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Dória com Maia: fantasia parlamentarista no tempo do coronavírus.
  ARTIGO DA SEMANA

Maia, Bolsonaro e o Bode: Poder no tempo do Covid-19

Vitor Hugo Soares

No mundo de fantasia parlamentarista, em que muitos políticos de expressão nacional no País imaginam viver – alguns já embalados por mal dissimulados planos políticos de pode, para 2022, – com mira fixa no Palácio do Planalto ocupado, no voto, pelo presidente Jair Bolsonaro, que não mais esconde de ninguém: tem projeto de permanecer onde está por mais um mandato, quando terminar o atual, e deixou isso claro na sua polêmica e espetacular (no sentido lato da palavra) participação, em Brasília, das manifestações que levaram multidão às ruas do País, em defesa de seu governo, domingo passado.

Neste caso, merece observação atenta a mudança, na movimentação e no comportamento, de alguns personagens da cena principal da política brasileira – João Dória Jr, Wilson Witzel, Davi Alcolumbre, Rui Costa, ACM Neto, para citar os mais afoitos e de maior visibilidade –, em especial o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM, na sua sonhadora tentativa de assumir as vestes e funções de “primeiro-ministro”, na era do Coronavírus, no Brasil cioso de sua  tradição de República Presidencialista, cuja população segue levando às praças e avenidas, em seus protestos, a histórica palavra de ordem: “Parlamentarismo, não!”.

Aí está, portanto – que ninguém se iluda – uma estratégia de mando com quase todos os ingredientes para dar errado e virar uma confusão política daquelas, se continuar sendo levada adiante, seja por quem for: do deputado pelo Rio de Janeiro, primeiro, – (depois do vice, general Hamilton Mourão, na linha constitucional de sucessão do mandatário em caso de vacância no cargo) –  ao governador de São Paulo, João Dória que, nestes dias mais recentes da escalada do Covid-19, parece ter resolvido virar uma precária imitação de “Churchill à brasileira”, comandando até as entrevistas coletivas em seu estado.

Mal (ou bem?) comparando, tudo isso pode acabar em uma comédia de (mal) costumes, do tipo da chanchada “Vai dar Bode!”, dos Anos 60, com o então gordinho Jô Soares em começo de carreira, no papel principal do grande sucesso de público do cinema nacional na época. Recomendo: Vale a pena ver de novo, neste preocupante “tempo de duro estresse que precisamos e vamos vencer” (a expressão é do ministro da Saúde, Henrique Mandetta, novo herói nacional acima dos implacáveis ódios ideológicos de “esquerda” e da “direita” ainda reinantes. Fase de recolhimento familiar compulsório (mas necessário, ressalto, para evitar mal entendidos do tipo causado por Bolsonaro, ao “correr para a galera” em sua inesperada chegada ao Palácio do Planalto, durante protestos, no Brasil, em defesa de seu governo.
  
Na segunda-feira, 16, dia seguinte às manifestações, ficou evidente, nas três entrevistas dadas por Maia a veículos diferentes (programa “90 Minutos”, da Rádio Bandeirantes, à Folha de S. Paulo, e à recém inaugurada rede de TV CNN Brasil) que o parlamentar do DEM, pelo Rio de Janeiro, baixou em alguns decibéis o tom de suas críticas ao presidente Bolsonaro, por ter ajudado a convocar e ter participado das manifestações, de domingo, antes da nova-velha moda de protesto – os panelaços – começar neste final de temporada do Verão 2020, abrindo espaço para a chegada do Outono do Coronavírus no Brasil. O resto, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h.@uol.com.br   

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