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Posted on 11-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-03-2020
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 Correio Braziliense

 

ARTIGO

De Salvador a Santos: entre perdas e danos

Gilson Nogueira

A noite é friazinha. Mesmo assim, ligo o aparelho de ar, para sentir-me no Sul Maravilha, para onde pretendo ir, até o final do ano, ao encontro de familiares. Se possível, dar um pulinho em Santos, a fim de abraçar parentes e amigos das vítimas da tragédia provocada pelas chuvas, há poucos dias.

Doeu fundo! Como dói, agora, em escala menor, saber, através do meu irmão caçula, que mudou-se para Sampa, a fim de faturar melhor com sua arte de desenhar. Flávio Luís, um gênio do traço, acaba de informar-me que o Rei Pelé volta a ser internado por conta de problemas de saúde, sendo obrigado a utilizar cadeira de rodas. Recentemente, o maior jogador de futebol de todos os tempos revelou que estava bem. Tomara que, agora, possa dizer o mesmo.

Na marcha do tempo, virou passado a festa de Carnaval de Salvador de todos os carnavais, dentre os quais o anúncio de construção de uma ponte, por chineses, do outro lado do mundo, unindo Salvador a Itaparica, a ilha que tem, ainda, graças a Deus, pinta de paraíso. A notícia lida há pouco, em jornal soteropolitano, é de fazer água no barco dos que sonham com o projeto de importância duvidosa, pelo menos, para mim. Saindo do papel, vejo que o paraíso que Deus Construiu vai deixar de sê-lo, fazendo renascer a expressão que ouço desde menino: “ Pobre Bahia!”

E no ritmo das perdas e danos, que somos obrigados a acompanhar, na Capital do Berimbau, que tem em ACM, neto, um bom prefeito, encontrei um confete e uma serpentina perdidos em um passeio da Graça, na quinta-feira, depois da festa: “ E aí,querido, como foi o baile?” “ Que baile? Você está por fora, serpentina! Não existe mais baile! O Carnaval acabou!” Antes do Carnaval dos Carnavais houvera uma brincadeira de crianças, em uma escolinha, alí. Deus queira que elas tragam o Carnaval da Bahia de volta! O que passou passou sem passar.

Gilson Nogueira é jornalista,  amigo do peito e colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

“Que C`est Trite Venise”, Charles Aznavour: uma canção que, igual à cidade sem comparação, atravessa décadas e parece nem ver o tempo passar. Sempre bela e amada, mas sempre com sua tristeza visceral: no tempo dos sonho perdido, que Aznavour canta, como nesta era terrível do Coronavírus na Itália, que maltrate e entristece a cidade dos canais e dos amantes como nunca.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

mar
11

Por G1

Cliente em loja no bairro de Trastevere, em Roma, respeita faixas colocadas em loja para demarcar a distância que as pessoas devem manter umas das outras para reduzir risco de contágio por coronavírus — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters Cliente em loja no bairro de Trastevere, em Roma, respeita faixas colocadas em loja para demarcar a distância que as pessoas devem manter umas das outras para reduzir risco de contágio por coronavírus — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

 

Cliente em loja no bairro de Trastevere, em Roma, respeita faixas colocadas em loja para demarcar a distância que as pessoas devem manter umas das outras para reduzir risco de contágio por coronavírus — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

 

 Itália amanheceu com as ruas desertas nesta terça-feira (10) após o governo ampliar as medidas de restrição de deslocamento para todo o país em uma tentativa de conter o pior surto de coronavírus da Europa.

O país tem o maior número de casos de Covid-19 fora da Ásia — são 10.149 pessoas confirmadas com a doença e, até o momento, 631 mortes.

As medidas anunciadas na segunda pelo premiê Giuseppe Cont, ampliaram os isolamentos já em vigor na região da Lombardia, no norte da Itália, e em províncias vizinhas. Elas valem para toda a Itália até, ao menos, 3 de abril. Veja quais são:

  • Circulação de pessoas entre cidades fica restrita a motivos relacionados a trabalho ou saúde; passageiros devem ter uma declaração com a justificativa da viagem, que pode ser checada
  • Proibição de reuniões públicas, inclusive cerimônias religiosas como funerais e casamentos
  • Fechamento de bares e restaurantes deve ocorrer no máximo até as 18h
  • Fechamento de escolas e faculdades
  • Suspensão de todos os eventos esportivos, incluindo futebol
  • Limitação de visitas em hospitais e outras unidades de saúde
 
 
'No mercado só pode entrar 1 pessoa por família', contam brasileiros na Itália

‘No mercado só pode entrar 1 pessoa por família’, contam brasileiros na Itália

 
 

Freira caminha pela Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta terça-feira (10) — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane Freira caminha pela Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta terça-feira (10) — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

Freira caminha pela Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta terça-feira (10) — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

“O futuro da Itália está em nossas mãos. Vamos todos fazer nossa parte, abdicando de algo pelo nosso bem estar coletivo”, tuitou Conte, encorajando as pessoas a se comprometerem individualmente.

No decorrer do dia, as ruas de Roma estavam mais quietas que o normal. Moradores da cidade encontravam lugares com facilidade no metrô normalmente lotado durante o horário de pico matinal.

“Toda a Itália está fechada agora” foi a manchete do jornal “Corriere della Sera”.

‘Medo’

Vivendo na Itália há 15 anos, a veterinária goiana Yarla Carvalho, de 38 anos, diz que um clima de “medo e insegurança” se instaurou.

Ela vive com o noivo italiano em Santarcangelo di Romagna, na província de Rimini, no norte. As ruas da comunidade, sempre cheias de gente, estão vazias. “Nunca vi isso aqui. A Itália nunca parou. A gente fica chocada. Geralmente não tenho pânico, mas nesse caso dá medo. A gente não sabe o que pode acontecer, temos que esperar”, disse.

 

Mulher tira foto sozinha na Fontana di Trevi, em Roma, um local geralmente lotado de turistas, e que agora está vazio por causa da restrição de deslocamento imposta pelo governo — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane Mulher tira foto sozinha na Fontana di Trevi, em Roma, um local geralmente lotado de turistas, e que agora está vazio por causa da restrição de deslocamento imposta pelo governo — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

Mulher tira foto sozinha na Fontana di Trevi, em Roma, um local geralmente lotado de turistas, e que agora está vazio por causa da restrição de deslocamento imposta pelo governo — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

 

Pouco depois de as medidas serem anunciadas, consumidores correram para comprar alimentos e produtos de necessidade básica nos supermercados, fazendo com que o governo afirmasse que mantimentos estariam garantidos e pedisse para as pessoas não entrarem em pânico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elogiou a resposta “agressiva” da Itália desde que os primeiros casos do vírus irromperam perto de Milão há cerca de três semanas, embora as perdas econômicas sejam grandes.

A Itália é o país europeu mais atingido pela atual onda da epidemia e o terceiro em nível mundial. O contágio veio à tona há mais de duas semanas e concentra-se em um punhado de locais no norte da Itália, mas agora foram confirmados casos em cada uma das 20 regiões do país, com mortes registradas em oito delas.

 

Entregador pedala pelo Campo dei Fiori, em roma, no primeiro dia em que restrição de deslocamento imposta pelo governo está em vigor — Foto: Remo Casilli/Reuters Entregador pedala pelo Campo dei Fiori, em roma, no primeiro dia em que restrição de deslocamento imposta pelo governo está em vigor — Foto: Remo Casilli/Reuters

Entregador pedala pelo Campo dei Fiori, em roma, no primeiro dia em que restrição de deslocamento imposta pelo governo está em vigor — Foto: Remo Casilli/Reuters

Na segunda-feira, a bolsa de Milão caiu mais de 11%, registrando recuperação de 3% na terça. Os custos de empréstimos da Itália dispararam, revivendo temores de que uma economia já à beira da recessão e que luta com a segunda maior dívida da zona do euro possa mergulhar em crise.

“Vou assinar uma medida que podemos resumir como ‘fique em casa’. Não haverá mais uma ‘zona vermelha na península — a Itália inteira será uma área protegida”, disse Conte durante o anúncio da ampliação de restrições.

 

Pessoas que precisem se deslocar de uma cidade para outra deverão ter um documento que comprove a justificativa. As autoridades italianas poderão verificar os documentos.

O transporte público, entretanto, continua em funcionamento. Segundo Conte, a medida foi tomada para permitir que as pessoas mantenham os trabalhos dentro da cidade e não piorar os efeitos econômicos do novo coronavírus na Itália.

Moro nega interferência na investigação de Ronaldinho

 

Por Redação O Antagonista

O Ministério da Justiça informou que Sergio Moro manteve contato com autoridades do Paraguai “com intuito de conhecer os fatos envolvendo a prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, já que são cidadãos brasileiros”.

“Em nenhum momento, houve interferência na apuração promovida pelo Estado paraguaio. O Ministério da Justiça e da Segurança Pública preza pela soberania dos Estados e pela independência dos órgãos judiciários”, diz a nota.

A promotoria paraguaia apura se o uso de passaporte falso por Ronaldinho e Roberto de Assis tem relação com lavagem de dinheiro.

Doze pessoas foram condenadas pela Justiça Federal por prática de ilícitos na contratação e execução de projetos culturais utilizando a Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 1991). A decisão é da juíza federal Flávia Serizawa e Silva, da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, do final de fevereiro, mas só divulgada nesta segunda-feira (9).

Essas irregularidades foram investigadas na Operação Boca Livre, da Polícia Federal, que identificou que os recursos deduzidos dos impostos de grandes empresas “patrocinadoras”, em vez de serem destinados a finalidades culturais, foram aplicados fraudulentamente pelo grupo Bellini Cultural em eventos e publicações corporativas privadas. Os desvios chegaram a ser utilizados até mesmo para o pagamento do casamento de um dos filhos do dono do grupo. Os criminosos, segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, teriam desviado cerca de R$ 21 milhões.

Tipos de fraudes

As fraudes do grupo dividiam-se em cinco modalidades: superfaturamento, elaboração de serviços e produtos fictícios, duplicação de projetos, utilização de terceiros como proponentes e contrapartidas ilícitas às empresas patrocinadoras.

De acordo com o Ministério Público, o grupo criminoso era formado por empresas em nome da família Bellini e por empresas em nome de terceiros, que teriam como objetivo propor e aprovar projetos culturais junto ao Ministério da Cultura e, em seguida, realizar a captação de recursos e utilizá-los de forma irregular. Muitos dos projetos culturais sequer eram executados.

Segundo a magistrada, ficou constatada a existência de um esquema de corrupção bem estruturado, que se iniciou nos anos 2000 e perdurou até a deflagração da Operação Boca Livre, da Polícia Federal, em junho de 2016.

Os criminosos foram condenados a penas restritivas de liberdade, que variam de 4 a 19 anos de detenção, além do pagamento de multas e perda de bens e valores. (Agência Brasil)

mar
11

Projeto de reforma, que ainda precisa ser aprovado em consulta popular, permitirá que o líder russo volte a concorrer à presidência

 María R. Sahuquillo

Putin se dirige aos membros da Duma, o legislativo russo, em 10 de março.
Putin se dirige aos membros da Duma, o legislativo russo, em 10 de março.ALEXANDER NEMENOV / AFP (EL PAÍS)

A ideia é zerar o contador de mandatos presidenciais de Vladimir Putin. Em meio a uma turbulência política e econômica mundial, o Parlamento russo provocou outro abalo ao apoiar uma opção que permitiria que o líder russo fosse presidente novamente. Em uma proposta inesperada, mas muito coreografada, a deputada Valentina Tereshkova, ex-cosmonauta soviética e primeira mulher no espaço, sugeriu nesta terça-feira eliminar as restrições do líder russo para voltar a disputar eleições depois do fim de seu mandato, em 2024. Se fizer isso e vencer, poderia permanecer no poder até 2036. Em uma aparição urgente e imprevista na Duma (Câmara baixa do Parlamento), o líder russo se mostrou aberto à ideia, citando a necessidade de estabilidade do país. Uma presidência “forte” é “absolutamente necessária para a Rússia”, enfatizou Putin. “A atual situação econômica e de segurança nos lembra disso mais uma vez”, acrescentou.

Com o simbolismo teatral próprio das grandes ocasiões, a ex-cosmonauta Tereshkova lançou a proposta que poderia levar a um quinto mandato de Vladimir Putin. “Tudo deve ser estipulado de maneira franca, aberta e pública: ou eliminar o limite de mandatos presidenciais na Constituição, ou ?se a situação exigir e, sobretudo, se as pessoas quiserem? introduzir na lei a possibilidade de que um presidente atual volte a ser reeleito para o cargo, já de acordo com a Constituição renovada”, declarou a deputada do Rússia Unida, o partido do Governo, durante uma rápida sessão na Câmara baixa que debatia emendas à lei fundamental. “Dada sua enorme autoridade, isso seria um fator estabilizador para nossa sociedade”, acrescentou firmemente Tereshkova, que tinha na lapela a medalha de heroína da União Soviética. Pela lei atual, um presidente não pode permanecer no cargo por mais de dois mandatos (seis mais seis anos), e Putin deveria deixar sua poltrona do Kremlin em 2024.

A proposta transcendental de Tereshkova causou um curto-circuito na Duma, controlada pelo Kremlin. Quase duas horas depois, em um comparecimento histórico e surpreendente, o líder russo foi à Câmara baixa para aproveitar a deixa. Putin, que tem 67 anos e está há duas décadas no poder (entre seus anos de presidente e de primeiro-ministro), não apoiou a ideia de eliminar a limitação de mandatos presidenciais, mas sim de zerar seu próprio contador. “Seria possível se a população votasse a favor, mas será necessária uma decisão do Tribunal Constitucional”, disse Putin, que recebeu uma grande ovação dos deputados.

Os legisladores aprovaram, por maioria esmagadora, o pacote de emendas à Constituição, que desenha um país mais conservador e nacionalista. Além disso, com 380 votos a favor e 44 contra (da facção do Partido Comunista), de um total de 445 cadeiras ocupadas, os deputados da Duma aprovaram também a proposta de último minuto que permitirá que Putin volte a disputar eleições presidenciais em 2024 e possa permanecer no poder até 2036. Teria 83 anos. Um presidente, além disso, com novas atribuições, segundo a reformada Constituição proposta pelo próprio Putin, e maior possibilidade de intervir nos mecanismos de funcionamento das instituições do Estado, explica o especialista em Direito Constitucional Ilia Shablinski, da Escola Superior de Economia.

A votação desta terça-feira, prevista para ser um mero trâmite para aprovar ?e organizar? as emendas propostas pelo líder russo, por um grupo de especialistas que o próprio Putin designou e por alguns legisladores da Duma, abriu uma nova possibilidade para a confirmação de um cenário que os analistas apontam há meses: o de que o grande objetivo da reforma da lei fundamental é, na verdade, permitir que Putin permaneça de alguma forma no poder. As emendas devem passar agora por uma terceira votação ?talvez nesta quarta-feira. Os eleitores darão sim ou não a todo o pacote ?que inclui pontos bastante atraentes, como os de que as aposentadorias aumentem de acordo com a inflação e o salário mínimo seja estabelecido acima da linha de pobreza? em 22 de abril, em uma consulta popular cujo mecanismo ainda não está muito claro.

“Todos entendem perfeitamente que dentro do país, infelizmente, ainda temos muita vulnerabilidade”, disse Putin na Duma, em um discurso teoricamente imprevisto, mas que parecia muito preparado e sincronizado. “A prioridade deve ser a estabilidade”, insistiu, em um momento em que a economia russa atravessa uma grave crise, com a queda do preço do petróleo e o rublo em seu nível mais baixo desde 2014. Um baque derivado da guerra do petróleo e do naufrágio dos mercados pelo medo do coronavírus, que se somou à recessão provocada pelas sanções econômicas impostas à Rússia há seis anos decido à anexação da península ucraniana da Crimeia.

Desde janeiro, quando o líder russo propôs emendar a Constituição ?a maior mudança política e legislativa desde os anos 1990?, especulava-se sobre como isso seria feito para permitir que Putin mantivesse sua influência. Os analistas e grande parte da oposição apostavam que ele ficaria à frente de um Conselho de Estado renovado e muito mais poderoso. Agora, reveladas suas cartas, parece que a aposta de Putin era mais simples: voltar a disputar eleições presidenciais e permanecer no Kremlin.

Com a manobra “estratégica” desta terça, aponta a analista política Tatiana Stanovaia, Putin não só elimina todos os rumores e o debate sobre sua sucessão, como também deixa muitas expectativas. “Se pensa na história, como mencionou, ele gostaria de limitar os mandatos de qualquer presidente. Mas quando se trata dele, quer ter mais espaço e mais opções para escolher qualquer cenário que deseje”, assinala Stanovaia, diretora da empresa de análise R. Politik. O líder russo, entretanto, não disse se voltará a concorrer à presidência dentro de quatro anos. “Tenho certeza de que faremos muito mais coisas juntos, pelo menos até 2024. Aí veremos”, afirmou.

A oposição extraparlamentar, que há semanas vem denunciando um “golpe de Estado”, criticou nesta terça-feira o novo cenário e prepara uma manifestação de protesto contra a proposta.

Publicamente, Putin vinha descartando havia meses uma via que lhe permitisse permanecer no Kremlin. Mesmo em janeiro, quando um veterano da Segunda Guerra Mundial lhe pediu que ficasse na presidência, o líder russo descartou a ideia, afirmando que não desejava uma “regressão aos tempos da União Soviética”. Nesta terça, Putin comentou aquela declaração. “Devo admitir que [aquela observação] não foi correta, porque durante os tempos da URSS não houve eleições; tudo era decidido em segredo ou como resultado de procedimentos ou intrigas internas do partido”, disse ele na Duma. “Agora a situação é completamente diferente, precisamos ir às urnas”, acrescentou. Se as mudanças esboçadas agora se consolidarem e Putin for reeleito em 2024, acumularia 18 anos seguidos no poder e, no mínimo, 26 no total. Cumprindo o espírito que, como apontou dias atrás, ele considera que o cargo tem: “Não é só um trabalho, mas um destino”.

mar
11
Posted on 11-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-03-2020


 

Tacho, NO

 

Por G1

O ex-vice-presidente e pré-candidato democrata Joe Biden, durante comício em Columbus, Ohio, na terça-feira (10) — Foto: AP Photo/Paul Vernon O ex-vice-presidente e pré-candidato democrata Joe Biden, durante comício em Columbus, Ohio, na terça-feira (10) — Foto: AP Photo/Paul Vernon

O ex-vice-presidente e pré-candidato democrata Joe Biden, durante comício em Columbus, Ohio, na terça-feira (10) — Foto: AP Photo/Paul Vernon

 

Joe Biden caminha para ampliar sua vantagem em direção à indicação do Partido Democrata pela vaga de candidato à presidência dos EUA.

Projeções indicam que ele venceu – com ampla vantagem – já nos três primeiros estados a fecharem as urnas em suas primárias nesta terça-feira (10).

Em Mississippi e Missouri, as diferenças foram de até 60 e quase 30 pontos entre ele e Bernie Sanders, respectivamente. No terceiro estado a iniciar sua apuração, Michigan – justamente aquele com o maior número de delegados desta terça (veja abaixo) – Biden também teve sua vitória projetada, mas com uma vantagem menor.

Veja a seguir os números das apurações às 23h30 de terça-feira:

  • Mississippi – Biden – 80,87%; Sanders – 15,18%
  • Missouri – Biden – 59,28%; Sanders – 34,44%
  • Michigan – Biden – 53,07%; Sanders – 39,26%
  • Dakota do Norte – Sanders – 39,66% ; Biden – 26,2%

Seis estados realizam primárias do Partido Democrata nesta terça. São mais 352 delegados em jogo. Veja as projeções e número de delegados no quadro abaixo.

 

Projeções das primárias de 10 de março — Foto: G1 Mundo Projeções das primárias de 10 de março — Foto: G1 Mundo

Projeções das primárias de 10 de março — Foto: G1 Mundo

 

Pesquisas mais recentes já apontavam a tendência de que Biden realmente consolidasse seu favoritismo, conquistado depois de uma virada expressiva na Superterça. De acordo com média de pesquisas nacionais compiladas pelo site RealClearPolitics, ele abriu 16 pontos de vantagem, e hoje tem 51,3 pontos, contra 45,3 de Sanders.

 

O senador de Vermont e pré-candidato democrata Bernie Sanders, durante comício em St. Louis, Missouri, na segunda-feira (9) — Foto: Tim Vizer/AFP O senador de Vermont e pré-candidato democrata Bernie Sanders, durante comício em St. Louis, Missouri, na segunda-feira (9) — Foto: Tim Vizer/AFP

O senador de Vermont e pré-candidato democrata Bernie Sanders, durante comício em St. Louis, Missouri, na segunda-feira (9) — Foto: Tim Vizer/AFP

 
Eleições americanas: o que está em jogo em Michigan e Washington

Eleições americanas: o que está em jogo em Michigan e Washington

Dos seis estados que votaram nesta terça, ao menos três costumam dar preferência a candidatos republicanos nas eleições presidenciais e cinco ajudaram a eleger Donald Trump em 2016. Apenas em Washington – que votou por democratas nas últimas oito presidenciais – ele perdeu para Hillary Clinton.

 

O resultado mais próximo foi em Michigan, onde Trump venceu com uma diferença de apenas 0,2%, o que leva os democratas a acreditar que podem mudar a tendência este ano.

 

Eleitor vota nas primárias do Partido Democrata nesta terça-feira (10) no Missouri, EUA — Foto: Colter Peterson/St. Louis Post-Dispatch via AP Eleitor vota nas primárias do Partido Democrata nesta terça-feira (10) no Missouri, EUA — Foto: Colter Peterson/St. Louis Post-Dispatch via AP

Eleitor vota nas primárias do Partido Democrata nesta terça-feira (10) no Missouri, EUA — Foto: Colter Peterson/St. Louis Post-Dispatch via AP

Outro estado a se prestar especial atenção é Missouri, já que em 86,67% das eleições presidenciais, quem ganhou ali levou a presidência, segundo o site Ballotpedia.

Já nos outros três estados, é uma tarefa difícil para os democratas tentar virar o jogo: em Mississippi, os republicanos vencem as eleições presidenciais desde 1980, no Idaho e em Dakota do Norte, desde 1968.

 

Eleitores votam nas primárias do Partido Democrata no Michigan, nos EUA, nesta terça-feira (10) — Foto: Jake May/The Flint Journal via AP Eleitores votam nas primárias do Partido Democrata no Michigan, nos EUA, nesta terça-feira (10) — Foto: Jake May/The Flint Journal via AP

Eleitores votam nas primárias do Partido Democrata no Michigan, nos EUA, nesta terça-feira (10) — Foto: Jake May/The Flint Journal via AP

Prévias anteriores

Dezoito estados já realizaram primárias do Partido Democrata. Joe Biden venceu em 10 deles e conquistou até esta terça 664 delegados. Bernie Sanders venceu em seis estados e soma 573 – um estado foi vencido por Pete Buttigieg, que desistiu da competição.

 

Para garantir a nomeação pelo partido, um candidato precisa chegar à convenção, em julho, com 1.991 delegados.

 

Delegados democratas distribuídos até o dia 9 de março — Foto: G1 Mundo Delegados democratas distribuídos até o dia 9 de março — Foto: G1 Mundo

Delegados democratas distribuídos até o dia 9 de março — Foto: G1 Mundo

Republicanos

Embora já tenha declarado que irá apoiar a candidatura à reeleição de Donald Trump, o Partido Republicano tem outros pré-candidatos. Alguns estados chegaram inclusive a cancelar suas prévias, mas outros mantiveram o calendário eleitoral e também realizam primárias nesta terça.

Os republicanos tiveram primárias em Idaho, Michigan, Mississippi, Missouri e Washington. Em Dakota do Norte, Trump seria o único candidato, e por isso 100% dos delegados locais foram atribuídos a ele.

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