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Posted on 19-03-2020
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Clayton, no jornal 

 

Resultado de imagem para Bing Crosby e o cachimbo
 ARTIGO

Salvemos a Vida!

Gilson Nogueira

Bing Crosby, com  um cachimbo na mão esquerda e chapéu na cabeça, olha de esgueira com um quase sorriso, para o lado do teclado onde escrevo. Ele está em uma das capas do DVD com Frank Sinatra que ganhei de presente, de uma senhora americana fã do jeito de ser brasileiro, em uma de minhas viagens ao país mais poderoso do mundo. Enquanto tento decifrar o que ele, o velho Bing, pensa, viro o DVD Legends In Concert e fixo os olhos nos olhos azuis do eterno Frank. Por um segundo, pergunto-me qual a intenção em registrar os dois artistas, ao iniciar este texto? Wheels Up, a frase que os astronautas da Apollo 11 saudaram a partida para ficar registrada como o maior feito do ser humano em sua história.
Do dia 20 de julho de 1969, até hoje, a marca dos americanos serve de referência para sintetizar o colossal poder da ciência atrelada ao destemor  dos filhos de Deus na Terra. Naquele dia, a Lua não foi mais a mesma e o mundo ufanou-se, como nunca, pronunciando algo, assim, como os baianos fizeram; ” Nós somos foda!”
E aí, meu rei, qual é a sua? A minha é dizer que a Terra, assim como aconteceu com a primeira viagem do homem à lua e seu desembarque triunfal, vive, exatamente agora, um segumdo evento que ficará registrado, para sempre, nos anais da Eternidade! O Coronavírus chegou para nos mostrar a estreita relação entre o bem e o mal  trafegando paralelamente no dia a dia da  Humanidade. O triunfo, até hoje festejado, da ciência, e a estupefação global sobre o poder assassino de um vírus que nos faz sentir, em bloco, que o homem, diante da fatalidade, não é nada, são passageiros da mesma nave, aquela, chamada Paradoxo.  O Covid-19 é um assassino embarcado nela. Letal, para todos os habitantes do planeta, faz-nos redobrar os cuidados com a vida, no dia-a-dia de cada um.
Enquanto lavo as mãos, com álcool, ocorre-me a lembrança de ter visto, como nunca, a noite soteropolitana cintilando como as estrelas cintilam.. As pessoas em suas casas, as ruas vazias e o medo fazendo-nos redobrar nossa esperança na capacidade da medicina em sair vitoriosa na luta contra este infeliz. Vencemos! Haveremos de gritar, bem alto, para nos aproximarmos mais um do outro e salvar a Vida! 
Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

“Sempre se pode Sonhar, Leila Pinheiro e Eduardo Gudin: Dois nomes, dois monumentos da música popular. Aqui em clip do álbum antológico “Prá Iluminar2009” , gravado ao vivo no Teatro Fecap, em São Paulo.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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SEMPRE SE PODE SONHAR
(Eduardo Gudin)
Saí antes do dia amanhecer
Deixei Adoniran me consolar
Senti tanta tristeza me envolver sem reagir
Lutei para esquecer aquele mal e perdoar
Talvez quando a verdade aparecer
A dor faça você me procurar
Porém a luz maior de um bem querer
Quando se apaga é pra valer
E não acende nunca mais
Meu samba fala em adeus, sim
Mas também pode ocultar
Um sonho que se perdeu, e
Sempre se pode sonhar
Guarda uma estela que um dia pousou
Em minha vida que já não brilha mais
E minhas mãos vazias
Talvez quando a verdade aparecer
A dor faça você me procurar
Porém a luz maior de um bem querer
Quando se apaga é pra valer
E não acende nunca mais
Meu samba fala em adeus, sim
Mas também pode ocultar
Um sonho que se perdeu, e
Sempre se pode sonhar
Guarda uma estela que um dia pousou
Em minha vida que já não brilha mais
E minhas mãos vazias
Saí antes do dia amanhecer.
MÚSICOS:
Baixo acústico – Zeca Assumpção
Cavaquinho, bandolim – Milton Mori
Cello – Júlio Ortiz
Violão, Vocais – Eduardo Gudin
Bateria, Agogô, Ganzá – Celso Almeida
Percussão – Guello
Piano – Fábio Torres
Bandolim, Afonso Machado
Contrabaixo, Maurício Oliveira
Surdo – Pirulito
Teclado, David Feldman
Saxofone tenor, alto Saxofone, Soprano Saxofone, Flauta – Teco Cardoso
Vocais, Piano, – Leila Pinheiro

DO EL PAÍS

Câmara aprova de estado de calamidade pública , e texto vai ao Senado. Ministério da Economia prevê renda mínima de 200 reais para autônomos

Jair Bolsonaro ao chegar para entrevista coletiva, em Brasília.
Jair Bolsonaro ao chegar para entrevista coletiva, em Brasília.SERGIO LIMA / AFP (AFP)

O presidente Jair Bolsonaro tenta recalcular a rota de ação contra o coronavírus, uma crise sanitária e econômica que se projeta como sem precedentes e o expôs, pela primeira vez, a uma bateria de panelaços como sinal de descontentamento. Ao anunciar uma série de medidas sanitárias e econômicas para enfrentar a disseminação da Covid-19, o presidente mudou sua conduta e disse que sempre se preocupou com o avanço da doença, que chamava de “fantasia”. Também endossou um pacote econômico para proteger uma fatia da população até então ignorada nas medidas de ajuda: os 38 milhões de trabalhadores informais, ainda que também tenha proposto que empregadores possam reduzir salários durante a emergência.

Utilizando máscara de forma considerada inadequada, ao lado de um conjunto de ministros que também faziam uso frouxo do equipamento de proteção, Bolsonaro insistiu que poderá repetir nos próximos dias contato com multidões, um comportamento que contraria a recomendação do Ministério da Saúde para quem, como ele, teve contato com pessoas comprovadamente infectadas pelo novo vírus. Os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia) enfrentam a doença, assim como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Como chefe do Executivo, o líder maior da nação brasileira, tenho de estar na frente, junto com meu povo. Não se surpreenda se você me vir nos próximos dias entrando num metrô lotado em São Paulo, entrando numa barcaça na travessia Rio-Niterói em horário de pico ou dentro de um ônibus em Belo Horizonte. Isso longe de demagogia ou populismo. É uma demonstração que estou ao lado do povo”, provocou, respondendo a jornalistas, durante uma entrevista coletiva.

Foi a primeira vez, desde o início da crise, que Bolsonaro surgiu com os ministros para falar da pandemia. Apesar da mudança de tom, seguiu ainda distante das declarações mais contundente de outros chefes de Estado da região e do mundo. Sem exceção, os líderes tem feito coro nos chamados enérgicos para que os cidadãos sigam regras de distanciamento social para tentar desacelarar o ritmo de contágios.

Nesta quarta-feira, após um domingo em que encorajou protestos contra representantes dos outros poderes, Bolsonaro elogiou a dedicação de todos eles em ao menos quatro ocasiões em uma entrevista coletiva à tarde e em um pronunciamento à noite. “A nossa união e nosso entendimento dará o ritmo e o Norte que o nosso Brasil precisa”, afirmou o presidente.

Corte de salário e ‘coronavoucher’

A alteração do tom de Bolsonaro tem duas razões. A primeira é técnica. Apesar de seguir chamando a doença de histeria, ele foi orientado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a dar melhores exemplos. Mandetta apresentou a ele simulações de como o Brasil poderia estar caso aglomerações fossem mantidas e a propagação do vírus fosse célere. O presidente, entendeu, então, que os sistemas público e privado de saúde não conseguiriam atender simultaneamente todos os doentes caso houvesse um número alto de infectados. Na apresentação aos jornalistas, o ministro comparou a Covid-19 a uma montanha a ser escalada. Ela poderia ser como um Everest, que é íngreme e alto, e que poucos conseguiria escalá-la, ou como um morro mais longo em que a subida não é tão difícil e a estabilidade em cima é maior.

A outra razão para a mudança de postura foram as reações contra o presidente. Seu comportamento no domingo gerou os dois primeiros pedidos formais de impeachment apresentado na Câmara e, nas redes sociais, a convocação de um panelaço contra o Governo para a noite desta quarta-feira —foi o segundo consecutivo. O momento é tão negativo para ele que o próprio Bolsonaro convocou uma manifestação a seu favor meia hora após a primeira, mas sem o mesmo êxito. É uma tentativa de moldar sua narrativa e incentivar o conflito no ambiente virtual, onde costuma se mover bem.

Entre as medidas anunciadas pelo Governo, estão o envio de uma medida provisória que prevê como medida de manutenção dos empregos uma autorização para patrões reduzirem o salário e as jornadas de seus funcionários em até 50%. O vencimento não pode ser inferior a um salário mínimo, que é de 1.045 reais. E há a necessidade de ser firmado um acordo entre patrões e empregados.

Nesse pacote de tentativa de frear o desemprego, já que a economia sofrerá um baque com as reclusões e isolamentos pelas cidades, também estão previstas medidas que simplifiquem o teletrabalho, a decretação de férias coletivas, a antecipação de férias individuais e o adiamento do recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Haverá também as medidas emergenciais, como o pagamento de um voucher de 200 reais por mês para os trabalhadores autônomos —o que foi batizado de coronavoucher—, a inclusão de mais de um milhão de pessoas no Bolsa Família, a transferência de recursos para serem sacados pela população via FGTS, e antecipação de parcelas do 13º salário de aposentados e pensionistas, assim como do abono salarial. Ao todo, haverá um investimento público de 150 bilhões de reais.

Tudo ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, que iniciou nesta quarta-feira a votação do decreto de calamidade pública, que permite ao Governo modificar seu orçamento, acima dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, com objetivo de combater a doença. O texto foi aprovado na Câmara e deve ser apreciado nesta quinta no Senado.

O Governo também anunciou que planeja fechar fronteiras na América do Sul. Ainda não há uma decisão final sobre esse tema. A primeira em que já houve o fechamento foi com a Venezuela, em Pacaraima. Nesse caso, o argumento é que o sistema de saúde no país governado por Nicolás Maduro está em colapso.

Nosso time está ganhando de goleada e vamos fazer justiça ao técnico, diz Bolsonaro

Jair Bolsonaro aproveitou a coletiva de imprensa sobre coronavírus para fazer uma autocrítica de seu governo e afirmou que seu time está ganhando de goleada. O presidente, no entanto, defendeu que é preciso fazer justiça ao técnico.

“Eu dou o exemplo. Eu não dirigi a palavra à população [nas manifestações]. O movimento tinha acabado e fui ver aqueles que foram às ruas para dizer que esse governo está certo. Esse governo tem uma equipe de ministro nunca sonhada em nossa Nação. A Globo não deixa passar para o outro lado que o time vai bem apesar do seu técnico. Maneira que não considero ser leal”, afirmou.

“Se o time ganha, parabéns a todos. Se vai mal, o primeiro a ser demitido é o técnico. Nosso time esta ganhando e de goleada. Duvido que quem me suceder consiga montar uma equipe dessas. E eu tive coragem de não aceitar pressões. Se o time esta ganhando, vamos fazer justiça a e esse técnico, que é  Jair Bolsonaro.

O presidente minimizou panelaços. “Não interessa o que venha acontecer. Qualquer manifestação popular nas ruas ou dentro de casa, com panelaço, nós políticos devemos entender como uma pura manifestação da democracia. Apenas apelo para a isenção da Globo e da Veja, que também divulgue que haverá então um panelaço favorável ao governo Jair Bolsonaro às 21h, que não quero pensar que vocês sejam parciais nessa questão”.

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Posted on 19-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-03-2020



 

 Sinfrônio, NO

 

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Posted on 19-03-2020
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DO PORTAL TERRA BRASIL

Panelaço começou às 21h, após manifestações contra o presidente. Ao menos oito capitais registraram atos: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Belo Horizonte, Florianópolis e Maceió

 Os atos pró-Bolsonaro que ocorreram nesta quarta-feira, 18, foram registrados em ao menos oito capitais do País: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Belo Horizonte, Florianópolis e Maceió. Os protestos começaram às 21h, logo após os panelaços contra o governo.
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 18, presidente tirou a máscara para falar ao microfone
 
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 18, presidente tirou a máscara para falar ao microfone

Foto: TV Brasil / Reprodução / Estadão

 Também mobilizado pelas redes sociais, o ato a favor de Bolsonaro foi lembrado pelo presidente nesta quarta em entrevista coletiva com jornalistas. Questionado sobre os protestos contra seu governo, Bolsonaro afirmou que encara qualquer movimento por parte da população como uma “expressão da democracia”.

Em seguida, fez questão de lembrar que seus apoiadores organizaram um panelaço a favor do governo para 30 minutos depois da oposição, mas que veículos da imprensa não falaram sobre o ato. “A TV Globo divulgou esse movimento do panelaço, bem como a Veja Online. Mas não vi esses órgãos da imprensa falando que corre nas mídias sociais um panelaço às 21h favorável ao governo Jair Bolsonaro”, disse.

 

 

Em São Paulo, alguns bairros registram panelaço a favor do presidente. Vídeos publicados nas redes sociais mostram manifestantes gritando “mortadela” ao som do hino nacional na Aclimação.

Na Vila Romana, zona oeste da capital, também houve som do hino aos gritos de “mito” e “fora Mandetta”. Porém, a mobilização durou menos tempo do que o panelaço contra o presidente. No Butantã, bairro que registrou panelaço contra Bolsonaro, quase não foi possível ouvir barulho de manifestantes a favor do governo.

Brasília

Em resposta aos panelaços de repúdio ao presidente Jair Bolsonaro, apoiadores do governo reagiram em Brasília com outro panelaço e vuvuzelas.

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