Cidades brasileiras (inclusive Salvador) têm atos pró-governo

Por G1

Manisfestantes vão às ruas em protesto pelo país

Manifestantes vão às ruas em protestos pelo País.
 

Capitais brasileiras e cidades no interior registraram, na manhã deste domingo (15), atos de apoio ao governo de Jair Bolsonaro. Até por volta das 12h, capitais como Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Belém (PA), Maceió (AL) tinham protestos pacíficos.

Apesar da orientação de autoridades da Saúde de vários estados e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para suspender a realização de eventos com grandes aglomerações para evitar a disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2), apoiadores do governo não atenderam ao apelo.

Na quinta-feira (12), em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro afirmou que as manifestações marcadas para este domingo (15) deveriam ser repensadas diante do cenário de pandemia do coronavírus. O presidente havia dito que os movimentos eram “legítimos e espontâneos”, mas que não se podia colocar em risco a saúde da população em razão da pandemia de Covid-19.

Porém, neste domingo, em uma rede social, o presidente compartilhou vídeos de manifestações em cidades como Salvador, Belém e Brasília.

Rio de Janeiro

 

Manifestantes fazem ato a favor do governo no Rio — Foto: José Raphael Berredo Manifestantes fazem ato a favor do governo no Rio — Foto: José Raphael Berredo

Manifestantes fazem ato a favor do governo no Rio — Foto: José Raphael Berredo

 

Manifestantes se concentraram na Orla de Copacabana em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro — Foto: Willians Pereira/TV Globo Manifestantes se concentraram na Orla de Copacabana em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro — Foto: Willians Pereira/TV Globo

Manifestantes se concentraram na Orla de Copacabana em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro — Foto: Willians Pereira/TV Globo

No Rio, manifestantes se reuniram na Orla de Copacabana. Eles estavam vestidos com as cores da bandeira do Brasil e exibiam faixas e cartazes em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Justiça Sergio Moro e com dizeres como: “Congresso e STF matam mais que coronavírus” e “Fora Rodrigo Maia e companhia”.

Algumas pessoas estavam de máscara.

São Paulo

 

Manifestantes protestam a favor do governo na Avenida Paulista — Foto: Patrícia Figueiredo/G1 Manifestantes protestam a favor do governo na Avenida Paulista — Foto: Patrícia Figueiredo/G1

Manifestantes protestam a favor do governo na Avenida Paulista — Foto: Patrícia Figueiredo/G1

Na capital, manifestantes pró-governo se reuniram na Avenida Paulista. O ato em defesa de Bolsonaro começou por volta das 13h como uma carreata. Em seguida, participantes foram à rua e ocuparam os dois sentidos de um trecho da via, na altura do Masp.

No interior, atos aconteceram em Campinas, Mogi das Cruzes, Jundiaí, Ribeirão Preto, Bauru, Laranjal Paulista, Piracicaba e Araçatuba.

 

Manifestação em Campinas - 15/03 — Foto: Talita Nonato/EPTV Manifestação em Campinas - 15/03 — Foto: Talita Nonato/EPTV

Manifestação em Campinas – 15/03 — Foto: Talita Nonato/EPTV

Em Campinas, o ato começou no Largo do Rosário por volta das 09h30. Os manifestantes seguiram em direção à prefeitura da cidade. Alguns usavam máscaras. A dispersão aconteceu por volta do meio-dia

 

Manifestantes em Ribeirão Preto — Foto: EPTV Manifestantes em Ribeirão Preto — Foto: EPTV

Manifestantes em Ribeirão Preto — Foto: EPTV

Em Ribeirão Preto, a concentração começou às 10h. Os manifestantes rezaram e, por volta de 11h, começaram a caminhar pela Avenida 9 de Julho. Eles gritaram palavras de ordem em defesa do presidente e contra o Congresso.

 

Manifestação pró-governo em Piracicaba — Foto: Samantha Silva/G1 Manifestação pró-governo em Piracicaba — Foto: Samantha Silva/G1

Manifestação pró-governo em Piracicaba — Foto: Samantha Silva/G1

 

Em Piracicaba, o ato aconteceu na Praça José Bonifácio, com carros de som. Vários manifestantes usaram verde e amarelo. Alguns foram com máscaras.

 

Manifestantes fazem carreata em Bauru (SP) — Foto: Cesar Culiche/TV TEM Manifestantes fazem carreata em Bauru (SP) — Foto: Cesar Culiche/TV TEM

Manifestantes fazem carreata em Bauru (SP) — Foto: Cesar Culiche/TV TEM

Em Bauru, manifestantes se reuniram em uma carreata da Avenida Nações Norte até a Avenida Duque de Caxias, por volta das 10h. Em seguida, retornaram ao ponto de partida. Alguns vestiam máscaras e carregavam bandeiras e balões com as cores do Brasil.

 

Manifestantes em ato pró-governo em Jundiaí — Foto: Vinicius Whitehead/TV TEM Manifestantes em ato pró-governo em Jundiaí — Foto: Vinicius Whitehead/TV TEM

Manifestantes em ato pró-governo em Jundiaí — Foto: Vinicius Whitehead/TV TEM

 

Faixa em carro em ato em Jundiaí — Foto: Vinicius Whitehead/TV TEM Faixa em carro em ato em Jundiaí — Foto: Vinicius Whitehead/TV TEM

Faixa em carro em ato em Jundiaí — Foto: Vinicius Whitehead/TV TEM

 

Em Jundiaí, a manifestação começou na Avenida 9 de julho, às 10h. Participantes estavam vestidos de verde e amarelo e protestaram contra o Congresso, alguns parlamentares e em apoio a Bolsonaro. Houve carreata até a Vila Hortolândia e o ato terminou por volta das 11h30.

Em Laranjal Paulista, um grupo saiu da praça da Avenida da Saudade e seguiu até o Centro. Na praça da Avenida Armando Salles de Oliveira, os manifestantes cantaram o hino nacional e encerraram o ato.

Em Araçatuba, o ato aconteceu entre 10h e 11h30. Moradores se concentraram na Avenida dos Araçás e seguiram para o Tiro de Guerra.

Distrito Federal

 

Manifestantes se reúnem em Brasília em ato pró-governo — Foto: TV Globo/Reprodução Manifestantes se reúnem em Brasília em ato pró-governo — Foto: TV Globo/Reprodução

Manifestantes se reúnem em Brasília em ato pró-governo — Foto: TV Globo/Reprodução

Em Brasília, manifestantes se concentraram em frente à Biblioteca Nacional pela manhã deste domingo (15) e caminharam em direção ao Congresso. Eles exibiam faixas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso e contra a secretária especial de Cultura, Regina Duarte.

Mesmo com a recomendação de monitoramento por coronavírus, Bolsonaro participou do ato, de carro. Depois, foi ao Palácio do Planalto, onde cumprimentou apoiadores que se reuniram na rua. Ele mostrou o momento numa transmissão ao vivo pela internet.

 

Manifestantes protestam contra STF e Congresso em Brasília — Foto: Luiz Barbieri/G1 Manifestantes protestam contra STF e Congresso em Brasília — Foto: Luiz Barbieri/G1

Manifestantes protestam contra STF e Congresso em Brasília — Foto: Luiz Barbieri/G1

 
 

Manifestantes protestam contra a secretária especial de Cultura, Regina Duarte, em Brasília — Foto: Luiz Barbieri/G1 Manifestantes protestam contra a secretária especial de Cultura, Regina Duarte, em Brasília — Foto: Luiz Barbieri/G1

Manifestantes protestam contra a secretária especial de Cultura, Regina Duarte, em Brasília — Foto: Luiz Barbieri/G1

Uma carreta saiu por volta das 10h30. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, a Polícia Militar está monitorando a situação. Ainda segundo o órgão, a carreata não estava prevista. O Batalhão de Trânsito enviou sete viaturas para acompanhar o deslocamento dos manifestantes e minimizar os transtornos no trânsito.

 

Carreata em Brasília em ato pró governo — Foto: TV Globo/Reprodução Carreata em Brasília em ato pró governo — Foto: TV Globo/Reprodução

Carreata em Brasília em ato pró governo — Foto: TV Globo/Reprodução

Alagoas

 

Em Maceió, manifestantes se reuniram na avenida da orla — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta Em Maceió, manifestantes se reuniram na avenida da orla — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta

Em Maceió, manifestantes se reuniram na avenida da orla — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta

 

Em Maceió, manifestantes iniciaram uma caminhada na avenida da orla por volta das 10h. Eles estavam vestidos com as cores do Brasil e exibiam bandeiras do país, além de cartazes com frases como “Todo poder emana do povo”. Algumas pessoas estavam de máscara.

 

Alguns manifestantes usaram máscaras em ato em Maceió — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta Alguns manifestantes usaram máscaras em ato em Maceió — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta

Alguns manifestantes usaram máscaras em ato em Maceió — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta

 

Manifestantes em ato em Maceió — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta Manifestantes em ato em Maceió — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta

Manifestantes em ato em Maceió — Foto: Josualdo Moura/TV Gazeta

Bahia

 

Manifestantes em ato em Salvador — Foto: Victor Silveira/TV Bahia Manifestantes em ato em Salvador — Foto: Victor Silveira/TV Bahia

Manifestantes em ato em Salvador — Foto: Victor Silveira/TV Bahia

 

Em Salvador, um grupo de manifestantes se concentrou no Farol da Barra e, por volta das 11h, iniciou uma caminhada em direção ao Morro do Cristo. Algumas pessoas usavam máscaras. A maioria vestia as cores do Brasil e camisetas em apoio ao presidente Bolsonaro, muitos levavam a bandeira do país.

 

Ato pró-governo em Salvador — Foto: Victor Silveira/TV Bahia Ato pró-governo em Salvador — Foto: Victor Silveira/TV Bahia

Ato pró-governo em Salvador — Foto: Victor Silveira/TV Bahia

Pará

Em Belém, o ato se concentrou na Escadinha da Estação das Docas. Os manifestantes saíram por volta das 8h30 pela avenida Presidente Vargas, e seguiram pela avenida Doca de Souza Franco. Eles portavam bandeiras do Brasil e estavam vestidos de verde e amarelo.

 

Manifestantes se concentraram na avenida Presidente Vargas, em Belém — Foto: Reginaldo Gonçalves/TV Liberal. Manifestantes se concentraram na avenida Presidente Vargas, em Belém — Foto: Reginaldo Gonçalves/TV Liberal.

Manifestantes se concentraram na avenida Presidente Vargas, em Belém — Foto: Reginaldo Gonçalves/TV Liberal.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, manifestantes começaram a se reunir por volta das 10h na Praça da Liberdade. Muitos foram vestidos de verde amarelo. Eles levaram cartazes e estenderam uma bandeira do Brasil sobre a praça.

 

Protesto pró-governo em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo Protesto pró-governo em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Protesto pró-governo em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Protesto na Praça da Liberdade, em BH — Foto: Bruno Neri/TV Globo Protesto na Praça da Liberdade, em BH — Foto: Bruno Neri/TV Globo

Protesto na Praça da Liberdade, em BH — Foto: Bruno Neri/TV Globo

Em Governador Valadares, o ato aconteceu entre 10h e 11h30, na Praça dos Pioneiros. Manifestantes defenderam o fim da imunidade parlamentar, fim da corrupção e manifestaram apoio ao presidente.

Protesto pró-governo em Governador Valadares - 15/03 — Foto: Sérgio Barros/Arquivo pessoal Protesto pró-governo em Governador Valadares - 15/03 — Foto: Sérgio Barros/Arquivo pessoal

Protesto pró-governo em Governador Valadares – 15/03 — Foto: Sérgio Barros/Arquivo pessoal

 

Maranhão

Em São Luis, a concentração aconteceu por volta das 9h na Praça do Pescador, na orla marítima da cidade. Os participantes levaram bandeiras e se manifestaram em defesa de Bolsonaro.

 

Manifestantes fazem ato na Avenida Litorânea, na orla marítima de São Luís — Foto: Jéssica Melo/TV Mirante Manifestantes fazem ato na Avenida Litorânea, na orla marítima de São Luís — Foto: Jéssica Melo/TV Mirante

Manifestantes fazem ato na Avenida Litorânea, na orla marítima de São Luís — Foto: Jéssica Melo/TV Mirante

Piauí

Em Parnaíba, manifestantes se reuniram entre as 8h e as 11h. Os manifestantes saíram em passeata do Balão da Guarita até o Mercado do Caramuru. O ato foi organizado pelo prefeito Mão Santa (DEM), em defesa de Bolsonaro.

 

Manifestação em Parnaíba — Foto: Fábio Barros/Arquivo pessoal Manifestação em Parnaíba — Foto: Fábio Barros/Arquivo pessoal

Manifestação em Parnaíba — Foto: Fábio Barros/Arquivo pessoal

   

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 CRÔNICA

           Balada pós-chuva e a profecia do velho Raul

 

          Janio Ferreira Soares

 

O sol ainda não revelou as garças que sei pousadas nas algarobas, mas por trás delas já dá pra ver o vulto de uma canoinha deslizando entre as baronesas que o vento norte trouxe lá do Moxotó e que, fosse nos 70 pré-barragens, despencariam nas cachoeiras de Paulo Afonso e seguiriam nos cânions até encontrar o mar.

No açude sangrando, sapos e jias modulam sons numa tonalidade como de há muito não ouço. Show? Exibição? Medo? Nada disso. A cantoria que se estende desde a madrugada é mais uma espécie de louvação ao que deve ser louvado, como sabiamente já cantava outro velho cururu baiano quando queria deixar o que era ruim de lado.

Júlio e Edgard, coitados, ainda assombrados com os trovões, balançam os rabos e me olham com um olhar de “pelo amor de Deus, patrão, me explique à origem daqueles rugidos vindos do Céu e que, ô susto dos infernos, pareciam saídos da boca de um sanguinário predador surgindo em forma de lampejos só pra comer cachorro que não gosta de tomar banho”.

Calço as botas de pisar espinhos e saio à procura das mangas derrubadas pelos ventos, que, por derradeiras, estão mais valorizadas do que o dólar furado do xerife Guedes. À minha esquerda, manguitas de fazer diabético passar longe se espalham pelo chão, enquanto ao lado umas espadas clamam por dentes sem medo da agonia dos fiapos enganchados nos últimos molares. Aproveito pra ver se está tudo bem com um ninho de um beija-flor num galho transverso, que de tão perfeito lembra um cálice por onde girou um enrubescido Porto que um dia bebi no Douro.

Tudo bem com os bruguelos, sigo pra coar um café meia-tigela com nome do santo que mães invocam quando seus filhos se engasgam, sempre na vã expectativa de que goteje na térmica algo parecido com um expresso extraído de uma legítima Lavazza italiana. Decepção novamente fumaçando na xícara pego o rodo e parto pra limpar a água das inesperadas goteiras, todas causadas pela dilatação dos rejuntes de cumeeiras desacostumadas com tamanho arrojo pluviométrico.

Agora o sol já está naquela altura em que a labuta rouba o espaço da poesia e sigo pra cidade. Como lá só se fala no Covid-19, volto ao meu antídoto rural e me lembro da canção “O Dia em Que a Terra Parou”, atualíssima profecia de Raul, cujos versos já previam que o trabalhador não iria trabalhar, pois sabia que o patrão não estava lá, que os fiéis não sairiam pra rezar, pois sabiam que o padre não estava no altar, e que os pacientes não iriam se tratar, pois sabiam que o doutor não tinha ido clinicar.

Mudo o disco e, nesses tempos onde um vírus ameaça o mundo, o jeito é discordar de Tom Jobim e dizer que, talvez seja possível, sim, ser feliz sozinho. O resto é mar, é rio e é esse afinadíssimo coaxar que continua ecoando pelas poças do caminho.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

“Bolero”, Batatinha: Oscar da Penha da Bahia, para iluminar a cena com seu talento, lá de Cima, perto de Deus!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

Por Lucas Machado, Rodrigo Marinho e Gladstone Lucas*, G1 — Teresópolis

Morre Gustavo Bebianno, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro

O corpo do ex-ministro de Jair Bolsonaro e pré-candidato a prefeito do Rio, Gustavo Bebianno, foi enterrado neste sábado (14) no Cemitério Municipal Carlinda Berlim, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.

Bebianno estava em seu sítio, com seu filho. Ele passou mal e sofreu uma queda. O ex-ministro morreu logo após ser levado ao hospital. Segundo a Polícia Civil, o laudo apontou que a causa da morte foi infarto fulminante.

Viaturas da Polícia Militar fizeram um esquema de segurança no cemitério onde foi realizado o sepultamento do ex-ministro. A imprensa não foi autorizada a entrar.

 

Familiares e amigos chegam ao cemitério onde será enterrado corpo do ex-ministro Gustavo Bebianno em Teresópolis, no RJ — Foto: Marcelo Santos/Inter TV RJ Familiares e amigos chegam ao cemitério onde será enterrado corpo do ex-ministro Gustavo Bebianno em Teresópolis, no RJ — Foto: Marcelo Santos/Inter TV RJ

Familiares e amigos chegam ao cemitério onde será enterrado corpo do ex-ministro Gustavo Bebianno em Teresópolis, no RJ — Foto: Marcelo Santos/Inter TV RJ

Entre os familiares e amigos, estava o presidente do PSDB no Rio e amigo de Gustavo Bebianno, Paulo Marinho.

O governador de São Paulo, João Doria também compareceu à despedida ao ex-ministro.

 

Governador de São Paulo, João Doria comparece ao enterro do ex-ministro Gustavo Bebianno em Teresópolis, no RJ — Foto: Lucas Machado/Inter TV RJ Governador de São Paulo, João Doria comparece ao enterro do ex-ministro Gustavo Bebianno em Teresópolis, no RJ — Foto: Lucas Machado/Inter TV RJ

Governador de São Paulo, João Doria comparece ao enterro do ex-ministro Gustavo Bebianno em Teresópolis, no RJ — Foto: Lucas Machado/Inter TV RJ

Em uma rede social, Doria compartilhou uma mensagem lamentando o falecimento de Bebianno.

“Com profundo pesar recebi a notícia da morte de Gustavo Bebianno. Seu falecimento surpreende a todos. O Rio perde, o Brasil perde. Bebianno tinha grande entusiasmo pela vida e em trabalhar por um País melhor. Meus sentimentos aos familiares e amigos nesse momento de dor”, publicou o governador de São Paulo.

No último dia 5, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou a pré-candidatura de Gustavo Bebianno à Prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo o partido, o lançamento oficial da candidatura seria em 4 de abril, na capital fluminense.

Gustavo Bebianno tinha 56 anos e deu entrada durante a madrugada deste sábado no Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO). Segundo a unidade, o ex-ministro já chegou ao hospital com parada cardiorrespiratória.

A equipe de atendimento tentou a manobra de ressuscitação, sem êxito. O corpo foi encaminhado para o IML da cidade.

 

Familiares e amigos do ex-ministro Gustavo Bebianno no IML de Teresópolis, para onde corpo foi encaminhado neste sábado — Foto: Marcelo Santos/Inter TV RJ Familiares e amigos do ex-ministro Gustavo Bebianno no IML de Teresópolis, para onde corpo foi encaminhado neste sábado — Foto: Marcelo Santos/Inter TV RJ

Familiares e amigos do ex-ministro Gustavo Bebianno no IML de Teresópolis, para onde corpo foi encaminhado neste sábado — Foto: Marcelo Santos/Inter TV RJ

O delegado Vinícius Galhardo explicou que, apesar de ter sido infarto, o corpo foi levado para o IML por conta de uma lesão no rosto.

“Num procedimento desse, o corpo seria liberado no próprio hospital. O problema é que, como ele estava com uma lesão no rosto, por conta do tombo, o médico ligou para a delegacia e sugeriu a remoção para o IML. Isso é mais do que comum. Para evitar qualquer questionamento, eu determinei a remoção para que fossem feitos os exames e sanar qualquer tipo de dúvida. O exame já foi feito. O laudo apontou infarto fulminante”, disse o delegado.

 

O ex-ministro Gustavo Bebianno, em foto de outubro de 2018 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo O ex-ministro Gustavo Bebianno, em foto de outubro de 2018 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ex-ministro Gustavo Bebianno, em foto de outubro de 2018 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O delegado informou ainda que Bebianno estava com o filho no momento em que ocorreu.

“Eles tinham acabado de jantar e ele reclamou de dores no peito. Eles acharam que fossem gases. Tomou remédio para gases e foi deitar. Por volta das duas e meia, três da manhã, ele novamente chamou o filho, dizendo que as dores estavam aumentando. Tomou novamente remédio para gases e aí foi ao banheiro. O filho ouviu um barulho forte, correu para o banheiro e ele tinha caído. Se machucou porque ele caiu com o rosto no box de vidro, por isso a lesão”, explicou o delegado Vinicius Galhardo.

 

Além de líder do PSL, Bebianno ocupou a Secretaria-Geral da Presidência durante um mês e 18 dias. Ele foi o pivô da primeira crise política do governo Bolsonaro, gerada pela suspeita de que o PSL fez uso de candidatura “laranja” nas eleições de 2018 para desviar verbas públicas. Ele sempre negou irregularidades.

O ex-ministro afirmou na época que foi demitido do cargo pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho de Jair Bolsonaro. Ele disse ter “amor” e “afeto” pelo presidente e declarou não ter dúvida de que o governo Bolsonaro “será um sucesso”.

mar
15
Posted on 15-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-03-2020

Em sua última entrevista, Gustavo Bebianno afirmou ter deixado “uma carta linda, de irmão”, para Jair Bolsonaro.

O documento está com o ator Carlos Vereza, amigo do ex-ministro.

Neste sábado, Vereza disse ao Globo que vai entregar a carta para a viúva de Bebianno, a advogada Renata Bebianno.

“Vou entregar à viúva. Ela que deve decidir o que fazer com a carta”, afirmou.

Decreto, publicado neste sábado (14), proíbe eventos com mais de 500 pessoas. Paixão de Cristo, que seria em abril, no Agreste, passou para setembro. Futebol terá portões fechados.

Por Pedro Alves, G1 PE

Atores encenam retirada do corpo de Jesus da cruz em Nova Jerusalém — Foto: Marcelo Loureiro/Divulgação Atores encenam retirada do corpo de Jesus da cruz em Nova Jerusalém — Foto: Marcelo Loureiro/Divulgação

Atores encenam retirada do corpo de Jesus da cruz em Nova Jerusalém — Foto: Marcelo Loureiro/Divulgação

 

O governo de Pernambuco publicou um decreto, neste sábado (14), que proíbe a realização de eventos com público maior que 500 pessoas, no estado, devido à pandemia do novo coronavírus. Também anunciou o adiamento da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste, que passou para setembro de 2020. Jogos de futebol serão realizados com portões fechados.

Em coletiva de imprensa realizada no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, também foi divulgada a confirmação de cinco novos casos da doença Covid-19, totalizando sete confirmações.

Além disso, o decreto divulgado pelo governo permite a “requisição” de insumos, profissionais e serviços da estrutura privada de saúde para o enfrentamento da epidemia. Isso leva em conta que o estado, agora, é considerado área onde há transmissão local do coronavírus.

 

Governado Paulo Câmara participou de entrevista coletiva, neste sábado (14), durante a qual foram confirmados mais cinco novos casos de coronavírus em Pernambuco — Foto: Pedro Alves/G1 Governado Paulo Câmara participou de entrevista coletiva, neste sábado (14), durante a qual foram confirmados mais cinco novos casos de coronavírus em Pernambuco — Foto: Pedro Alves/G1

Governado Paulo Câmara participou de entrevista coletiva, neste sábado (14), durante a qual foram confirmados mais cinco novos casos de coronavírus em Pernambuco — Foto: Pedro Alves/G1

Pernambuco atingiu esse estágio, segundo o governo, quando confirmou um caso que não foi importado. Também foi possível fazer a identificação de quem transmitiu o vírus.

De acordo com o governador Paulo Câmara (PSB), essas novas medidas reforçam as ações já anunciadas anteriormente. Na sexta (13), o estado proibiu a atracação de cruzeiros, por causa dos dois passageiros internados com suspeita da Covid-19. Um deles, um idoso de 78 anos, teve o quadro confirmado.

“Conversei com o ministro da Saúde e representações consulares dos países que têm passageiros no navio para apresentar alternativas. Por causa da transmissão local, determinamos que eventos de qualquer natureza, com público acima de 500 pessoas, deverão ser suspensos. Estamos reavaliando a cada hora, se necessário, a situação”, afirmou o governador.

Entre março e abril, Pernambuco receberia mais de 10 mil turistas, com oito cruzeiros. De acordo com o secretário de Turismo, Rodrigo Novaes, não há previsão para o fim da validade do decreto.

“A princípio, isso ocorre enquanto durar o estado de emergência. Mas isso tudo passará por reavaliação. Existem instituições que podem exercer poder de polícia, como autoridades sanitárias, que vão atuar em conjunto com estados e municípios na fiscalização. Só entre março e abril, tínhamos mais de 90 eventos previstos, entre peças de teatro, shows, festas no interior”, declarou o secretário.

Ainda de acordo com Rodrigo Novaes, o decreto é válido, ainda, para jogos de futebol. “A partir de amanhã, portões serão fechados. O jogo acontecerá normalmente, mas sem público. Hoje, temos Náutico e Fortaleza e o jogo ocorre normalmente. Amanhã temos Santa Cruz e Decisão, com portas fechadas”, disse.

Feiras e escolas

De acordo com o secretário de saúde André Longo, apesar de haver transmissão local, não há transmissão comunitária e sustentada do novo vírus. Esse estágio ocorre quando não é mais possível identificar de onde veio a transmissão.

“O direito de ir e vir está preservado. As medidas devem ser proporcionais à fase que estamos vivendo. Estamos seguindo recomendações feitas ontem pelo Ministério da Saúde. Não há medida restritiva para eventos contínuos, como atividade de universidades, escolas, transporte público e feiras”, declarou.

Longo disse que todas as ações serão avaliadas, ao longo do tempo. “Não estamos recomendando nenhuma medida restritiva para isso, neste momento. Se for necessário, as autoridades sanitária e governamental deverão se manifestar sobre isso”, afirmou.

 
 
Prefeitura do Recife proíbe grandes eventos públicos e privados por causa de coronavírus

Prefeitura do Recife proíbe grandes eventos públicos e privados por causa de coronavírus

Recife

Neste sábado, a prefeitura do Recife anunciou a proibição de grandes eventos públicos e privados, além de atividades em equipamentos culturais e esportivos administrados pelo município, a partir de segunda-feira (16).

A informação foi repassada pelo prefeito Geraldo Julio (PSB), na manhã deste sábado (14), em entrevista coletiva, após reunião com a equipe que acompanha a situação da pandemia de Covid-19 (veja vídeo acima).

Jaboatão

Também neste sábado, a prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, anunciou a proibição de grandes eventos na cidade.

Outra medida divulgada pela administração pública foi o cancelamento da Festa da Pitomba, que aconteceria em abril.

O decreto, que será publicado, vai estabelecer as orientações, segundo a prefeitura. A administração informou, ainda, que “medidas mais restritivas” poderão ser ampliadas, conforme o número de casos no estado.

Avião

Por causa de suspeita de casos de coronavírus, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou um procedimento em um avião que chegou ao Recife, na noite de sexta-feira (13).

Segundo nota enviada neste sábado (14), o órgão informou que uma família foi encaminhada para se submeter a testes.

 
 
Estado anunciou medidas para conter coronavírus

Estado anunciou medidas para conter coronavírus

Cruzeiros

Na sexta, o governo de Pernambuco proibiu a atracação de cruzeiros e de embarcações de grande porte. A medida foi tomada após o internamento de dois passageiros de uma embarcação, que está isolada no Porto do Recife (veja vídeo acima).

A informação sobre a proibição dos cruzeiros foi divulgada no início da noite de sexta, durante coletiva de imprensa realizada na sede da Secretaria Estadual de Saúde (SES), na Zona Oeste do Recife.

Mais cedo, o governo informou que estava avaliando a medida. O estado receberia, até abril, oito navios, com 11.033 passageiros, além de tripulações.

 
Sobe número de passageiros internados por causa de suspeita de coronavírus em navio

Sobe número de passageiros internados por causa de suspeita de coronavírus em navio

 

Navio Isolado

O navio isolado no Porto do Recife depois que dois pacientes foram internados com sintomas do novo coronavírus vai seguir retido na capital pernambucana, até que saiam os resultados dos dois exames laboratoriais feitos nos passageiros, de acordo com a Anvisa.

mar
15
Posted on 15-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-03-2020

Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
As belas paisagens amazônicas (Foto: FolhaPress)

O Consórcio da Amazônia Legal, que se reuniu nesta semana em Belém, é maneira dos estados da região formularem políticas locais num contexto de um governo federal centralizador, disse cientista político.

Com o desenvolvimento da região como tema, os governadores dos nove estados da Amazônia Legal participaram na capital paraense, de quarta-feira (11) a sexta-feira (13), do Fórum de Governadores, que reuniu os integrantes do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, autarquia pública composta por Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Em entrevista à agência de notícias Sputnik Brasil, o cientista político Marcelo Seráfico, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), disse que o governo de Jair Bolsonaro adota uma postura de “recentralização do poder decisório em Brasília”.

Um exemplo claro disso ocorreu em fevereiro deste ano, quando decreto do governo federal excluiu a participação dos governadores do Conselho Nacional da Amazônia, que foi retirado do âmbito do Ministério do Meio Ambiente e transferido para a vice-presidência, sob o comando do general Hamilton Mourão.

‘Falha dos publicitários’ de Bolsonaro

“Deve ter ocorrido algum tipo de falha na formulação da campanha presidencial e os publicitários entenderam errado, ao invés de mais Brasília, menos Brasil, eles colocaram mais Brasil, menos Brasília”, brincou Seráfico.

 

Nas eleições de 2018, um dos slogans de Bolsonaro foi “mais Brasil, menos Brasília”, uma referência à diminuição do tamanho do estado e à descentralização do poder.

Segundo o cientista político, o consórcio não tem uma “conotação político-partidária ou político-eleitoral”, mas é sim “uma maneira de estabelecer uma frente para negociações”, fruto da “necessidade dos governadores da região se colocarem diante de algumas questões dos estados e da Amazônia apresentadas pelo governo federal”.

Coronavírus agrava falta de investimento na região

Para Seráfico, o governo Bolsonaro não está conseguindo atrair investimentos para o país e para a região. Situação que piorou nos últimos dias com a crise do coronavírus, a alta do dólar e a queda nas bolsas.

“O grande contexto é da crise mundial, como essa crise se combina com dificuldades de governo. Há o problema de desinvestimento do ponto de vista econômico, as modificações que estão sendo feitas para animar a economia do país e da Amazônia não estão tendo efeito. O coronavírus é um agravante dessa situação”, disse o professor da UFAM.

mar
15
Posted on 15-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-03-2020


Charge atualizada direto no site pelo próprio autor, ontem às 21:53 h

 

Zé Dassilva, no

 

DO EL PAÍS

O que dizem os especialistas sobre o comportamento do novo coronavírus na população mais velha, em grávidas e crianças e por que ele ataca os pulmões

Crianças usam máscaras de proteção no aeroporto de Barcelona.
Crianças usam máscaras de proteção no aeroporto de Barcelona.NACHO DOCE / REUTERS

A pandemia do coronavírus atingiu nesta sexta-feira mais de 125.000 casos registrados em todo o mundo. No Brasil, 98 casos da doença foram confirmados pelo Ministério da Saúde. Rio de Janeiro e São Paulo já apresentam caso de transmissão comunitária, ou seja, quando não é possível mais saber a origem da infecção. Por se tratar de um vírus novo (o Sars-Cov-2), muitas perguntas ainda estão sem resposta, assim como a criação de uma vacina e remédios específicos para o tratamento da doença. As estatísticas, porém, já mostram que essa é uma enfermidade com maior letalidade em idosos. E que, diferentemente de outras doenças, aparentemente as crianças não fazem parte do grupo de risco.

“O que sabemos é que a população de risco, que são mais debilitadas, são as que estão entre as idades extremas, ou seja, crianças e idosos”, afirmou o infectologista Jorge Luis dos Santos Valiatti, que preside o Comitê de Insuficiência Respiratória e Ventilação Mecânica da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMBI). “Mas, neste caso, parece que as crianças estão sendo mais poupadas”. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos informa que, com base nas evidências, as crianças não aparentam correr mais risco que os adultos. “Enquanto algumas crianças e bebês têm contraído Covid-19, os adultos compõem a maioria dos casos conhecidos até o momento”. Além disso, as crianças com a doença têm outra vantagem, de acordo com o informe: geralmente apresentam sintomas leves. Ainda não há, porém, evidências científicas que mostrem por qual razão isso acontece. “Ainda há muito a ser aprendido sobre como essa doença afeta as crianças”, ressalta o texto.

Com base nos casos registrados por todo o mundo, o Brasil, cuja primeira notificação ocorreu em 25 de fevereiro, tem voltado suas recomendações de maior cuidado para proteger a faixa da população a partir de 50 anos. “Não temos, neste momento, morbidade e letalidade na população jovem, especialmente abaixo dos 50 anos”, afirmou o médico David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo, na quinta-feira. “Então estamos muito focados nas populações mais vulneráveis, que são idosos”. Números globais mostram que a mortalidade em decorrência do coronavírus é de 15% a 18% nos idosos.

No Brasil, o perfil de pessoas com a doença tem média de idade de 41 anos, mas 49% dos casos confirmados até esta sexta-feira, 13 de março, estão abaixo dos 40 anos. O Ministério da Saúde recomendou que idosos e doentes crônicos comecem a restringir o contato social, principalmente em cidades que já têm transmissão local da doença. Ou seja, com infectados que não têm histórico de viagem ao exterior, mas que tiveram contato com infectados vindos de outros países (atualmente, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro se enquadram nessas características). Os idosos, recomenda o Governo, devem a partir de agora evitar viagens, cinema shoppings, shows e outros locais de aglomeração.

Guilherme Henn, professor de Medicina da Universidade Federal do Ceará, explica que idosos têm maiores chances de complicações graves em qualquer doença, infecciosa ou não, por duas razões principais. “O primeiro grande motivo é porque o sistema imunológico desse público é mais debilitado. Precisamos de um sistema ativo para combater doenças virais”, diz. “O segundo ponto é que muitos idosos já não têm a saúde dos órgãos tão boa, há mais comorbidades [doenças cardiovasculares, diabetes ou doenças respiratórias crônicas, por exemplo] que trazem complicações clínicas. Todos esses fatores complicam uma doença com potencial de gravidade”.

A recomendação, portanto, é que especialmente pessoas acima de 50 anos evitem se expor. “Se a epidemia vier incisiva, eles devem evitar lugares públicos, grandes aglomerações, porque formam o grupo que pode ter maiores complicações com a doença”, diz Juvêncio Furtado, chefe do departamento de infectologia do Hospital de Heliópolis, em São Paulo. “Não quer dizer trancá-los em casa. Mas devem evitar se expor nos próximos dois a três meses porque são mais sensíveis”. A infectologista Rosana Maria Paiva dos Anjos, especialista em saúde pública e professora da PUC São Paulo completa: “É importante, inclusive, evitar visitas a abrigos e asilos. É preciso protegê-los”.

Gestantes

A relação do coronavírus no organismo das mulheres grávidas, que naturalmente apresentam alterações na imunidade durante a gestação, também ainda está cercada de dúvidas. Na última segunda-feira, o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, do Reino Unido, publicou orientações para gestantes, mas também reforçou que, por se tratar de um vírus novo, as informações podem ser revistas a partir do surgimento de novas evidências. De maneira geral, “mulheres grávidas não aparentam ser mais suscetíveis às consequências do coronavírus que o resto da população”.

Além disso, diz o informe que ainda não há evidências de que a doença possa aumentar as chances de aborto ou de partos prematuros. Assim como não há evidências ainda de que o coronavírus possa ser transmitido da mãe para o bebê. “Embora os dados estejam atualmente limitados, é tranquilizador que não há evidências de que o vírus possa passar para o bebê durante a gravidez”, escreve Edward Morris, presidente da associação. O mesmo ocorre para a amamentação: não há evidências de que o vírus possa ser transportado pelo leite materno.

O coronavírus é uma doença que ataca principalmente as vias respiratórias, como explica o médico Jorge Luis dos Santos Valiatti. “A doença provoca diretamente uma alteração na membrana que está entre o alvéolo e o capilar pulmonar, essa membrana é agredida pelo vírus e provoca uma reação inflamatória, levando a uma inflamação dos pulmões”, diz. “A isso chamamos de dano alveolar difuso, e não há tratamento específico por enquanto. O que se utiliza são protocolos clínicos associados a drogas antivirais”.

O médico explica ainda que todo paciente com alguma síndrome respiratória grave deve ser entubado, ou seja, colocado para respirar com aparelhos mecânicos. “Isso já acontece, então não há nenhuma novidade com relação ao coronavírus”, diz. “Temos visto que qualquer tentativa de uma intervenção conservadora [como usar somente máscaras para respirar] não tem se mostrado favorável nesses casos”. A preocupação, no entanto, ocorre justamente no momento de entubar o paciente, já que nessas horas pode ocorrer o contágio para o profissional de saúde, e, se certos critérios não forem obedecidos, o paciente pode inclusive piorar. “Existe um protocolo para não aumentar a lesão provocada pelo ventilador mecânico”, diz. “Se ele for mal ajustado, podemos ainda aumentar a lesão nos pulmões”.

De qualquer forma, os infectologistas lembram que o mais importante agora é tentar controlar a propagação do vírus. “Por fim, cada um deve fazer a sua parte: lavar mais as mãos, espirrar dentro da própria blusa, usar álcool gel, mas com moderação, porque senão você pode acabar ferindo as mãos e abrir o corpo para mais agentes”, diz Rosana Paiva. “E lembrar que ainda não é o momento de pânico. Ele pode chegar, mas ainda não estamos lá”

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