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Texto do amigo do peito do Bahia em Pauta, Jose de Jesus Barreto, publicado no espaço do jornalista e poeta no Facebook e no Blog BahiaJá( de Tasso Franco) e no site da ABI. Que o BP reproduz em tributo à memória do fotógrafo, documentarista, mestre na arte de produzir delícias na cozinha com “restos de geladeira” ( a expressão é de João Santana, Patinhas, nos anos 70) e figura humana rara, dessas que aparece uma em cada século. Saudades. (Vitor Hugo Soares, editor do BP).
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Roberto Gaguinho
Foto: Facebook
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Valeu, Gago, obrigado irmão
Zé de Jesus Barreto
 
Noite mal dormida, ao saber da viagem derradeira do Gago, o nosso Gaguinho, jornalista, fotógrafo, cineasta… amigo e irmão de vera desde os anos 70, daquelas amizades incondicionais e sem nódoas, um amante de belas mulheres, parceiro de sonhos, aventuras, projetos, jornadas e confidências.
 
 Mais um pedaço vivo de nossa baianidade perdido.
 
 Gaguinho, com seu despojamento, andar de angoleiro, riso e convívio sedutores, conhecia cada esquina, cada sobrado, ladeira, recanto, cada batuque, cada boteco desta cidade do São Salvador da Bahia e também as águas da grande Baía de Todos os Santos e Orixás e Encantados, seus recôncavos e reconvexos. Tudo registrado e  filmado pelos seus olhos graúdos esverdeados e espertos.
 
  Mesmo com as distâncias desse viver insano nunca ficamos muito tempo sem nos falar, nos ver. Por um bom tempo ligava-me a pedir que escrevesse algo para o seu Jornal da Ilha, tabloide sem periodicidade, uma forma de resistir à estupidez do  mercado e de sobreviver sem baixar as calças. A cada encontro, aquele convite para chegar no barraco que construiu devagar e na tora na aprazível Berlinque (ou era Aratuba?). Lá nos acolhia com toda alegria regada a boas pingas, resenhas dos acontecimentos do mundo e adubada com peixadas, pirão e molho lambão de pedir rede no depois. Gostava de temperos e preparos.
 
  Pra quem não sabe, Roberto Gaguinho era irmão de Juarez, aquele do restaurante famoso do Mercado do Ouro com seu filé único, e que também já nos deixou. Na cozinha, a especialidade de Gago era criar pratos com o que tivesse à mão. Assim, por exemplo, inventou a deliciosa moqueca de pão. Certa feita, no apartamento onde morou no Cabula, ensinou-me cada passo do feitio da iguaria, desde o deixar as fatias do pão dormido descansando em leite de coco. Tentei fazer igual, mas quá ! Noutro dia, entre uma bebericada e outra, lhe perguntei qual era o segredo daquele famoso ‘Filé do Juarez’, tostado por fora e suculento por dentro. Ele me respondeu : – É a pa, pa, pa, ne, nela !
 
  O fotógrafo Roberto Gaguinho gostava do sertão. Tinha o olhar aguçado e a mente de antropólogo. Ligava-se no cenário, na luminosidade e sombras do ambiente, mas enxergava além, o ser humano, o fazer, o comportamento, as expressões, os personagens, a História.
 
  Dentre as tantas boas coisas que fez e deixou destaco o documentário “Cid Teixeira – a enciclopédia da Bahia”, até por ser um resgate da memória fantástica do nosso mestre (amigo comum e quase pai), o professor, historiador, advogado, jornalista e radialista Cid Teixeira, a quem fomos juntos visitar algumas vezes, já adoentado. Nesse documentário, dirigido por Gaguinho, Cid fala da cidade, conta histórias com aquele vozeirão e passeia de barco pelas ilhas e locais de sua infância no recôncavo. Aula deliciosa de baianidade do eterno Mestre Cid Teixeira, mulato mui amado.
 
  Faz meses bateu saudades do véi Gaguinho, senti sua falta, queria saber de Cid também. Liguei várias vezes mas não respondeu. Que teria acontecido? Encontrei um amigo comum que me disse, sem saber direito: “Deve estar na ilha, e lá na toca é difícil atender”. Deu vontade de ir lá, mas a ilha ficou tão longe a essa altura da vida e dos acontecimentos !
 
  O Gago esteve doente e eu não sabia. Fez uma cirurgia no coração e outra no abdome. Não aguentou. Foi-se, pediu passagem, tá no Orun. Tinha um querer bem fraterno por ele que será eterno enquanto viver.
 
  Acordei cedo e fui caminhar, ver o mar, molhar a cabeça. Odoiá !  Vi garças brancas a pousar nas pedras e levantar voos, sabiás dando rasantes, pombos bicando a areia, peixinhos brincando nas locas, maré baixa …  Tomei chuva na cara (Ora Yeyê ô!), rezei, chorei…  mirei um tempo o azul infindo e deu vontade de sumir nele, ao encontro do amigo.
 
Valeu, Gago, obrigado irmão.

Eu sabia”, Ivan Lins: E vamos nessa!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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Macaque in the trees
Lula falou para políticos e empresários na Alemanha (Foto: Reuters / Charles Platiau)

 

DO JORNAL DO BRASIL

Em evento na Alemanha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva previu “dias difíceis no Brasil”, criticou o presidente Jair Bolsonaro e disse que o governo deve investir para evitar a crise.

“Estejam preparados para dias difíceis no Brasil. A economia e o PIB não crescem, e o presidente, cara de pau como é, em vez de explicar para a população, preferiu contratar um humorista da Record para esculhambar”, afirmou Lula nesta terça-feira (10) em festival cultural em Berlim, segundo publicado pela Folha de S.Paulo.

Além disso, o petista disse que a única forma de evitar os efeitos da crise mundial que deve ser desencadeada pelo coronavírus é o investimento do governo.

“Se quisermos recuperar a economia brasileira, [precisamos] deixar de olhar para as firmas, e o governo que faça investimentos como eu fiz [na crise de 2008]”, opinou.

Segundo ele, o atual governo “não tem e não merece credibilidade”.

“Se o governo não tem e não merece credibilidade, se não passa previsibilidade para a sociedade, eu quero saber quem vai investir no Brasil. Então ele [governo] é que tem que investir”, disse.

‘O ódio tomou conta do país’
Apesar disso, o ex-presidente não defende a saída de Bolsonaro do poder.

“Bolsonaro ganhou e vamos amargar esses quatro anos. Não torço para governantes darem errado. Quem paga o pato é o povo trabalhador. Mas estamos vendo a destruição da democracia. O ódio tomou conta do país. Nós que queríamos democracia e paz e temos um candidato que o símbolo é arma, miliciano, morte de pretos e pobres das periferias”, disse o ex-presidente, segundo a Rede Brasil Atual. 

Para Lula, é preciso aplicar dinheiro em obras de infraestrutura e repensar as políticas de corte de gastos.

“Se essa gente que está no governo não quiser resolver, não adianta jogar a culpa na China e no coronavírus. O Brasil é um país grande e tem um mercado extraordinário. Deixem de olhar para cima, o governo tem que fazer investimento como fiz. Crédito para pessoas investirem e investimento em infraestrutura”, disse o petista.

‘Rico custa caro, é mal agradecido e dá golpe’
Em outro momento, Lula disse que cuidar dos pobres era mais fácil do que agradar os ricos.

“Aprendi que a coisa mais fácil e mais barata de um governo é cuidar dos pobres porque eles pedem e custam pouco e se contentam com o mínimo necessário”, afirmou o ex-presidente.

“O que é duro é cuidar do rico, porque ele custa caro, é mal agradecido e ainda dá golpe”, acrescentou.

Lula também fez críticas à Fiesp (Federação Nacional das Indústrias do Estado de São Paulo), afirmando que a entidade deveria cobrar mais do presidente.

“Por que a Fiesp não vai agora colocar os patinhos e cobrar o Bolsonaro?”, disse Lula, em referência à campanha “Não vou pagar o pato”, lançada pela organização em 2015 contra o aumento de impostos. (Sputnik Brasil)

mar
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URGENTE: TRF4 transfere investigação de Lulinha de Curitiba para São Paulo

 

Por Márcio Falcão

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu nesta quarta-feira (11/3) enviar de Curitiba para a Justiça Federal em São Paulo as investigações do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, sobre o recebimento de propina da telefônica Oi.

Para os desembargadores, não há uma conexão entre os fatos apurados e a Petrobras. A decisão unânime da 8ª Turma representa uma derrota para a Lava Jato, que chegou a usar um termo de autodeclaração enviado por Sérgio Cabral para defender a competência dos investigadores de Curitiba na Operação Mapa da Mina, que atinge o filho mais velho do ex-presidente Lula.

Lulinha recorreu ao TRF4 para anular as investigações sob argumento de que o caso não deveria ser tocado pela Lava Jato no Paraná.

Os procuradores defenderam que o depoimento de Cabral reforça a competência da Justiça Federal em Curitiba, uma vez que o ex-governador do Rio diz que parte dos valores ilícitos foram pagos mediante “compensações” de recursos que eram desviados da Petrobras.

Segundo o MPF, “essas declarações corroboram vários elementos de prova já indicados na investigação em tela, indicando – ao contrário do que quer fazer crer a defesa – que há, no caso concreto, elementos de segura conexão com recursos desviados da Petrobras e repassados nas práticas ilícitas investigadas no feito originário”.

“Absolutamente prematuro cogitar em suspensão das investigações ou deslocamento de competência em caso no qual há dados concretos e objetivos a indicar que a competência é do juízo impetrado”, diz a Procuradoria.

mar
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Posted on 12-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-03-2020


Sponholz, no

 

Do Jornal do Brasil

 

 O público poderá conferir a partir de hoje (11) a exposição Björk Digital, concebida pela cantora e compositora islandesa Björk no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no centro do Rio de Janeiro. A mostra, que une música, artes visuais e realidade virtual, mergulha o público no universo da artista de 54 anos.
Macaque in the trees
A exposição destaca a estreita relação da compositora islandesa Björk com a tecnologia (Foto: Reprodução)

A exposição destaca a estreita relação de Björk com a tecnologia. Nas palavras da artista, “a realidade virtual não é apenas uma continuidade natural do videoclipe, mas tem um potencial dramatúrgico ainda mais íntimo, ideal para esta jornada emocional”.

A primeira parte da mostra é composta por quatro seções e traz os seis clipes em tecnologia imersiva das faixas do álbum Vulnicura (2015) – Stonemilker, Black Lake, Mouth Mantra, Quicksand, Family e Notget.

A exposição começa com uma performance da artista na praia de Grótta, na Islândia, e tem até um mergulho na boca da Björk, além de interações com os avatares digitais da cantora. O público acompanha os vídeos por meio de óculos de realidade virtual.

Segundo Chiara Michieletto, assessora de Björk, a intimidade proposta pela artista com o uso da realidade virtual está em sintonia com o álbum Vulnicura, que quer dizer cura das feridas.

“Para ela, pareceu completamente natural usar essa tecnologia para compartilhar emoções e temas tão pessoais. Esse álbum é um dos seus mais íntimos. Fala do rompimento de uma relação amorosa”, explicou.

Em outra parte da exposição, uma sala de cinema exibe os videoclipes da cantora dirigidos por cineastas e artistas como Michel Gondry, Chris Cunningham e Nick Knight, entre outros, incluindo materiais mais recentes, lançados em virtude do álbum Utopia, de 2017.

No térreo do CCBB, é possível ver, por meio de tablets, o projeto educativo Biophilia, mesmo nome do álbum da cantora de 2011.

Segundo Paul Clay, diretor do Manchester International Festival, que produz a mostra, Björk Digital começou a ser exibida em Sidney, na Austrália, em 2016, e teve transformações ao longo do tempo.

“Os filmes exibidos ao final da exposição foram produzidos exclusivamente para a mostra no CCBB”, disse Clay.

“O trabalho da Björk está muito relacionado a videoclipes. Ela está sempre trabalhando com diretores e tendo ideias ‘fora da caixa’ para tentar esticar o limite desse modo de comunicação”, argumentou.

A mostra já percorreu 14 países. No Brasil, passou por São Paulo, onde foi vista por mais de 28 mil pessoas no Museu da Imagem e do Som, e pelo CCBB de Brasília, com um público de mais de 48 mil pessoas.

Após a exibição no Rio de Janeiro, até 18 de maio, a última parada no Brasil será no CCBB de Belo Horizonte, em junho. A entrada é gratuita e o horário de funcionamento do CCBB RJ é de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h. (Agência Brasil)

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