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Postado em 15-03-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 15-03-2020 00:06

Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
As belas paisagens amazônicas (Foto: FolhaPress)

O Consórcio da Amazônia Legal, que se reuniu nesta semana em Belém, é maneira dos estados da região formularem políticas locais num contexto de um governo federal centralizador, disse cientista político.

Com o desenvolvimento da região como tema, os governadores dos nove estados da Amazônia Legal participaram na capital paraense, de quarta-feira (11) a sexta-feira (13), do Fórum de Governadores, que reuniu os integrantes do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, autarquia pública composta por Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Em entrevista à agência de notícias Sputnik Brasil, o cientista político Marcelo Seráfico, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), disse que o governo de Jair Bolsonaro adota uma postura de “recentralização do poder decisório em Brasília”.

Um exemplo claro disso ocorreu em fevereiro deste ano, quando decreto do governo federal excluiu a participação dos governadores do Conselho Nacional da Amazônia, que foi retirado do âmbito do Ministério do Meio Ambiente e transferido para a vice-presidência, sob o comando do general Hamilton Mourão.

‘Falha dos publicitários’ de Bolsonaro

“Deve ter ocorrido algum tipo de falha na formulação da campanha presidencial e os publicitários entenderam errado, ao invés de mais Brasília, menos Brasil, eles colocaram mais Brasil, menos Brasília”, brincou Seráfico.

 

Nas eleições de 2018, um dos slogans de Bolsonaro foi “mais Brasil, menos Brasília”, uma referência à diminuição do tamanho do estado e à descentralização do poder.

Segundo o cientista político, o consórcio não tem uma “conotação político-partidária ou político-eleitoral”, mas é sim “uma maneira de estabelecer uma frente para negociações”, fruto da “necessidade dos governadores da região se colocarem diante de algumas questões dos estados e da Amazônia apresentadas pelo governo federal”.

Coronavírus agrava falta de investimento na região

Para Seráfico, o governo Bolsonaro não está conseguindo atrair investimentos para o país e para a região. Situação que piorou nos últimos dias com a crise do coronavírus, a alta do dólar e a queda nas bolsas.

“O grande contexto é da crise mundial, como essa crise se combina com dificuldades de governo. Há o problema de desinvestimento do ponto de vista econômico, as modificações que estão sendo feitas para animar a economia do país e da Amazônia não estão tendo efeito. O coronavírus é um agravante dessa situação”, disse o professor da UFAM.

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