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Lacalle Pou: liberal de centro-direita toma posse no Uruguai…

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…e Bolsonaro é saudado em Montevidéu.

 

ARTIGO DA SEMANA

 

Ruas do Uruguai e o 15 de Março do Brasil 

Vitor Hugo Soares

As saudações e gritos de aprovação que recebeu domingo passado, no Uruguai, – enquanto caminhava pelas ruas do “casco histórico” de Montevidéu, com a primeira dama, Michelle, em direção ao Palácio Legislativo, para a solenidade de posse de Luís Alberto Lacalle Pou na presidência do país vizinho à beira do Rio da Prata, – surpreenderam ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Tanto que, depois de acenos, ele pediu e levantou a bandeira do país, que um uruguaio levava, para agradecer. A praça, para membros da comitiva, era espécie de termômetro, à distância, na tomada de temperatura da mobilização com vistas às manifestações convocadas para 15 de mar;o, no Brasil, “em defesa do governo”.  

Montevidéu é a cidade, no mundo, que visitei mais vezes (salvo Buenos Aires) desde 1973, quando ingressei no Jornal do Brasil. Sei o quanto o uruguaio é acolhedor, educado e atencioso com seus visitantes (e o quanto seus habitantes foram solidários e generosos com dezenas de exilados que aportaram em seu solo, após o golpe de 64: de Jango a Brizola, do jornalista Paulo Cavalcante Valente ao íntegro e saudoso coronel Dagoberto Rodrigues. Mas sei, também, o quanto sua gente é discreta e reservada (cabreira mesmo) ao expressar emoções e afetos.  Assim, o que se viu e ouviu na terra de Pepe Mujica, em relação ao mandatário brasileiro, foi algo praticamente inédito de alguma maneira. Falta ver, agora,  se sinalizam  em direção aos atos de 15 de março, próximo, como governistas apostam e adversários temem.

Relevante pauta política, avaliada com “descuido, desleixo e preguiça”, como ouvi certa vez, em crítica certeira sobre “as pragas do jornalismo de fim de semana”, do saudoso Juarez Bahia, ex-editor nacional do JB. Mestre de teoria e prática de várias gerações de profissionais de imprensa.

As antenas nas redações  dos nossos maiores jornais e sites se voltaram com maior atenção e presteza para a distante e convulsionada França. Na beira do Sena, o ex-presidente Lula – condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela Lava Jato – se movimentava, ladeado pela ex-Dilma Rousseff e pelo inefável  Fernando Haddad, para receber o título de cidadão honorário de Paris, ofertado pela prefeita esquerdista da capital francesa.
Merece destaque, assim, o saque da Gazeta do Povo, de Curitiba, que mandou o repórter Raphael Sibilla, como enviado especial, para cobrir a posse do novo presidente uruguaio, e observar, passo a passo, a participação do presidente brasileiro na festa. “Foi uma viagem curta e em silêncio”, sintetizou o jornalista na abertura de seu texto. Silêncio do visitante, em geral de língua solta, mas não das ruas e dos microfones e holofotes locais. “Bolsonaro apareceu algumas vezes durante a transmissão oficial do discurso de posse de Lacalle Pou, o colega de centro-direita. Andou na rua e saudou apoiadores que gritavam seu nome. Ouviu Lacalle Pou falar de integração e cooperação do Mercosul, mas também ouviu um discurso que defendia a preservação do meio ambiente e foco em questões sociais como educação, segurança e inclusão”. Atento, Sibilla também observou, no diário paranaense que, antes da cerimônia terminar, Bolsonaro deixou o local para pegar o avião de volta para Brasília . Agora é esperar e conferir as ruas do Brasil em 15 de março.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br    

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