DO EL PAÍS

Atriz chega a secretaria especial no mesmo dia em que Governo exonera dirigentes do setor

O presidente Jair Bolsonaro dá posse à secretária especial da Cultura do Ministério do Turismo, Regina Duarte
O presidente Jair Bolsonaro dá posse à secretária especial da Cultura do Ministério do Turismo, Regina DuarteAntonio Cruz (Agência Brasil)
 Joana Oliveira

Chegou ao fim o noivado entre a atriz Regina Duarte e o presidente Jair Bolsonaro. Depois de um mês e meio de negociações, em que Duarte viajou a Brasília para conhecer a estrutura da pasta, ela tomou posse nesta quarta-feira como secretária especial da Cultura, com a missão de encerrar a rotatividade da pasta e o desafio de erguer uma bandeira branca na conturbada relação do Governo com a classe artística. “Meu propósito aqui é a pacificação e o diálogo permanente com o setor cultural”, disse ela durante a cerimônia de posse. Poucas horas antes, depois de já ter exonerado servidores ligados ao escritor Olavo de Carvalho, virou alvo de olavistas nas redes, que se manifestaram colocando a hashtag #foraregina como o assunto mais comentado no Twitter. Na segunda-feira, 2, Carvalho já havia questionado publicamente a atriz sobre como seria sua atuação à frente da Cultura e afirmou que a nomeação dela só foi possível com seu aval. Nesta quarta, no evento, ela afirmou: “O convite [de Bolsonaro] falava em carta branca, não vou esquecer”.

Nesta quarta-feira, o Governo publicou 12 exonerações de servidores em cargos de chefia na Secretária Especial da Cultura, entre eles o agora ex-presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Dante Mantovani, que, em vídeo, disse que o rock leva “ao aborto e ao satanismo”. Próximo à atriz e presidente do órgão na gestão Dilma Rousseff (PT), o produtor Humberto Braga é cotado para voltar ao Governo e ocupar o cargo de Mantovani. A atriz também convidou o ator Carlos Vereza, outro ferrenho apoiador de Bolsonaro, para ser o número dois da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto, que administra a TV Escola.

Outros exonerados pela nova administração também pertencentes à ala olavista incluem Ricardo Freire Vasconcellos, diretor do Departamento do Sistema Nacional de Cultura; Paulo César do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Reynaldo Campanatti, secretário de Economia Criativa; Camilo Calandreli, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura; Ednagela dos Santos Barroso dos Santos, diretora do Departamento de Promoção da Diversidade Cultural; Maurício Noblat Waissman, coordenador-geral da Política Nacional de Cultura Viva; Raquel Cristina Brugnera, chefe de gabinete da Secretaria da Economia Criativa; Gislaine Targa Neves Simoncelli, chefe de gabinete da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura; Leônidas José de Oliveira, diretor-executivo da Fundação Nacional de Artes (Funarte); Marcos Villaça, secretário de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual e Rodrigo Junqueira, secretário de Difusão e Infraestrutura Cultural.

Apoiadores de Olavo de Carvalho comentam nas redes sociais que essas exonerações são um indício de que Regina Duarte estaria alinhada com a esquerda política e acusam-na de ser “psolista”, “esquerdista” e “petista”.

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) defendeu a nova secretária da Cultura no Twitter: “Respeitem Regina Duarte!”, escreveu, acrescentando que “desse jeito, quem vai derrubar o presidente é a turma que diz que o apoia”.

“Não conseguem ver que uma pessoa séria como Regina Duarte já está apanhando dos malucos da esquerda? Querem que ela aguente também os doidos da direita? Aliás, ela também apanha dos arrependidos de Bolsonaro. Não dá!”, escreveu Paschoal em outro tuíte.

Cerimônia de posse

Prestigiada por alguns representantes da classe artística e diversos políticos, Regina Duarte discursou na cerimônia de posse em prol da democratização e descentralização territorial da cultura, “para que toda a população possa desfrutar da nossa magnífica produção cultural”. A cultura, afirmou, “não é privilégio dos grandes centros”.

A secretaria também fez uma sutil referência ao corte de Orçamento no setor: “Acredito que é possível fazer muita cultura, arte mesmo, com os recursos que temos. Acredito também que se possa fazer mais com mais. Vamos passar o chapéu, se a vontade é de fazer mais, de fazer grande, e os recursos são escassos”, disse.

O presidente, ao dar as boas-vindas a Duarte, afirmou que, “ao longo da última década, a cultura foi cooptada pela política e usada para interesses políticos partidários” e que essa não era “a cultura que deveria ser desenvolvida com dinheiro público no Brasil”.

“O que muitos têm na cabeça é que sou uma pessoa que está longe de amar a cultura”, disse Bolsonaro ao afirmar que a nova secretária terá “liberdade para escolher seu time”, apesar de alertá-la de que ele poderá vetar nomes. “Obviamente, eu exerço o poder de veto em alguns nomes. Já o fiz em todos os ministérios, até para proteger a autoridade. Isso não é perseguir ninguém. É colocar o ministério e as secretarias na direção que foi tomada pelo chefe do Executivo e que foi acolhida naquele longo tempo de pré-campanha”, disse.

Segundo o presidente, Duarte é uma pessoa que “pode valorizar a Lei Rouanet, tão mal utilizada no passado”. Para o presidente, essa lei “deve atender artistas em início de carreira ou aqueles que precisam de ajuda para se consolidar no mercado”. O presidente reconheceu que Duarte passará por um “momento probatório”, mas que tem seu apoio. “Você não esta vendo um brucutu ao seu lado, você está vendo um amigo”, disse a ela, rindo.

Duarte, apoiadora de Bolsonaro desde as eleições, foi convidada pelo presidente para assumir a pasta no dia 17 de janeiro, depois da demissão do dramaturgo Roberto Alvim, afastado por parafrasear em um vídeo o ministro nazista Joseph Goebbels. Duarte disse o “sim” duas semanas depois e, no final de fevereiro, assinou a rescisão do contrato de mais de 50 anos com a Rede Globo. Agora, ela é a terceira pessoa a comandar a Secretaria de Cultura desde o início do Governo Bolsonaro —José Paulo Soares Martins foi secretário-adjunto da pasta e secretário de Fomento e Incentivo à Cultura durante dois meses, de forma interina, antes de Alvim—.

Duarte, considerada um ícone da teledramaturgia brasileira, já se mostrou como defensora da indústria audiovisual no país —como quando usou seu perfil no Instagram para publicar cartazes de filmes nacionais em protesto pela retirada dos mesmos do site daAgência Nacional do Cinema (Ancine)—, mas terá também que lidar com temas como economia criativa, direitos autorais, preservação do patrimônio histórico e democratização do acesso a teatros e museus, entre outros. Ela comandará uma estrutura vinculada ao Ministério do Turismo.

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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

mar
05

Do Jornal do Bras

Macaque in the trees
Bolsonaro na porta do Alvorada (Foto: AP/Eraldo Peres)

O presidente Jair Bolsonaro utilizou um humorista para se esquivar de perguntas sobre o resultado fraco do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, com crescimento de apenas 1,1% no ano.

Na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi perguntado pelos jornalistas sobre o PIB, mas não quis comentar e pediu para que um humorista, que o acompanhava na porta da residência oficial, respondesse aos repórteres.

“PIB? PIB? O que que é PIB? Pergunta o que que é PIB “, disse Bolsonaro ao comediante Márvio Lúcio dos Santos Lourenço, da TV Record, conhecido por interpretar o personagem Carioca.

Os jornalistas insistiram na pergunta, mas Bolsonaro se negou a dar uma resposta e, logo em seguida, deixou o local.(Sputnik Brasil)

mar
05
Posted on 05-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-03-2020

Onyx confirma pastor na chefia do Bolsa Família

 

 

Como a Crusoé antecipou no mês passado, Onyx Lorenzoni trocou o comando da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, responsável, entre outros programas, pelo Bolsa Família.

O procurador da Fazenda Sérgio Queiroz assumiu o cargo no lugar do ex-deputado federal Lelo Coimbra. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 4.

Pastor evangélico, Queiroz comanda uma grande igreja em João Pessoa, na Paraíba.

mar
05

Do Jornal do Brasil

 

CadernoB

A atriz Regina Duarte disse hoje (4), ao tomar posse na Secretaria Especial da Cultura, que espera o apoio do Legislativo para impulsionar projetos culturais no país e que vai “passar o chapéu” em busca de recursos para o setor. Ela afirmou ainda que buscará pacificação e diálogo permanente com o setor.
Macaque in the trees
O presidente Jair Bolsonaro dá posse à secretária especial da Cultura do Ministério do Turismo, Regina Duarte (Foto: Antonio Cruz/Agencia Brasil)

“Meu propósito aqui é pacificação e diálogo permanente com o setor cultural, com os estados e municípios, com o parlamento e com os órgãos de controle. O apoio do legislativo é indispensável para que se tornem reais os objetivos da tarefa que vamos inciar juntos a partir de hoje”, afirmou, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

É possível “fazer muita cultura com os recursos que temos. Criativamente, como no meu tempo de amadora”, disse Regina. “Acredito também que se possa fazer mais com mais, acredito na busca da beleza e sabemos que beleza é inerente ao conceito de arte. E assim, na busca de uma beleza maior, vamos passar o chapéu, como de praxe, por que não? Se há vontade de fazer mais, e grande, e os recursos são escassos, vamos passar o chapéu, sim”, destacou.

Para Regina, a cultura é um dos principais pilares do desenvolvimento social e econômico do país, e uma cultura forte consolida a identidade de uma nação. “Uma nação tem que nutrir e zelar pela cultura do seu povo, democratizando, repartindo com equilíbrio as fatias do fomento para que todas as regiões possam viabilizar e expor sua produção e para que toda a população possa desfrutar da nossa magnífica expressão cultural.”

No discurso, Regina Duarte agradeceu o apoio da sua família, o incentivo dos fãs e anônimos e a confiança do presidente Jair Bolsonaro, do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e de sua nova equipe de trabalho. A Secretaria Especial da Cultura está ligada ao Ministério do Turismo.

“Estamos unidos aos milhões de brasileiros, uma gente que deseja e merece viver em um país onde a cultura seja passaporte para uma vida plena, recheada de sonhos, de fantasias, emoções, momentos felizes, sempre. E que cultura seria essa geradora da tenta felicidade, dona Regina? Para começar, acho que seria alguma coisa que não passasse nem perto do conceito de domínio. Falo de cultura como libertação, dessa argamassa de hábitos e comportamentos, rituais e costumes que se autofertilizam no seio do povo”, destacou a secretária.

Lei Rouanet

A atriz foi convidada pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o cargo de secretária especial da Cultura após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim, em janeiro deste ano.

Em discurso, Bolsonaro disse que, assim como os ministros, Regina Duarte terá liberdade para montar sua equipe. A expectativa do presidente é que a nova secretária impulsione os mecanismos culturais disponíveis, como a Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.

“A definição de cultura se resume a um conjunto de hábitos, crenças e conhecimentos. E, com esse propósito, depois de um ano de governo, nós achamos, tenho certeza, a pessoa certa que pode valorizar, por exemplo, a Lei Rouanet, tão mal utilizada no passado”, disse o presidente.

Em abril do ano passado, o governo anunciou mudanças para o financiamento de projetos culturais, como a redução do teto de valores financiados de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão.

A cultura “vai muito além do que nós pensamos” e influencia na economia, afirmou o presidente. “Lógico que não é palpável”, destacou. “A música [por exemplo], é um ânimo, é uma injeção de coragem em você, e nós temos que resgatar isso, e o tempo voa”, disse Bolsonaro, ressaltando que o governo está, “de forma tímida, apenas começando a escrever a cultura”.

Carreira

Filha de pai militar e de mãe professora de piano, mãe de três filhos e avó de seis netos, Regina Duarte nasceu no dia 5 de fevereiro de 1947.

Regina trabalha como atriz há 55 anos. Atuou em dezenas de novelas, sendo um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira.

Seus papéis mais marcantes foram em folhetins como Selva de Pedra, Irmãos Coragem, Vale Tudo, Roque Santeiro e Rainha da Sucata e no seriado Malu Mulher. Regina Duarte interpretou a personagem Helena em três obras do autor Manoel Carlos (História de Amor, Por Amor e Páginas da Vida).

Para assumir o cargo de secretária especial da Cultura, a atriz encerrou seu contrato com a TV Globo. (Agência Brasil)

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Nas últimas 24 horas, o novo coronavírus vitimou mais 28 pessoas em Itália, elevando o número de mortes para 107. O país passa assim a ter a segunda maior taxa de letalidade do mundo, só ficando atrás da China. Para o infecciologista Jaime Nina, isto é também fruto de uma desorganização nas políticas de saúde, que já se mostraram insuficientes anteriormente.

Nas últimas 24 horas, morreram mais 28 pessoas em Itália, elevando assim o número de vítimas mortais para 107, de acordo com o último balanço feito pela Proteção Civil italiana, às 18:00 desta quarta-feira. É o segundo país com maior taxa de letalidade do mundo. Só sendo ultrapassado pela China, o epicentro da epidemia, onde no último dia morreram mais 38 pessoas, ?somando-se já 2981 mortes no país. Mesmo a Coreia do Sul, que reportou 5621 casos confirmados (enquanto a Itália notificou 3098), apresenta menos 72 vitimas mortais.

As regiões italianas mais afetadas continuam a localizar-se no norte do país e são respetivamente a Lombardia, Emília-Romanha e Veneto, de acordo com informação do ministério da Saúde, citada pelo jornal Corriere della Sera. No entanto, o surto já está espalhado por todo o mapa, de norte a sul, incluindo as ilhas. Na Sicília – a maior ilha do Mediterrâneo – há 18 casos confirmados. Quanto ao perfil destes cidadãos, continuam a ser, na sua maioria, idosos ou pessoas de risco, com o sistema imunitário debilitado, características coincidentes com os infetados no resto do mundo.

“A explosão de casos em Itália não me surpreende”, admite Jaime Nina. “É dos países mais frágeis da Europa ocidental, do ponto de vista da saúde pública. Isso viu-se noutros surtos. Mais recentemente, em 2017, tivemos um surto de Chikungunya [vírus transmitido por mosquitos], que afetou especialmente França e Itália. Numa primeira fase, França teve cerca de 10 casos, a Itália teve 300 e tal. Os italianos são ótimos em pintura, escultura, música, arquitetura, literatura, alta costura, cozinha, mas não em organização e saúde pública, áreas que exigem precisamente organização”.

Para o infeciologista, a desorganização do sistema de saúde italiano pode ver-se até em pontos simples como a monitorização da gripe sazonal, cujos casos não são contabilizados e disponibilizados em todas as regiões do país. “O Benjamin Franklin dizia que quem falha em preparar-se, prepara-se para falhar”, refere Jaime Nina, que acredita que a falha está à vista, mas não totalmente. Segundo as contas do especialista do Instituto de Medicina Tropical estarão infetadas em Itália muitas mais pessoas, que, por não apresentarem sintomas ou apenas terem um pouco de febre, não estão a ser sujeitas ao teste PCR – a análise biológica usada para despistar ou confirmar os infetados por coronavírus – e, por isso, não são consideradas nas contas oficiais.

“Há uma subnotificação massiva. O número de mortos aponta para esta realidade. Só os casos mais graves e os mortos estão a ser registados. O que faz sentido, porque se tivermos cem testes PCR, vamos testar as pessoas que estão hospitalizadas em estado critico ou as pessoas que têm apenas um bocadinho de tosse e febre?”, questiona Jaime Nina.

Portugal tem seis casos positivos de infeção pelo novo coronavírus confirmados, três destes têm uma ligação a Itália. O médico de 60 anos (primeiro caso português), internado no Hospital de Santo António, no Porto, esteve de férias no norte do país. O mesmo aconteceu com o quinto infetado, um professor da Escola Superior de Música, do Porto, com 44 anos. Há ainda uma terceira ligação, uma mulher entre os 40 e 49 anos, anunciada há pouco pela Direção-Geral da Saúde.

De epicentro do vírus na Europa ao topo do ranking mundial

O coronavírus chegou à Itália no dia 20 de fevereiro. Mattia, 38 anos, um atleta amador com uma vida social muito agitada foi o primeiro motivo de preocupação. Ficou conhecido como o “paciente 1”, visto que o “paciente zero” não revelou sintomas coincidentes com os da epidemia (tosse, fadiga, febre, dificuldades respiratórias). Mattia terá contagiado, durante o tempo de incubação do vírus em que participou em jantares com amigos, maratonas, jogos de futebol, pelo menos 16 pessoas, incluindo profissionais de saúde desprevenidos.

Em menos de 24 horas contadas a partir do internamento de Mattia, foi anunciada a morte de duas pessoas: um homem de 78 anos e uma mulher de 75, nas regiões da Lombardia e de Veneto, e iniciou-se a contagem dos infetados. Itália reagiu colocando de imediato em quarentena mais de 50 mil pessoas, isolando uma dezena de cidades e reagendado eventos desportivos e culturais. Até o emblemático carnaval de Veneza foi cancelado, deixando milhares de turistas desiludidos. Mas a semente já tinha sido lançada epaís passou quase de imediato a ser o primeiro foco do surto na Europa e o quarto no mundo.

mar
05
Posted on 05-03-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-03-2020


 

Sinovaldo, no

 

mar
05

DO EL PAÍS

O bilionário anuncia que apoiará o ex-vice-presidente Joe Biden nas primárias para a Casa Branca

Michael Bloomberg, em 3 de março, em Miami.
Michael Bloomberg, em 3 de março, em Miami.Brynn Anderson / AP (AP)

O magnata Michael Bloomberg anunciou nesta quarta-feira que está cancelando sua campanha pela indicação democrata para as eleições presidenciais de 2020 nos EUA, o que abre caminho para Joe Biden, agora frente a frente com o senador Bernie Sanders. As primárias realizadas na terça-feira, a chamada Superterça, impulsionaram o vice-presidente da era Obama, vencedor em pelo menos nove dos 14 estados em jogo, e deixaram Bloomberg sem uma única vitória, apesar de seu investimento multimilionário ? mais de 500 milhões de dólares. Bloomberg anunciou seu apoio a Biden.

Sem Bloomberg na corrida, Biden não tem mais um rival moderado. Sanders, enquanto isso, continua liderando o flanco da esquerda. As outras duas candidatas, a senadora Elizabeth Warren e a deputada Tulsi Gabbard, não alcançaram resultado positivo até agora e suas campanhas estão fadadas ao fracasso.

Esta era considerada a última chance de Bloomberg, 77 anos, de ser presidente. Era algo que cogitava há 12 anos, animado pela capacidade enorme de recursos próprios para financiar a campanha. Sua fortuna supera 52 bilhões de dólares, muito superior aos três bilhões de Trump.

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