa: “O que é importante é que as instituições, seja pelas aulas remotas ou por reposição [posterior das aulas], cumpram o programa das disciplinas, para que não haja prejuízo acadêmico para os alunos. Isso garante que a gente enfrente a crise sem maiores turbulências”.

Para os estudantes, o cofundador da Curseria, plataforma de cursos online, Celso Robeiro, recomenda que tenham uma rotina bem definida, para conseguir se organizar e aproveitar melhor as aulas. “A maioria das pessoas está em casa. É difícil criar uma rotina de trabalho com o filho, com o cachorro, etc. O que a gente recomenda é que a pessoa tente seguir o mais próximo da rotina normal. Que tome banho, se arrume, que não fique de pijama achando que está de férias”, diz.

Instituições federais

Em universidades e institutos federais, o MEC informou na sexta-feira (20) que ampliou a capacidade de webconferências. Agora, mais de 123 mil estudantes e professores poderão ser beneficiados. Antes, eram 82 mil os que usavam esses recursos.

Além disso, terão acesso a 15 salas de reuniões simultâneas de webconferência – uma unidade pode receber até 75 participantes. Antes, eram 10 salas simultâneas. As salas virtuais podem ser acessadas por computadores pessoais e smartphones.

A capacidade total do serviço de 1,7 mil acessos simultâneos passa, agora, para 10 mil. O MEC anunciou que aumentou também a capacidade do serviço de videoconferência de 10 para 30 salas virtuais, com até 15 pontos remotos em cada sala. Para realizar as reuniões, de acordo com a pasta, basta que o usuário se conecte a um computador, a uma televisão disponível na sua instituição, utilizando um navegador web.

Direitos dos estudantes

Segundo o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Britto, não há ainda razões para os estudantes pedirem o dinheiro de volta, a redução, ou não pagarem as mensalidades. No caso das aulas terem sido suspensas, elas ainda poderão ser repostas.

“A gente tem que pensar que a despesa das instituições de ensino se mantém. Elas estão mantendo o pagamento dos professores”, diz e acrescenta: “Temos que considerar que estamos passando por um momento inédito na história do mundo”.

Ele ressalta, no entanto, que cabe às instituições buscar alternativas de qualidade para que não sejam questionadas posteriormente.

“Não há motivos para professores, universidades e instituições de ensino não comunicarem e não orientarem os alunos a respeito de tudo que podem fazer. Uma coisa que podemos dizer, aquela faculdade que, neste momento, não está buscando alternativas para se comunicar com os alunos, para orientar estudos a distância, atividades e exercícios, elas terão sérios problemas de reclamação dos consumidores na medida em que não há justificativa para não fazer isso”, diz, acrescentando que até mesmo as redes sociais podem ser usadas para o ensino.

De acordo com o último Censo da Educação Superior, dos cerca de 8,5 milhões de estudantes universitários no país, 6,4 milhões, o equivalente a aproximadamente 75% dos estudantes estão matriculados em cursos presenciais. Segundo monitoramento divulgado pela Abmes, há, em todos os estados e no Distrito Federal, interrupções de aulas presenciais em instituições públicas e privadas de ensino superior.

mar
24
Posted on 24-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-03-2020



 

Gabriel Renner, NO JORNAL

 

DO PORTAL TERRA BRASIL

De Augusto Heleno a Davi Alcolumbre: saiba quem são os políticos e autoridades infectadas com coronavírus.

 separatorGeneral Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, é uma das autoridades do governo federal a contrair coronavírus
 
 General Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, é uma das autoridades do governo federal a contrair coronavírus

Foto: Reuters / BBC News Brasil

 

Segundo o Ministério da Saúde, até a noite desta segunda-feira (23/03), o país tinha registrado 1.891 casos de infecção — 34 pessoas morreram por covid-19, a doença causada pelo vírus.

Entre as autoridades infectadas estão Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Ao todo, 23 pessoas que fizeram parte do grupo testaram positivo para o vírus, entre elas o próprio Heleno, o assessor da Presidência Filipe G. Martins e o deputado federal Daniel Freitas — outros integrantes da comitiva são empresários e representantes da indústria.

Na noite desta segunda, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o médico David Uip também foi diagnosticado com a covid-19. O infectologista lidera o grupo do governo que combate a pandemia no Estado de São Paulo.

Autoridades diagnosticadas com coronavírus:

– Allan Séllos – Chefe do Cerimonial do Itamaraty

– Augusto Heleno – Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

– Bento Albuquerque – Ministro de Minas e Energia

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, também testou positivo para coronavírus
 
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, também testou positivo para coronavírus

Foto: Agência Brasil / BBC News Brasil

 

– Coronel Suarez – Diretor do Departamento de Segurança Presidencial

– Carlos França – Chefe do Cerimonial do Palácio do Planalto

– Cesinha de Madureira – Deputado federal (PSD-SP)

– Daniel Freitas – Deputado Federal (PSL)

– David Uip – Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo

– Davi Alcolumbre – Presidente do Senado (DEM-AP)

– Eliéser Girão – Deputado Federal (PSL-RN)

– Fabio Wajngarten – Secretário de Comunicação da Presidência da República

– Filipe G. Martins – Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais.

– Izolda Cela – Vice-governadora do Estado do Ceará

– Luis Tibé – Deputado federal (Avante-MG)

– Major Cid – Ajudante de Ordens do Palácio do Planalto

– Marcos Troyjo – Secretaria Especial de Comércio Exterior

– Nelsinho Trad – Senador (PSD-MS)

– Prisco Bezerra – Senador (PDT-CE)

– Roberto Cláudio – Prefeito de Fortaleza

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, anunciou ter contraído coronavírus

 
 O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, anunciou ter contraído coronavírus

Foto: Divulgação / BBC News Brasil

 

– Samy Liberman – secretário especial adjunto de Comunicação Social

– Sérgio Segovia, presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção à Exportação).

  • Arquivos